Adolescentes em conflito com a lei: contexto teórico e processos de estigmatização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: MARQUES, Ana Carolina Canassa lattes
Orientador(a): BARROSO, Sabrina Martins lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Departamento: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1530
Resumo: Os adolescentes que cometem infrações vêm de um histórico de grande negligência legislativa e social. Com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente houve mudanças legais no atendimento socioeducativo destinado a jovens que cometeram infrações, contudo, percebe-se que a prática permanece apoiada em ideais punitivos e de ajustamento de conduta dos adolescentes, reproduzindo a ideia de periculosidade dos jovens, fortalecendo os estigmas que os cercam e contribuindo para dificultar os processos de inserção social. Atualmente, esse é um campo de estudo em constante produção e as pesquisas, enquanto produtoras de conhecimento, tem grande responsabilidade quanto à sua elaboração e execução, pois podem tanto reproduzir estigmas e discriminação, quanto um conhecimento que promova a diminuição dos estereótipos que os cercam. Desse modo, surgem indagações sobre os níveis de estigma da população brasileira e formas de investigá-lo, visto que é nessa sociedade que os adolescentes estão inseridos, e o papel das produções científicas na promoção de conhecimentos e avanços para área. O Estudo 1 foi uma revisão sistemática da literatura, desenvolvida para responder à pergunta “Quais pesquisas têm sido realizadas sobre os adolescentes em conflito com a lei na literatura científica nacional nos últimos 5 anos?”, de modo a conhecer a literatura recente, delineando temáticas, avanços e lacunas dessa área. Ao total foram recuperados 121 artigos nacionais indexados nas bases de dados SciELO, Portal Regional da BVS, Psycinfo e Web Of Science, com avaliação da qualidade dos artigos feita por meio da estratégia PRISMA. Foram identificadas 11 categorias temáticas para extração dos dados, integração e análise do material. Concluiu-se que os artigos apresentaram avanços evidentes no conhecimento sobre o atendimento destinado aos adolescentes no sistema jurídico e socioeducativo, os impactos para a sua percepção de si e construção de projetos futuros. O Estudo 2 foi uma pesquisa empírica, realizada por meio de uma coleta online. A amostra foi composta por 440 adultos brasileiros, com idades entre 18 e 74 anos, que responderam à Escala de Estigma sobre Adolescentes que Cometeram Infrações (EE-ACI), com 38 questões, em uma escala likert de quatro pontos. Os participantes apresentaram uma pontuação média de 73,86 e desvio padrão de 16,477, onde 67,5% da amostra, foram classificados com um nível médio de estigma. Fatores individuais como o sexo e a faixa etária foram estatisticamente significativos para a pontuação na escala e a escolaridade foi um fator protetivo para um baixo estigma. Concluiu-se que a estigmatização dos adolescentes que cometem delitos está presente em contexto brasileiro, associada ao julgamento individual, crenças sobre características individuais dos adolescentes e medo de serem vítimas de infrações.
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Atualmente, esse é um campo de estudo em constante produção e as pesquisas, enquanto produtoras de conhecimento, tem grande responsabilidade quanto à sua elaboração e execução, pois podem tanto reproduzir estigmas e discriminação, quanto um conhecimento que promova a diminuição dos estereótipos que os cercam. Desse modo, surgem indagações sobre os níveis de estigma da população brasileira e formas de investigá-lo, visto que é nessa sociedade que os adolescentes estão inseridos, e o papel das produções científicas na promoção de conhecimentos e avanços para área. O Estudo 1 foi uma revisão sistemática da literatura, desenvolvida para responder à pergunta “Quais pesquisas têm sido realizadas sobre os adolescentes em conflito com a lei na literatura científica nacional nos últimos 5 anos?”, de modo a conhecer a literatura recente, delineando temáticas, avanços e lacunas dessa área. Ao total foram recuperados 121 artigos nacionais indexados nas bases de dados SciELO, Portal Regional da BVS, Psycinfo e Web Of Science, com avaliação da qualidade dos artigos feita por meio da estratégia PRISMA. Foram identificadas 11 categorias temáticas para extração dos dados, integração e análise do material. Concluiu-se que os artigos apresentaram avanços evidentes no conhecimento sobre o atendimento destinado aos adolescentes no sistema jurídico e socioeducativo, os impactos para a sua percepção de si e construção de projetos futuros. O Estudo 2 foi uma pesquisa empírica, realizada por meio de uma coleta online. A amostra foi composta por 440 adultos brasileiros, com idades entre 18 e 74 anos, que responderam à Escala de Estigma sobre Adolescentes que Cometeram Infrações (EE-ACI), com 38 questões, em uma escala likert de quatro pontos. Os participantes apresentaram uma pontuação média de 73,86 e desvio padrão de 16,477, onde 67,5% da