Masculinidades mágicas: práticas mágico-religiosas e as feitiçarias nas formas de "ser e fazer-se homem" na Amazônia Colonial (1750-1773)
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/71338 |
Resumo: | A presente pesquisa tem como objetivo analisar a construção e o exercício de certos comportamentos masculinos de homens envolvidos com o uso de práticas mágico-religiosas na capitania do Grão-Pará na segunda metade do século XVIII. Tendo por base metodológica a categoria gênero, questionamos como o uso destas práticas mágico-religiosas (bolsas de mandinga, orações aos santos, o uso de hóstias e de pedras d’ara) se relacionavam à construção, ao reforço ou à performance de certos tipos e práticas de masculinidades que fugiam ou não dos modelos de bom cristão e marido da época moderna. Para tanto, analisamos os casos de homens (brancos, indígenas, mamelucos e negros) processados pelo Tribunal do Santo Ofício português sob acusação do crime da feitiçaria na capitania do Grão-Pará, sobretudo entre os anos de 1750-1773. Selecionamos, entre confissões e processos inquisitoriais, constados no Livro da Visitação do Santo Ofício da Inquisição ao Estado do Grão-Pará e também em outros documentos do fundo do Santo Ofício custodiados pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), aqueles referentes a homens acusados de usar práticas de feitiçaria para fins amatórios e protetivos. Antes, porém, se fez necessário estudarmos a concepção jurídica e teológica da época moderna lusa em torno do crime e da crença da feitiçaria diabólica e também como esta crença se encontrava presente nos relatos e nos discursos dos missionários inseridos na América Portuguesa. E, para melhor contextualização dos processos analisados, procuramos compreender o processo de missionação e colonização da região da Amazônia Colonial, apresentamos alguns tipos sociais masculinos existentes na capitania do Grão-Pará, bem como estudamos e investigamos como as reformas pombalinas e as normativas da Igreja Católica prescreviam os padrões de masculinidade e a ordem matrimonial no contexto metropolitano e colonial por meio dos regimentos, das ordenações régias e de tratados morais. Por fim, além dos homens, analisamos alguns casos de mulheres processadas pelo uso de práticas de feitiçaria amatória na capitania do Grão-Pará a fim de identificar a existência de algumas diferenças entre as motivações de homens e de mulheres na recorrência destas práticas mágico-religiosas. |
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http://lattes.cnpq.br/0826896800266810Redondo, Laís Prestes [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9979654829640837Feitler, Bruno [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - EFLCH2024-07-03T19:22:25Z2024-07-03T19:22:25Z2024-03-12A presente pesquisa tem como objetivo analisar a construção e o exercício de certos comportamentos masculinos de homens envolvidos com o uso de práticas mágico-religiosas na capitania do Grão-Pará na segunda metade do século XVIII. Tendo por base metodológica a categoria gênero, questionamos como o uso destas práticas mágico-religiosas (bolsas de mandinga, orações aos santos, o uso de hóstias e de pedras d’ara) se relacionavam à construção, ao reforço ou à performance de certos tipos e práticas de masculinidades que fugiam ou não dos modelos de bom cristão e marido da época moderna. Para tanto, analisamos os casos de homens (brancos, indígenas, mamelucos e negros) processados pelo Tribunal do Santo Ofício português sob acusação do crime da feitiçaria na capitania do Grão-Pará, sobretudo entre os anos de 1750-1773. Selecionamos, entre confissões e processos inquisitoriais, constados no Livro da Visitação do Santo Ofício da Inquisição ao Estado do Grão-Pará e também em outros documentos do fundo do Santo Ofício custodiados pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), aqueles referentes a homens acusados de usar práticas de feitiçaria para fins amatórios e protetivos. Antes, porém, se fez necessário estudarmos a concepção jurídica e teológica da época moderna lusa em torno do crime e da crença da feitiçaria diabólica e também como esta crença se encontrava presente nos relatos e nos discursos dos missionários inseridos na América Portuguesa. E, para melhor contextualização dos processos analisados, procuramos compreender o processo de missionação e colonização da região da Amazônia Colonial, apresentamos alguns tipos sociais masculinos existentes na capitania do Grão-Pará, bem como estudamos e investigamos como as reformas pombalinas e as normativas da Igreja Católica prescreviam os padrões de masculinidade e a ordem matrimonial no contexto metropolitano e colonial por meio dos regimentos, das ordenações régias e de tratados morais. Por fim, além dos homens, analisamos alguns casos de mulheres processadas pelo uso de práticas de feitiçaria amatória na capitania do Grão-Pará a fim de identificar a existência de algumas diferenças entre as motivações de homens e de mulheres na recorrência destas práticas mágico-religiosas.