Potencial do algodão transgênico Bacillus thuringiensis Vip3A contra Spodoptera frugiperda resistente a Bt Cry e Helicoverpa armigera
| Ano de defesa: | 2024 |
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Universidade Federal de Viçosa
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| Link de acesso: | https://locus.ufv.br/handle/123456789/33772 https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2024.622 |
Resumo: | O algodão (Gossypium hirsutum L.) é uma das principais culturas comerciais e sua alta produtividade é ameaçada por ataque de pragas como as lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). Ataque dessas lagartas às estruturas reprodutivas do algodoeiro pode levar a perdas irreparáveis e o uso de cultivares com transgenia de Bacillus thuringiensis (Bt) para produção de toxinas inseticidas como Cry e Vip pode útil contra as lagartas. Neste estudo se avaliou a eficácia potencial de diferentes cultivares de algodão Bt com toxinas Cry e Vip contra H. armigera e S. frugiperda em vários estágios larvais consumindo diversos órgãos/estruturas da planta em diferentes estágios fenológicos da cultura. Foram realizados bioensaios tempo-mortalidade com os insetos nos tecidos frescos dos órgãos/estruturas coletados das plantas cultivadas no campo. Os algodoeiros transgênicos Bt produzindo a toxina Vip3Aa (Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa, Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa, Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa) mataram as lagartas de H. armigera e S. frugiperda mais rápido que os algodoeiros com apenas toxinas Cry (Cry1Ac+Cry2Ab e Cry1Ab+Cry2Ae). As folhas dos algodoeiros Bt nos estágios fenológicos até 45 dias após a emergência mataram as lagartas mais rápido (2 dias) que folhas e outras estruturas reprodutivas. A susceptibilidade dos estágios larvais aos algodões Bt foi maior nas lagartas pequenas (L1, <0,5 cm) e decresceu nas médias (L3, 1,0–1,5 cm) e nas grandes (L5, >3,5 cm). A resistência a Bt da população de S. frugiperda não alterou significativamente o tempo letal mediano das lagartas L5, mas o fez variavelmente, em direção, amplitude ou ambos, nas lagartas dos estágios L1 e L3. Nas primeiras, o tempo letal foi alongado 15–43%, seja nos algodoeiros Cry ou nos Cry e Vip, sobretudo Cry1Ac + Cry1Fa + Vip3Aa. Nas lagartas L3, houve aumento de 12–22% no tempo letal nos algodoeiros Cry1Ac+Cry2Ab, Cry1Ab+Cry2Ae e Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa, e redução de 13–23% nos algodoeiros Bt Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa e Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa. Contudo, os tecidos de todos dos algodoeiros Bt testados causaram mortalidade acumulada em 7 dias de 100% das lagartas de S. frugiperda, independente da resistência delas a Bt Cry e do estágio larval (L1, L3 ou L5) e se elas consumiram folha, botão floral, ou maçã das plantas de uma ampla gama de estágios fenológicos. Nessas condições, a mortalidade natural das lagartas foi <5%, mostrando que alta mortalidade seguramente se deve às toxinas Bt produzidas nos tecidos dos algodoeiros transgênicos. Para H. armigera, após 7 dias alimentando em folhas, botões florais, flores, ou maçãs do algodoeiros Bt, a mortalidade acumulada das lagartas foi alta, 80–100 %, com pequena variação em função dos tipos de transgenia Bt, estágios fenológicos e órgãos da planta. Esses resultados indicam que os algodoeiros com a transgenia Bt Cry ou com Cry e Vip possuem alta eficácia potencial contra H. armigera e S. frugiperda estejam as lagartas pequenas, médias ou grandes consumindo diferentes estruturas da planta de diversos estágios fenológicos de desenvolvimento da cultura. Palavras-chave: Manejo de pragas; Lepidoptera; resistência; transgenia de plantas. |
