Avaliação da capacidade física de crianças nascidas prematuras com muito baixo peso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Tsopanoglou, Sabrina Pinheiro [UNIFESP]
Orientador(a): Santos, Amelia Miyashiro Nunes dos [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001fg7p
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4264704
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46453
Resumo: Objetivos: Avaliar a capacidade aeróbica de crianças nascidas prematuras,comparando-as às nascidas a termo e identificar os fatores associados à capacidade aeróbica das crianças estudadas, utilizando o teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Métodos: Estudo transversal com dois grupos de crianças de 6-9 anos, sendo um grupo de prematuros com peso ao nascer <1500g, acompanhados no Ambulatório de Prematuros da Universidade Federal de São Paulo. O segundo grupo composto por crianças nascidas a termo, sem intercorrências clínicas no período neonatal, irmãos, amigos ou parentes dos prematuros. Foram excluídas: malformações congênitas, doenças neuromusculares, alterações neurológicas, clínicas ou no desenvolvimento que pudesse comprometer os resultados ou a segurança da criança durante o teste, e doença respiratória nos últimos 15 dias antes do teste. Para o TECP foi aplicado um teste incremental sintoma/limitado, com protocolo rapidamente incremental com aumento individualizado de carga em esteira. Foram avaliados: pulso de oxigênio (PuO2), frequência cardíaca de pico (FC Pico), percentual da frequência cardíaca máxima prevista para a idade (% FC máxima), relação volume corrente/capacidade inspiratória (VC/CI repouso e pico), eficiência ventilatória equivalente ao limiar anaeróbico ventilatório (LAV) e sua relação submáxima (VE/VCO2 slope e lowest), consumo de oxigênio (VO2) pico e percentual do consumo máximo de oxigênio previsto para a idade (%VO2 máx prev), consumo de oxigênio no limiar anaeróbico/limiar anaeróbico (VO2 no LA), relação consumo máximo de oxigênio no limiar anaeróbico e percentual de consumo máximo de oxigênio previsto para a idade (VO2@LA/% VO2 max. pred), Oxygen Uptake Efficiency Slope: eficiência de captação de oxigênio (OUES). A amostra calculada foi de 22 participantes em cada grupo para obter uma diferença no VO2 de 7,3 mL/Kg/min entre os grupos, com alfa de 0,05 e beta de 0,80. As variáveis categóricas foram comparadas pelo qui-quadrado ou teste exato de Fisher e as numéricas pelo teste t de student ou Mann-Whitney, conforme distribuição avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Para análise de fatores associados à capacidade aeróbica, utilizou-se regressão linear univariada e múltipla. As variáveis com significância clínica e estatística (p< 0,2) na regressão univariada, foram incluídas na regressão linear múltipla. As análises estatísticas foram realizadas no programa SPSS for Win/v.17.0, considerando-se significante p<0,05. Resultados: Foram incluídas 34 crianças nascidas prematuras (idade gestacional 29,8±2,5 sem., peso 1131±228 g) e 32 crianças a termo. De 34 prematuros, 70,6% necessitaram de ventilação mecânica e o tempo de internação na unidade neonatal foi 61 ± 21 dias. À inclusão no estudo, os dois grupos eram semelhantes quanto à idade, peso, altura, índice de massa corpórea e incidência de sobrepeso/obesidade e diferentes no escore Z estatura/idade (Prematuros: -0,35±1,17 vs. Termo: 0,24±0,96, p=0,032). Todos os parâmetros de capacidade aeróbica foram semelhantes nos dois grupos. Na regressão linear múltipla: FC pico se associou positivamente à displasia broncopulmonar e sobrepeso/obesidade; % FC máxima se associou positivamente à displasia broncopulmonar e sobrepeso/obesidade; PuO2 se associou positivamente ao escore z de estatura/idade e negativamente ao sexo feminino; VO2 pico se associou positivamente a peso < 1000g, e negativamente ao sexo feminino e sobrepeso/obeso. Conclusões: Os parâmetros de capacidade aeróbica avaliados no teste de exercício cardiopulmonar foram semelhantes nos dois grupos. Os fatores associados à capacidade aeróbica foram: sexo feminino, displasia broncopulmonar e variáveis relacionadas ao crescimento corporal das crianças estudadas, mostrando a influência de fatores neonatais e de crescimento pós-natal sobre a capacidade aeróbica de crianças nascidas prematuras.
