Descolamento da hialoide posterior e remoção da membrana limitante interna utilizando onze corantes naturais: estudo em olhos cadavéricos
| Ano de defesa: | 2015 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Objetivo: Analisar o uso de onze corantes naturais para facilitar o descolamento do vítreo posterior (DVP) e a remoção da membrana limitante interna da retina (MLI) durante cirurgias vitreorretinianas em olhos humanos cadavéricos. Métodos: Vitrectomia a "céu aberto" com descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna da retina foi realizada em 86 olhos de cadáveres até 24 horas após óbito. Após a remoção do vítreo cortical, onze corantes diferentes foram injetados na cavidade vítrea para auxiliar no descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna. Os corantes permaneceram depositados na mácula por 5 minutos sendo removidos juntamente com o vítreo posterior e o vítreo residual, por aspiração mecânica e corte com a sonda do vitreófago (Accurus, Alcon, EUA). Após a remoção do vítreo posterior, os corantes foram novamente injetados para facilitar a remoção da membrana limitante interna, ficando depositados por mais 5 minutos antes da aspiração com a sonda do vitreófago. Para remoção da membrana limitante interna, pinças intraoculares foram utilizadas, e tanto os olhos como a membrana removida foram enviados para análise histológica por microscopia óptica. O corante de antocianina a partir do fruto do açaí (Euterpe oleracea), bem como 10 corantes adicionais a partir dos seguintes frutos ou animais foram testados: romã (Punica granatum), campeche (Haematoxylum campechianum), extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa), cochonilha (Dactylopius coccus), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), índigo (Indigofera tinctoria), pimentão (Capiscum annuum), açafrão-da-terra (Curcuma longa), taiúva (Maclura tinctoria) e uva (Vitis vinifera). A capacidade dos corantes naturais em facilitar o descolamento do vítreo posterior e da membrana limitante interna foi comparada à capacidade das substâncias consideradas padrão-ouro para tais finalidades: vítreo posterior (triancinolona) e membrana limitante interna (indocianina verde). Estes dois últimos foram testados como padrão-ouro para esse procedimento em olhos humanos, tendo sido testados previamente em olhos cadavéricos para possibilitar modelo comparativo nos olhos do estudo. Resultados: Os corantes naturais facilitaram o DVP e a remoção da MLI. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus) e taiúva (Maclura tinctoria) facilitaram a criação do descolamento do vítreo posterior em todos os casos; a indução do descolamento do vítreo posterior com esses corantes foi considerada semelhante à indução do descolamento realizado com a triancinolona. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) mostraram a melhor capacidade para o tingimento da membrana limitante interna. A remoção da membrana com esses corantes foi semelhante à realizada com indocianina verde (ICV). A microscopia óptica confirmou a remoção da membrana em todos os casos. Conclusões: Antocianinas a partir de fruto de açaí (Euterpe oleracea), bem como os corantes de cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) resultaram numa melhor capacidade de tingimento da membrana limitante interna; campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus), taiúva (Maclura tinctoria) e açaí (Euterpe oleracea) foram úteis para manobra do descolamento do vítreo posterior. Tais corantes poderão, no futuro, ser ferramentas úteis nas cirurgias vitreorretinianas, facilitando o DVP e a remoção da MLI. |
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http://lattes.cnpq.br/0318610459546736http://lattes.cnpq.br/6377105744231862Ferreira, Magno Antônio [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/7581280125004704Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Maia, Mauricio [UNIFESP]Lima Filho, Acácio Alves de Souza [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:45:41Z2018-07-30T11:45:41Z2015-08-31Objetivo: Analisar o uso de onze corantes naturais para facilitar o descolamento do vítreo posterior (DVP) e a remoção da membrana limitante interna da retina (MLI) durante cirurgias vitreorretinianas em olhos humanos cadavéricos. Métodos: Vitrectomia a "céu aberto" com descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna da retina foi realizada em 86 olhos de cadáveres até 24 horas após óbito. Após a remoção do vítreo cortical, onze corantes diferentes foram injetados na cavidade vítrea para auxiliar no descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna. Os corantes permaneceram depositados na mácula por 5 minutos sendo removidos juntamente com o vítreo posterior e o vítreo residual, por aspiração mecânica e corte com a sonda do vitreófago (Accurus, Alcon, EUA). Após a