Busca por marcadores genéticos e epigenéticos do transtorno de estresse pós-traumático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Carvalho, Carolina Muniz Felix de [UNIFESP]
Orientador(a): Belangero, Sintia Iole Nogueira [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000027njd
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/64480
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9183620
Resumo: Introdução: O Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno psiquiátrico que pode ocorrer após a exposição a um trauma, como a violência sexual. A etiologia do TEPT é complexa e depende das interações entre múltiplos fatores genéticos e ambientais, contudo poucos estudos identificaram, de forma consistente, preditores genéticos específicos para o TEPT. Objetivo: Buscar por marcadores genéticos e epigenéticos em mulheres vítimas de violência sexual com TEPT em uma amostra brasileira; e paralelamente, investigar a possível causalidade entre fatores inflamatórios/antropométricos e o TEPT ou traços relacionados ao trauma. Metodologia: Para a primeira parte do estudo, avaliamos 134 mulheres, sendo 69 mulheres com TEPT vítimas de violência sexual (caso) e 65 mulheres sem história prévia de trauma ou doença psiquiátrica (controle). Para essa coorte realizamos genotipagem em larga escala por SNP-array (polimorfismo de nucleotídeo único); medimos o comprimento telomérico de leucócitos por PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real; e verificamos o padrão da metilação de regiões genômicas de LINE-1 usando a técnica de pirosequenciamento. Para a segunda parte dos dados, utilizamos dados do genoma de 6 coortes de ancestralidade europeia (Cohorts for Heart and Aging Research in Genomic Epidemiology - 148.164 indivíduos, MAGNETIC nuclear magnetic resonance - 24.925 indivíduos, Psychiatric Genomics Consortium of PTSD - 174.494 indivíduos, Genetic Investigation of ANthropometric Traits (GIANT) consortium - 339.224 indivíduos, UK Biobank - 360.000 indivíduos, coorte finlandesa composta por duas amostras diferentes totalizando 8.293 indivíduos - Cardiovascular Risk in Young Finns Study, Finnish population survey on risk factors on chronic, noncommunicable diseases), para conduzir testes de randomização mendeliana, a fim de examinar a causalidade entre os seguintes traços: 1) metabólitos e traços relacionados à resposta ao trauma; 2) citocinas e traços relacionados à resposta ao trauma; 3) nível de proteína C-reativa (PCR) geneticamente determinada e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT; 4) traços antropométricos e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT. Resultados: Nossos achados sugerem que quanto maior os escores de sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, menor será o comprimento telomérico (p=0,045). Contudo, nossos resultados sugerem que as SNVs ou padrão de comprimento telomérico ou perfil de metilação das regiões de LINE-1 não estão xxx associados ao TEPT. Não encontramos SNVs significantes associadas ao TEPT, embora tenhamos encontrados valores de p bem baixos (p<5x10-5), a despeito do baixo tamanho amostral de nossa coorte brasileira. Paralelamente, no estudo sobre causalidade, com coortes europeias, encontramos variantes genéticas relacionadas a quatro metabólitos que possuem um efeito causal na resposta ao trauma; variantes genéticas relacionas ao nível de proteína C-reativa com efeito causal sobre o TEPT, além de encontrar que traços antropométricos possuem um efeito causal no TEPT. Acreditamos que essas inferências causais podem nos ajudar a compreender os mecanismos subjacentes a resposta ao trauma ou ao TEPT. Conclusão: Nosso estudo sugere que fatores genéticos desempenham um importante papel na sintomatologia, na origem do TEPT, nos traços de resposta ao trauma e na própria exposição ao trauma. Encontramos que sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, podem estar relacionados com comprimento telomérico. Sugerimos que processos inflamatórios podem estar associados aos sintomas do TEPT ou podem estar causalmente relacionados ao TEPT. Estudos com N maiores e diferentes ancestralidades são necessários para que nossos achados possam ser confirmados.
