Marcadores urinários em crianças e adolescentes com refluxo vesicoureteral
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | O refluxo vesicoureteral (RVU) é uma malformação do trato urinário frequente na infância. A associação de Infecção do trato urinário (ITU) e RVU é fator de risco para formação de cicatrizes renais, conhecida por Nefropatia de Refluxo. Biomarcadores são ferramentas de diagnósticos que têm sido foco de pesquisas clínicas. O objetivo deste estudo foi avaliar biomarcadores não invasivos de lesão renal em crianças e adolescentes com RVU. Métodos: estudo transversal, onde foram avaliados 32 pacientes de 0 a 18 anos, com diagnóstico de RVU sem outras nefropatias. Cicatrizes renais foram avaliadas utilizando-se o radioisótopo 99Tc-ácido dimercaptosuccínico (DMSA) através da sua captação do parênquima renal. Os marcadores urinários, Fator de crescimento e transformação do tipo beta 1 (TGF-beta1) e Lipocalina associada com gelatinase de neutrófilos humanos (NGAL), foram dosados pela técnica de ELISA. Resultados: Os pacientes foram distribuídos de acordo com a presença ou não de lesão renal (LR) evidenciada pelo DMSA em dois grupos: pacientes sem LR (n = 11) e com LR (n = 21). A média das idades dos pacientes sem LR foi de 44,9 meses (DP=38,6 meses) inferior ao do grupo com LR de 93,6 meses (DP=57,1 meses) (p=0,017). Os pacientes com lesão apresentaram níveis urinários de NGAL superiores aos sem lesão (p=0,001), sendo maiores naqueles com RVU de alto grau (p=0,015) e ITU (p <0,001). Não houve diferenças significativas nos níveis urinários de TGF-1 entre os grupos (p=0227). Conclusão: os níveis urinários de TGF-1 não foi um biomarcador com boa acurácia diagnóstica para identificar lesão renal, enquanto o aumento das concentrações de NGAL direciona para um comprometimento do parênquima renal, sugerindo seu uso como biomarcador diagnóstico ou prognóstico de cicatriz renal. |
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Cicatrizes renais foram avaliadas utilizando-se o radioisótopo 99Tc-ácido dimercaptosuccínico (DMSA) através da sua captação do parênquima renal. Os marcadores urinários, Fator de crescimento e transformação do tipo beta 1 (TGF-beta1) e Lipocalina associada com gelatinase de neutrófilos humanos (NGAL), foram dosados pela técnica de ELISA. Resultados: Os pacientes foram distribuídos de acordo com a presença ou não de lesão renal (LR) evidenciada pelo DMSA em dois grupos: pacientes sem LR (n = 11) e com LR (n = 21). A média das idades dos pacientes sem LR foi de 44,9 meses (DP=38,6 meses) inferior ao do grupo com LR de 93,6 meses (DP=57,1 meses) (p=0,017). Os pacientes com lesão apresentaram níveis urinários de NGAL superiores aos sem lesão (p=0,001), sendo maiores naqueles com RVU de alto grau (p=0,015) e ITU (p <0,001). Não houve diferenças significativas nos níveis urinários de TGF-1 entre os grupos (p=0227). Conclusão: os níveis urinários de TGF-1 não foi um biomarcador com boa acurácia diagnóstica para identificar lesão renal, enquanto o aumento das concentrações de NGAL direciona para um comprometimento do parênquima renal, sugerindo seu uso como biomarcador diagnóstico ou prognóstico de cicatriz renal. Backgroud: Vesicoureteral reflux (VUR) is a congenital anomaly of the urinary tract common in childhood. The VUR in association with urinary tract infection (UTI) is a risk factor for the development of renal scarring, known as Reflux nephropathy. Biomarkers are diagnostic tools that have been the focus of clinical research. The aim of this study was to evaluate noninvasive biomarkers of kidney injury in children and adolescents with VUR. Methods: Cross-sectional study that evaluated 32 patients 0-18 years diagnosed with VUR without other kidney diseases. Renal scars were evaluated by 99mtechnetium dimercapto-succinic acid renal scan. Urinary markers: growth factor and transforming the type beta 1 (TGF-beta1) and neutrophil-gelatinase associated lipocalin (NGAL) were measured by ELISA. Results: Patients were divided into two groups: patients without renal scarring (n=11) and with renal scarring (n=21). The mean age of patients without renal scarring was 44.9 months (SD=38.6 