Análise da citotoxicidade e genotoxicidade do crack empregando o organismo-teste Perna perna
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Resumo: | O crack é o principal subproduto da cocaína, sendo considerado uma droga epidêmica em grandes centros urbanos. A cocaína, vêm ganhando visibilidade em estudos sobre os efeitos em organismos aquáticos, já que sua presença foi identificada em matrizes aquáticas de diferentes países em concentrações-traço, porém, estudos relacionados aos efeitos do crack à biota aquática ainda são escassos. Nesse panorama, este estudo realizou uma avaliação dos efeitos subletais do crack no bivalve Perna perna, que possui ocorrência global, e vem sendo utilizado como bioindicador em programas de monitoramento ambiental. Os mexilhões foram expostos à uma concentração ambiental (0,5 µg.L-1 ) e concentrações 10 e 100 vezes maiores durante 168 horas, com retirada de hemolinfa, brânquias, glândulas digestivas e músculo adutor a cada dois dias para realização de uma bateria de biomarcadores (EROD, DBF, GST, GPx, avaliação da peroxidação lipídica (LPO), danos ao DNA mitocondrial (DNA strand break), colinesterase (ChE) e avaliação da estabilidade lisossomal (TRCVN)). O aumento significativo das atividades de EROD e DBF foram observadas somente nas brânquias. Houve aumento da atividade de GST no tecido de brânquias, porém observou-se a diminuição desta atividade em glândulas digestivas do mexilhão. A defesa antioxidante mensurada através de GPX foi elevada somente em brânquias após dois dias de exposição. Não foi observada peroxidação lipídica, nem atividade da colinesterase em nenhum tecido analisado, porém foram observados danos ao DNA mitocondrial em brânquias e glândulas digestivas. Foram observadas alterações na estabilidade da membrana lisossomal em todas as concentrações de crack testadas. Nossos resultados demonstraram que o crack parece ser metabolizado por atividade CYP like e GST em brânquias, e ser capaz de gerar espécies reativas de oxigênio que aumentaram a atividade antioxidante e causaram danos ao DNA e à membrana lisossômica do mexilhão Perna perna. |
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MestradoOrtega, Andressa dos Santos Barbosa [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Pereira, Camilo Dias Seabra [UNIFESP]2020-03-25T11:44:04Z2020-03-25T11:44:04Z2018-04-19O crack é o principal subproduto da cocaína, sendo considerado uma droga epidêmica em grandes centros urbanos. A cocaína, vêm ganhando visibilidade em estudos sobre os efeitos em organismos aquáticos, já que sua presença foi identificada em matrizes aquáticas de diferentes países em concentrações-traço, porém, estudos relacionados aos efeitos do crack à biota aquática ainda são escassos. Nesse panorama, este estudo realizou uma avaliação dos efeitos subletais do crack no bivalve Perna perna, que possui ocorrência global, e vem sendo utilizado como bioindicador em programas de monitoramento ambiental. Os mexilhões foram expostos à uma concentração ambiental (0,5 µg.L-1 ) e concentrações 10 e 100 vezes maiores durante 168 horas, com retirada de hemolinfa, brânquias, glândulas digestivas e músculo adutor a cada dois dias para realização de uma bateria de biomarcadores (EROD, DBF, GST, GPx, avaliação da peroxidação lipídica (LPO), danos ao DNA mitocondrial (DNA strand break), colinesterase (ChE) e avaliação da estabilidade lisossomal (TRCVN)). O aumento significativo das atividades de EROD e DBF foram observadas somente nas brânquias. Houve aumento da atividade de GST no tecido de brânquias, porém observou-se a diminuição desta atividade em glândulas digestivas do mexilhão. A defesa antioxidante mensurada através de GPX foi elevada somente em brânquias após dois dias de exposição. Não foi observada peroxidação lipídica, nem atividade da colinesterase em nenhum tecido analisado, porém foram observados danos ao DNA mitocondrial em brânquias e glândulas digestivas. Foram observadas alterações na estabilidade da membrana lisossomal em todas as concentrações de crack testadas. Nossos resultados demonstraram que o crack parece ser metabolizado por atividade CYP like e GST em brânquias, e ser capaz de gerar espécies reativas de oxigênio que aumentaram a atividade antioxidante e causaram danos ao DNA e à membrana lisossômica do mexilhão Perna perna.Crack cocaine is the main by-product of cocaine, being considered an epidemic drug in urban areas. Cocaine has been a target of recent studies, since its presence has been identified in aquatic matrices in different countries in low concentrations, but studies related to crack cocaine effects to the aquatic biota still scarce. From this perspective, the present study assessed the subletals effects of crack cocaine in the mussel Perna perna, which has a large occurrence in tropical and subtropical environments and it is used as a bioindicator in environmental monitoring programs. The adult mussels were exposed to an environmental