Exportação concluída — 

Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]
Orientador(a): Souza-Formigoni, Maria Lucia Oliveira de [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000029p58
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11600/41517
Resumo: Objetivo: comparar a prevalência do uso de álcool e outras drogas em amostras de conveniência compostas por travestis (TR) e transexuais femininos (MtF) e os fatores de risco e proteção associados. Métodos: Aplicação de entrevistas a 206 pessoas, sendo 103 travestis e 103 transexuais femininos, convidadas a participar do projeto por abordagem direta em salas de espera de ambulatórios especializados na assistência médica a esta parcela da população. Durante a entrevista semiestruturada, foram aplicados o instrumento de triagem Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST) e um questionário para obtenção de dados sociodemográficos, questões relativas à saúde, violência e perguntas abertas com ênfase nas razões de uso e não uso de substâncias psicoativas. Resultados: Houve diferenças significativas entre os grupos quanto ao uso na vida e nos últimos três meses de tabaco, álcool, maconha, cocaína, anfetaminas/êxtase e hipnóticos/sedativos. De acordo com o ASSIST, foram classificadas na faixa de uso de “risco” para o tabaco 57,3% das TRs e 11,7% das MtFs, para álcool 24,3% das TRs e 8,7% das MtFs, para cocaína/crack 24,3% das TRs e 1,9% das MtFs. Apenas as TRs pontuaram na faixa de uso de risco para maconha (10,7%) e anfetaminas/êxtase (4,9%) e na classificação “sugestiva de dependência” para o tabaco, álcool e maconha (3,9%). Observamos que maior proporção de TRs trabalharam como profissionais do sexo, enquanto que mais MtFs possuíam companheiros fixos e ganhavam acima de 3 salários mínimos. As principais razões comuns para o uso de álcool e outras drogas relatadas pelas TRs e MtFs foram por diversão ou descontração, alívio de estresse e lidar com problemas. Foram detectados fatores associados ao uso de risco ser profissional do sexo, ter parceiros e amigos que fazem uso de drogas. Entre as TRs foram mencionadas como razões para o “não uso” o “medo de se viciar”, ver amigos passando mal, medo de morar na rua e perdas financeiras. Entre as MtFs, as razões para o “não uso” de álcool e outras drogas mais citadas foram o medo de impedir o efeito dos hormônios ingeridos, medo dos efeitos das drogas, medo de solidão, educação familiar religiosa, ter companheiro fixo, falta de curiosidade, conhecimento dos efeitos nocivos, saber o que quer para o futuro, pertencer a um grupo social que não faz uso, ter atividades de lazer saudáveis e evitar sofrimento. Conclusão: o uso de álcool e outras drogas foi significativamente maior no grupo das TRs. Considerando a associação entre uso e situações de risco sugerir que isto ocorreu devido às situações de risco que envolvem esta população serem maiores que para as MtFs, porém não podemos generalizar os dados encontrados neste estudo, pois utilizamos uma amostra de conveniência, que pode ser considerado a limitação do nosso trabalho.
