Alterações em células de tumor de mama MCF-7 após superexpressão da enzima heparanase-1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, Mariane Barros Ribeiro da [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/65190
Resumo: Introdução: A enzima heparanase-1 (HPSE1) é uma endo-β-glucuronidase que cliva cadeias de heparam sulfato (HS) e heparina e está diretamente relacionada com a carcinogênese. Objetivo: O objetivo do estudo foi avaliar como a superexpressão de HPSE1 pode promover alterações moleculares em células de tumor de mama humano do subtipo molecular luminal A (MCF-7). Métodos: Células MCF-7 foram estavelmente transfectadas com o cDNA de HPSE1 e a avaliação da expressão de receptores específicos, bem como dos diferentes proteoglicanos de heparam sulfato (PGHS) foi realizada por ensaios de RT-PCR quantitativo, microscopia confocal e citometria de fluxo. A atividade enzimática de HPSE1 foi determinada por degradação de heparam sulfato biotinilado. A quantificação de ácido hialurônico (AH) foi determinada por ensaio de Elisa-like. A identificação e quantificação dos glicosaminoglicanos sulfatados (GAG) foi realizada por marcação com [35S]-sulfato. A estrutura do HS foi determinada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC). A proliferação celular foi obtida por incorporação de bromodeoxiuridina (BrdU). O ensaio de clonogenicidade foi realizado para a determinação da capacidade de formação de colônias. A viabilidade celular e o perfil de exossomos foram avaliados após tratamento com os quimioterápicos Fauldoxo, Paclitaxel e Fauldcispla. Resultados: Os resultados mostraram que a superexpressão de HPSE1 altera a expressão de isoformas do receptor CD44 e aumenta a expressão de HER2, porém não afeta o padrão de proliferação celular e capacidade de formação de colônias. Houve alteração do perfil de GAG, estrutura do HS, bem como aumento da expressão das enzimas que participam da biossíntese de HS, após superexpressão de HPSE1. Os dados também evidenciaram aumento significativo dos PGHS, sindecam-2, sindecam-3 e sindecam-4 e diminuição de sindecam-1 em células tranfectadas com HPSE. Análises in sílico e in vitro mostraram correlação direta entre o nível de expressão de sindecam3 e do fator indutor de hipóxia (HIF-1α) com HPSE1. Conclusão: Os resultados revelam inúmeras alterações do perfil de expressão de moléculas cruciais envolvidas na carcinogênese, indica possível utilização de HPSE1 como um marcador adicional no diagnóstico do câncer de mama auxiliando também no desenvolvimento de potencial terapias alvo.
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