Atendimento às mulheres em situação de violência: uma questão de gênero e raça/cor na saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Moraes, Maria da Conceicao Santos [UNIFESP]
Orientador(a): Silva, Cristiane Gonçalves da [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002h7kd
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4355485
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Resumo: Mulheres em situação de violência têm marcas deixadas pela agressão, assim como profissionais da saúde revelam marcas invisíveis deixadas pelo atendimento prestado e que causam ?desassossego?, o que demonstra os desdobramentos da experiência de violência na vida das pessoas e, portanto, da sua relevância. O objetivo principal desta pesquisa é compreender como as concepções de gênero e raça/cor aparecem no atendimento prestado às mulheres em situação de violência por profissionais de saúde da atenção básica do município de Santos. Especificamente, procura analisar os fatores que levam ao não preenchimento adequado do campo raça/cor na Ficha de Notificação de Violência e, mapear a violência a partir do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O universo estudado foi constituído por entrevistas com profissionais das unidades de saúde da região Central Histórica. A pesquisa teve caráter exploratório, utilizou como estratégia a triangulação com abordagem quanti-quali, entrevista aberta semiestruturada, análise estatística de série histórica da violência (2009 a 2013) e análise do diário de campo. Os resultados indicam que a violência contra a mulher é percebida a partir deste marcador, mas o mesmo não ocorre em relação a raça/cor, e portanto, indica não haver desdobramentos em cuidados específicos. Quanto ao preenchimento do quesito raça/cor observamos o desconhecimento do(a) profissional em relação ao motivo da autoclassificação, o que indica uma das razões do não preenchimento adequado do mesmo. O mapeamento da violência revela que: a incidência da violência se concentra na Região Central Histórica; ocorre contra a mulher, que sofre mais violência doméstica; há maior prevalência na raça/cor preta+parda; a faixa etária adulta mais atingida é entre 20 e 29 anos e o nível de escolaridade que predomina é o Ensino Fundamental. Como produto do Mestrado Profissional foi elaborada uma proposta de formação, na perspectiva da educação permanente a ser implementada na rede de atenção básica, para trabalhar com as temáticas centrais do estudo ? violência, gênero e raça-cor.
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Especificamente, procura analisar os fatores que levam ao não preenchimento adequado do campo raça/cor na Ficha de Notificação de Violência e, mapear a violência a partir do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. O universo estudado foi constituído por entrevistas com profissionais das unidades de saúde da região Central Histórica. A pesquisa teve caráter exploratório, utilizou como estratégia a triangulação com abordagem quanti-quali, entrevista aberta semiestruturada, análise estatística de série histórica da violência (2009 a 2013) e análise do diário de campo. Os resultados indicam que a violência contra a mulher é percebida a partir deste marcador, mas o mesmo não ocorre em relação a raça/cor, e portanto, indica não haver desdobramentos em cuidados específicos. Quanto ao preenchimento do quesito raça/cor observamos o desconhecimento do(a) profissional em relação ao motivo da autoclassificação, o que indica uma das razões do não preenchimento adequado do mesmo. O mapeamento da violência revela que: a incidência da violência se concentra na Região Central Histórica; ocorre contra a mulher, que sofre mais violência doméstica; há maior prevalência na raça/cor preta+parda; a faixa etária adulta mais atingida é entre 20 e 29 anos e o nível de escolaridade que predomina é o Ensino Fundamental. Como produto do Mestrado Profissional foi elaborada uma proposta de formação, na perspectiva da educação permanente a ser implementada na rede de atenção básica, para trabalhar com as temáticas centrais do estudo ? violência, gênero e raça-cor.Women in violence situation have signals left by aggression as well as health professionals reveal invisible signals left by service made and cause ?nuisance?, what demonstrate the unfolding of the violence experience in people´s lives and consequently of its importance. The main purpose of this work is to understand how the conceptions of genre and race/color appear in the service made by health professionals of the basic attention for women in violence situation in Santos. It is specifically analyzed the factors that lead for the incorrect filling of the question race/color in the violence notification card and to verify the violence from the database of the Information System of Aggravate Notification. The studied universe study was composed of interviews with professionals of health units by Historical Central region. The work has exploratory character and used as strategy the triangulation with the qualitative and quantitative approach, open structured interviews, statistical analysis of historical series of violence (2009 to 2013) and analysis of the information of field. The results indicate that violence against women is perceived from this marker but the same doesn´t occur in relation to race/color, and consequently, indicate that there isn?t unfolding in specific care. About the filling of the item race/color is observed the lack of professional regarding the reason for the self-classification, which may be one of the reasons for the inadequate filling of the same. The violence mapping reveal that: the incidence of violence concentrates in the Historical Central regions; being the woman who suffers more domestic violence; there is more prevalence in race/color, black and brown; the adult age group more affected is between 20 and 29 and the school level that predominates is the elementary level. As a product of professional master was prepared a proposal for training with the purpose of the continuing education to be implemented in the basic attention network to work the central theme of the study: violence, genre and race/color.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)163 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4355485MORAES, Maria da Conceicao Santos. Atendimento às mulheres em situação de violência: uma questão de gênero e raça/cor na saúde. 2016. 163 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2016.2016-0367.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48052http://www2.unifesp.br/centros/cedess/mestrado/baixada_santista_teses/036_bx_dissertacao_mariamoraes.pdfark:/48912/001300002h7kdporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessViolênciaGêneroRaça/corDesigualdade em saúdeAtenção básicaViolenceGenreRace/colorDifference in healthBasic attentionAtendimento às mulheres em situação de violência: uma questão de gênero e raça/cor na saúdeinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Enfermagem (EPE)Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde – CEDESSEnsino em Ciências da SaúdeMultidisciplinarEnsino11600/480522022-08-09 19:12:55.225oai:repositorio.unifesp.br:11600/48052https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652022-08-09T19:12:55Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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