Papel da DNMT3A no fenótipo metastático do melanoma murino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Rivas, Maria Prates [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002kfsr
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2848675
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48355
Resumo: A epigenética engloba processos que atuam na ativação ou silenciamento gênico sem alterar a sequência do DNA. Nos últimos anos, foram descobertos mecanismos epigenéticos relacionados a fatores que conduzem ao câncer, de modo que a compreensão desta relação tornou-se tão importante quanto os eventos mutacionais para o desenvolvimento e progressão tumoral. O melanoma é um câncer ocasionado pela transformação maligna de melanócitos, cujo diagnóstico em estágio avançado da doença está relacionado a um prognóstico ruim. Trabalhos anteriores de nosso grupo evidenciaram alterações epigenéticas, especialmente no perfil de metilação do DNA, ao longo da progressão tumoral de melanócitos normais a melanócitos metastáticos. O processo de metilação do DNA está relacionado às enzimas DNA metiltransferases (DNMTs), responsáveis por catalisar a adição do grupo metila à citosina, sendo membros desta família DNMT1, DNMT2, DNMT3A, DNMT3B e DNMT3L. O presente trabalho analisou a relação da atividade da enzima DNMT3A na alteração do perfil de metilação em células de melanoma metastático. Utilizando linhagens celulares de melanoma metastático 4C11+ controle, knockdown para Dnmt3a e Dnmt3a/Tet2, foi possível avaliar o papel das enzimas DNMT3A e sua associação com TET2 no impacto da expressão gênica e no fenótipo do melanoma metastático. Foi observado que o silenciamento de DNMT3A na linhagem de melanoma metastático em nosso modelo resultou na exacerbação de algumas características tumorais malignas. Enquanto não houve alteração significativa na capacidade de formar clones independentemente do contato célula-célula, foi observado aumento na capacidade de proliferação, resistência ao quimioterápico Dacarbazina, e migração destas células, quando comparadas à linhagem controle. As células com duplo knockdown de Dnmt3a e Tet2 em células de melanoma metastático apresentaram maior capacidade proliferativa, maior resistência ao tratamento com quimioterápico, e menor capacidade de formar clones quando avaliadas em relação às células controle. Contudo ambas as células knockdown não apresentaram diferença significativa no perfil de metilação e hidroximentilação global, o que indica a atuação de um mecanismo de atividade compensatória para a manutenção do padrão de metilação no genoma nestas células.
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