id UFSP_ee3cdda705b4cbac06ca7930bdacf8b9
oai_identifier_str oai:repositorio.unifesp.br:11600/41517
network_acronym_str UFSP
network_name_str Repositório Institucional da UNIFESP
repository_id_str
spelling Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]Souza-Formigoni, Maria Lucia Oliveira de [UNIFESP]2017-12-20T12:28:04Z2017-12-20T12:28:04Z2013Objetivo: comparar a prevalência do uso de álcool e outras drogas em amostras de conveniência compostas por travestis (TR) e transexuais femininos (MtF) e os fatores de risco e proteção associados. Métodos: Aplicação de entrevistas a 206 pessoas, sendo 103 travestis e 103 transexuais femininos, convidadas a participar do projeto por abordagem direta em salas de espera de ambulatórios especializados na assistência médica a esta parcela da população. Durante a entrevista semiestruturada, foram aplicados o instrumento de triagem Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST) e um questionário para obtenção de dados sociodemográficos, questões relativas à saúde, violência e perguntas abertas com ênfase nas razões de uso e não uso de substâncias psicoativas. Resultados: Houve diferenças significativas entre os grupos quanto ao uso na vida e nos últimos três meses de tabaco, álcool, maconha, cocaína, anfetaminas/êxtase e hipnóticos/sedativos. De acordo com o ASSIST, foram classificadas na faixa de uso de “risco” para o tabaco 57,3% das TRs e 11,7% das MtFs, para álcool 24,3% das TRs e 8,7% das MtFs, para cocaína/crack 24,3% das TRs e 1,9% das MtFs. Apenas as TRs pontuaram na faixa de uso de risco para maconha (10,7%) e anfetaminas/êxtase (4,9%) e na classificação “sugestiva de dependência” para o tabaco, álcool e maconha (3,9%). Observamos que maior proporção de TRs trabalharam como profissionais do sexo, enquanto que mais MtFs possuíam companheiros fixos e ganhavam acima de 3 salários mínimos. As principais razões comuns para o uso de álcool e outras drogas relatadas pelas TRs e MtFs foram por diversão ou descontração, alívio de estresse e lidar com problemas. Foram detectados fatores associados ao uso de risco ser profissional do sexo, ter parceiros e amigos que fazem uso de drogas. Entre as TRs foram mencionadas como razões para o “não uso” o “medo de se viciar”, ver amigos passando mal, medo de morar na rua e perdas financeiras. Entre as MtFs, as razões para o “não uso” de álcool e outras drogas mais citadas foram o medo de impedir o efeito dos hormônios ingeridos, medo dos efeitos das drogas, medo de solidão, educação familiar religiosa, ter companheiro fixo, falta de curiosidade, conhecimento dos efeitos nocivos, saber o que quer para o futuro, pertencer a um grupo social que não faz uso, ter atividades de lazer saudáveis e evitar sofrimento. Conclusão: o uso de álcool e outras drogas foi significativamente maior no grupo das TRs. Considerando a associação entre uso e situações de risco sugerir que isto ocorreu devido às situações de risco que envolvem esta população serem maiores que para as MtFs, porém não podemos generalizar os dados encontrados neste estudo, pois utilizamos uma amostra de conveniência, que pode ser considerado a limitação do nosso trabalho.