Caracterização de uma geometria do curso primário (São Paulo, 1920-1960)
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/63961 |
Resumo: | Neste trabalho é examinada a produção relativa às orientações para o ensino de geometria em manuais e artigos de revistas pedagógicas do Estado de São Paulo no período compreendido de 1920-1960. Tal exame baseia-se na questão que geometria é constituída em orientações para o ensino primário do Estado de São Paulo de 1920 a 1960? a fim de alcançar o objetivo de caracterizar uma geometria do ensino em tempos do movimento pedagógico da Escola Nova no Estado de São Paulo. A hipótese adotada leva em conta a existência de uma matemática do ensino, um saber resultante da produção histórica de uma cultura, dos sujeitos imersos na ambiência de uma cultura escolar a cada tempo que colocava em discussão aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores. Dessa forma, a partir de uma perspectiva histórica, defende-se a tese que há a elaboração de uma geometria do ensino proposta no ensino primário paulista durante o período de 1920 a 1960. Nesse período as discussões realizadas entre aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores guiam para caracterização dessa geometria do ensino representada por meio de uma geometria prática, com um saber próprio, caracterizado pelas artes do ver e do fazer com foco na produção de um ensino para atividades cotidianas. Dessa forma, a análise das fontes foi guiada tendo em vista aspectos teóricos-metodológicos vindos de autores da História Cultural, de Hofstetter e Schneuwly (2017) para tratar sobre saber profissional e Morais, Bertini e Valente (2021) com relação à matemática do ensino. Assim, inicialmente são apresentados estudos anteriores que tomavam a geometria numa perspectiva da História da educação matemática, seguido da descrição dos aspectos teórico-metodológicos deste estudo. Em seguida são descritos os discursos proferidos nas fontes, de modo a organizar e apresentar as orientações destinadas a professores que ensinavam geometria. Da recompilação realizada, notou-se que a geometria, em grande parte, versava sobre um ensino guiado do todo para as partes e abordava os conteúdos de linhas, ângulos, vértices, áreas, figuras planas e sólidos geométricos seguindo dois caminhos: o da observação por comparação e da ação da criança. Estes dois caminhos colocaram em circulação uma graduação que tomava ilustrações, uso de materiais, desenhos, trabalhos manuais, medidas com ou sem uso de instrumentos e exercícios e problemas como ferramentas para o ensino que colocou em circulação uma geometria do ensino tendo seu significado como ciência das formas que constituía-se em si mesma, em seus conteúdos, na consideração desta ser um espaço da matemática possível de visualização e uso em materialidade, então, sua graduação versava por meio de uma prática guiada por artes de visualização e manuseio. |
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http://lattes.cnpq.br/7883451343333340Santos, Joana Kelly Souza dos [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0690033320454601Bertini, Luciane de FatimaOnline2022-06-10T18:52:17Z2022-06-10T18:52:17Z2020-01-24Neste trabalho é examinada a produção relativa às orientações para o ensino de geometria em manuais e artigos de revistas pedagógicas do Estado de São Paulo no período compreendido de 1920-1960. Tal exame baseia-se na questão que geometria é constituída em orientações para o ensino primário do Estado de São Paulo de 1920 a 1960? a fim de alcançar o objetivo de caracterizar uma geometria do ensino em tempos do movimento pedagógico da Escola Nova no Estado de São Paulo. A hipótese adotada leva em conta a existência de uma matemática do ensino, um saber resultante da produção histórica de uma cultura, dos sujeitos imersos na ambiência de uma cultura escolar a cada tempo que colocava em discussão aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores. Dessa forma, a partir de uma perspectiva histórica, defende-se a tese que há a elaboração de uma geometria do ensino proposta no ensino primário paulista durante o período de 1920 a 1960. Nesse período as discussões realizadas entre aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores guiam para caracterização dessa geometria do ensino representada por meio de uma geometria prática, com um saber próprio, caracterizado pelas artes do ver e do fazer com foco na produção de um ensino para atividades cotidianas. Dessa forma, a análise das fontes foi guiada tendo em vista aspectos teóricos-metodológicos vindos de autores da História Cultural, de Hofstetter e Schneuwly (2017) para tratar sobre saber profissional e Morais, Bertini e Valente (2021) com relação à matemática do ensino. Assim, inicialmente são apresentados estudos anteriores que tomavam a geometria numa perspectiva da História da educação matemática, seguido da descrição dos aspectos teórico-metodológicos deste estudo. Em seguida são descritos os discursos proferidos nas fontes, de modo a organizar e apresentar