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)2021/05973-3feitler@unifesp.br211 f.https://hdl.handle.net/11600/71338ark:/48912/00130000275sjporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessPráticas mágico-religiosasInquisição PortuguesaCapitania do Grão-ParáRelações de gêneroMasculinidadesMasculinidades mágicas: práticas mágico-religiosas e as feitiçarias nas formas de "ser e fazer-se homem" na Amazônia Colonial (1750-1773)Magical masculinities: magical-religious practices and sorceries in the ways of “being and becoming a man” in Colonial Amazonia (1750-1773).info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH)HistóriaHistória e deslocamentosNormas, espaços e deslocamentosTEXTDissertação de mestrado completa correções feitas pós-aprovação- Laís com ficha catalográfica .pdf.txtDissertação de mestrado completa correções feitas pós-aprovação- Laís com ficha catalográfica .pdf.txtExtracted texttext/plain102956https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2ee849f2-8871-4a8a-b423-f726753bc78f/download06a101ad99bbff775be45f356c98d8f8MD55THUMBNAILDissertação de mestrado completa correções feitas pós-aprovação- Laís com ficha catalográfica .pdf.jpgDissertação de mestrado completa correções feitas pós-aprovação- Laís com ficha catalográfica .pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2720https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/437c760e-993f-4d44-83b3-5292829d2c85/download5306007728a38193ee79f8b9fbbaf905MD56LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Práticas mágico-religiosas Inquisição Portuguesa Capitania do Grão-Pará Relações de gênero Masculinidades |
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Práticas mágico-religiosas Inquisição Portuguesa Capitania do Grão-Pará Relações de gênero Masculinidades |
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A presente pesquisa tem como objetivo analisar a construção e o exercício de certos comportamentos masculinos de homens envolvidos com o uso de práticas mágico-religiosas na capitania do Grão-Pará na segunda metade do século XVIII. Tendo por base metodológica a categoria gênero, questionamos como o uso destas práticas mágico-religiosas (bolsas de mandinga, orações aos santos, o uso de hóstias e de pedras d’ara) se relacionavam à construção, ao reforço ou à performance de certos tipos e práticas de masculinidades que fugiam ou não dos modelos de bom cristão e marido da época moderna. Para tanto, analisamos os casos de homens (brancos, indígenas, mamelucos e negros) processados pelo Tribunal do Santo Ofício português sob acusação do crime da feitiçaria na capitania do Grão-Pará, sobretudo entre os anos de 1750-1773. Selecionamos, entre confissões e processos inquisitoriais, constados no Livro da Visitação do Santo Ofício da Inquisição ao Estado do Grão-Pará e também em outros documentos do fundo do Santo Ofício custodiados pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), aqueles referentes a homens acusados de usar práticas de feitiçaria para fins amatórios e protetivos. Antes, porém, se fez necessário estudarmos a concepção jurídica e teológica da época moderna lusa em torno do crime e da crença da feitiçaria diabólica e também como esta crença se encontrava presente nos relatos e nos discursos dos missionários inseridos na América Portuguesa. E, para melhor contextualização dos processos analisados, procuramos compreender o processo de missionação e colonização da região da Amazônia Colonial, apresentamos alguns tipos sociais masculinos existentes na capitania do Grão-Pará, bem como estudamos e investigamos como as reformas pombalinas e as normativas da Igreja Católica prescreviam os padrões de masculinidade e a ordem matrimonial no contexto metropolitano e colonial por meio dos regimentos, das ordenações régias e de tratados morais. Por fim, além dos homens, analisamos alguns casos de mulheres processadas pelo uso de práticas de feitiçaria amatória na capitania do Grão-Pará a fim de identificar a existência de algumas diferenças entre as motivações de homens e de mulheres na recorrência destas práticas mágico-religiosas. |
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2024 |
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