Avaliação da citotoxicidade de Escherichia coli enteropatogênica atípica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Belchior, Juliane Dantas [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/00130000213wx
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67239
Resumo: O termo E. coli enteropatogênica atípica (aEPEC) é usado para definir EPEC que não carrega o plasmídeo EAF. Nesse plasmídeo está localizado o operon bfp, que codifica a fímbria bundle forming pilus (BFP). Em um estudo realizado em nosso laboratório analisando a adesão de aEPEC a células HeLa, cinco amostras com atividade citotóxica foram detectadas após 3 horas de contato. Neste estudo, analisamos as amostras quanto à presença de sequências genéticas associadas a SPATEs da classe 1, α-hemolisinas e toxinas. Ensaios de PCR mostraram que uma amostra apresentava o gene espC e uma outra os genes espP e sat. Nenhuma amostra apresentou os genes astA, shET1 ou shET2. Em seguida, investigamos características comumente encontradas em E. coli que levam ao destacamento celular de E. coli (CDEC), como a produção de α-hemolisina, CNF1 e CDT. Nenhuma das cinco amostras apresentou atividade hemolítica e nenhuma apresentou o gene cnf1. O perfil plasmidial revelou a presença de vários plasmídeos em duas amostras. Três outras amostras contendo um único plasmídeo de aproximadamente 98 MDa foram selecionadas para estudos genéticos. As amostras A99, A133 e A134 portadoras do plasmídeo de 98 MDa e apresentando resistência múltipla, foram submetidas a experimentos de conjugação. Todos os transconjugantes apresentaram o plasmídeo de 98 MDa com marcas ampicilina e canamicina, e nenhum exibiu um fenótipo citotóxico. A cura plasmidial por eletroporação resultou na perda do plasmídeo de 98 MDa, mas não do fenótipo citotóxico. A amostra A99 sem o plasmídeo, designada A99-1, foi selecionada para ensaio de mutagênese com transposon para identificar genes envolvidos no fenótipo citotóxico. Cerca de 980 mutantes foram submetidos a ensaio de adesão a células HeLa, sendo identificados quatro mutantes que perderam a capacidade de causar desprendimento celular. Estudos desses quatro mutantes estão em andamento na tentativa de identificar os genes envolvidos no fenótipo citotóxico da aEPEC A99.
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