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2011/13326-672 p.MIYAMOTO, Marcia Yoko. Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos. 2013. 72 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.http://hdl.handle.net/11600/41517ark:/48912/0013000029p58porUniversidade Federal de São Paulo [UNIFESP]info:eu-repo/semantics/openAccessTravestisTransexuais femininosUso de substâncias psicoativasFatores de riscoFatores de proteçãoUso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininosUse of alcohol and other drugs among female transvestites and transsexualsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psicobiologia – São PauloORIGINALMarcia Yoko Miyamoto.pdfMarcia Yoko Miyamoto.pdfapplication/pdf1814736https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ec0068d6-0e47-4eb1-8ab9-68df6066df3c/download9ce2001ddbbdd022e97ce2001f934f0aMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85438https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/42d23f06-88e1-45d8-8910-986ead46c63f/downloade98023f4fd972d401365754e7bfa02b4MD52TEXTMarcia Yoko Miyamoto.pdf.txtMarcia Yoko Miyamoto.pdf.txtExtracted texttext/plain95972https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/38f73f84-13ff-4c93-8eb2-6084fea4b2d1/download71f1a646d35ee0861da2cebf77da55b0MD53THUMBNAILMarcia Yoko Miyamoto.pdf.jpgMarcia Yoko Miyamoto.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2791https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e3ed2ddb-d4b1-41c1-a0dd-47fb9a073ea0/downloadb07787a29c0a3dcccd925e3963ef596bMD5411600/415172024-07-30 13:28:38.945oai:repositorio.unifesp.br:11600/41517https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-30T13:28:38Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)falseVEVSTU9TIEUgQ09OREnDh8OVRVMgUEFSQSBPIExJQ0VOQ0lBTUVOVE8gRE8gQVJRVUlWQU1FTlRPLCBSRVBST0RVw4fDg08gRSBESVZVTEdBw4fDg08gUMOaQkxJQ0EgREUgQ09OVEXDmkRPIE5PIFJFUE9TSVTDk1JJTyBJTlNUSVRVQ0lPTkFMIFVOSUZFU1AgKHZlcnPDo28gMS4wKQoKMS4gRXUsIERpb2dvIE1pc29ndXRpIChkaW9nby5taXNvZ3V0aUBnbWFpbC5jb20pLCByZXNwb25zw6F2ZWwgcGVsbyB0cmFiYWxobyDigJxVc28gZGUgw6FsY29vbCBlIG91dHJhcyBkcm9nYXMgZW50cmUgdHJhdmVzdGlzIGUgdHJhbnNleHVhaXMgZmVtaW5pbm9z4oCdIGUgdXN1w6FyaW8tZGVwb3NpdGFudGUgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgVU5JRkVTUCwgYXNzZWd1cm8gbm8gcHJlc2VudGUgYXRvIHF1ZSBzb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGF0cmltb25pYWlzIGUvb3UgZGlyZWl0b3MgY29uZXhvcyByZWZlcmVudGVzIMOgIHRvdGFsaWRhZGUgZGEgT2JyYSBvcmEgZGVwb3NpdGFkYSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwsIGJlbSBjb21vIGRlIHNldXMgY29tcG9uZW50ZXMgbWVub3JlcywgZW0gc2UgdHJhdGFuZG8gZGUgb2JyYSBjb2xldGl2YSwgY29uZm9ybWUgbyBwcmVjZWl0dWFkbyBwZWxhIExlaSA5LjYxMC85OCBlL291IExlaSA5LjYwOS85OC4gTsOjbyBzZW5kbyBlc3RlIG8gY2FzbywgYXNzZWd1cm8gdGVyIG9idGlkbyBkaXJldGFtZW50ZSBkb3MgZGV2aWRvcyB0aXR1bGFyZXMgYXV0b3JpemHDp8OjbyBwcsOpdmlhIGUgZXhwcmVzc2EgcGFyYSBvIGRlcMOzc2l0byBlIHBhcmEgYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gZGEgT2JyYSwgYWJyYW5nZW5kbyB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBlIGNvbmV4b3MgYWZldGFkb3MgcGVsYSBhc3NpbmF0dXJhIGRvcyBwcmVzZW50ZXMgdGVybW9zIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8sIGRlIG1vZG8gYSBlZmV0aXZhbWVudGUgaXNlbnRhciBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApIGUgc2V1cyBmdW5jaW9uw6FyaW9zIGRlIHF1YWxxdWVyIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgcGVsbyB1c28gbsOjby1hdXRvcml6YWRvIGRvIG1hdGVyaWFsIGRlcG9zaXRhZG8sIHNlamEgZW0gdmluY3VsYcOnw6NvIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIFVOSUZFU1AsIHNlamEgZW0gdmluY3VsYcOnw6NvIGEgcXVhaXNxdWVyIHNlcnZpw6dvcyBkZSBidXNjYSBlIGRlIGRpc3RyaWJ1acOnw6NvIGRlIGNvbnRlw7pkbyBxdWUgZmHDp2FtIHVzbyBkYXMgaW50ZXJmYWNlcyBlIGVzcGHDp28gZGUgYXJtYXplbmFtZW50byBwcm92aWRlbmNpYWRvcyBwZWxhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApIHBvciBtZWlvIGRlIHNldXMgc2lzdGVtYXMgaW5mb3JtYXRpemFkb3MuCgoyLiBBIGNvbmNvcmTDom5jaWEgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EgdGVtIGNvbW8gY29uc2VxdcOqbmNpYSBhIHRyYW5zZmVyw6puY2lhLCBhIHTDrXR1bG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZSBuw6NvLW9uZXJvc28sIGlzZW50YSBkbyBwYWdhbWVudG8gZGUgcm95YWx0aWVzIG91IHF1YWxxdWVyIG91dHJhIGNvbnRyYXByZXN0YcOnw6NvLCBwZWN1bmnDoXJpYSBvdSBuw6NvLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBTw6NvIFBhdWxvIChVTklGRVNQKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXJtYXplbmFyIGRpZ2l0YWxtZW50ZSwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlIGRlIGRpc3RyaWJ1aXIgbmFjaW9uYWwgZSBpbnRlcm5hY2lvbmFsbWVudGUgYSBPYnJhLCBpbmNsdWluZG8tc2UgbyBzZXUgcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0LCBwb3IgbWVpb3MgZWxldHLDtG5pY29zIGFvIHDDumJsaWNvIGVtIGdlcmFsLCBlbSByZWdpbWUgZGUgYWNlc3NvIGFiZXJ0by4KCjMuIEEgcHJlc2VudGUgbGljZW7Dp2EgdGFtYsOpbSBhYnJhbmdlLCBub3MgbWVzbW9zIHRlcm1vcyBlc3RhYmVsZWNpZG9zIG5vIGl0ZW0gMiwgc3VwcmEsIHF1YWxxdWVyIGRpcmVpdG8gZGUgY29tdW5pY2HDp8OjbyBhbyBww7pibGljbyBjYWLDrXZlbCBlbSByZWxhw6fDo28gw6AgT2JyYSBvcmEgZGVwb3NpdGFkYSwgaW5jbHVpbmRvLXNlIG9zIHVzb3MgcmVmZXJlbnRlcyDDoCByZXByZXNlbnRhw6fDo28gcMO6YmxpY2EgZS9vdSBleGVjdcOnw6NvIHDDumJsaWNhLCBiZW0gY29tbyBxdWFscXVlciBvdXRyYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGNvbXVuaWNhw6fDo28gYW8gcMO6YmxpY28gcXVlIGV4aXN0YSBvdSB2ZW5oYSBhIGV4aXN0aXIsIG5vcyB0ZXJtb3MgZG8gYXJ0aWdvIDY4IGUgc2VndWludGVzIGRhIExlaSA5LjYxMC85OCwgbmEgZXh0ZW5zw6NvIHF1ZSBmb3IgYXBsaWPDoXZlbCBhb3Mgc2VydmnDp29zIHByZXN0YWRvcyBhbyBww7pibGljbyBwZWxhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApLgoKNC4gRXN0YSBsaWNlbsOnYSBhYnJhbmdlLCBhaW5kYSwgbm9zIG1lc21vcyB0ZXJtb3MgZXN0YWJlbGVjaWRvcyBubyBpdGVtIDIsIHN1cHJhLCB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb25leG9zIGRlIGFydGlzdGFzIGludMOpcnByZXRlcyBvdSBleGVjdXRhbnRlcywgcHJvZHV0b3JlcyBmb25vZ3LDoWZpY29zIG91IGVtcHJlc2FzIGRlIHJhZGlvZGlmdXPDo28gcXVlIGV2ZW50dWFsbWVudGUgc2VqYW0gYXBsaWPDoXZlaXMgZW0gcmVsYcOnw6NvIMOgIG9icmEgZGVwb3NpdGFkYSwgZW0gY29uZm9ybWlkYWRlIGNvbSBvIHJlZ2ltZSBmaXhhZG8gbm8gVMOtdHVsbyBWIGRhIExlaSA5LjYxMC85OC4KCjUuIFNlIGEgT2JyYSBkZXBvc2l0YWRhIGZvaSBvdSDDqSBvYmpldG8gZGUgZmluYW5jaWFtZW50byBwb3IgaW5zdGl0dWnDp8O1ZXMgZGUgZm9tZW50byDDoCBwZXNxdWlzYSBvdSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBzZW1lbGhhbnRlLCB2b2PDqiBvdSBvIHRpdHVsYXIgYXNzZWd1cmEgcXVlIGN1bXByaXUgdG9kYXMgYXMgb2JyaWdhw6fDtWVzIHF1ZSBsaGUgZm9yYW0gaW1wb3N0YXMgcGVsYSBpbnN0aXR1acOnw6NvIGZpbmFuY2lhZG9yYSBlbSByYXrDo28gZG8gZmluYW5jaWFtZW50bywgZSBxdWUgbsOjbyBlc3TDoSBjb250cmFyaWFuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzcG9zacOnw6NvIGNvbnRyYXR1YWwgcmVmZXJlbnRlIMOgIHB1YmxpY2HDp8OjbyBkbyBjb250ZcO6ZG8gb3JhIHN1Ym1ldGlkbyBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBVTklGRVNQLgoKNi4gQ2FzbyBhIE9icmEgb3JhIGRlcG9zaXRhZGEgZW5jb250cmUtc2UgbGljZW5jaWFkYSBzb2IgdW1hIGxpY2Vuw6dhIENyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgKHF1YWxxdWVyIHZlcnPDo28pLCBzb2IgYSBsaWNlbsOnYSBHTlUgRnJlZSBEb2N1bWVudGF0aW9uIExpY2Vuc2UgKHF1YWxxdWVyIHZlcnPDo28pLCBvdSBvdXRyYSBsaWNlbsOnYSBxdWFsaWZpY2FkYSBjb21vIGxpdnJlIHNlZ3VuZG8gb3MgY3JpdMOpcmlvcyBkYSBEZWZpbml0aW9uIG9mIEZyZWUgQ3VsdHVyYWwgV29ya3MgKGRpc3BvbsOtdmVsIGVtOiBodHRwOi8vZnJlZWRvbWRlZmluZWQub3JnL0RlZmluaXRpb24pIG91IEZyZWUgU29mdHdhcmUgRGVmaW5pdGlvbiAoZGlzcG9uw612ZWwgZW06IGh0dHA6Ly93d3cuZ251Lm9yZy9waGlsb3NvcGh5L2ZyZWUtc3cuaHRtbCksIG8gYXJxdWl2byByZWZlcmVudGUgw6AgT2JyYSBkZXZlIGluZGljYXIgYSBsaWNlbsOnYSBhcGxpY8OhdmVsIGVtIGNvbnRlw7pkbyBsZWfDrXZlbCBwb3Igc2VyZXMgaHVtYW5vcyBlLCBzZSBwb3Nzw612ZWwsIHRhbWLDqW0gZW0gbWV0YWRhZG9zIGxlZ8OtdmVpcyBwb3IgbcOhcXVpbmEuIEEgaW5kaWNhw6fDo28gZGEgbGljZW7Dp2EgYXBsaWPDoXZlbCBkZXZlIHNlciBhY29tcGFuaGFkYSBkZSB1bSBsaW5rIHBhcmEgb3MgdGVybW9zIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8gb3Ugc3VhIGPDs3BpYSBpbnRlZ3JhbC4KCjcuIEF0ZXN0YSBxdWUgYSBPYnJhIHN1Ym1ldGlkYSBuw6NvIGNvbnTDqW0gcXVhbHF1ZXIgaW5mb3JtYcOnw6NvIGNvbmZpZGVuY2lhbCBzdWEgb3UgZGUgdGVyY2Vpcm9zLgoKOC4gQ29uY2VkZSDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBTw6NvIFBhdWxvIChVTklGRVNQKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVhbGl6YXIgcXVhaXNxdWVyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBuYSBtw61kaWEgb3Ugbm8gZm9ybWF0byBkbyBhcnF1aXZvIHBhcmEgcHJvcMOzc2l0b3MgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLCBkZSBhY2Vzc2liaWxpZGFkZSBlIGRlIG1lbGhvciBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLgoKQW8gY29uY2x1aXIgYXMgZXRhcGFzIGRvIHByb2Nlc3NvIGRlIHN1Ym1pc3PDo28gZGUgYXJxdWl2b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgVU5JRkVTUCwgYXRlc3RvIHF1ZSBsaSBlIGNvbmNvcmRlaSBpbnRlZ3JhbG1lbnRlIGNvbSBvcyB0ZXJtb3MgYWNpbWEgZGVsaW1pdGFkb3MsIHNlbSBmYXplciBxdWFscXVlciByZXNlcnZhIGUgbm92YW1lbnRlIGNvbmZpcm1hbmRvIHF1ZSBjdW1wcm8gb3MgcmVxdWlzaXRvcyBpbmRpY2Fkb3Mgbm8gaXRlbnMgbWVuY2lvbmFkb3MgYW50ZXJpb3JtZW50ZS4KCkhhdmVuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzY29yZMOibmNpYSBlbSByZWxhw6fDo28gYW9zIHByZXNlbnRlcyB0ZXJtb3Mgb3UgbsOjbyBzZSB2ZXJpZmljYW5kbyBvIGV4aWdpZG8gbm9zIGl0ZW5zIGFudGVyaW9yZXMsIHZvY8OqIGRldmUgaW50ZXJyb21wZXIgaW1lZGlhdGFtZW50ZSBvIHByb2Nlc3NvIGRlIHN1Ym1pc3PDo28uIEEgY29udGludWlkYWRlIGRvIHByb2Nlc3NvIGVxdWl2YWxlIMOgIGNvbmNvcmTDom5jaWEgZSDDoCBhc3NpbmF0dXJhIGRlc3RlIGRvY3VtZW50bywgY29tIHRvZGFzIGFzIGNvbnNlcXXDqm5jaWFzIG5lbGUgcHJldmlzdGFzLCBzdWplaXRhbmRvLXNlIG8gc2lnbmF0w6FyaW8gYSBzYW7Dp8O1ZXMgY2l2aXMgZSBjcmltaW5haXMgY2FzbyBuw6NvIHNlamEgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGF0cmltb25pYWlzIGUvb3UgY29uZXhvcyBhcGxpY8OhdmVpcyDDoCBPYnJhIGRlcG9zaXRhZGEgZHVyYW50ZSBlc3RlIHByb2Nlc3NvLCBvdSBjYXNvIG7Do28gdGVuaGEgb2J0aWRvIHByw6l2aWEgZSBleHByZXNzYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGRvIHRpdHVsYXIgcGFyYSBvIGRlcMOzc2l0byBlIHRvZG9zIG9zIHVzb3MgZGEgT2JyYSBlbnZvbHZpZG9zLgoKUGFyYSBhIHNvbHXDp8OjbyBkZSBxdWFscXVlciBkw7p2aWRhIHF1YW50byBhb3MgdGVybW9zIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8gZSBxdWFudG8gYW8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8OjbywgZW52aWUgdW1hIG1lbnNhZ2VtIHBhcmEgbyBlbmRlcmXDp28gZGUgZS1tYWlsOiByZXBvc2l0b3Jpby51bmlmZXNwQGdtYWlsLmNvbS4KClPDo28gUGF1bG8sIFdlZCBEZWMgMjAgMTA6Mjg6MDQgQlJTVCAyMDE3Lgo=
