Diferenças entre mulheres baixas com sobrepeso/obesidade e seus pares sem baixa estatura antes e após perda de peso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Bueno, Nassib Bezerra [UNIFESP]
Orientador(a): Sawaya, Ana Lydia [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001r2hk
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47427
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Resumo: O Brasil apresenta alta prevalência de obesidade e na região Nordeste, que ainda é acometida por bolsões de miséria, os níveis deste mal na população feminina já são iguais aos da média nacional. Uma população de baixa renda possui um grande risco de ter sofrido desnutrição no período peri-natal, o que acarreta uma série de comprometimentos fisiológicos e metabólicos, inclusive maior risco de morte cardiovascular na vida adulta. A manifestação fenotípica mais evidente desta condição é a baixa estatura dos indivíduos quando comparados com a população de referência. Os mecanismos que justificam esse risco aumentado ainda não estão completamente elucidados. Assim, mulheres de baixa renda, com excesso de peso e de baixa estatura constituem um importante grupo de risco, pois combinam os efeitos de duas condições deletérias. A perda de peso, especialmente no contexto de uma intervenção multidisciplinar com dieta e exercício físico, é a escolha de eleição para combater a obesidade. Entretanto, devido às diversas mudanças metabólicas, não se sabe como mulheres de baixa estatura respondem à perda de peso. Diante disto, o presente estudo visa responder a seguinte pergunta: ?Existem diferenças nas alterações antropométricas e bioquímicas entre as mulheres de baixa estatura com sobrepeso/obesidade comparadas a seus pares sem baixa estatura, antes e após à perda de peso?? Para tal, conduziu-se um ensaio clínico não-aleatório, com 3 meses de seguimento, no Centro de Recuperação e Educação Nutricional de Alagoas, CREN-AL, com mães e parentes das crianças desnutridas do Centro. Os critérios de inclusão foram (1) idade entre 19-45 anos; (2) Estatura < 152,3 cm (percentil 5 das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde) para compor o grupo Baixa Estatura (BE); (3) Estatura > 158,7 cm (percentil 25 das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde) para compor o grupo das não-baixas (NB); (4) Índice de Massa Corporal > 25kg/m². Ao todo, 113 mulheres, 56 de baixa estatura e 57 sem baixa estatura foram incluídas. Foram coletados dados socioeconômicos,antropométricos, bioquímicos e de auto-imagem corporal. As mulheres de baixa estatura apresentaram maior razão cintura-estatura (p = 0,023), mais massa gorda (p < 0,01) e menos massa livre de gordura (p = 0,02). Além disso, o IMC foi um pior preditor da auto-imagem corporal para o grupo BE (p-interação = 0,018). Considerando apenas o subgrupo de mulheres obesas, sendo 32 do grupo BE e 33 do grupo NB, 6 (18,8%) do grupo BE e 14 (42,4%) do grupo NB, se percebiam como obesas (p = 0,039). Desta forma, o grupo BE apresenta maior adiposidade central e uma pobre percepção de sua auto-imagem, o que pode contribuir para o risco cardiovascular aumentado. As 65 mulheres obesas foram submetidas a um tratamento multidisciplinar com dieta restrita em carboidratos, exercícios físicos e oficinas e educativas por 3 meses, onde todos os dados foram coletados novamente. Não foram encontradas diferenças nas variáveis antropométricas entre os grupos após a perda de peso, indicando que ambos alteram sua composição corporal de maneira semelhante. Nos parâmetros bioquímicos, ambos os grupos apresentaram melhoras, no entanto o grupo BE apresentou reduções menores na glicemia (p = 0,04), insulinemia (p = 0,02) e albuminúria (p = 0,02). Os dados sugerem que mulheres obesas com BE são menos responsivas à perda de peso induzida por dieta e exercício físico, mostrando menos melhoras no perfil bioquímico que mulheres obesas NB,apesar de mudanças antropométricas equivalentes.
