Incidência e progresso de begomovirose do tomateiro sob diferentes sistemas de manejo da mosca-branca em Florestal, MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Malta, Antônio Wilson de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
BR
Etiologia; Epidemiologia; Controle
Doutorado em Fitopatologia
UFV
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://locus.ufv.br/handle/123456789/1029
Resumo: O gênero begomovirus da família Geminiviridae inclui espécies virais transmitidas a espécies de plantas dicotiledôneas pela mosca-branca Bemisia tabaci (Homoptera: Aleyrodidae). Após a introdução do biótipo B de B. tabaci no Brasil, no início da década de 1990, surtos de begomoviroses em tomateiro passaram a ser relatados em diversos estados brasileiros. Entretanto, a incidência e o progresso da doença variam de ano para ano nas diferentes regiões. Os objetivos deste trabalho foram investigar as espécies de Begomovirus presentes, a dinâmica da doença causada por begomovirus sob diferentes sistemas de manejo do seu vetor, nos anos de 2006 e 2007, no município de Florestal, estado de Minas Gerais. Os tratamentos consistiram da combinação de três sistemas de manejo (testemunha, convencional e orgânico) em dois híbridos de tomateiro ( Carmen‟, suscetível a geminivirus e Thaty‟ tolerante). O experimento foi montado mapeando-se as parcelas com plantas-alvo (PA‟s) em blocos ao acaso com 6 repetições, em esquema fatorial 3 x 2. Semanalmente procedeu-se o monitoramento da população da mosca-branca para identificar o nível de ação e quinzenalmente coletou-se um disco foliar, em microtubos para extração de DNA total, a fim de detectar e identificar o(s) begomovirus presentes, por meio de hibridização molecular, além de monitorar a incidência da doença e estabelecer a curva de progresso da infecção. Foram registradas durante essas coletas observações visuais de plantas sintomáticas. Cinco plantios foram realizados de janeiro de 2006 até janeiro de 2008. Só no quinto e último ensaio, de agosto de 2007 a janeiro de 2008, ocorreu o maior infestação do inseto vetor e a maior incidência de begomovirose. Os seguintes begomovirus foram detectados nas amostras de tomateiro do ensaio 5: Sida micrantha mosaic virus (SiMMV), Tomato chlorotic mottle virus (ToCMoV), Tomato rugose mosaic virus (ToRMV) e Tomato yellow spot virus (ToYSV). Em duas amostras de plantas invasoras presentes na área experimental identificaram-se Euphorbia yellow mosaic virus (EuMV) em Euphorbia heterophylla, e ToCMoV em Sida micrantha. Portanto, quatro begomovirus ocorreram nos tomateiros. O ToCMoV também ocorreu em Sida micrantha, e o EuMV só ocorreu na invasora. Na primeira avaliação aos 35 dap no ensaio 5 foram detectadas 73 plantas infectadas, porém somente 13 tiveram equivalência com as plantas com sintomas. A incidência de doença foi detectada desde os 35 dap, crescente até os 80 dap em todos os seis tratamentos, caindo aos 95 dap, e, assim mantendo-se até os 110 dap. Não houve efeito de sistemas de manejo, de híbridos e não foi possível ajustar modelos às curvas de progresso obtidas. Da mesma forma, o cálculo das áreas abaixo da curva de progresso da doença, para os diferentes tratamentos, não indicou efeitos significativos dos sistemas de manejo ou dos híbridos. Com base nos resultados conclui-se que: (i) Florestal apresenta grande diversidade de espécies de begomovirus; (ii) sintoma de begomovirose em tomateiro não constitui uma referência confiável para aferir a incidência e dinâmica da doença; (iii) estudos de progresso de begomovirus devem ser conduzidos com monitoramento do vetor no hospedeiro-alvo em ensaios com distribuição espacial pré-estabelecida; (iv) a infecção por begomovirus do tomateiro constitui possibilidade de perdas consideráveis na produção de tomates quando ocorre nas fases de floração e frutificação do tomateiro, aos 65 e 80 dap, em qualquer sistema de manejo de controle do vetor.