dc.title.pt.fl_str_mv Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Use of alcohol and other drugs among female transvestites and transsexuals
title Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
spellingShingle Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]
Travestis
Transexuais femininos
Uso de substâncias psicoativas
Fatores de risco
Fatores de proteção
title_short Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
title_full Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
title_fullStr Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
title_full_unstemmed Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
title_sort Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos
author Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]
author_facet Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]
author_role author
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
dc.contributor.author.fl_str_mv Miyamoto, Marcia Yoko [UNIFESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Souza-Formigoni, Maria Lucia Oliveira de [UNIFESP]
contributor_str_mv Souza-Formigoni, Maria Lucia Oliveira de [UNIFESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Travestis
Transexuais femininos
Uso de substâncias psicoativas
Fatores de risco
Fatores de proteção
topic Travestis
Transexuais femininos
Uso de substâncias psicoativas
Fatores de risco
Fatores de proteção
description Objetivo: comparar a prevalência do uso de álcool e outras drogas em amostras de conveniência compostas por travestis (TR) e transexuais femininos (MtF) e os fatores de risco e proteção associados. Métodos: Aplicação de entrevistas a 206 pessoas, sendo 103 travestis e 103 transexuais femininos, convidadas a participar do projeto por abordagem direta em salas de espera de ambulatórios especializados na assistência médica a esta parcela da população. Durante a entrevista semiestruturada, foram aplicados o instrumento de triagem Alcohol, Smoking and Substance Involvement Screening Test (ASSIST) e um questionário para obtenção de dados sociodemográficos, questões relativas à saúde, violência e perguntas abertas com ênfase nas razões de uso e não uso de substâncias psicoativas. Resultados: Houve diferenças significativas entre os grupos quanto ao uso na vida e nos últimos três meses de tabaco, álcool, maconha, cocaína, anfetaminas/êxtase e hipnóticos/sedativos. De acordo com o ASSIST, foram classificadas na faixa de uso de “risco” para o tabaco 57,3% das TRs e 11,7% das MtFs, para álcool 24,3% das TRs e 8,7% das MtFs, para cocaína/crack 24,3% das TRs e 1,9% das MtFs. Apenas as TRs pontuaram na faixa de uso de risco para maconha (10,7%) e anfetaminas/êxtase (4,9%) e na classificação “sugestiva de dependência” para o tabaco, álcool e maconha (3,9%). Observamos que maior proporção de TRs trabalharam como profissionais do sexo, enquanto que