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spelling DoutoradoMarcelo Feijó de Mello : http://lattes.cnpq.br/9828693113292175 Vanessa Kiyomi Arashiro Ota : http://lattes.cnpq.br/9370282416280620http://lattes.cnpq.br/2623781262478620Carvalho, Carolina Muniz Felix de [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/4463074867502277Universidade Federal de São PauloBelangero, Sintia Iole Nogueira [UNIFESP]Mello, Marcelo Feijó de [UNIFESP]Ota, Vanessa Kiyomi Arashiro [UNIFESP]São Paulo2022-07-21T16:47:26Z2022-07-21T16:47:26Z2020-05-22Introdução: O Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno psiquiátrico que pode ocorrer após a exposição a um trauma, como a violência sexual. A etiologia do TEPT é complexa e depende das interações entre múltiplos fatores genéticos e ambientais, contudo poucos estudos identificaram, de forma consistente, preditores genéticos específicos para o TEPT. Objetivo: Buscar por marcadores genéticos e epigenéticos em mulheres vítimas de violência sexual com TEPT em uma amostra brasileira; e paralelamente, investigar a possível causalidade entre fatores inflamatórios/antropométricos e o TEPT ou traços relacionados ao trauma. Metodologia: Para a primeira parte do estudo, avaliamos 134 mulheres, sendo 69 mulheres com TEPT vítimas de violência sexual (caso) e 65 mulheres sem história prévia de trauma ou doença psiquiátrica (controle). Para essa coorte realizamos genotipagem em larga escala por SNP-array (polimorfismo de nucleotídeo único); medimos o comprimento telomérico de leucócitos por PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real; e verificamos o padrão da metilação de regiões genômicas de LINE-1 usando a técnica de pirosequenciamento. Para a segunda parte dos dados, utilizamos dados do genoma de 6 coortes de ancestralidade europeia (Cohorts for Heart and Aging Research in Genomic Epidemiology - 148.164 indivíduos, MAGNETIC nuclear magnetic resonance - 24.925 indivíduos, Psychiatric Genomics Consortium of PTSD - 174.494 indivíduos, Genetic Investigation of ANthropometric Traits (GIANT) consortium - 339.224 indivíduos, UK Biobank - 360.000 indivíduos, coorte finlandesa composta por duas amostras diferentes totalizando 8.293 indivíduos - Cardiovascular Risk in Young Finns Study, Finnish population survey on risk factors on chronic, noncommunicable diseases), para conduzir testes de randomização mendeliana, a fim de examinar a causalidade entre os seguintes traços: 1) metabólitos e traços relacionados à resposta ao trauma; 2) citocinas e traços relacionados à resposta ao trauma; 3) nível de proteína C-reativa (PCR) geneticamente determinada e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT; 4) traços antropométricos e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT. Resultados: Nossos achados sugerem que quanto maior os escores de sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, menor será o comprimento telomérico (p=0,045). Contudo, nossos resultados sugerem que as SNVs ou padrão de comprimento telomérico ou perfil de metilação das regiões de LINE-1 não estão xxx associados ao TEPT. Não encontramos SNVs significantes associadas ao TEPT, embora tenhamos encontrados valores de p bem baixos (p<5x10-5), a despeito do baixo tamanho amostral de nossa coorte brasileira. Paralelamente, no estudo sobre causalidade, com coortes europeias, encontramos variantes genéticas relacionadas a quatro metabólitos que possuem um efeito causal na resposta ao trauma; variantes genéticas relacionas ao nível de proteína C-reativa com efeito causal sobre o TEPT, além de encontrar que traços antropométricos possuem um efeito causal no TEPT. Acreditamos que essas inferências causais podem nos ajudar a compreender os mecanismos subjacentes a resposta ao trauma ou ao TEPT. Conclusão: Nosso estudo sugere que fatores genéticos desempenham um importante papel na sintomatologia, na origem do TEPT, nos traços de resposta ao trauma e na própria exposição ao trauma. Encontramos que sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, podem estar relacionados com comprimento telomérico. Sugerimos que processos inflamatórios podem estar associados aos sintomas do TEPT ou podem estar causalmente relacionados ao TEPT. Estudos com N maiores e diferentes ancestralidades são necessários para que nossos achados possam ser confirmados.Introduction: Post-traumatic stress disorder (PTSD) is a clinical condition after exposure to trauma, such as sexual assault. The etiology of PTSD is complex and depends on the interactions between multiple genetic and environmental factors; however, few studies have consistently identified the specific genetic predictors for PTSD. Objective: To investigate genetic and epigenetic markers in women victims of sexual assault with PTSD in a Brazilian sample; and in parallel, to investigate the possible causality between inflammatory/anthropometric factors and PTSD or traits related to trauma using online databases. Methodology: We assessed 69 women with PTSD who were victims of sexual assault (case) and 65 women with no previous history of trauma or mental disorders (control), and investigated single nucleotide variants (SNVs) using genomic large-scale, telomere length using multiplex polymerase chain reaction, in real time; and the LINE-1 methylation pattern using the pyrosequencing technique. For a second part of the data, we used data from the genome of 6 cohorts of European ancestry (Heart and Aging Cohorts in Genomic Epidemiology - 148,164 individuals, MAGNETIC nuclear magnetic resonance - 24,925 individuals, PTSD Genomic Psychiatry Consortium - 174,494 individuals, Genetic Investigation from the ANthropometric Traits consortium (GIANT) - 339,224 individuals, UK Biobank - 360,000 individuals, Finnish cohort composed of two different bands totaling 8,293 individuals - Cardiovascular Risk Study in Young Finns, survey of the Finnish population on risk factors for chronic non-communicable diseases) , for Mendelian randomization tests, an end to the causality examination between the following traits: 1) metabolites and traits related to trauma response; 2) cytokines and traits related to trauma response; 3) level of genetically determined C-reactive protein (CRP) and exposure to trauma, response to trauma and PTSD; 4) anthropometric traits and trauma exposition, trauma response and PTSD; using genome data from different cohorts of European ancestry to conduct Mendelian randomization tests. Results: Our findings suggest that the higher the scores of symptoms of negative changes in mood and cognition, in patients with PTSD, the shorter the telomere length will be (p=0.045). However, our results suggest that the SNVs or telomeric length pattern or Abstract methylation profile of the LINE-1 regions are not associated with the risk of developing PTSD. However, we found that some SNVs tend to be significantly associated with PTSD symptoms (p <5x10-5 ). At the same time, in the study on causality, we found that genetic variants related to four metabolites have a causal effect on the response to trauma, genetic variants related to the level of C-reactive protein are associated with PTSD and that anthropometric traits have a causal effect on PTSD. We believe that these causal inferences can help us to understand the mechanisms underlying the response to trauma or PTSD. Conclusion: Our study suggests that genetic factors may be related to inflammatory processes, which, in turn, may be associated with PTSD symptoms or may be causally related to PTSD.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)FAPESP: 2015/264738FAPESP: 2018/059954FAPESP: 2014/125595https://hdl.handle.net/11600/64480https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9183620ark:/48912/0013000027njdporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessTranstorno de estresse pós-traumáticoGenotipagemComprimento teloméricoRandomização mendelianaViolência sexualMarcadores genéticosTécnicas de genotipagemEncurtamento do telômeroAnálise da randomização MendelianaEstuproPosttraumatic stress disorderGenotypingTelomeric lengthMendelian randomizationSexual violenceGenetic markersGenotyping techniquesTelomere shorteningMendelian randomization analysisRapeBusca por marcadores genéticos e epigenéticos do transtorno de estresse pós-traumáticoInvestigation for genetic and epigenetic markers of posttraumatic stress disorder in women victims of sexual assaultinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Psiquiatria e psicologia médicaPsiquiatriaPsicopatologia e psiquiatria clínicaORIGINALTese.pdfapplication/pdf4086877https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/596276fb-f7aa-44a4-a427-a5cb05174abe/downloada227d2cba970063ff87fa99847737c50MD5111600/644802025-03-31 15:06:21.267oai:repositorio.unifesp.br:11600/64480https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-03-31T15:06:21Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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Genotipagem