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Os objetivos deste trabalho foram investigar as espécies de Begomovirus presentes, a dinâmica da doença causada por begomovirus sob diferentes sistemas de manejo do seu vetor, nos anos de 2006 e 2007, no município de Florestal, estado de Minas Gerais. Os tratamentos consistiram da combinação de três sistemas de manejo (testemunha, convencional e orgânico) em dois híbridos de tomateiro ( Carmen‟, suscetível a geminivirus e Thaty‟ tolerante). O experimento foi montado mapeando-se as parcelas com plantas-alvo (PA‟s) em blocos ao acaso com 6 repetições, em esquema fatorial 3 x 2. Semanalmente procedeu-se o monitoramento da população da mosca-branca para identificar o nível de ação e quinzenalmente coletou-se um disco foliar, em microtubos para extração de DNA total, a fim de detectar e identificar o(s) begomovirus presentes, por meio de hibridização molecular, além de monitorar a incidência da doença e estabelecer a curva de progresso da infecção. Foram registradas durante essas coletas observações visuais de plantas sintomáticas. Cinco plantios foram realizados de janeiro de 2006 até janeiro de 2008. Só no quinto e último ensaio, de agosto de 2007 a janeiro de 2008, ocorreu o maior infestação do inseto vetor e a maior incidência de begomovirose. Os seguintes begomovirus foram detectados nas amostras de tomateiro do ensaio 5: Sida micrantha mosaic virus (SiMMV), Tomato chlorotic mottle virus (ToCMoV), Tomato rugose mosaic virus (ToRMV) e Tomato yellow spot virus (ToYSV). Em duas amostras de plantas invasoras presentes na área experimental identificaram-se Euphorbia yellow mosaic virus (EuMV) em Euphorbia heterophylla, e ToCMoV em Sida micrantha. Portanto, quatro begomovirus ocorreram nos tomateiros. O ToCMoV também ocorreu em Sida micrantha, e o EuMV só ocorreu na invasora. Na primeira avaliação aos 35 dap no ensaio 5 foram detectadas 73 plantas infectadas, porém somente 13 tiveram equivalência com as plantas com sintomas. A incidência de doença foi detectada desde os 35 dap, crescente até os 80 dap em todos os seis tratamentos, caindo aos 95 dap, e, assim mantendo-se até os 110 dap. Não houve efeito de sistemas de manejo, de híbridos e não foi possível ajustar modelos às curvas de progresso obtidas. Da mesma forma, o cálculo das áreas abaixo da curva de progresso da doença, para os diferentes tratamentos, não indicou efeitos significativos dos sistemas de manejo ou dos híbridos. Com base nos resultados conclui-se que: (i) Florestal apresenta grande diversidade de espécies de begomovirus; (ii) sintoma de begomovirose em tomateiro não constitui uma referência confiável para aferir a incidência e dinâmica da doença; (iii) estudos de progresso de begomovirus devem ser conduzidos com monitoramento do vetor no hospedeiro-alvo em ensaios com distribuição espacial pré-estabelecida; (iv) a infecção por begomovirus do tomateiro constitui possibilidade de perdas consideráveis na produção de tomates quando ocorre nas fases de floração e frutificação do tomateiro, aos 65 e 80 dap, em qualquer sistema de manejo de controle do vetor.The genus Begomovirus in the Geminiviridae family includes ssDNA viruses transmitted by the whitefly Bemisia tabaci (Homoptera: Aleyrodidae) to dicot hosts. After the introduction of the B biotype of B. tabaci in Brazil in the early 1990's, begomovirus epidemics became common in tomato crops throughout the country. However, incidence and progress of the disease is highly variable along successive growing seasons in different regions. The objectives of this work were to determine the viral species present in the field and to investigate the spatial and temporal dynamics of the disease under different whitefly management strategies, during 2006 and 2007, in the city of Florestal, Minas Gerais state. Treatments consisted on the combinations of three management strategies (conventional, organic and no management) and two F1 hybrids ('Carmen', susceptible to begomoviruses, and Thaty‟, carrying the Ty-1 gene and which is tolerant to the viruses present in the field in Brazil). The experiment was set up in a randomized block design with 6 replications, in a 3x2 factorial scheme. Ten target plants were mapped in each experimental unit. Whitefly populations were monitored on a weekly basis. A leaf disk was collected from each target plant every two weeks for DNA extraction and begomovirus detection and identification. Visual observations of symptomatic target plants were also registered. Five consecutive plantings were carried out from Jan 2006 until Jan 2008. Only in the fifth and last planting did whitefly populations and begomovirus incidence reach epidemic levels. The following begomoviruses were detected in tomato plants during the fifth planting: Sida micrantha x mosaic virus (SiMMV), Tomato chlorotic mottle virus (ToCMoV), Tomato rugose mosaic virus (ToRMV) and Tomato yellow spot virus (ToYSV). Moreover, Euphorbia yellow mosaic virus (EuMV) was detected in a sample of the ubiquitous weed Euphorbia heterophylla, and ToCMoV in a sample of Sida micrantha. Therefore, four distinct begomoviruses were found in tomatoes. ToCMoV was detected both in tomato and Sida micrantha, and EuMV was detected only in a weed. At the first evaluation (35 days after planting, dap), 73 plants were infected, but only 13 of those were showing symptoms. Disease incidence increased from 35 dap until 80 dap, and then decreased until 95 dap in all treatments, becoming stable until the last evaluation at 110 dap. No statistically significant effects were observed for whitefly management strategy or F1 hybrid, and it was not possible to fit the progress curves obtained into any epidemiological model. Likewise, analysis of the area under the disease progress curve for the different treatments did not indicate any significant effects of either management strategy or F1 hybrid. Based on these results, it is possible to conclude that: (i) the Florestal area has a great species diversity of begomoviruses in tomato; (ii) symptoms in the field are unreliable as indicators of begomovirus incidence and disease progress; (iii) disease progress studies should be carried out along with vector monitoring in the target host in assays with a preestablished spatial distribution; (iv) begomovirus epidemics in tomatoes have the potential to cause significant yield losses when peaking during the flowering stages of the crop, independently of whitefly management practices.Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas GeraisUniversidade Federal de ViçosaBREtiologia; Epidemiologia; ControleDoutorado em FitopatologiaUFVhttp://lattes.cnpq.br/1460463093917375Mizubuti, Eduardo Seiti Gomidehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4785633J8Maffia, Luiz Antôniohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783229P9Zerbini Júnior, Francisco Murilohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783743U5Silva, Derly José Henriques dahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723282Z2Lopes, Carlos Albertohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783372D6Malta, Antônio Wilson de Oliveira2015-03-26T12:41:54Z2011-09-162015-03-26T12:41:54Z2010-12-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfapplication/pdfMALTA, Antônio Wilson de Oliveira. 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