Áreas protegidas do cerrado: vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Viçosa
Meteorologia Aplicada |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://locus.ufv.br//handle/123456789/31625 https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2023.610 |
Resumo: | A preocupação com a manutenção do bioma Cerrado e sua relevância ecológica faz com que as estratégias de conservação in situ de áreas protegidas sejam estabelecidas. O presente estudo tem o objetivo de fornecer uma caracterização atualizada da vulnerabilidade ambiental das áreas protegidas do cerrado brasileiro diante as mudanças climáticas, utilizando os novos cenários socioeconômicos SSPs (Shared Socioeconomic Pathways) e dados em alta resolução provenientes do NEXGDDP-CMIP6, como ferramenta de avaliação. Para isso, foi utilizado o Índice Regional de Mudanças Climáticas (RCCI), que sintetiza dados provenientes das projeções climáticas. Avaliou-se o comportamento da vegetação no período de 1990 a 2021, utilizando a plataforma MapBiomas versão 7.1. Foi classificada a vulnerabilidade das áreas protegidas dividindo os valores de risco e resiliência em 4 partes iguais (25% de cada elemento). Foram descritas as vias de adaptação: refúgios, manutenção do ecossistema, adaptação natural e transições facilitadas, para cada área protegida. Os resultados mostraram que 91,6% das áreas protegidas do Cerrado estão classificadas entre os riscos alto e moderado, enquanto as áreas de baixo risco representam 8,4%. A resiliência das áreas varia entre alta e moderada ao longo do bioma, sendo que, 92,8% das áreas demonstram alta resiliência e apenas 7,2% moderada. As áreas apresentam baixa vulnerabilidade ambiental, no entanto, aproximadamente 15,4% dessas áreas estão classificadas como vulnerabilidade moderada e 0,5% apresentam alta vulnerabilidade. A implementação da via de adaptação manutenção do ecossistema foi indicada a 256 áreas protegidas, e representa aproximadamente 65,5% das áreas analisadas. A via de adaptação refúgios foi recomendada para 18,7% das áreas analisadas. Os resultados obtidos por meio da utilização do RCCI e MapBiomas demonstraram de maneira efetiva a vulnerabilidade ambiental das áreas protegidas do Cerrado brasileiro. As informações são pertinentes para embasar a formulação de estratégias de conservação com base na projeção da exposição climática futura. Palavras-chave: Conservação da Biodiversidade. Condições climáticas. Modelos Climáticos. |
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Áreas protegidas do cerrado: vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticasProtected areas of the cerrado: vulnerability and adaptation to climate changeCerrados - ConservaçãoMudanças climáticasAgrometeorologiaA preocupação com a manutenção do bioma Cerrado e sua relevância ecológica faz com que as estratégias de conservação in situ de áreas protegidas sejam estabelecidas. O presente estudo tem o objetivo de fornecer uma caracterização atualizada da vulnerabilidade ambiental das áreas protegidas do cerrado brasileiro diante as mudanças climáticas, utilizando os novos cenários socioeconômicos SSPs (Shared Socioeconomic Pathways) e dados em alta resolução provenientes do NEXGDDP-CMIP6, como ferramenta de avaliação. Para isso, foi utilizado o Índice Regional de Mudanças Climáticas (RCCI), que sintetiza dados provenientes das projeções climáticas. Avaliou-se o comportamento da vegetação no período de 1990 a 2021, utilizando a plataforma MapBiomas versão 7.1. Foi classificada a vulnerabilidade das áreas protegidas dividindo os valores de risco e resiliência em 4 partes iguais (25% de cada elemento). Foram descritas as vias de adaptação: refúgios, manutenção do ecossistema, adaptação natural e transições facilitadas, para cada área protegida. Os resultados mostraram que 91,6% das áreas protegidas do Cerrado estão classificadas entre os riscos alto e moderado, enquanto as áreas de baixo risco representam 8,4%. A resiliência das áreas varia entre alta e moderada ao longo do bioma, sendo que, 92,8% das áreas demonstram alta resiliência e apenas 7,2% moderada. As áreas apresentam baixa vulnerabilidade ambiental, no entanto, aproximadamente 15,4% dessas áreas estão classificadas como vulnerabilidade moderada e 0,5% apresentam alta vulnerabilidade. A implementação da via de adaptação manutenção do ecossistema foi indicada a 256 áreas protegidas, e representa aproximadamente 65,5% das áreas analisadas. A via de adaptação refúgios foi recomendada para 18,7% das áreas analisadas. Os resultados obtidos por meio da utilização do RCCI e MapBiomas demonstraram de maneira efetiva a vulnerabilidade ambiental das áreas protegidas do Cerrado brasileiro. As informações são pertinentes para embasar a formulação de estratégias de conservação com base na projeção da exposição climática futura. Palavras-chave: Conservação da Biodiversidade. Condições climáticas. Modelos Climáticos.Concern about the maintenance of the Cerrado biome and its ecological relevance has led to the establishment of in situ conservation strategies for protected areas. This study aims to provide an updated characterization of the environmental vulnerability of protected areas in the Brazilian Cerrado to climate change, using the new SSPs (Shared Socioeconomic Pathways) scenarios and high-resolution data from NEXGDDP-CMIP6 as an assessment tool. For this, the Regional Climate Change Index (RCCI) was used, which synthesizes data from climate projections. The behavior of vegetation from 1990 to 2021 was assessed using the MapBiomas platform, version 7.1. The vulnerability of the protected areas was classified by dividing the risk and resilience values into 4 equal parts (25% of each element). The adaptation pathways were described: refuges, ecosystem maintenance, natural adaptation and facilitated transitions, for each protected area. The results showed that 91.6% of the Cerrado's protected areas are classified between high and moderate risk, while low-risk areas account for 8.4%. The resilience of the areas varies between high and moderate throughout the biome, with 92.8% of the areas showing high resilience and only 7.2% moderate. The areas show low environmental vulnerability, however, approximately 15.4% of these areas are classified as moderately vulnerable and 0.5% as highly vulnerable. The implementation of the ecosystem maintenance adaptation pathway was indicated for 256 protected areas, and represents approximately 65.5% of the areas analyzed. The refuge adaptation pathway was recommended for 18.7% of the areas analyzed. The results obtained through the use of RCCI and MapBiomas effectively demonstrated the environmental vulnerability of protected areas in the Brazilian Cerrado. The information is relevant for formulating conservation strategies based on the projection of future climate exposure. Keywords: Biodiversity Conservation. Climate Conditions. Climate Models.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorUniversidade Federal de ViçosaMeteorologia AplicadaTorres, Roger Rodrigueshttp://lattes.cnpq.br/1587082944802729Justino, Flávio BarbosaCastro, Mirele Pereira2023-10-10T17:10:34Z2023-10-10T17:10:34Z2023-07-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCASTRO, Mirele Pereira. Áreas protegidas do cerrado: vulnerabilidade e adaptação às mudanças climáticas. 2023. 60 f. Dissertação (Mestrado em Meteorologia Aplicada) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2023.https://locus.ufv.br//handle/123456789/31625https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2023.610porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:LOCUS Repositório Institucional da UFVinstname:Universidade Federal de Viçosa (UFV)instacron:UFV2024-07-12T06:06:22Zoai:locus.ufv.br:123456789/31625Repositório InstitucionalPUBhttps://www.locus.ufv.br/oai/requestfabiojreis@ufv.bropendoar:21452024-07-12T06:06:22LOCUS Repositório Institucional da UFV - Universidade Federal de Viçosa (UFV)false |
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