Estudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileiras
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22458 |
Resumo: | Objetivo: Conhecer como as escolas medicas brasileiras ofertam o ensino da sexualidade, na percepcao dos docentes. Casuistica e Metodos: 207 docentes de 110 escolas medicas brasileiras responderam a um questionario semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas, sobre as caracteristicas da oferta de temas de sexualidade nas disciplinas que eles ministram. O perfil dos docentes e os seus objetivos para ensinar sexualidade foram descritos. Resultados: A taxa de resposta das escolas medicas ao questionario foi de 76,4%, sendo a sexualidade ofertada por 97,3% das escolas medicas participantes do estudo. Os professores envolvidos com o ensino da sexualidade tem vinculo efetivo com suas escolas medicas (93,5%) e a metade deles e ginecologista. A oferta da sexualidade ocorreu principalmente durante o terceiro e o quarto ano dos cursos (100%) com carga de ate seis horas por disciplina. A Ginecologia foi a disciplina que mais ofertou temas de sexualidade em aulas (52%), seguida pela Urologia (18%) e pela Psiquiatria (15%). Uma disciplina especifica em sexualidade foi citada por 3% dos docentes. A tematica sexual foi inserida principalmente em aulas sobre DSTs e AIDS (62,4%), anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores (55,4%) e anticoncepcao (53,2%). Aquelas com titulos sexuais foram identificadas por 25,3% dos docentes. Nas aulas, eles enfatizaram o impacto de doencas e habitos sobre a sexualidade (87,9%) e problemas sexuais (82,3%). Houve menor destaque para os aspectos sociais (76,4%) relacionados a sexualidade e a diversidade sexual (63,9%). Os objetivos dos docentes ao ofertar educacao sexual expressaram majoritariamente os aspectos organicos e biologicos relativos a sexualidade (96,7%) e o estimulo a mudanca de atitudes dos alunos quanto a questoes sexuais (96,2%). Conclusoes: Os dados indicam que a quase totalidade dos docentes das escolas medicas brasileiras representadas neste estudo oferta educacao sexual. Esse ensino ocorre de forma nao padronizada e fragmentada em varias disciplinas, sendo ofertado principalmente por ginecologistas. A sexualidade foi abordada em diversas aulas com enfase nos seus aspectos organicos e patologicos. Houve menor destaque para a construcao social da sexualidade e a orientacao sexual. A mudanca de atitudes dos alunos diante de questoes sexuais foi o objetivo mais pretendido pelos docentes ao ensinar sobre sexualidade |
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Rufino, Andréa Cronemberger [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Girão, Manoel João Batista Castello [UNIFESP]2015-12-06T23:45:50Z2015-12-06T23:45:50Z2012Objetivo: Conhecer como as escolas medicas brasileiras ofertam o ensino da sexualidade, na percepcao dos docentes. Casuistica e Metodos: 207 docentes de 110 escolas medicas brasileiras responderam a um questionario semiestruturado, com perguntas abertas e fechadas, sobre as caracteristicas da oferta de temas de sexualidade nas disciplinas que eles ministram. O perfil dos docentes e os seus objetivos para ensinar sexualidade foram descritos. Resultados: A taxa de resposta das escolas medicas ao questionario foi de 76,4%, sendo a sexualidade ofertada por 97,3% das escolas medicas participantes do estudo. Os professores envolvidos com o ensino da sexualidade tem vinculo efetivo com suas escolas medicas (93,5%) e a metade deles e ginecologista. A oferta da sexualidade ocorreu principalmente durante o terceiro e o quarto ano dos cursos (100%) com carga de ate seis horas por disciplina. A Ginecologia foi a disciplina que mais ofertou temas de sexualidade em aulas (52%), seguida pela Urologia (18%) e pela Psiquiatria (15%). Uma disciplina especifica em sexualidade foi citada por 3% dos docentes. A tematica sexual foi inserida principalmente em aulas sobre DSTs e AIDS (62,4%), anatomia e fisiologia dos aparelhos reprodutores (55,4%) e anticoncepcao (53,2%). Aquelas com titulos sexuais foram identificadas por 25,3% dos docentes. Nas aulas, eles enfatizaram o impacto de doencas e habitos sobre a sexualidade (87,9%) e problemas sexuais (82,3%). Houve menor destaque para os aspectos sociais (76,4%) relacionados a sexualidade e a diversidade sexual (63,9%). Os objetivos dos docentes ao ofertar educacao sexual expressaram majoritariamente os aspectos organicos e biologicos relativos a sexualidade (96,7%) e o estimulo a mudanca de atitudes dos alunos quanto a questoes sexuais (96,2%). Conclusoes: Os dados indicam que a quase totalidade dos docentes das escolas medicas brasileiras representadas neste estudo oferta educacao sexual. Esse ensino ocorre de forma nao padronizada e fragmentada em varias disciplinas, sendo ofertado principalmente por ginecologistas. A sexualidade foi abordada em diversas aulas com enfase nos seus aspectos organicos e patologicos. Houve menor destaque para a construcao social da sexualidade e a orientacao sexual. A mudanca de atitudes dos alunos diante de questoes sexuais foi o objetivo mais pretendido pelos docentes ao ensinar sobre sexualidadeBV UNIFESP: Teses e dissertações86 p.RUFINO, Andréa Cronemberger. Estudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileiras. 2012. 99 f. Tese (Doutorado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2012.Tese-13628.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22458ark:/48912/001300002mjkbporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessEducação MédicaSexualidadeEducação SexualCurrículoEstudantes de MedicinaEstudo transversal e descritivo sobre o ensino da sexualidade nas escolas médicas brasileirasSexual education of students in Brazilian medical schoolsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Ginecologia) - EPMORIGINALTese-13628.pdfTese-13628.pdfapplication/pdf1357876https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/1555130a-cc17-4a85-acfa-707970bcd0fc/downloadae94ab79de69a40e3e05c6da50921ae4MD51TEXTTese-13628.pdf.txtTese-13628.pdf.txtExtracted texttext/plain102653https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c1fd0cf3-cdcc-4b70-8cff-d6d3d168a25f/downloadf8d5cfbd2a39fb7483d7a7d09377ae73MD53THUMBNAILTese-13628.pdf.jpgTese-13628.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2656https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3392cd40-ea24-43ed-b8de-19a80c3d5f88/downloadaac81d7b547c21e6c3770f31f115b30fMD5411600/224582024-07-30 07:54:15.832oai:repositorio.unifesp.br:11600/22458https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-30T07:54:15Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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