amostra, foram classificados com um nível médio de estigma. Fatores individuais como o sexo e a faixa etária foram estatisticamente significativos para a pontuação na escala e a escolaridade foi um fator protetivo para um baixo estigma. Concluiu-se que a estigmatização dos adolescentes que cometem delitos está presente em contexto brasileiro, associada ao julgamento individual, crenças sobre características individuais dos adolescentes e medo de serem vítimas de infrações.Adolescents who commit offenses come from a history of gross legislative and social neglect. With the enactment of the Statute of Children and Adolescents, there were legal changes in the socio-educational assistance aimed at young people who committed infractions, however, it is clear that the practice remains supported by punitive ideals and the adjustment of conduct, reproducing the idea of dangerousness of young people, strengthening the stigmas that surround them and contributing to hinder the processes of social inclusion. Currently, this is a field of study in constant production. The research, as producer of knowledge, has great responsibility for it's preparation and implementation, as they can both reproduce stigmas and discrimination, as well as knowledge that promotes the reduction of stereotypes that surround them. Thus, questions arise about the levels of stigma in the Brazilian population and ways to investigate it, since it is in this society that adolescents are inserted, and the role of scientific productions in promoting knowledge and advances in the area. Study 1 was a systematic literature review, developed to answer the question “What research has been carried out on adolescents in conflict with the law in the national scientific literature in the last 5 years?”, in order to know the recent literature, outlining themes , advances and gaps in this area. A total of 121 national articles were retrieved, indexed in the SciELO, Portal Regional da BVS, Psycinfo and Web Of Science databases, with an assessment of the quality of the articles carried out using the PRISMA strategy. Eleven thematic categories were identified for data extraction, integration and analysis of the material. It was concluded that the articles presented evident advances in knowledge about the care provided to adolescents in the legal and socio-educational system, the impacts on their perception of themselves and the construction of future projects. Study 2 was an empirical research, carried out through an online survey. The sample consisted of 440 Brazilian adults, aged between 18 and 74 years, who responded to the Escala de Estigma sobre Adolescentes que Cometeram Infrações (EE-ACI), with 38 questions, on a four-point Likert scale. Participants had a mean score of 73.86 and standard deviation of 16.477, and 67.5% of the sample were classified as having an average level of stigma. Individual factors such as sex and age group were statistically significant for the scale score and education was a protective factor for low stigma. It was concluded that the stigmatization of adolescents who commit crimes is present in the Brazilian context, associated with individual judgment, beliefs about individual characteristics of adolescents and fear of being victims of infractions.Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIGporUniversidade Federal do Triângulo MineiroPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaUFTMBrasilPró-Reitoria de Pesquisa e Pós-GraduaçãoCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIAEstigma social.Delinquência juvenil.Revisão.Social stigma.Juvenile delinquency.Review.Adolescentes em conflito com a lei: contexto teórico e processos de estigmatizaçãoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFTMinstname:Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)instacron:UFTMORIGINALDissert Ana C C Marques.pdfDissert Ana C C Marques.pdfDissert Ana C C Marquesapplication/pdf1223615http://bdtd.uftm.edu.br/bitstream/123456789/1530/1/Dissert%20Ana%20C%20C%20Marques.pdf1490435276e0dec7274bafcbbdc0a7adMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://bdtd.uftm.edu.br/bitstream/123456789/1530/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTDissert Ana C C Marques.pdf.txtDissert Ana C C Marques.pdf.txtExtracted texttext/plain52360http://bdtd.uftm.edu.br/bitstream/123456789/1530/3/Dissert%20Ana%20C%20C%20Marques.pdf.txt6710b6cda79eda5ca1bd42417562db63MD53THUMBNAILDissert Ana C C Marques.pdf.jpgDissert Ana C C Marques.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1409http://bdtd.uftm.edu.br/bitstream/123456789/1530/4/Dissert%20Ana%20C%20C%20Marques.pdf.jpgfc4ca5da2cefef4b7cc5f34316fc0350MD54123456789/15302023-12-15 00:03:24.389oai:bdtd.uftm.edu.br:123456789/1530Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://bdtd.uftm.edu.br/PUBhttp://bdtd.uftm.edu.br/oai/requestbdtd@uftm.edu.br||bdtd@uftm.edu.bropendoar:2023-12-15T02:03:24Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFTM - Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM)false
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