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spelling http://lattes.cnpq.br/9925075057283150Tsopanoglou, Sabrina Pinheiro [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3509876657463607Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Santos, Amelia Miyashiro Nunes dos [UNIFESP]São Paulo2018-07-27T15:50:15Z2018-07-27T15:50:15Z2016-11-11Objetivos: Avaliar a capacidade aeróbica de crianças nascidas prematuras,comparando-as às nascidas a termo e identificar os fatores associados à capacidade aeróbica das crianças estudadas, utilizando o teste de exercício cardiopulmonar (TECP). Métodos: Estudo transversal com dois grupos de crianças de 6-9 anos, sendo um grupo de prematuros com peso ao nascer <1500g, acompanhados no Ambulatório de Prematuros da Universidade Federal de São Paulo. O segundo grupo composto por crianças nascidas a termo, sem intercorrências clínicas no período neonatal, irmãos, amigos ou parentes dos prematuros. Foram excluídas: malformações congênitas, doenças neuromusculares, alterações neurológicas, clínicas ou no desenvolvimento que pudesse comprometer os resultados ou a segurança da criança durante o teste, e doença respiratória nos últimos 15 dias antes do teste. Para o TECP foi aplicado um teste incremental sintoma/limitado, com protocolo rapidamente incremental com aumento individualizado de carga em esteira. Foram avaliados: pulso de oxigênio (PuO2), frequência cardíaca de pico (FC Pico), percentual da frequência cardíaca máxima prevista para a idade (% FC máxima), relação volume corrente/capacidade inspiratória (VC/CI repouso e pico), eficiência ventilatória equivalente ao limiar anaeróbico ventilatório (LAV) e sua relação submáxima (VE/VCO2 slope e lowest), consumo de oxigênio (VO2) pico e percentual do consumo máximo de oxigênio previsto para a idade (%VO2 máx prev), consumo de oxigênio no limiar anaeróbico/limiar anaeróbico (VO2 no LA), relação consumo máximo de oxigênio no limiar anaeróbico e percentual de consumo máximo de oxigênio previsto para a idade (VO2@LA/% VO2 max. pred), Oxygen Uptake Efficiency Slope: eficiência de captação de oxigênio (OUES). A amostra calculada foi de 22 participantes em cada grupo para obter uma diferença no VO2 de 7,3 mL/Kg/min entre os grupos, com alfa de 0,05 e beta de 0,80. As variáveis categóricas foram comparadas pelo qui-quadrado ou teste exato de Fisher e as numéricas pelo teste t de student ou Mann-Whitney, conforme distribuição avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Para análise de fatores associados à capacidade aeróbica, utilizou-se regressão linear univariada e múltipla. As variáveis com significância clínica e estatística (p< 0,2) na regressão univariada, foram incluídas na regressão linear múltipla. As análises estatísticas foram realizadas no programa SPSS for Win/v.17.0, considerando-se significante p<0,05. Resultados: Foram incluídas 34 crianças nascidas prematuras (idade gestacional 29,8±2,5 sem., peso 1131±228 g) e 32 crianças a termo. De 34 prematuros, 70,6% necessitaram de ventilação mecânica e o tempo de internação na unidade neonatal foi 61 ± 21 dias. À inclusão no estudo, os dois grupos eram semelhantes quanto à idade, peso, altura, índice de massa corpórea e incidência de sobrepeso/obesidade e diferentes no escore Z estatura/idade (Prematuros: -0,35±1,17 vs. Termo: 0,24±0,96, p=0,032). Todos os parâmetros de capacidade aeróbica foram semelhantes nos dois grupos. Na regressão linear múltipla: FC pico se associou positivamente à displasia broncopulmonar e sobrepeso/obesidade; % FC máxima se associou positivamente à displasia broncopulmonar e sobrepeso/obesidade; PuO2 se associou positivamente ao escore z de estatura/idade e negativamente ao sexo feminino; VO2 pico se associou positivamente a peso < 1000g, e negativamente ao sexo feminino e sobrepeso/obeso. Conclusões: Os parâmetros de capacidade aeróbica avaliados no teste de exercício cardiopulmonar foram semelhantes nos dois grupos. Os fatores associados à capacidade aeróbica foram: sexo feminino, displasia broncopulmonar e variáveis relacionadas ao crescimento corporal das crianças estudadas, mostrando a influência de fatores neonatais e de crescimento pós-natal sobre a capacidade aeróbica de crianças nascidas prematuras.Objectives: To compare aerobic capacity of children born prematurely with children born at term and to identify factors associated with aerobic capacity of these children during cardiopulmonary exercise test (CPET). Methods: Cross-sectional study with two groups of children aged 6-9 years: one group of children born prematurely with birth weight <1500g and followed at the Preterm out clinic of the Federal University of São Paulo. Children born at term composed the second group; brothers, friends or relatives of preterm children who did not presented clinical complications during neonatal period. Exclusion criteria were: congenital malformations, neuromuscular disorders, neurological, medical