Reposição enzimática com galsulfase no tratamento da mucopolissacaridose tipo VI : revisão sistemática e análise econômica
| Ano de defesa: | 2017 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Contexto: A Mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI) é uma doença autossômica recessiva causada por deficiência da enzima arilsulfatase B ocasionando danos lisossomais e acumulação de sulfato de dermatano. Dados epidemiológicos indicam que cerca de 1 em 340.000 nascimentos são afetados pela doença. Manifestações clinicas variam de acordo com a idade de início e progressão da doença, tendo a baixa estatura, doença articular degenerativa, doença valvular cardíaca, redução da função pulmonar, hepatoesplenomegalia, sinusite, otite, entre outros, os principais sintomas observados. O tratamento da MPS VI inclui terapia de reposição da enzima faltante com Galsulfase, terapia paliativa das manifestações mais debilitantes da doença, como pulmonares e cardíacas, além do transplante de células-tronco hematopoiéticas ou de medula óssea. Objetivo: Avaliar a efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do tratamento da MPS VI utilizando a terapia de reposição enzimática com Galsulfase sob a perspectiva de saúde pública brasileira. Métodos: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que incluem Galsulfase no tratamento da MPS VI, comparados a outras intervenções, placebo ou não intervenção ativa. Foram pesquisadas as seguintes bases de dados eletrônicas, até 5 de fevereiro de 2016: Registro de Estudos sobre Erros Inatos do Metabolismo do Grupo de Distúrbios Genéticos e Fibrose Cística, PubMed, LILACS e ClinicalTrials.gov. Dois revisores extraíram, avaliaram a qualidade metodológica e compilaram os dados de estudos considerados relevantes. Adicionalmente, foram realizadas análises de custo-efetividade e custo-utilidade, além do impacto orçamentário da Galsulfase para tratamento da MPS VI. Foi desenvolvido um modelo de Markov consideraram os horizontes de tempo de 6 meses, 3 e 15 anos. Dados de eficácia foram obtidos por meio da revisão sistemática. Custos diretos relacionados com a terapia foram considerados. Análise de sensibilidade foi realizada para avaliar a robustez do modelo. O impacto orçamentário considerou o número de pacientes elegíveis ao tratamento com Galsulfase no Brasil. Resultados: Um estudo foi incluído envolvendo 39 participantes com MPS VI entre cinco e 20 anos de idade. O estudo comparou a Galsulfase com o placebo e os participantes foram selecionados para cada um dos grupos de tratamento aleatoriamente. O estudo durou 24 semanas. Foi observada uma diferença de média de 92 metros no teste de caminhada de 12 minutos a favor do grupo de Galsulfase (IC 95% 11,00 a 172,00). Para a subida de escada de três minutos houve uma pequena melhora no grupo da Galsulfase em comparação com placebo, porém não significante, cuja diferença de média foi de 5,70 (IC 95% -0,10 a 11,50). Houve uma diminuição significativa nos níveis de glicosaminoglicanos urinários em favor do grupo de Galsulfase, cuja diferença de média foi de -227,00 (IC 95% -264,00 a -190,00). Em geral, a Galsulfase foi bem tolerada e não houve diferenças significativas em relação a eventos adversos. As análises de custo-efetividade e custo-utilidade resultaram em razoes de custo-efetividade incrementais de R$ 1.461.222,75 para o horizonte de tempo foi de 6 meses, R$ 2.062.900,95 para o horizonte de tempo de 3 anos e 2.062.902,71 para o horizonte de tempo de 15 anos. O impacto orçamentário da Galsulfase para os pacientes elegíveis foi de aproximadamente 102 milhões de Reais. Conclusão: A evidência disponível no momento é limitada, pois apenas um pequeno ensaio clínico randomizado foi identificado. As análises econômicas não apresentaram resultados custo-efetivos em nenhum dos cenários considerados. Diante dos resultados, cabem aos gestores e a sociedade discutirem a incorporação de Galsulfase no sistema de saúde brasileiro para o tratamento da MPS VI. |