as orientações destinadas a professores que ensinavam geometria. Da recompilação realizada, notou-se que a geometria, em grande parte, versava sobre um ensino guiado do todo para as partes e abordava os conteúdos de linhas, ângulos, vértices, áreas, figuras planas e sólidos geométricos seguindo dois caminhos: o da observação por comparação e da ação da criança. Estes dois caminhos colocaram em circulação uma graduação que tomava ilustrações, uso de materiais, desenhos, trabalhos manuais, medidas com ou sem uso de instrumentos e exercícios e problemas como ferramentas para o ensino que colocou em circulação uma geometria do ensino tendo seu significado como ciência das formas que constituía-se em si mesma, em seus conteúdos, na consideração desta ser um espaço da matemática possível de visualização e uso em materialidade, então, sua graduação versava por meio de uma prática guiada por artes de visualização e manuseio.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)133 f.https://hdl.handle.net/11600/63961ark:/48912/001300001sr41porUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessgeometriamatemática do ensinoensino primárioescola novaCaracterização de uma geometria do curso primário (São Paulo, 1920-1960)Characterization of a teaching geometry in primary school (São Paulo, 1920-1960)info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH)Educação e Saúde na Infância e na AdolescênciaEducação, linguagens e processos formativosORIGINALtese final joana santos.pdftese final joana santos.pdfapplication/pdf1705462https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c4d5882c-4f69-48e0-87fe-13e4c6fe6465/download0275b3ac8d6fffdce888f69f3699529eMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85825https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d136e673-1429-4795-b803-dc57a92f1fe5/downloadf961764238f98dc64ee9017555b4c6b2MD52TEXTtese final joana santos.pdf.txttese final joana santos.pdf.txtExtracted texttext/plain103120https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/868f178a-07a5-4259-b5c8-f2df17b6ebd6/download5a53aa337aa7c7257654270211fdcc9bMD517THUMBNAILtese final joana santos.pdf.jpgtese 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Neste trabalho é examinada a produção relativa às orientações para o ensino de geometria em manuais e artigos de revistas pedagógicas do Estado de São Paulo no período compreendido de 1920-1960. Tal exame baseia-se na questão que geometria é constituída em orientações para o ensino primário do Estado de São Paulo de 1920 a 1960? a fim de alcançar o objetivo de caracterizar uma geometria do ensino em tempos do movimento pedagógico da Escola Nova no Estado de São Paulo. A hipótese adotada leva em conta a existência de uma matemática do ensino, um saber resultante da produção histórica de uma cultura, dos sujeitos imersos na ambiência de uma cultura escolar a cada tempo que colocava em discussão aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores. Dessa forma, a partir de uma perspectiva histórica, defende-se a tese que há a elaboração de uma geometria do ensino proposta no ensino primário paulista durante o período de 1920 a 1960. Nesse período as discussões realizadas entre aspectos relacionados ao ensino e à formação de professores guiam para caracterização dessa geometria do ensino representada por meio de uma geometria prática, com um saber próprio, caracterizado pelas artes do ver e do fazer com foco na produção de um ensino para atividades cotidianas. Dessa forma, a análise das fontes foi guiada tendo em vista aspectos teóricos-metodológicos vindos de autores da História Cultural, de Hofstetter e Schneuwly (2017) para tratar sobre saber profissional e Morais, Bertini e Valente (2021) com relação à matemática do ensino. Assim, inicialmente são apresentados estudos anteriores que tomavam a geometria numa perspectiva da História da educação matemática, seguido da descrição dos aspectos teórico-metodológicos deste estudo. Em seguida são descritos os discursos proferidos nas fontes, de modo a organizar e apresentar as orientações destinadas a professores que ensinavam geometria. Da recompilação realizada, notou-se que a geometria, em grande parte, versava sobre um ensino guiado do todo para as partes e abordava os conteúdos de linhas, ângulos, vértices, áreas, figuras planas e sólidos geométricos seguindo dois caminhos: o da observação por comparação e da ação da criança. Estes dois caminhos colocaram em circulação uma graduação que tomava ilustrações, uso de materiais, desenhos, trabalhos manuais, medidas com ou sem uso de instrumentos e exercícios e problemas como ferramentas para o ensino que colocou em circulação uma geometria do ensino tendo seu significado como ciência das formas que constituía-se em si mesma, em seus conteúdos, na consideração desta ser um espaço da matemática possível de visualização e uso em materialidade, então, sua graduação versava por meio de uma prática guiada por artes de visualização e manuseio. |
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