remoção do vítreo posterior, os corantes foram novamente injetados para facilitar a remoção da membrana limitante interna, ficando depositados por mais 5 minutos antes da aspiração com a sonda do vitreófago. Para remoção da membrana limitante interna, pinças intraoculares foram utilizadas, e tanto os olhos como a membrana removida foram enviados para análise histológica por microscopia óptica. O corante de antocianina a partir do fruto do açaí (Euterpe oleracea), bem como 10 corantes adicionais a partir dos seguintes frutos ou animais foram testados: romã (Punica granatum), campeche (Haematoxylum campechianum), extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa), cochonilha (Dactylopius coccus), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), índigo (Indigofera tinctoria), pimentão (Capiscum annuum), açafrão-da-terra (Curcuma longa), taiúva (Maclura tinctoria) e uva (Vitis vinifera). A capacidade dos corantes naturais em facilitar o descolamento do vítreo posterior e da membrana limitante interna foi comparada à capacidade das substâncias consideradas padrão-ouro para tais finalidades: vítreo posterior (triancinolona) e membrana limitante interna (indocianina verde). Estes dois últimos foram testados como padrão-ouro para esse procedimento em olhos humanos, tendo sido testados previamente em olhos cadavéricos para possibilitar modelo comparativo nos olhos do estudo. Resultados: Os corantes naturais facilitaram o DVP e a remoção da MLI. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus) e taiúva (Maclura tinctoria) facilitaram a criação do descolamento do vítreo posterior em todos os casos; a indução do descolamento do vítreo posterior com esses corantes foi considerada semelhante à indução do descolamento realizado com a triancinolona. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) mostraram a melhor capacidade para o tingimento da membrana limitante interna. A remoção da membrana com esses corantes foi semelhante à realizada com indocianina verde (ICV). A microscopia óptica confirmou a remoção da membrana em todos os casos. Conclusões: Antocianinas a partir de fruto de açaí (Euterpe oleracea), bem como os corantes de cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) resultaram numa melhor capacidade de tingimento da membrana limitante interna; campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus), taiúva (Maclura tinctoria) e açaí (Euterpe oleracea) foram úteis para manobra do descolamento do vítreo posterior. Tais corantes poderão, no futuro, ser ferramentas úteis nas cirurgias vitreorretinianas, facilitando o DVP e a remoção da MLI. Purpose: To determine whether natural dyes facilitate posterior hyaloid detachment (PVD) and retinal internal limiting membrane (ILM) peeling in human eyes. Methods: Open sky-vitrectomy with posterior hyaloid and retinal internal limiting membrane removal was performed in 86 cadaveric eyes. Following core vitrectomy, eleven different dyes were injected into the vitreous cavity to aid hyaloid detachment and ILM removal. The dyes were allowed to settle on the macula for 5 minutes after posterior hyaloid detachment and were removed by mechanical aspiration. Intraocular forceps were used for ILM peeling, which was confirmed by light microscopy of the peeled tissue. Açaí fruit extract (Euterpe oleracea) as well as 10 additional dyes from plants or animal sources were tested: Pomegranate (Punica granatum), logwood (Haematoxylum campechianum), chlorophyll extract from alfalfa (Medicago sativa), cochineal (Dactylopius coccus), hibiscus (Hibiscus rosa-sinensis), indigo (Indigofera tinctoria), paprika (Capiscum annuum), turmeric (Curcuma longa), old fustic (Maclura tinctoria) and grape (Vitis vinifera). Results: The dyes facilitated posterior hyaloid detachment and ILM peeling. Açaí fruit extract (Euterpe oleracea), logwood (Haematoxylon campechianum), cochineal (Dactylopius coccus), and old fustic (Maclura tinctoria) facilitated posterior hyaloid detachment in all cases; dye-assisted PVD was compared to triamcinolone-assisted PVD performed previously in a comparative model. Açaí fruit extract (Euterpe oleracea), cochineal (Dactylopius coccus) and chlorophyll extract from alfalfa (Medicago sativa) showed the best capability for ILM staining; dye-assisted ILM removal was compared to ILM peeling guided by indocyanine green staining performed previously in a comparative model. Light microscopy confirmed ILM removal in all cases. Conclusions: Anthocyanin dye of the açaí fruit (Euterpe oleracea) as well as the dyes cochineal (Dactylopius coccus) and chlorophyll extract from alfalfa (Medicago sativa) resulted in the best capability for posterior hyaloid and ILM staining in human cadaveric eyes and may be a useful tool for vitreoretinal surgery.