Avaliação da participação da autofagia na transformação maligna e na resistência à cisplatina em células de melanócito e melanomas murinos
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=364748 http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48175 |
Resumo: | O melanoma é um dos tipos de câncer com alta taxa de mortalidade devido à baixa efetividade dos tratamentos atualmente disponíveis. Uma das abordagens terapêuticas mais utilizadas consiste no uso de quimioterápicos como a cisplatina. Entretanto, as células tumorais desenvolvem diversos mecanismos de resistência causando baixa eficácia do tratamento. Atualmente, tem-se proposto que a autofagia, uma via catabólica lisossomal envolvida na reciclagem de macromoléculas e organelas danificadas, seja um dos mecanismos de sobrevivência das células tumorais sob estresse genotóxico. Estudos demonstram que a autofagia também participa do processo de tumorigênese. Em estágios iniciais, a autofagia age primordialmente como um mecanismo de supressão do desenvolvimento tumoral, uma vez que limita danos ao DNA. Entretanto, uma vez o tumor estabelecido, a autofagia apresenta um papel pró-tumoral, possibilitando a sobrevivência das células tumorais nas condições de estresse do microambiente, fornecendo intermediários para síntese proteica e produção de energia necessária para sustentar a elevada taxa proliferativa dessas células. Dessa forma, o objetivo geral do presente trabalho foi estudar a participação da autofagia na transformação maligna de melanócitos murinos (melan-a) a melanomas (4C11- e Tm5). Além disso, investigar a possível inter-relação entre autofagia e quimioresistência no tratamento com cisplatina. Para tanto, utilizou-se o modelo de transformação maligna de melanócitos não tumorigênicos (melan-a) a melanoma não metastático (4C11-) e metastático (Tm5). As três linhagens foram submetidas ao meio sem nutrientes e fatores de crescimento (EBSS), como indutor de autofagia, e aos tratamentos com cloroquina (CQ - inibidor autofágico), cisplatina (CDDP) e a associação de CDDP com EBSS ou CQ. A avaliação do processo autofágico foi realizada por citometria de fluxo com acridine orange, microscopia de fluorescência após transfecção com o plasmídeo GFP-LC3 e western blotting para a proteína p62. Também foi avaliada a morte celular por meio de citometria de fluxo com marcação de iodeto de propídeo (PI) e marcação de anexina V-FITC e PI. Os resultados mostraram que há um aumento da autofagia e uma diminuição da morte celular conforme a progressão tumoral do melanoma. Além disso, as células tumorais apresentam autofagia basal aumentada em relação aos melanócitos. O tratamento com cisplatina induziu autofagia em todas as linhagens, sendo maior nas células mais resistentes à morte celular. Já a associação de CDDP e EBSS, apresentou efeito sinérgico na indução de autofagia e potencializou a efetividade da cisplatina, principalmente no melanoma metastático (Tm5). A associação de CDDP e CQ potencializou a efetividade da cisplatina no melanoma não-metastático (4C11-). Os resultados indicam que, no modelo em estudo, a autofagia participa do processo de tumorigênese, além de ser um mecanismo de resistência ao tratamento com cisplatina. Ademais, reforça a idéia de que a modulação da autofagia pode ser utilizada como uma terapia adjuvante no tratamento de tumores refratários à morte celular como os melanomas. Esse estudo também abre a perspectiva para a utilização da restrição e/ou privação nutricional como uma estratégia de baixo custo e de fácil acesso no tratamento do melanoma in vivo, principalmente em seu estágio metastático |
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