months) than the group with renal scarring was 93.6 months (SD=57.1 months) (p=0.017). Patients with renal scarring had urinary levels of NGAL higher than those without scarring (p=0.001), particularly those with high-grade VUR (p=0.015) and UTI (p<0.001). There were no significant differences in urinary levels of TGF-1 between groups (p=0227). Conclusion: urinary levels of TGF-1 was not a diagnostic biomarker with good accuracy for identifying renal scarring, while the increase in NGAL concentrations points to a damage in renal parenchyma, suggesting it may be useful as a diagnostic or prognostic biomarker of renal scarring.72 f.TANAKA, Mariana Araujo Barbosa. Marcadores urinários em crianças e adolescentes com refluxo vesicoureteral. 2015. 72 f. Dissertação (Mestrado em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47946https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4251122ark:/48912/0013000027b32porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessRefluxo vesicoureteralLesão renalInfecções urináriasBiomarcadoresInsuficiência renalTGF-beta1NGALRenal scarringVesicoureteral refluxMarcadores urinários em crianças e adolescentes com refluxo vesicoureteralUrinary markers in children and adolescents with vesicoureteral refluxinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Pediatria e Ciências Aplicadas à PediatriaCiências da saúdeMedicinaORIGINALMariana Araújo Barbosa Tanaka.pdfapplication/pdf1034538https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/140b199b-e42b-4c63-9b21-1bc80bd455b1/download2b7565a21555ccbf37a93855e5cd8640MD51TEXTMariana Araújo Barbosa Tanaka.pdf.txtMariana Araújo Barbosa Tanaka.pdf.txtExtracted texttext/plain102377https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/df0249ec-e3c4-49b5-9906-0ed1170f926a/downloadf001b5bb9e3ebef057b547485103674dMD52THUMBNAILMariana Araújo Barbosa Tanaka.pdf.jpgMariana Araújo Barbosa Tanaka.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2740https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/97e29a8f-3cb4-408c-9e87-ca33d886ab08/download375d635987a3a886513638d76fe31ab2MD5311600/479462024-08-01 19:58:59.552oai:repositorio.unifesp.br:11600/47946https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-01T19:58:59Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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O refluxo vesicoureteral (RVU) é uma malformação do trato urinário frequente na infância. A associação de Infecção do trato urinário (ITU) e RVU é fator de risco para formação de cicatrizes renais, conhecida por Nefropatia de Refluxo. Biomarcadores são ferramentas de diagnósticos que têm sido foco de pesquisas clínicas. O objetivo deste estudo foi avaliar biomarcadores não invasivos de lesão renal em crianças e adolescentes com RVU. Métodos: estudo transversal, onde foram avaliados 32 pacientes de 0 a 18 anos, com diagnóstico de RVU sem outras nefropatias. Cicatrizes renais foram avaliadas utilizando-se o radioisótopo 99Tc-ácido dimercaptosuccínico (DMSA) através da sua captação do parênquima renal. Os marcadores urinários, Fator de crescimento e transformação do tipo beta 1 (TGF-beta1) e Lipocalina associada com gelatinase de neutrófilos humanos (NGAL), foram dosados pela técnica de ELISA. Resultados: Os pacientes foram distribuídos de acordo com a presença ou não de lesão renal (LR) evidenciada pelo DMSA em dois grupos: pacientes sem LR (n = 11) e com LR (n = 21). A média das idades dos pacientes sem LR foi de 44,9 meses (DP=38,6 meses) inferior ao do grupo com LR de 93,6 meses (DP=57,1 meses) (p=0,017). Os pacientes com lesão apresentaram níveis urinários de NGAL superiores aos sem lesão (p=0,001), sendo maiores naqueles com RVU de alto grau (p=0,015) e ITU (p <0,001). Não houve diferenças significativas nos níveis urinários de TGF-1 entre os grupos (p=0227). Conclusão: os níveis urinários de TGF-1 não foi um biomarcador com boa acurácia diagnóstica para identificar lesão renal, enquanto o aumento das concentrações de NGAL direciona para um comprometimento do parênquima renal, sugerindo seu uso como biomarcador diagnóstico ou prognóstico de cicatriz renal. |
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