Uso de oligonucleotídeos antisense como estratégia de redução da replicação viral do HIV-1 em cultivo celular
| Ano de defesa: | 2019 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | INTRODUÇÃO: As infecções pelo HIV-1 são um problema mundial ainda longe de solução. O tratamento antiretroviral apesar de eficaz e bem tolerado não é capaz de erradicar o vírus dos pacientes. Um possível tratamento alternativo para a infecção do HIV-1 é a utilização de uma sequência específica de oligos antisense para inibir a replicação viral. OBJETIVO: Foram desenhados e avaliados oligos antisense quanto a sua atividade antiviral e citotoxicidade. Os oligos antisense anti-HIV-1 GAG 1, GAG 2, GAG 3, GAG 4, LTR 1, LTR 2 foram testados quanto sua atividade antiviral em células primárias em culturas, em combinação com as nanopartículas NPAlbumina Albumin Human Sigma A9731-1G, Albumin Bioscience Catalog #1001 e Phyto-Hase Enzyme. METODOLOGIA: As células de PBMC foram adquiridas pelo método de separação por gradiente de densidade através do ficoll-paque plus, ressuspendidas em RPMI suplementado e ativadas com PHA e IL-2. Foi realizada viabilidade com Trypan Blue e as células foram congeladas para as padronizações, que foram divididas em 2 etapas. Na 1ª etapa padronizamos o tipo da nanopartícula, a concentração do oligo, uso de células frescas, tempo de cultura frente a uma infecção e manipulação da mesma. Na 2ª etapa foram testados 6 oligos com concentração de 0,2μM com a nanopartícula escolhida em cultura com duração de 22 dias, na presença de controles positivos e negativos. Os 2mL retirados de cada condição de cada uma das 5 coletas realizadas, foram centrifugados, o pellet foi congelado e o sobrenadante foi utilizado para quantificar a carga viral. RESULTADOS: A viabilidade das células na presença de nanopartículas é melhor em relação ao controle negativo (sem infecção e sem nanopartículas) e a viabilidade das células com a nanopartícula 1 é melhor em relação às outras nanopartículas. A viabilidade das células é melhor quando o oligo está combinado com a nano 1 em relação às outras nanopartículas e também quando comparamos ao oligo sozinho. Os oligos antisense GAG 2 e GAG 3 apresentaram maior efeito frente à infecção, isto é, induziram maior redução da carga viral nas amostras tratadas ao compararmos com os controles sem oligos. CONCLUSÃO: a viabilidade celular foi melhor preservada quando foi combinado a nanopartícula 1 com os oligos. Com baixa concentração e baixa toxicidade, os oligos GAG 2 e GAG 3 foram os que melhor inibiram a replicação viral durante o tempo de cultura. |
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DoutoradoBASTOS, Michelle Carolina dos Santos. Uso de oligonucleotídeos antisense como estratégia de redução da replicação viral do HIV-1 em cultivo celular. 2019. 120f. Tese (Doutorado em Infectologia) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2019.http://lattes.cnpq.br/5713863164263481Bastos, Michelle Carolina Dos Santos [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/5949120149485515Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Janini, Luiz Mario Ramos [UNIFESP]2021-01-19T16:31:54Z2021-01-19T16:31:54Z2019-05-30INTRODUÇÃO: As infecções pelo HIV-1 são um problema mundial ainda longe de solução. O tratamento antiretroviral apesar de eficaz e bem tolerado não é capaz de erradicar o vírus dos pacientes. Um possível tratamento alternativo para a infecção do HIV-1 é a utilização de uma sequência específica de oligos antisense para inibir a replicação viral. OBJETIVO: Foram desenhados e avaliados oligos antisense quanto a sua atividade antiviral e citotoxicidade. Os oligos antisense anti-HIV-1 GAG 1, GAG 2, GAG 3, GAG 4, LTR 1, LTR 2 foram testados quanto sua atividade antiviral em células primárias em culturas, em combinação com as nanopartículas NPAlbumina Albumin Human Sigma A9731-1G, Albumin Bioscience Catalog #1001 e Phyto-Hase Enzyme. METODOLOGIA: As células de PBMC foram adquiridas pelo método de separação por gradiente de densidade através do ficoll-paque plus, ressuspendidas em RPMI suplementado e ativadas com PHA e IL-2. Foi realizada viabilidade com Trypan Blue e as células foram congeladas para as padronizações, que foram divididas em 2 etapas. Na 1ª etapa padronizamos o tipo da nanopartícula, a concentração do oligo, uso de células frescas, tempo de cultura frente a uma infecção e manipulação da mesma. Na 2ª etapa foram testados 6 oligos com concentração de 0,2μM com a nanopartícula escolhida em cultura com duração de 22 dias, na presença de controles positivos e negativos. Os 2mL retirados de cada condição de cada uma das 5 coletas realizadas, foram centrifugados, o pellet foi congelado e o sobrenadante foi utilizado para quantificar a carga viral. RESULTADOS: A viabilidade das células na presença de nanopartículas é melhor em relação ao controle negativo (sem infecção e sem nanopartículas) e a viabilidade das células com a nanopartícula 1 é melhor em relação às outras nanopartículas. A viabilidade das células é melhor quando o oligo está combinado com a nano 1 em relação às outras nanopartículas e também quando comparamos ao oligo sozinho. Os oligos antisense GAG 2 e GAG 3 apresentaram maior efeito frente à infecção, isto é, induziram maior redução da carga viral nas amostras tratadas ao compararmos com os controles sem oligos. CONCLUSÃO: a viabilidade celular foi melhor preservada quando foi combinado a nanopartícula 1 com os oligos. Com baixa concentração e baixa toxicidade, os oligos GAG 2 e GAG 3 foram os que melhor inibiram a replicação viral durante o tempo de cultura.INTRODUCTION: HIV-1 infections are a global problem still far from being solved. Although antiretroviral treatment is effective and quite tolerated, it is not able to eradicate the virus from patients. A possible treatment for HIV-1 infection is the use of a specific sequence of antisense oligonucleotides to inhibit the viral replication. OBJECTIVE: Antisense oligos were designed and evaluated for their antiviral activity and cytotoxicity. Antisense oligos anti-HIV-1 GAG 1, GAG 2, GAG 3, GAG 4, LTR 1, LTR 2 were tested for their antiviral activity in primary cells in cultures, combined with the nanoparticles NP-Albumin Albumin Human Sigma A9731- 1G, Albumin Bioscience Catalog # 1001 and Phyto-Hase Enzyme. METHODOLOGY: PBMC cells were acquired by the Ficoll method, resuspended in RPMI supplemented and activated with PHA and IL-2. Trypan Blue viability was performed and the cells were frozen for the standardizations, which were divided into 2 steps. In the first step we standardize the type of the nanoparticle, the concentration of the oligo, use of fresh cells, culture time in front of an infection and its manipulation. In the second stage, 6 oligos with 0.2 μM concentration were tested with the chosen nano (nano 1) in 22 days of culture, with positive and negative controls. The 2mL removed from each condition of the 5 collected samples were centrifuged, the pellet was frozen, and the supernatant was used to quantify viral load. RESULTS: The viability of the cells in the presence of nanoparticles is better in relation to the negative control (without infection and without nanoparticles) and the viability of the cells with the nanoparticle 1 is better than the other nanoparticles. Cell viability is better when oligo is combined with nano 1 compared to other nanoparticles and also when compared to oligo alone. The antisense oligos GAG 2 and GAG 3 had a greater effect against the infection, in the other words, they induced a greater reduction of the viral load in the treated samples when compared with the controls without oligos. CONCLUSION: the cellular viability was better preserved when the nanoparticle 1 was combined with the oligos. With low concentration and low toxicity, the GAG 2 and GAG 3 oligos were the best inhibitors of viral replication during the culture time.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2019)120 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7643368Michelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59210ark:/48912/001300002td47porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessHIV-1OligonucleotídeoNanopartículaCarga ViralUso de oligonucleotídeos antisense como estratégia de redução da replicação viral do HIV-1 em cultivo celularUse of antisense oligonucleotides as a strategy for reducing viral replication of HIV-1 in cell culture.info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de MedicinaInfectologiaEpidemiologia, Mecanismos De Doenças Infecciosas E Evolução MicrobianaMecanismo De Doenças E Virulência De PatógenosORIGINALMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdfMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdfapplication/pdf1626692https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d913a741-a86b-4d1f-85fb-26c36b7a0484/download91db822e70aa81e0eaad43ec6253d7c6MD51TEXTMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdf.txtMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdf.txtExtracted texttext/plain103022https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3bf2781e-86ac-4d07-ae18-f1596b85d055/downloadaddb34daf7d672a7a51b0d0264641ddfMD52THUMBNAILMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdf.jpgMichelle Carolina dos Santos Bastos -A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3414https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b9360d81-c589-45b5-ba78-cdac8633c857/download2329d1169d5faed7231bbccd231a6d1fMD5311600/592102024-08-02 23:39:40.829oai:repositorio.unifesp.br:11600/59210https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-02T23:39:40Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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