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http://lattes.cnpq.br/0262292376123164Brunelli, Marcela Junqueira [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/5064231034009940Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Silva, Edina Mariko Koga da [UNIFESP]São Paulo2019-06-19T14:57:10Z2019-06-19T14:57:10Z2017-12-20Contexto: A Mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI) é uma doença autossômica recessiva causada por deficiência da enzima arilsulfatase B ocasionando danos lisossomais e acumulação de sulfato de dermatano. Dados epidemiológicos indicam que cerca de 1 em 340.000 nascimentos são afetados pela doença. Manifestações clinicas variam de acordo com a idade de início e progressão da doença, tendo a baixa estatura, doença articular degenerativa, doença valvular cardíaca, redução da função pulmonar, hepatoesplenomegalia, sinusite, otite, entre outros, os principais sintomas observados. O tratamento da MPS VI inclui terapia de reposição da enzima faltante com Galsulfase, terapia paliativa das manifestações mais debilitantes da doença, como pulmonares e cardíacas, além do transplante de células-tronco hematopoiéticas ou de medula óssea. Objetivo: Avaliar a efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do tratamento da MPS VI utilizando a terapia de reposição enzimática com Galsulfase sob a perspectiva de saúde pública brasileira. Métodos: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que incluem Galsulfase no tratamento da MPS VI, comparados a outras intervenções, placebo ou não intervenção ativa. Foram pesquisadas as seguintes bases de dados eletrônicas, até 5 de fevereiro de 2016: Registro de Estudos sobre Erros Inatos do Metabolismo do Grupo de Distúrbios Genéticos e Fibrose Cística, PubMed, LILACS e ClinicalTrials.gov. Dois revisores extraíram, avaliaram a qualidade metodológica e compilaram os dados de estudos considerados relevantes. Adicionalmente, foram realizadas análises de custo-efetividade e custo-utilidade, além do impacto orçamentário da Galsulfase para tratamento da MPS VI. Foi desenvolvido um modelo de Markov consideraram os horizontes de tempo de 6 meses, 3 e 15 anos. Dados de eficácia foram obtidos por meio da revisão sistemática. Custos diretos relacionados com a terapia foram considerados. Análise de sensibilidade foi realizada para avaliar a robustez do modelo. O impacto orçamentário considerou o número de pacientes elegíveis ao tratamento com Galsulfase no Brasil. Resultados: Um estudo foi incluído envolvendo 39 participantes com MPS VI entre cinco e 20 anos de idade. O estudo comparou a Galsulfase com o placebo e os participantes foram selecionados para cada um dos grupos de tratamento aleatoriamente. O estudo durou 24 semanas. Foi observada uma diferença de média de 92 metros no teste de caminhada de 12 minutos a favor do grupo de Galsulfase (IC 95% 11,00 a 172,00). Para a subida de escada de três minutos houve uma pequena melhora no grupo da Galsulfase em comparação com placebo, porém não significante, cuja diferença de média foi de 5,70 (IC 95% -0,10 a 11,50). Houve uma diminuição significativa nos níveis de glicosaminoglicanos urinários em favor do grupo de Galsulfase, cuja diferença de média foi de -227,00 (IC 95% -264,00 a -190,00). Em geral, a Galsulfase foi bem tolerada e não houve diferenças significativas em relação a eventos adversos. As análises de custo-efetividade e custo-utilidade resultaram em razoes de custo-efetividade incrementais de R$ 1.461.222,75 para o horizonte de tempo foi de 6 meses, R$ 2.062.900,95 para o horizonte de tempo de 3 anos e 2.062.902,71 para o horizonte de tempo de 15 anos. O impacto orçamentário da Galsulfase para os pacientes elegíveis foi de aproximadamente 102 milhões de Reais. Conclusão: A evidência disponível no momento é limitada, pois apenas um pequeno ensaio clínico randomizado foi identificado. As análises econômicas não apresentaram resultados custo-efetivos em nenhum dos cenários considerados. Diante dos resultados, cabem aos gestores e a sociedade discutirem a incorporação de Galsulfase no sistema de saúde brasileiro para o tratamento da MPS VI.Background: Mucopolysaccharidosis type VI (MPS VI) is an autosomal recessive disease caused by deficiency of arylsulphatase B. resulting in lysosomal damage and accumulation of dermatan sulphate. Epidemiological data indicates that approximately 1 in 340,000 births affected with the disease. Clinical presentation varies based on age of onset and rate of disease progression, having