Comprimento telomérico
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Violência sexual
Marcadores genéticos
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description Introdução: O Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno psiquiátrico que pode ocorrer após a exposição a um trauma, como a violência sexual. A etiologia do TEPT é complexa e depende das interações entre múltiplos fatores genéticos e ambientais, contudo poucos estudos identificaram, de forma consistente, preditores genéticos específicos para o TEPT. Objetivo: Buscar por marcadores genéticos e epigenéticos em mulheres vítimas de violência sexual com TEPT em uma amostra brasileira; e paralelamente, investigar a possível causalidade entre fatores inflamatórios/antropométricos e o TEPT ou traços relacionados ao trauma. Metodologia: Para a primeira parte do estudo, avaliamos 134 mulheres, sendo 69 mulheres com TEPT vítimas de violência sexual (caso) e 65 mulheres sem história prévia de trauma ou doença psiquiátrica (controle). Para essa coorte realizamos genotipagem em larga escala por SNP-array (polimorfismo de nucleotídeo único); medimos o comprimento telomérico de leucócitos por PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real; e verificamos o padrão da metilação de regiões genômicas de LINE-1 usando a técnica de pirosequenciamento. Para a segunda parte dos dados, utilizamos dados do genoma de 6 coortes de ancestralidade europeia (Cohorts for Heart and Aging Research in Genomic Epidemiology - 148.164 indivíduos, MAGNETIC nuclear magnetic resonance - 24.925 indivíduos, Psychiatric Genomics Consortium of PTSD - 174.494 indivíduos, Genetic Investigation of ANthropometric Traits (GIANT) consortium - 339.224 indivíduos, UK Biobank - 360.000 indivíduos, coorte finlandesa composta por duas amostras diferentes totalizando 8.293 indivíduos - Cardiovascular Risk in Young Finns Study, Finnish population survey on risk factors on chronic, noncommunicable diseases), para conduzir testes de randomização mendeliana, a fim de examinar a causalidade entre os seguintes traços: 1) metabólitos e traços relacionados à resposta ao trauma; 2) citocinas e traços relacionados à resposta ao trauma; 3) nível de proteína C-reativa (PCR) geneticamente determinada e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT; 4) traços antropométricos e exposição ao trauma, resposta ao trauma e TEPT. Resultados: Nossos achados sugerem que quanto maior os escores de sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, menor será o comprimento telomérico (p=0,045). Contudo, nossos resultados sugerem que as SNVs ou padrão de comprimento telomérico ou perfil de metilação das regiões de LINE-1 não estão xxx associados ao TEPT. Não encontramos SNVs significantes associadas ao TEPT, embora tenhamos encontrados valores de p bem baixos (p<5x10-5), a despeito do baixo tamanho amostral de nossa coorte brasileira. Paralelamente, no estudo sobre causalidade, com coortes europeias, encontramos variantes genéticas relacionadas a quatro metabólitos que possuem um efeito causal na resposta ao trauma; variantes genéticas relacionas ao nível de proteína C-reativa com efeito causal sobre o TEPT, além de encontrar que traços antropométricos possuem um efeito causal no TEPT. Acreditamos que essas inferências causais podem nos ajudar a compreender os mecanismos subjacentes a resposta ao trauma ou ao TEPT. Conclusão: Nosso estudo sugere que fatores genéticos desempenham um importante papel na sintomatologia, na origem do TEPT, nos traços de resposta ao trauma e na própria exposição ao trauma. Encontramos que sintomas de alterações negativas no humor e na cognição, em pacientes com TEPT, podem estar relacionados com comprimento telomérico. Sugerimos que processos inflamatórios podem estar associados aos sintomas do TEPT ou podem estar causalmente relacionados ao TEPT. Estudos com N maiores e diferentes ancestralidades são necessários para que nossos achados possam ser confirmados.
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