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Potencial do algodão transgênico Bacillus thuringiensis Vip3A contra Spodoptera frugiperda resistente a Bt Cry e Helicoverpa armigeraPotential of Vip3A Bacillus thuringiensis transgenic cotton against Cry-Bt- resistant Spodoptera frugiperda and Helicoverpa armigeraAlgodão - Doenças e pragas - ControleLagarta-do-caruncho - ControlePlantas transgênicas - Resistência a doenças e pragasCIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOSSANIDADE::ENTOMOLOGIA AGRICOLAO algodão (Gossypium hirsutum L.) é uma das principais culturas comerciais e sua alta produtividade é ameaçada por ataque de pragas como as lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). Ataque dessas lagartas às estruturas reprodutivas do algodoeiro pode levar a perdas irreparáveis e o uso de cultivares com transgenia de Bacillus thuringiensis (Bt) para produção de toxinas inseticidas como Cry e Vip pode útil contra as lagartas. Neste estudo se avaliou a eficácia potencial de diferentes cultivares de algodão Bt com toxinas Cry e Vip contra H. armigera e S. frugiperda em vários estágios larvais consumindo diversos órgãos/estruturas da planta em diferentes estágios fenológicos da cultura. Foram realizados bioensaios tempo-mortalidade com os insetos nos tecidos frescos dos órgãos/estruturas coletados das plantas cultivadas no campo. Os algodoeiros transgênicos Bt produzindo a toxina Vip3Aa (Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa, Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa, Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa) mataram as lagartas de H. armigera e S. frugiperda mais rápido que os algodoeiros com apenas toxinas Cry (Cry1Ac+Cry2Ab e Cry1Ab+Cry2Ae). As folhas dos algodoeiros Bt nos estágios fenológicos até 45 dias após a emergência mataram as lagartas mais rápido (2 dias) que folhas e outras estruturas reprodutivas. A susceptibilidade dos estágios larvais aos algodões Bt foi maior nas lagartas pequenas (L1, <0,5 cm) e decresceu nas médias (L3, 1,0–1,5 cm) e nas grandes (L5, >3,5 cm). A resistência a Bt da população de S. frugiperda não alterou significativamente o tempo letal mediano das lagartas L5, mas o fez variavelmente, em direção, amplitude ou ambos, nas lagartas dos estágios L1 e L3. Nas primeiras, o tempo letal foi alongado 15–43%, seja nos algodoeiros Cry ou nos Cry e Vip, sobretudo Cry1Ac + Cry1Fa + Vip3Aa. Nas lagartas L3, houve aumento de 12–22% no tempo letal nos algodoeiros Cry1Ac+Cry2Ab, Cry1Ab+Cry2Ae e Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa, e redução de 13–23% nos algodoeiros Bt Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa e Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa. Contudo, os tecidos de todos dos algodoeiros Bt testados causaram mortalidade acumulada em 7 dias de 100% das lagartas de S. frugiperda, independente da resistência delas a Bt Cry e do estágio larval (L1, L3 ou L5) e se elas consumiram folha, botão floral, ou maçã das plantas de uma ampla gama de estágios fenológicos. Nessas condições, a mortalidade natural das lagartas foi <5%, mostrando que alta mortalidade seguramente se deve às toxinas Bt produzidas nos tecidos dos algodoeiros transgênicos. Para H. armigera, após 7 dias alimentando em folhas, botões florais, flores, ou maçãs do algodoeiros Bt, a mortalidade acumulada das lagartas foi alta, 80–100 %, com pequena variação em função dos tipos de transgenia Bt, estágios fenológicos e órgãos da planta. Esses resultados indicam que os algodoeiros com a transgenia Bt Cry ou com Cry e Vip possuem alta eficácia potencial contra H. armigera e S. frugiperda estejam as lagartas pequenas, médias ou grandes consumindo diferentes estruturas da planta de diversos estágios fenológicos de desenvolvimento da cultura. Palavras-chave: Manejo de pragas; Lepidoptera; resistência; transgenia de plantas.Cotton (Gossypium hirsutum L.) is one of the main commercial crops globally and its high productivity is threatened by pest insects such as the cotton bollworm Helicoverpa armigera and fall armyworm Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). Feeding of these caterpillars on the reproductive structures of cotton can lead to serious losses, and the use of transgenic cotton cultivars producing insecticidal toxins from Bacillus thuringiensis (Bt) such as Cry and Vip can be useful against the larvae. This study assessed the potential efficacy of different Bt cotton cultivars with Cry and Vip toxins against S. frugiperda and H. armigera. The influence of various larval stages and cotton plant organs/structures in