Efeito do Treinamento Muscular Inspiratório na força muscular inspiratória, capacidade de exercício e dispneia em pacientes pós-COVID-19

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Souza, Vitor Costa [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000028q06
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/74010
Resumo: Objetivo: Avaliar o efeito do treinamento muscular inspiratório na função muscular respiratória, dispneia e tolerância ao exercício em pacientes pós-COVID-19 com redução da força muscular inspiratória. Método: Ensaio clínico controlado, unicêntrico, randomizado e triplo-cego, no qual os pacientes foram submetidos a avaliação completa da função muscular inspiratória, força de preensão palmar máxima, teste de exercício cardiopulmonar incremental e de carga constante com análise da extração periférica de oxigênio, hemodinâmica não invasiva e gasometria de lóbulo de orelha. Adicionalmente foi realizado teste de caminhada de 6 minutos, teste do degrau de 4 minutos e avaliação da dispneia nas atividades diárias por questionários validados. Os pacientes foram alocados em grupo TMI (50% da pressão inspiratória máxima) ou grupo controle (5 cmH2O), e realizaram 2 sessões diárias de 30 respirações (3-5 min/sessão), 7 dias por semana durante 8 semanas. Resultados: Dos pacientes elegíveis, 17 finalizaram o protocolo proposto, sendo 10 randomizados para o grupo treinamento e 7 para o controle. Houve aumento significativo de 18 cmH2O na pressão inspiratória máxima (treinamento: 33±15 vs controle: 15±9 cmH2O, p=0,013) associado a aumento de 96 segundos no tempo de exercício do teste de endurance inspiratório (treinamento: 165±90 vs controle: 70±50 segundos, p=0,033). Também houve aumento no tempo de exercício do teste de carga constante (treinamento: 388±287 vs controle: 143±76 segundos, p=0,027), subindo 9 degraus a mais no teste do degrau (treinamento: 18±10 vs controle: 9±5, p=0,037). Para a dispneia houve diferença entre os grupos apenas na relação borg dispneia/Tlim do teste de exercício. Conclusão Para esta amostra de pacientes pós-COVID-19 com redução da força muscular inspiratória, o treinamento foi capaz de aumentar a força e resistência muscular, bem como a tolerância ao exercício.
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Os pacientes foram alocados em grupo TMI (50% da pressão inspiratória máxima) ou grupo controle (5 cmH2O), e realizaram 2 sessões diárias de 30 respirações (3-5 min/sessão), 7 dias por semana durante 8 semanas. Resultados: Dos pacientes elegíveis, 17 finalizaram o protocolo proposto, sendo 10 randomizados para o grupo treinamento e 7 para o controle. Houve aumento significativo de 18 cmH2O na pressão inspiratória máxima (treinamento: 33±15 vs controle: 15±9 cmH2O, p=0,013) associado a aumento de 96 segundos no tempo de exercício do teste de endurance inspiratório (treinamento: 165±90 vs controle: 70±50 segundos, p=0,033). Também houve aumento no tempo de exercício do teste de carga constante (treinamento: 388±287 vs controle: 143±76 segundos, p=0,027), subindo 9 degraus a mais no teste do degrau (treinamento: 18±10 vs controle: 9±5, p=0,037). Para a dispneia houve diferença entre os grupos apenas na relação borg dispneia/Tlim do teste de exercício. Conclusão Para esta amostra de pacientes pós-COVID-19 com redução da força muscular inspiratória, o treinamento foi capaz de aumentar a força e resistência muscular, bem como a tolerância ao exercício. Objective: To evaluate the effects of inspiratory muscle training on respiratory muscle function, dyspnea, and exercise tolerance in post-COVID-19 patients with inspiratory muscle weakness. Method: A single-center, randomized, triple-blind controlled clinical trial was conducted. Patients underwent a comprehensive assessment of inspiratory muscle function, maximal handgrip strength, incremental and constant-load cardiopulmonary exercise testing with analysis of peripheral oxygen extraction, noninvasive hemodynamic monitoring, and earlobe blood gas sampling. Additional tests included the six-minute walk test, four-minute step test, and evaluation of dyspnea during daily activities using validated questionnaires. Patients were randomized into a group performing inspiratory muscle training (50% of maximal inspiratory pressure) or a control group (5 cmH2O). They completed two daily sessions of 30 breaths, lasting three to five minutes per session, 7 days a week, for 8 weeks. Results: Of 60 eligible patients, 17 completed the study protocol, with 10 randomized to the inspiratory muscle training group and 7 to the control group. The group performing inspiratory muscle training showed a significant increase of 18 cmH2O in maximal inspiratory pressure (training: 33 ± 15 vs. control: 15 ± 9 cmH2O, p = 0.013) and a 96-second improvement in inspiratory endurance time (training: 165 ± 90 vs. control: 70 ± 15 seconds, p = 0.033). Additionally, there was a significant increase in constant-load exercise time (training: 388 ± 287 vs. control: 143 ± 76 seconds, p = 0.027) and a gain of 9 steps in the step test (training: 18 ± 10 vs. control: 9 ± 5 steps, p = 0.037). Regarding dyspnea, a significant difference was observed between groups only in the Borg dyspnea-to-exercise time ratio during constant-load exercise. Conclusion: In this sample of post-COVID-19 patients with inspiratory muscle weakness, training the inspiratory muscle increased muscle strength, endurance, and exercise tolerance.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de São PauloSperandio, Priscila Cristina de Abreu [UNIFESP]Campos, Eloara Vieira Machado Ferreira Alvares da Silva [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/6639042770205771http://lattes.cnpq.br/8238787131403166http://lattes.cnpq.br/7111690261265658Souza, Vitor Costa [UNIFESP]2025-04-22T19:29:10Z2025-04-22T19:29:10Z2025-02-06info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion100 f.application/pdfSOUZA, Vitor Costa. Efeito do treinamento muscular inspiratório na força muscular inspiratória, capacidade de exercício e dispneia em pacientes pós-COVID-19. 2025. 100 f. Tese (Doutorado em Pneumologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2025.https://hdl.handle.net/11600/74010ark:/48912/0013000028q06porSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-04-23T04:02:47Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/74010Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-04-23T04:02:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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Exercício para os músculos respiratórios
Força muscular respiratória
COVID longa
3. Saúde e bem-estar
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