or developmental impairment that could compromise the results or safety of the child during the test and/or respiratory disease 15 days prior to testing. For CPET, it was adopted a quickly incremental symptom limited protocol with individualized load increase on treadmill. Variables measured were: oxygen pulse (PuO2), peak of heart rate (HR peak), percentage of maximum heart rate expected for age (% HR max), tidal volume/inspiratory capacity (VC/CI rest and peak), ventilatory equivalent for CO2 (VE/VCO 2 slope and lowest), oxygen consumption (VO2) peak and percentage of maximum predicted oxygen consumption for age (% VO2 max prev.), oxygen consumption at anaerobic threshold/anaerobic threshold (VO2 in LA), maximal oxygen and threshold of maximum percentage provided for oxygen-consuming for age ratio (VO2 @ LA/%VCO2 max. pred), Oxygen Uptake Efficiency Slope (OUES). The sample size calculation required 22 participants in each group, to evidence a difference of 7.3mL/kg/min. in VO2 between groups, considering alpha of 0.05 and beta of 0.80. Categorical variables were compared by chi-square or Fisher's exact test and numeric variables by the student t test or Mann-Whitney, according to their distribution evaluated by the Kolmogorov-Smirnov. Univariate and multiple linear regression analysis were applied to evaluate factors associated with aerobic capacity. Variables with clinical and statistical significance (p <0.2) detected by univariate regression were included in the multivariate model. Statistical analysis was performed using SPSS for Win / v.17.0, considering significant p <0.05. Results: Thirty-four preterm infants were included (gestational age 29.8 ± 2.5 weeks,birth weight 1131 ± 228g) and 32 term children. Among preterm children, 70.6% required mechanical ventilation and the length of stay in the unit neonatal was 61 ± 21 days. At inclusion in the study, both groups were similar in age, weight, height, body mass index and incidence of overweight/obesity, except for the z score for height/age (Preterm group: -0.35 ± 1.17 vs. Term group: 0.24 ± 0.96, p = 0.032). All parameters of aerobic capacity were similar in both groups. By multivariate linear regression: HR peak was positively associated with bronchopulmonary dysplasia and overweight/obesity; %Maximum heart rate was positively associated with broncopulmonary dysplasia, overweight/obesity; PuO2 was positively associated to the z-score for height/age and negatively to female; VO2 peak was positively associated with birth weight <1000 g, and negatively for female and overweight/obese. Conclusions: The parameters of aerobic capacity evaluated by the cardiopulmonary test were similar in both groups. Factors associated with aerobic capacity were female, broncopulmonary dysplasia and variables related to body growth, showing the influence of neonatal factors and postnatal growth on the aerobic capacity of children born prematurely.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)104 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4264704TSOPANOGLOU, Sabrina Pinheiro. Avaliação da capacidade física de crianças nascidas prematuras com muito baixo peso. 2016. 104 f. Tese (Doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.SABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46453ark:/48912/001300001fg7pporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCriançaPrematuroTeste de exercício cardiopulmonarCapacidade físicaCapacidade aeróbicaChildPreterm infantCardiopulmonary exercise testPhysical capacityAerobic capacityAvaliação da capacidade física de crianças nascidas prematuras com muito baixo pesoEvaluation of physical capacity in children born prematurely with very low birth weightinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Pediatria e Ciências Aplicadas à PediatriaCiências da saúdeMedicinaORIGINALSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdfSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdfTese de doutoradoapplication/pdf2378688https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b0065e8e-7593-493f-8fd5-b7033421e93c/download3af88ec589e4e8fc43c30af15844a890MD51TEXTSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdf.txtSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain103139https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/36ffeb5a-5418-45c7-9704-45a01b83ca72/downloadc4706a04c5a78cda0466b99df6a65687MD52THUMBNAILSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdf.jpgSABRINA PINHEIRO TSOPANOGLOU - PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2800https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/255ebd38-302f-4ad3-8eea-25d726e5f45b/download2eb22d89cd352c8e8b8dc47b68927ac3MD5311600/464532024-08-07 14:59:21.896oai:repositorio.unifesp.br:11600/46453https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-07T14:59:21Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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