A prescrição de medicação psicotrópica em Serviço de Emergência Psiquiátrica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Calfat, Elie Leal de Barros [UNIFESP]
Orientador(a): Chaves, Ana Cristina [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002kwf5
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8837
Resumo: Objetivo: avaliar a freqüência da prescrição de medicações psiquiátricas para pacientes atendidos em consultas na EP do CAISM e verificar após 60 dias a situação desses indivíduos em relação ao seguimento do tratamento psiquiátrico. Método: 330 pacientes foram selecionados e médicos residentes treinados pelo principal investigador preencheram os instrumentos desenvolvidos para esse estudo. A amostra foi comparada com todos os atendimentos realizados no período e não houve diferenças entre os dois grupos. Da amostra inicial, 175 pacientes aceitaram ser contatados através de uma ligação telefônica 60 dias após a consulta na EP para responder questões sobre o uso da medicação e do agendamento da consulta de acordo com o encaminhamento recebido. O contato foi realizado em 87,4% dos casos. Resultados: 227 pacientes (68,8%) receberam prescrição de medicação nova, ajuste ou renovação de receita. Os antidepressivos e os benzodiazepínicos foram as duas classes de medicações mais prescritas. Fluoxetina e clonazepam foram as drogas mais receitadas. Cerca de 65% dos pacientes estavam em uso de medicação após 60 dias. Os pacientes que receberam prescrição na EP tiveram três vezes mais chance de estar em uso de medicação psicotrópica após 60 dias. Oitenta e três indivíduos (54,2%) conseguiram agendar uma consulta após 60 dias. Este desfecho não estava associado a nenhuma variável sócio-demográfica, diagnóstica ou do tratamento psiquiátrico proposto.Conclusões: O presente estudo mostrou que o serviço de EP – CAISM na cidade de São Paulo atende uma grande parcela de indivíduos que deveriam ser atendidos em serviços de saúde regionalizados, tanto primários, quanto secundários (ambulatórios de especialidades). Os resultados mostraram também que a prescrição de medicação é uma pratica corriqueira no serviço e os antidepressivos são as drogas mais prescritas. A única variável associada ao uso de medicação após 60 dias foi a prescrição de medicação na EP, mas a prescrição em si não esteve associada ao agendamento de consulta na rede extra-hospitalar. Não foi possível identificar os reais motivos por esse achado, apesar das seguintes hipóteses serem formuladas: falta de estrutura extra-hospitalar, comodidade dos pacientes e facilidade dos médicos em renovar prescrições. Mais pesquisas devem ser realizadas com o intuito de entender e, consequentemente, melhorar a organização dos serviços e do tratamento psiquiátrico no sistema público de saúde como um todo.
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Resultados: 227 pacientes (68,8%) receberam prescrição de medicação nova, ajuste ou renovação de receita. Os antidepressivos e os benzodiazepínicos foram as duas classes de medicações mais prescritas. Fluoxetina e clonazepam foram as drogas mais receitadas. Cerca de 65% dos pacientes estavam em uso de medicação após 60 dias. Os pacientes que receberam prescrição na EP tiveram três vezes mais chance de estar em uso de medicação psicotrópica após 60 dias. Oitenta e três indivíduos (54,2%) conseguiram agendar uma consulta após 60 dias. Este desfecho não estava associado a nenhuma variável sócio-demográfica, diagnóstica ou do tratamento psiquiátrico proposto.Conclusões: O presente estudo mostrou que o serviço de EP – CAISM na cidade de São Paulo atende uma grande parcela de indivíduos que deveriam ser atendidos em serviços de saúde regionalizados, tanto primários, quanto secundários (ambulatórios de especialidades). Os resultados mostraram também que a prescrição de medicação é uma pratica corriqueira no serviço e os antidepressivos são as drogas mais prescritas. A única variável associada ao uso de medicação após 60 dias foi a prescrição de medicação na EP, mas a prescrição em si não esteve associada ao agendamento de consulta na rede extra-hospitalar. Não foi possível identificar os reais motivos por esse achado, apesar das seguintes hipóteses serem formuladas: falta de estrutura extra-hospitalar, comodidade dos pacientes e facilidade dos médicos em renovar prescrições. Mais pesquisas devem ser realizadas com o intuito de entender e, consequentemente, melhorar a organização dos serviços e do tratamento psiquiátrico no sistema público de saúde como um todo.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações95 p.CALFAT, Elie Leal de Barros. A Prescrição de Medicação Psicotrópica em Serviço de Emergência Psiquiátrica. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.Tese-12291a.pdfTese-12291b.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8837ark:/48912/001300002kwf5porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessMedicação psicotrópicaAdesão ao tratamentoEvolução clínicaTratamento de emergênciaServiços de emergência psiquiátricaA prescrição de medicação psicotrópica em Serviço de Emergência PsiquiátricaPrescription of psychotropic drugs in the Psychiatric Emergency Roominfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psiquiatria e Psicologia Médica - EPMORIGINALTese-12291a.pdfTese-12291a.pdfapplication/pdf471537https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e25a473a-358d-4e80-aab4-f2a5d8d80423/downloada35d814327a653312841561fa6ab1b14MD51Tese-12291b.pdfTese-12291b.pdfapplication/pdf4836487https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e3c44d5f-29c9-42ab-9d3b-95286edac227/downloadddd01859d8300b54e839cd1dd271a599MD56TEXTTese-12291a.pdf.txtTese-12291a.pdf.txtExtracted texttext/plain101056https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/70768d01-05a9-41b3-adba-016ed19a71e0/downloadb389ad869b03051e8867344775d02a90MD59Tese-12291b.pdf.txtTese-12291b.pdf.txtExtracted texttext/plain29589https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b5776cb4-6cbf-4dba-bd04-4cc098cf1d6f/download4fefe2991cb8ab41f3ac10765c42093cMD511THUMBNAILTese-12291a.pdf.jpgTese-12291a.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3386https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/57fcc75c-98d9-483d-9d5e-54075201dd19/download2023caf1165ba95f4f24912578e65b67MD510Tese-12291b.pdf.jpgTese-12291b.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg6087https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d59181fe-56fc-4d58-ae4b-4ebb5163d4e0/downloade18ca77942996b8baa03c0fe1afa72fcMD51211600/88372024-08-06 04:05:49.868oai:repositorio.unifesp.br:11600/8837https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-06T04:05:49Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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