Epidemiologia da endocardite infecciosa: avaliação dos fatores de risco e prognóstico
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade Federal de São Paulo
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/71026 |
Resumo: | Objetivo: Analisar perfil epidemiológico, as características clínicas, microbiológicas e o prognóstico de pacientes com endocardite infecciosa e identificar os fatores de risco para mortalidade hospitalar. Método: Estudo de coorte histórica, realizada no Hospital São Paulo, com período de coleta de dados entre 2009 e 2019. Foram coletados os dados de prontuário de pacientes maiores de 18 anos com endocardite infecciosa, internados no período analisado. Resultados: Participaram do estudo 204 pacientes, destes 113 (55,4%) sobreviveram e 91 (44,6%) morreram durante a internação hospitalar. A endocardite infecciosa associada à assistência à saúde foi responsável por 62,3% dos casos. A valva mitral foi a mais acometida. Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativa foram os principais agentes causadores. Os fatores de risco independentes para mortalidade hospitalar foram choque séptico (OR 5,448), acidente vascular cerebral (OR 6,164), parada cardiorrespiratória (OR 6,572), idade ≥ 60 anos (OR 7,156), insuficiência cardíaca (OR 7,517) e internação em UTI (OR 8,809). Conclusão: A mortalidade foi elevada, de 44,6%. A maior parte dos casos foi associada aos cuidados de saúde. O principal agente causador foi Staphylococcus aureus e a valva mitral foi a mais acometida. Os fatores de risco independentes para óbito hospitalar foram: choque séptico, acidente vascular cerebral, parada cardiorrespiratória, idade superior a 60 anos, insuficiência cardíaca e internação em unidade de terapia intensiva. |
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Epidemiologia da endocardite infecciosa: avaliação dos fatores de risco e prognósticoEpidemiology of infective endocarditis: assessment of risk factors and prognosisEndocarditeEndocardite bacterianaEpidemiologiaInfecção hospitalarInfecções comunitárias adquiridasStaphylococcusObjetivo: Analisar perfil epidemiológico, as características clínicas, microbiológicas e o prognóstico de pacientes com endocardite infecciosa e identificar os fatores de risco para mortalidade hospitalar. Método: Estudo de coorte histórica, realizada no Hospital São Paulo, com período de coleta de dados entre 2009 e 2019. Foram coletados os dados de prontuário de pacientes maiores de 18 anos com endocardite infecciosa, internados no período analisado. Resultados: Participaram do estudo 204 pacientes, destes 113 (55,4%) sobreviveram e 91 (44,6%) morreram durante a internação hospitalar. A endocardite infecciosa associada à assistência à saúde foi responsável por 62,3% dos casos. A valva mitral foi a mais acometida. Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativa foram os principais agentes causadores. Os fatores de risco independentes para mortalidade hospitalar foram choque séptico (OR 5,448), acidente vascular cerebral (OR 6,164), parada cardiorrespiratória (OR 6,572), idade ≥ 60 anos (OR 7,156), insuficiência cardíaca (OR 7,517) e internação em UTI (OR 8,809). Conclusão: A mortalidade foi elevada, de 44,6%. A maior parte dos casos foi associada aos cuidados de saúde. O principal agente causador foi Staphylococcus aureus e a valva mitral foi a mais acometida. Os fatores de risco independentes para óbito hospitalar foram: choque séptico, acidente vascular cerebral, parada cardiorrespiratória, idade superior a 60 anos, insuficiência cardíaca e internação em unidade de terapia intensiva. Objective: To analyse the epidemiological profile, clinical and microbiological characteristics, and prognosis of patients with infective endocarditis and identify risk factors for hospital mortality. Method: Historical cohort study, carried out at Hospital São Paulo, with data collection period between 2009 and 2019. Data from medical records of patients over 18 years of age with infective endocarditis, hospitalized during the study period, were collected. Results: 204 patients participated in the study, of which 113 (55.4%) survived and 91 (44.6%) died during hospitalization. Healthcare-associated infective endocarditis was responsible for 62.3% of cases. The mitral valve was the most affected. Staphylococcus aureus and coagulase-negative Staphylococcus were the main causative agents. Independent risk factors for in-hospital mortality were, septic shock (OR 5.448), stroke (OR 6.164), cardiorespiratory arrest (OR 6.572), age ≥ 60 years (OR 7.156), heart failure (OR 7.517) and ICU admission (OR 8.809). Conclusion: Mortality was high, 44.6%. Most cases were associated with healthcare. The main causative agent was Staphylococcus aureus, and the mitral valve was the most affected. The independent risk factors for hospital death were septic shock, stroke, cardiorespiratory arrest, age over 60 years, heart failure and admission to an intensive care unit.Universidade Federal de São PauloBarbosa, Dulce Aparecida [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/1924137485244907https://lattes.cnpq.br/7975003037777468Becker, Juliana Barros [UNIFESP]2024-04-19T17:34:29Z2024-04-19T17:34:29Z2024-02-19info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion123 f.application/pdfBECKER, Juliana Barros. Epidemiologia da endocardite infecciosa: avaliação dos fatores de risco e prognóstico. 2024. 123 f. Tese (Doutorado em Enfemagem) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2024.https://hdl.handle.net/11600/71026ark:/48912/0013000028pndporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-11-04T10:20:17Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/71026Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-11-04T10:20:17Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivo: Analisar perfil epidemiológico, as características clínicas, microbiológicas e o prognóstico de pacientes com endocardite infecciosa e identificar os fatores de risco para mortalidade hospitalar. Método: Estudo de coorte histórica, realizada no Hospital São Paulo, com período de coleta de dados entre 2009 e 2019. Foram coletados os dados de prontuário de pacientes maiores de 18 anos com endocardite infecciosa, internados no período analisado. Resultados: Participaram do estudo 204 pacientes, destes 113 (55,4%) sobreviveram e 91 (44,6%) morreram durante a internação hospitalar. A endocardite infecciosa associada à assistência à saúde foi responsável por 62,3% dos casos. A valva mitral foi a mais acometida. Staphylococcus aureus e Staphylococcus coagulase negativa foram os principais agentes causadores. Os fatores de risco independentes para mortalidade hospitalar foram choque séptico (OR 5,448), acidente vascular cerebral (OR 6,164), parada cardiorrespiratória (OR 6,572), idade ≥ 60 anos (OR 7,156), insuficiência cardíaca (OR 7,517) e internação em UTI (OR 8,809). Conclusão: A mortalidade foi elevada, de 44,6%. A maior parte dos casos foi associada aos cuidados de saúde. O principal agente causador foi Staphylococcus aureus e a valva mitral foi a mais acometida. Os fatores de risco independentes para óbito hospitalar foram: choque séptico, acidente vascular cerebral, parada cardiorrespiratória, idade superior a 60 anos, insuficiência cardíaca e internação em unidade de terapia intensiva. |
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