different cotton growth stages were investigated. In time- mortality bioassays with plant tissues freshly collected from the field, Bt transgenic cotton plants producing the Vip3Aa toxin (Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa, Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa, Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa) killed cotton bollworm larvae faster than those with only Cry toxins (Cry1Ac + Cry2Ab and Cry1Ab + Cry2Ae). As for plant structures, the leaves of Bt cotton plants in the phenological stages up to 45 days after emergence killed the caterpillars faster (2 days) than leaves and other reproductive structures. Regarding the larval stages, susceptibility to Bt cotton was higher for small larvae (L1, <0.5 cm) and decreased in midsize larvae (L3, 1.0–1.5 cm) and large ones (L5, >3.5 cm). The Bt resistance of the S. frugiperda population did not significantly alter the median lethal time of the L5 larvae. Still, it did so variably, in direction, amplitude, or both, in the larvae of the L1 and L3 stages. In the former, the lethal time was lengthened by 15–43%, either in Cry cotton or in Cry and Vip, primarily Cry1Ac + Cry1Fa + Vip3Aa. In L3 bolls, there was a 12–22% increase in lethal time in Cry1Ac+Cry2Ab, Cry1Ab+Cry2Ae, and Cry1Ac+Cry1Fa+Vip3Aa cotton cultivars, and a 13–23% reduction in Cry1Ac+Cry2Ab+Vip3Aa and Cry1Ab+Cry2Ae+Vip3Aa Bt cotton cultivars. However, the tissues of all of the Bt cotton plants tested caused cumulative mortality in 7 days of 100% of the S. frugiperda caterpillars, regardless of their resistance to Bt Cry and the larval stage (L1, L3, or L5) and whether they consumed leaf, flower bud, or apple from plants of a wide range of phenological stages.Under these conditions, the natural mortality of the caterpillars was <5%, showing that high mortality is surely due to the Bt toxins produced in the tissues of transgenic cotton plants. For H. armigera, after 7 days of feeding on leaves, flower buds, flowers, or apples of Bt cotton, the accumulated mortality of the caterpillars was high, 80–100 %, with little variation as a function of the types of Bt transgenics, phenological stages, and plant organs. These results indicate that cotton plants with Bt Cry transgenics or with Cry and Vip have high potential efficacy against H. armigera and S. frugiperda in small, medium, or large caterpillars consuming different plant structures from different phenological stages of crop development. For H. armigera, after 7 days of feeding on leaves, flower buds, flowers, or boll of Bt cotton, the accumulated mortality of the bollworms was high, 80–100 %, with little variation as a function of Bt transgenic types, phenological stages, and plant organs. These results indicate that cotton Bt cultivar producing Cry or Cry and Vip Bt toxins have high potential efficacy against H. armigera and S. frugiperda no matter whether small, medium, or large larvae consume different cotton plant structures from different cotton growth stages. Keywords: Pest management; Lepidoptera; resistance; transgenic crops.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES)Universidade Federal de ViçosaPereira, Eliseu José Guedeshttp://lattes.cnpq.br/8855292210902856Ribeiro, Flaviane de OliveiraAlves Netto, Alírio Felipe2025-03-27T14:34:43Z2024-09-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfALVES NETTO, Alírio Felipe. Potencial do algodão transgênico Bacillus thuringiensis Vip3A contra Spodoptera frugiperda resistente a Bt Cry e Helicoverpa armigera. 2024. 55 f. Tese (Doutorado em Entomologia) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2024.https://locus.ufv.br/handle/123456789/33772https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2024.622porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:LOCUS Repositório Institucional da UFVinstname:Universidade Federal de Viçosa (UFV)instacron:UFV2025-03-28T06:02:47Zoai:locus.ufv.br:123456789/33772Repositório InstitucionalPUBhttps://www.locus.ufv.br/oai/requestfabiojreis@ufv.bropendoar:21452025-03-28T06:02:47LOCUS Repositório Institucional da UFV - Universidade Federal de Viçosa (UFV)false |
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