concentration (0,5 µg.L-1) and concentration 10 and 100 times higher for 168 hours. Hemolymph, gills, digestive glands and adductor muscles were dissected every two days to be analyzed using a suite of biomarkers (Ethoxyresorufin O-deethylase (EROD), Dibenzylflurescein (DBF), Glutathione S-Transferase (GST), Glutathione Peroxidase (GPX), assess of lipid peroxidation (LPO), mitochondrial DNA damage (DNA strand break), cholinesterase (ChE) and assess the lysosomal stability (LMS). The significant increase of EROD and DBF activities was observed only in the gills. It was observed an increase of GST activity in gills, but it was observed a decrease of this activity in digestive glands. The antioxidant defenses measured by GPX were elevated only in the gills after two days of exposure. It was not observed lipid peroxidation, neither cholinesterase activity in any tissue, but it was observed mitochondrial DNA damage in gills and digestive glands. Alterations in LMS were observed in all crack cocaine concentrations. Our results demonstrated that the crack cocaine seems to be metabolized by CYP like and GST activities in gills, being able to generate oxygen-reactive species which increases the antioxidant activity and caused damage to DNA damage as well as to the lysosomal membrane of the mussel Perna perna.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2018)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2015/17329-064 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=66160912018-0517.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/52576ark:/48912/001300002jpf3porUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessCrackPoluentes emergentesBiomarcadoresPerna pernaDrogas ilícitasCrack cocaineEmerging pollutantsBiomarkersPerna pernaIllicit DrugAnálise da citotoxicidade e genotoxicidade do crack empregando o organismo-teste Perna pernainfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPInstituto de Ciências Ambientais, Químicas e FarmacêuticasAnálise Ambiental IntegradaAnálise Ambiental IntegradaMonitoramento AmbientalORIGINAL2018-0517.pdfapplication/pdf3175508https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2318ec23-af41-4a97-b82f-640e930fa8e7/downloadd2c735487e92a36da9b403f05fee1841MD51TEXT2018-0517.pdf.txt2018-0517.pdf.txtExtracted texttext/plain95064https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/47885598-6ce6-4d54-91b4-aa44c279a54c/downloadf97dab8a33d9996a5dc26526f6cb45e6MD52THUMBNAIL2018-0517.pdf.jpg2018-0517.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3288https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/0d08314f-4965-4be9-b25e-2594bc361e9e/download480898cccedbed334fb9534679b26632MD5311600/525762024-08-10 12:48:10.784oai:repositorio.unifesp.br:11600/52576https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-10T12:48:10Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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O crack é o principal subproduto da cocaína, sendo considerado uma droga epidêmica em grandes centros urbanos. A cocaína, vêm ganhando visibilidade em estudos sobre os efeitos em organismos aquáticos, já que sua presença foi identificada em matrizes aquáticas de diferentes países em concentrações-traço, porém, estudos relacionados aos efeitos do crack à biota aquática ainda são escassos. Nesse panorama, este estudo realizou uma avaliação dos efeitos subletais do crack no bivalve Perna perna, que possui ocorrência global, e vem sendo utilizado como bioindicador em programas de monitoramento ambiental. Os mexilhões foram expostos à uma concentração ambiental (0,5 µg.L-1 ) e concentrações 10 e 100 vezes maiores durante 168 horas, com retirada de hemolinfa, brânquias, glândulas digestivas e músculo adutor a cada dois dias para realização de uma bateria de biomarcadores (EROD, DBF, GST, GPx, avaliação da peroxidação lipídica (LPO), danos ao DNA mitocondrial (DNA strand break), colinesterase (ChE) e avaliação da estabilidade lisossomal (TRCVN)). O aumento significativo das atividades de EROD e DBF foram observadas somente nas brânquias. Houve aumento da atividade de GST no tecido de brânquias, porém observou-se a diminuição desta atividade em glândulas digestivas do mexilhão. A defesa antioxidante mensurada através de GPX foi elevada somente em brânquias após dois dias de exposição. Não foi observada peroxidação lipídica, nem atividade da colinesterase em nenhum tecido analisado, porém foram observados danos ao DNA mitocondrial em brânquias e glândulas digestivas. Foram observadas alterações na estabilidade da membrana lisossomal em todas as concentrações de crack testadas. Nossos resultados demonstraram que o crack parece ser metabolizado por atividade CYP like e GST em brânquias, e ser capaz de gerar espécies reativas de oxigênio que aumentaram a atividade antioxidante e causaram danos ao DNA e à membrana lisossômica do mexilhão Perna perna. |
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