Entre técnica e linguagem: eficiência, uma regra de jogo da técnica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Martins, Vitor Ian Miranda [UNIFESP]
Orientador(a): Tossato, Claudemir Roque [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000023cr7
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/74534
Resumo: A presente dissertação discute a noção de eficiência, da filosofia da tecnologia, encarando-a principalmente enquanto uma problemática de significação na linguagem, de modo a aplicá-la e esclarecê-la a partir das noções de circularidade, regressão ao infinito e de paradoxo. Considerando-se que a eficiência é um critério comum as mais diversas áreas e que o inesperado surgimento de contradições, de ineficiências, aparecem e são largamente discutidos nas mesmas, tomaremos a sua contradição como ponto de partida, porém através do recorte específico da filosofia da tecnologia de Ellul e sob a égide da filosofia da linguagem de Wittgenstein. Em A Técnica e o Desafio do Século, Ellul apresenta a técnica relacionada às regras, usos, meios e à noção de eficiência; e Wittgenstein, nas Investigações Filosóficas, discorre sobre o funcionamento da linguagem, apontando para os Jogos de Linguagem, entre regras, aplicações e usos. Como da noção de eficiência podem surgir até mesmo contradições, encaramos essa situação paradoxal como um problema conceitual que enfrenta, por um lado, uma dificuldade epistêmica de justificação, na relação entre a técnica e a ciência; e, por outro lado, um problema relacionado à compreensão de seu significado, uma questão lógico-semântica. Como, ainda segundo Ellul, na sociedade tecnológica que nos rodeia a eficiência é o único critério que se faz presente e se impõe como um meio anterior a quaisquer outros meios e fins, a técnica funciona como um sistema autônomo em relação à racionalidade, em relação à noção clássica de o que os “fins justificam os meios”, não ficando imune, ainda que pareça paradoxal, a consequentes contradições. Assim sendo, se a eficiência aparece como a única regra identificável e, ainda assim, surgem contradições, defendemos que há claramente uma confusão no entender de como seguimos esta regra. Dessa forma, o fato de Ellul não ter explicado a eficiência de modo fixo, interpõe-se como um desafio a sua filosofia e, ao mesmo tempo, como uma via de esclarecimento da mesma e, possivelmente, também desse mesmo problema que perpassa diversas áreas. Sabendo disso, e através das Investigações Filosóficas, cujos Jogos de Linguagem apresentados por Wittgenstein não são apresentados como uma justificativa fixa da conceituação, mas como um esclarecimento da significação, por meio da descrição do funcionamento da linguagem e da noção de que “seguir regras” é uma prática, a seguinte pergunta é aqui por nós levantada: a eficiência pode ser compreendida, na verdade, como um jogo de linguagem, uma regra que seguimos, não determinando tudo que dela se segue, mas apenas enquanto uma norma dentro dos limites de regras e aplicações, cuja compreensão se dá como um objeto de comparação, através da manifestação do uso da técnica na atualidade?
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Em A Técnica e o Desafio do Século, Ellul apresenta a técnica relacionada às regras, usos, meios e à noção de eficiência; e Wittgenstein, nas Investigações Filosóficas, discorre sobre o funcionamento da linguagem, apontando para os Jogos de Linguagem, entre regras, aplicações e usos. Como da noção de eficiência podem surgir até mesmo contradições, encaramos essa situação paradoxal como um problema conceitual que enfrenta, por um lado, uma dificuldade epistêmica de justificação, na relação entre a técnica e a ciência; e, por outro lado, um problema relacionado à compreensão de seu significado, uma questão lógico-semântica. Como, ainda segundo Ellul, na sociedade tecnológica que nos rodeia a eficiência é o único critério que se faz presente e se impõe como um meio anterior a quaisquer outros meios e fins, a técnica funciona como um sistema autônomo em relação à racionalidade, em relação à noção clássica de o que os “fins justificam os meios”, não ficando imune, ainda que pareça paradoxal, a consequentes contradições. Assim sendo, se a eficiência aparece como a única regra identificável e, ainda assim, surgem contradições, defendemos que há claramente uma confusão no entender de como seguimos esta regra. Dessa forma, o fato de Ellul não ter explicado a eficiência de modo fixo, interpõe-se como um desafio a sua filosofia e, ao mesmo tempo, como uma via de esclarecimento da mesma e, possivelmente, também desse mesmo