mais MtFs possuíam companheiros fixos e ganhavam acima de 3 salários mínimos. As principais razões comuns para o uso de álcool e outras drogas relatadas pelas TRs e MtFs foram por diversão ou descontração, alívio de estresse e lidar com problemas. Foram detectados fatores associados ao uso de risco ser profissional do sexo, ter parceiros e amigos que fazem uso de drogas. Entre as TRs foram mencionadas como razões para o “não uso” o “medo de se viciar”, ver amigos passando mal, medo de morar na rua e perdas financeiras. Entre as MtFs, as razões para o “não uso” de álcool e outras drogas mais citadas foram o medo de impedir o efeito dos hormônios ingeridos, medo dos efeitos das drogas, medo de solidão, educação familiar religiosa, ter companheiro fixo, falta de curiosidade, conhecimento dos efeitos nocivos, saber o que quer para o futuro, pertencer a um grupo social que não faz uso, ter atividades de lazer saudáveis e evitar sofrimento. Conclusão: o uso de álcool e outras drogas foi significativamente maior no grupo das TRs. Considerando a associação entre uso e situações de risco sugerir que isto ocorreu devido às situações de risco que envolvem esta população serem maiores que para as MtFs, porém não podemos generalizar os dados encontrados neste estudo, pois utilizamos uma amostra de conveniência, que pode ser considerado a limitação do nosso trabalho.
publishDate 2013
dc.date.issued.fl_str_mv 2013
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-12-20T12:28:04Z
dc.date.available.fl_str_mv 2017-12-20T12:28:04Z
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv MIYAMOTO, Marcia Yoko. Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos. 2013. 72 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/11600/41517
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/48912/0013000029p58
identifier_str_mv MIYAMOTO, Marcia Yoko. Uso de álcool e outras drogas entre travestis e transexuais femininos. 2013. 72 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2013.
ark:/48912/0013000029p58
url http://hdl.handle.net/11600/41517
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 72 p.
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo [UNIFESP]
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIFESP
instname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron:UNIFESP
instname_str Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron_str UNIFESP
institution UNIFESP
reponame_str Repositório Institucional da UNIFESP
collection Repositório Institucional da UNIFESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ec0068d6-0e47-4eb1-8ab9-68df6066df3c/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/42d23f06-88e1-45d8-8910-986ead46c63f/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/38f73f84-13ff-4c93-8eb2-6084fea4b2d1/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e3ed2ddb-d4b1-41c1-a0dd-47fb9a073ea0/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 9ce2001ddbbdd022e97ce2001f934f0a
e98023f4fd972d401365754e7bfa02b4
71f1a646d35ee0861da2cebf77da55b0
b07787a29c0a3dcccd925e3963ef596b
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.csp@unifesp.br
_version_ 1866180507074560000