the short stature, degenerative joint disease, cardiac valve disease, reduction in pulmonary functions, hepatosplenomegaly, sinusitis, otitis, and others, the main symptoms observed. The treatment includes the enzyme replacement therapy with Galsulfase, palliative treatment of the main debilitating manifestations of the disease and bone marrow or hematopoietic stem cell transplantation. Objectives: Evaluate the effectiveness, safety, cost-effectiveness and budget impact of the enzyme replacement therapy with Galsulfase under the perspective of Brazilian public health system. Methods: Systematic review of randomized trials including Galsulfase for MPS VI compared to other interventions, placebo or no intervention. We searched the following electronic databases up to February 5 2016: Cochrane Cystic Fibrosis and Genetic Disorders Group’s Inborn Errors of Metabolism Trials Register, PubMed, LILACS and ClinicalTrials.gov. Two authors extracted, evaluated the methodological quality and compiled the data from relevant studies. Additionally, a cost-effectiveness and cost-utility analyses were performed with the budget impact of Galsulfase to treat MPS VI. A Markov model was developed considering the time horizons of 6 months, 3 and 15 life years. Efficacy data were obtained by the systematic review. Direct costs related to the therapy were considered. Sensibility analysis was performed to determine the robustness of the model. The budget impact analysis considered the number of eligible patients for treatment with Galsulfase in Brazil. Results: One study was included considering 39 participants with MPS VI aged between five and 20 years old. The study compared Galsulfase to placebo and participants were selected for one of the groups randomly. The study lasted for 24 weeks. A mean difference of 92.00 meters in favour of the Galsulfase group (95% CI 11.00 to 172.00) was observed in the 12-minute walk test. For the three-minute stair climb demonstrated some improvement in the treatment group as compared to the placebo, however this was not significant, where the mean difference was 5.70 (95% CI -0.10 to 11.50). A significant decrease in the urinary glycosaminoglycan levels was observed in favour of the Galsulfase group at 24 weeks, mean difference -227.00 (95% confidence interval -264.00 to -190.00). In general, the dose of Galsulfase was well tolerated and there were no significant differences in relation to adverse events. The cost-effectiveness and cost-utility analyses resulted in incremental cost-effectiveness ratios of BRL 1,461,222.75 for 6 months of time horizon, BRL 2,06,.900.95 for 3 years of time horizon and BRL 2,062,902.71 for 15 years of time horizon. The budget impact of Galsulfase for eligible patients was approximately BRL 102 million. Conclusion: The evidence currently available is limited because only a small randomized trial was identified. The economic analyses did not present cost-effective results in any scenarios. Based on that, it is up to the government authorities and the society to discuss the incorporation of Galsulfase in Brazilian health sector for MPS VI treatment.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)123 p.BRUNELLI, Marcela Junqueira. Reposição enzimática com galsulfase no tratamento da mucopolissacaridose tipo VI: revisão sistemática e análise econômica. São Paulo, 2017. [123] p. Tese (Doutorado em Saúde baseada em evidências) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2017.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/49932https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5498747ark:/48912/001300001xn8zporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessMucopolissacaridoseMPS VIGalsulfaseRevisão sistemáticaAvaliação econômicaCustos de cuidados de saúdeTerapia de reposição de enzimasMucopolysaccharidosisMPS VIGalsulfaseSystematic reviewEconomic evaluationHealth care costsReposição enzimática com galsulfase no tratamento da mucopolissacaridose tipo VI : revisão sistemática e análise econômicaEnzyme replacement therapy with galsufate for mucopolysaccharidosis type VI : reviewinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Saúde baseada em evidênciasSaúde baseada em evidênciasMetodologia e realização de