problema que perpassa diversas áreas. Sabendo disso, e através das Investigações Filosóficas, cujos Jogos de Linguagem apresentados por Wittgenstein não são apresentados como uma justificativa fixa da conceituação, mas como um esclarecimento da significação, por meio da descrição do funcionamento da linguagem e da noção de que “seguir regras” é uma prática, a seguinte pergunta é aqui por nós levantada: a eficiência pode ser compreendida, na verdade, como um jogo de linguagem, uma regra que seguimos, não determinando tudo que dela se segue, mas apenas enquanto uma norma dentro dos limites de regras e aplicações, cuja compreensão se dá como um objeto de comparação, através da manifestação do uso da técnica na atualidade?Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)toclare@uol.com.br187 f.Martins, Vitor Ian Miranda. Entre técnica e linguagem: eficiência, uma regra de jogo da técnica. Dissertação (Mestrado) - Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2025.https://hdl.handle.net/11600/74534ark:/48912/0013000023cr7porUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessNão se aplicaEficiênciaAplicaçõesJogos de linguagemSeguir regrasMeioEntre técnica e linguagem: eficiência, uma regra de jogo da técnicaBetween technique and language: efficiency, a rule of the game of technique.info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH)FilosofiaMetafísica, ciência e linguagemMetafísica, ciência e linguagemLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Martins, Vitor Ian Miranda [UNIFESP]
Eficiência
Aplicações
Jogos de linguagem
Seguir regras
Meio
Não se aplica
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author Martins, Vitor Ian Miranda [UNIFESP]
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description A presente dissertação discute a noção de eficiência, da filosofia da tecnologia, encarando-a principalmente enquanto uma problemática de significação na linguagem, de modo a aplicá-la e esclarecê-la a partir das noções de circularidade, regressão ao infinito e de paradoxo. Considerando-se que a eficiência é um critério comum as mais diversas áreas e que o inesperado surgimento de contradições, de ineficiências, aparecem e são largamente discutidos nas mesmas, tomaremos a sua contradição como ponto de partida, porém através do recorte específico da filosofia da tecnologia de Ellul e sob a égide da filosofia da linguagem de Wittgenstein. Em A Técnica e o Desafio do Século, Ellul apresenta a técnica relacionada às regras, usos, meios e à noção de eficiência; e Wittgenstein, nas Investigações Filosóficas, discorre sobre o funcionamento da linguagem, apontando para os Jogos de Linguagem, entre regras, aplicações e usos. Como da noção de eficiência podem surgir até mesmo contradições, encaramos essa situação paradoxal como um problema conceitual que enfrenta, por um lado, uma dificuldade epistêmica de justificação, na relação entre a técnica e a ciência; e, por outro lado, um problema relacionado à compreensão de seu significado, uma questão lógico-semântica. Como, ainda segundo Ellul, na sociedade tecnológica que nos rodeia a eficiência é o único critério que se faz presente e se impõe como um meio anterior a quaisquer outros meios e fins, a técnica funciona como um sistema autônomo em relação à racionalidade, em relação à noção clássica de o que os “fins justificam os meios”, não ficando imune, ainda que pareça paradoxal, a consequentes contradições. Assim sendo, se a eficiência aparece como a única regra identificável e, ainda assim, surgem contradições, defendemos que há claramente uma confusão no entender de como seguimos esta regra. Dessa forma, o fato de Ellul não ter explicado a eficiência de modo fixo, interpõe-se como um desafio a sua filosofia e, ao mesmo tempo, como uma via de esclarecimento da mesma e, possivelmente, também desse mesmo problema que perpassa diversas áreas. Sabendo disso, e através das Investigações Filosóficas, cujos Jogos de Linguagem apresentados por Wittgenstein não são apresentados como uma justificativa fixa da conceituação, mas como um esclarecimento da significação, por meio da descrição do funcionamento da linguagem e da noção de que “seguir regras” é uma prática, a seguinte pergunta é aqui por nós levantada: a eficiência pode ser compreendida, na verdade, como um jogo de linguagem, uma regra que seguimos, não determinando tudo que dela se segue, mas apenas enquanto uma norma dentro dos limites de regras e aplicações, cuja compreensão se dá como um objeto de comparação, através da manifestação do uso da técnica na atualidade?
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