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)117 f.FERREIRA, Magno Antônio. Descolamento da hialoide posterior e remoção da membrana limitante interna utilizando onze corantes naturais: estudo em olhos cadavéricos. 2015. 117 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48060https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2735032ark:/48912/001300001wxj2porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessVitrectomiaCorantes naturaisDescolamento do vítreoMembrana basalExtratos vegetaisCirurgiaVitrectomyNatural dyesVitreous detachmentBasal membraneSurgeryPlant extractsDescolamento da hialoide posterior e remoção da membrana limitante interna utilizando onze corantes naturais: estudo em olhos cadavéricosPosterior hyaloid detachment and internal limiting membrane peeling dyed by 11 natural vital dyes: study in cadaveric eyesinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Oftalmologia e Ciências VisuaisCiências da saúdeMedicinaORIGINALTese_Magno Antônio Ferreira.pdfapplication/pdf5454425https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/5d958cf0-0576-491d-bea2-b69b745ed61e/download33915a3e44c32d358d1e9255028f8c3bMD5111600/480602025-06-11 11:20:33.437oai:repositorio.unifesp.br:11600/48060https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-06-11T11:20:33Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivo: Analisar o uso de onze corantes naturais para facilitar o descolamento do vítreo posterior (DVP) e a remoção da membrana limitante interna da retina (MLI) durante cirurgias vitreorretinianas em olhos humanos cadavéricos. Métodos: Vitrectomia a "céu aberto" com descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna da retina foi realizada em 86 olhos de cadáveres até 24 horas após óbito. Após a remoção do vítreo cortical, onze corantes diferentes foram injetados na cavidade vítrea para auxiliar no descolamento do vítreo posterior e remoção da membrana limitante interna. Os corantes permaneceram depositados na mácula por 5 minutos sendo removidos juntamente com o vítreo posterior e o vítreo residual, por aspiração mecânica e corte com a sonda do vitreófago (Accurus, Alcon, EUA). Após a remoção do vítreo posterior, os corantes foram novamente injetados para facilitar a remoção da membrana limitante interna, ficando depositados por mais 5 minutos antes da aspiração com a sonda do vitreófago. Para remoção da membrana limitante interna, pinças intraoculares foram utilizadas, e tanto os olhos como a membrana removida foram enviados para análise histológica por microscopia óptica. O corante de antocianina a partir do fruto do açaí (Euterpe oleracea), bem como 10 corantes adicionais a partir dos seguintes frutos ou animais foram testados: romã (Punica granatum), campeche (Haematoxylum campechianum), extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa), cochonilha (Dactylopius coccus), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), índigo (Indigofera tinctoria), pimentão (Capiscum annuum), açafrão-da-terra (Curcuma longa), taiúva (Maclura tinctoria) e uva (Vitis vinifera). A capacidade dos corantes naturais em facilitar o descolamento do vítreo posterior e da membrana limitante interna foi comparada à capacidade das substâncias consideradas padrão-ouro para tais finalidades: vítreo posterior (triancinolona) e membrana limitante interna (indocianina verde). Estes dois últimos foram testados como padrão-ouro para esse procedimento em olhos humanos, tendo sido testados previamente em olhos cadavéricos para possibilitar modelo comparativo nos olhos do estudo. Resultados: Os corantes naturais facilitaram o DVP e a remoção da MLI. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus) e taiúva (Maclura tinctoria) facilitaram a criação do descolamento do vítreo posterior em todos os casos; a indução do descolamento do vítreo posterior com esses corantes foi considerada semelhante à indução do descolamento realizado com a triancinolona. Extrato de açaí (Euterpe oleracea), cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) mostraram a melhor capacidade para o tingimento da membrana limitante interna. A remoção da membrana com esses corantes foi semelhante à realizada com indocianina verde (ICV). A microscopia óptica confirmou a remoção da membrana em todos os casos. Conclusões: Antocianinas a partir de fruto de açaí (Euterpe oleracea), bem como os corantes de cochonilha (Dactylopius coccus) e extrato de clorofila da alfafa (Medicago sativa) resultaram numa melhor capacidade de tingimento da membrana limitante interna; campeche (Haematoxylon campechianum), cochonilha (Dactylopius coccus), taiúva (Maclura tinctoria) e açaí (Euterpe oleracea) foram úteis para manobra do descolamento do vítreo posterior. Tais corantes poderão, no futuro, ser ferramentas úteis nas cirurgias vitreorretinianas, facilitando o DVP e a remoção da MLI. |
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