revisões sistemáticas de terapêuticas em saúdeORIGINALTese.pdfapplication/pdf4404140https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/55fb555c-78c1-4eb1-88a8-94c0f560a16c/downloade00bb523d389a3a5761bb8e9a1f08410MD5111600/499322024-10-15 08:57:18.559oai:repositorio.unifesp.br:11600/49932https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-10-15T08:57:18Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Contexto: A Mucopolissacaridose tipo VI (MPS VI) é uma doença autossômica recessiva causada por deficiência da enzima arilsulfatase B ocasionando danos lisossomais e acumulação de sulfato de dermatano. Dados epidemiológicos indicam que cerca de 1 em 340.000 nascimentos são afetados pela doença. Manifestações clinicas variam de acordo com a idade de início e progressão da doença, tendo a baixa estatura, doença articular degenerativa, doença valvular cardíaca, redução da função pulmonar, hepatoesplenomegalia, sinusite, otite, entre outros, os principais sintomas observados. O tratamento da MPS VI inclui terapia de reposição da enzima faltante com Galsulfase, terapia paliativa das manifestações mais debilitantes da doença, como pulmonares e cardíacas, além do transplante de células-tronco hematopoiéticas ou de medula óssea. Objetivo: Avaliar a efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário do tratamento da MPS VI utilizando a terapia de reposição enzimática com Galsulfase sob a perspectiva de saúde pública brasileira. Métodos: Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que incluem Galsulfase no tratamento da MPS VI, comparados a outras intervenções, placebo ou não intervenção ativa. Foram pesquisadas as seguintes bases de dados eletrônicas, até 5 de fevereiro de 2016: Registro de Estudos sobre Erros Inatos do Metabolismo do Grupo de Distúrbios Genéticos e Fibrose Cística, PubMed, LILACS e ClinicalTrials.gov. Dois revisores extraíram, avaliaram a qualidade metodológica e compilaram os dados de estudos considerados relevantes. Adicionalmente, foram realizadas análises de custo-efetividade e custo-utilidade, além do impacto orçamentário da Galsulfase para tratamento da MPS VI. Foi desenvolvido um modelo de Markov consideraram os horizontes de tempo de 6 meses, 3 e 15 anos. Dados de eficácia foram obtidos por meio da revisão sistemática. Custos diretos relacionados com a terapia foram considerados. Análise de sensibilidade foi realizada para avaliar a robustez do modelo. O impacto orçamentário considerou o número de pacientes elegíveis ao tratamento com Galsulfase no Brasil. Resultados: Um estudo foi incluído envolvendo 39 participantes com MPS VI entre cinco e 20 anos de idade. O estudo comparou a Galsulfase com o placebo e os participantes foram selecionados para cada um dos grupos de tratamento aleatoriamente. O estudo durou 24 semanas. Foi observada uma diferença de média de 92 metros no teste de caminhada de 12 minutos a favor do grupo de Galsulfase (IC 95% 11,00 a 172,00). Para a subida de escada de três minutos houve uma pequena melhora no grupo da Galsulfase em comparação com placebo, porém não significante, cuja diferença de média foi de 5,70 (IC 95% -0,10 a 11,50). Houve uma diminuição significativa nos níveis de glicosaminoglicanos urinários em favor do grupo de Galsulfase, cuja diferença de média foi de -227,00 (IC 95% -264,00 a -190,00). Em geral, a Galsulfase foi bem tolerada e não houve diferenças significativas em relação a eventos adversos. As análises de custo-efetividade e custo-utilidade resultaram em razoes de custo-efetividade incrementais de R$ 1.461.222,75 para o horizonte de tempo foi de 6 meses, R$ 2.062.900,95 para o horizonte de tempo de 3 anos e 2.062.902,71 para o horizonte de tempo de 15 anos. O impacto orçamentário da Galsulfase para os pacientes elegíveis foi de aproximadamente 102 milhões de Reais. Conclusão: A evidência disponível no momento é limitada, pois apenas um pequeno ensaio clínico randomizado foi identificado. As análises econômicas não apresentaram resultados custo-efetivos em nenhum dos cenários considerados. Diante dos resultados, cabem aos gestores e a sociedade discutirem a incorporação de Galsulfase no sistema de saúde brasileiro para o tratamento da MPS VI. |
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