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Assim, mulheres de baixa renda, com excesso de peso e de baixa estatura constituem um importante grupo de risco, pois combinam os efeitos de duas condições deletérias. A perda de peso, especialmente no contexto de uma intervenção multidisciplinar com dieta e exercício físico, é a escolha de eleição para combater a obesidade. Entretanto, devido às diversas mudanças metabólicas, não se sabe como mulheres de baixa estatura respondem à perda de peso. Diante disto, o presente estudo visa responder a seguinte pergunta: ?Existem diferenças nas alterações antropométricas e bioquímicas entre as mulheres de baixa estatura com sobrepeso/obesidade comparadas a seus pares sem baixa estatura, antes e após à perda de peso?? Para tal, conduziu-se um ensaio clínico não-aleatório, com 3 meses de seguimento, no Centro de Recuperação e Educação Nutricional de Alagoas, CREN-AL, com mães e parentes das crianças desnutridas do Centro. Os critérios de inclusão foram (1) idade entre 19-45 anos; (2) Estatura < 152,3 cm (percentil 5 das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde) para compor o grupo Baixa Estatura (BE); (3) Estatura > 158,7 cm (percentil 25 das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde) para compor o grupo das não-baixas (NB); (4) Índice de Massa Corporal > 25kg/m². Ao todo, 113 mulheres, 56 de baixa estatura e 57 sem baixa estatura foram incluídas. Foram coletados dados socioeconômicos,antropométricos, bioquímicos e de auto-imagem corporal. As mulheres de baixa estatura apresentaram maior razão cintura-estatura (p = 0,023), mais massa gorda (p < 0,01) e menos massa livre de gordura (p = 0,02). Além disso, o IMC foi um pior preditor da auto-imagem corporal para o grupo BE (p-interação = 0,018). Considerando apenas o subgrupo de mulheres obesas, sendo 32 do grupo BE e 33 do grupo NB, 6 (18,8%) do grupo BE e 14 (42,4%) do grupo NB, se percebiam como obesas (p = 0,039). Desta forma, o grupo BE apresenta maior adiposidade central e uma pobre percepção de sua auto-imagem, o que pode contribuir para o risco cardiovascular aumentado. As 65 mulheres obesas foram submetidas a um tratamento multidisciplinar com dieta restrita em carboidratos, exercícios físicos e oficinas e educativas por 3 meses, onde todos os dados foram coletados novamente. Não foram encontradas diferenças nas variáveis antropométricas entre os grupos após a perda de peso, indicando que ambos alteram sua composição corporal de maneira semelhante. Nos parâmetros bioquímicos, ambos os grupos apresentaram melhoras, no entanto o grupo BE apresentou reduções menores na glicemia (p = 0,04), insulinemia (p = 0,02) e albuminúria (p = 0,02). Os dados sugerem que mulheres obesas com BE são menos responsivas à perda de peso induzida por dieta e exercício físico, mostrando menos melhoras no perfil bioquímico que mulheres obesas NB,apesar de mudanças antropométricas equivalentes. Brazil has a high prevalence of obesity and in the Northeast region, which is still affected by pockets of poverty, levels of this malady in the female population are equal to the national average. A low-income population has a high risk of chronic malnutrition, especially that suffered in the perinatal period, which carries a number of physiological and metabolic impairments, including increased risk of cardiovascular events in adulthood. The most obvious phenotypic manifestation of this condition is the stature of individuals compared with the reference population. The mechanisms that justify this increased risk are not yet fully elucidated. Thus, lowincome overweight and ahort stature women are an important risk group, as they combine the effects of two deleterious conditions. Weight loss,especially in the context of a multidisciplinary intervention with diet and exercise, is the preferred choice to combat obesity. However, due to various metabolic changes is not known how short stature women respond to weight loss. Hence, the present study aims to answer the following question: "Are there differences in anthropometric and biochemical changes among short stature, overweight/obese women compared to their peers without short stature, before and after weight loss" To this end, we conducted a non-randomized clinical trial with 3 months of follow up, at the Center for Recovery and Nutrition Education of Alagoas, CREN-AL, with mothers and relatives of malnourished children attended at the center. Inclusion criteria were (1) age 19-45 years; (2) Height <152.3 cm (5th percentile of the growth curves of the World Health Organization) to compose the short stature group (SS); (3) Height > 158.7 cm (25th percentile of the growth curves of the World Health Organization) to compose the non-short group (NS); (4) Body Mass Index> 25 kg / m². At total, 113 women, 56 of SS and 57 of NS group were included. We collected socioeconomic, anthropometric,biochemical and body image data. The women of short stature had higher waistheight ratio (p = 0.023), more fat mass (p <0.01) and less fat-free mass (p = 0.02). Also, BMI was a poorer predictor of body image for the SS (p-interaction = 0.018). Considering only the subgroup of obese women, 32 of the SS group and 33 of the NS group, 6 (18.8%) of SS and 14 group (42.4%) of the NS group, perceived themselves as obese (p = 0.039). Thus, the SS group has greater central adiposity and a poor perception of their self-image, which may contribute to the increased cardiovascular risk. The 65 obese women were subjected to a multidisciplinar treatment on a controlled carbohydrate diet, exercise and nutritional educational for 3 months, where all data were collected again. There were no differences in the anthropometric variables between groups after weight loss, indicating that both groups alter their body composition in a similar manner. Regarding biochemical parameters, both groups showed improvement, however the SS group had smaller reductions in blood glucose (p = 0.04), insulin (p = 0.02) and albuminuria (p = 0.02). The data suggested that obese women SS are less responsive to the weight loss induced by dieting and exercise, showing less improvement in the biochemical profile that obese women NS, although showing equivalent anthropometric changes113 f.BUENO, Nassib Bezerra. Diferenças entre mulheres baixas com sobrepeso/obesidade e seus pares sem baixa estatura antes e após perda de peso. 2015. 113 f. Tese (Doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47427https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1901483ark:/48912/001300001r2hkporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessNanismo nutricionalDieta com restrição de carboidratosObesidadePerda de pesoImagem corporalNutritional dwarfismCarbohidrate restrictive dietObesityDiferenças entre mulheres baixas com sobrepeso/obesidade e seus pares sem baixa estatura antes e após perda de pesoDifferences between sort-stature women with excess weight and their non-short counterparts before and after weight lossinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Pediatria e Ciências Aplicadas à PediatriaCiências da saúdeMedicinaORIGINALNassib Bezerra Bueno.pdfapplication/pdf808548https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/286dfde0-160f-423e-b07b-3d0352dac7ab/download75a87c615e84b20503d378d9b2749d57MD5111600/474272024-09-13 08:25:37.9oai:repositorio.unifesp.br:11600/47427https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-09-13T08:25:37Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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