A utilização de derivativos climáticos e sua aplicabilidade como ferramenta de gerenciamento de risco no agronegócio brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Passos, Stéphanie Cristina Garcia Trapp
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/50228
Resumo: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais, Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, 2023.
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spelling A utilização de derivativos climáticos e sua aplicabilidade como ferramenta de gerenciamento de risco no agronegócio brasileiroAgronegócio - BrasilGestão de riscosTemperaturaRiscos climáticosDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas, Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais, Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, 2023.O clima é uma variável de difícil previsibilidade e que pode acarretar grandes perdas operacionais em diversos setores da economia. Normalmente, o risco climático é tratado como sendo de difícil mitigação, tendo como ferramenta apenas o monitoramento por meio de estações meteorológicas. Entretanto, na década de 90, nos Estados Unidos, surge um instrumento derivativo com foco em fatores climáticos como: temperatura, pluviosidade, vento ou vegetação. Assim, os derivativos climáticos surgem como uma possível solução financeira para essas eventuais perdas. Diferentemente do seguro que só é acionado em grandes eventos catastróficos que geram sinistros, o derivativo climático funciona por meio de alterações climáticas mais leves, porém que geram prejuízos. Como no caso do agronegócio, o qual um produtor pode não ter um desastre natural para acionar o seguro, mas sua colheita foi impactada por constantes períodos de temperaturas baixas o que diminuiu a capacidade produtiva. No mercado internacional ocorre a negociação desse tipo de produto. Além disso, no meio acadêmico internacional há discussões sobre essa temática, entretanto no Brasil, a pesquisa acadêmica com foco em derivativos climáticos é muito incipiente mesmo sendo um país, cujas principais atividades econômicas são fortemente vulneráveis as variabilidades climáticas. Assim, o presente trabalho buscou avaliar a utilização de derivativos climáticos no Brasil e a aplicabilidade do instrumento financeiro no segmento do agronegócio. Por meio de uma pesquisa buscou-se investigar se haveria a negociação desse instrumento no país por meio de uma análise qualitativa das notas explicativas das principais empresas do “Novo Mercado” na B3, em busca de responder os seguintes questionamentos: (i) se as empresas utilizam derivativos para hedge e quais os instrumentos; (ii) se utilizam derivativos climáticos; (iii) se há uma percepção dessas sobre o impacto dos riscos climáticos sobre suas atividades. Conclui-se que as empresas utilizam diversos instrumentos derivativos para proteção, porém não possuem derivativos climáticos. Por outro lado, alguns segmentos, em especial a agricultura e energia, reconheceram que há impactos relevantes dos riscos climáticos. Assim, a segunda parte do estudo realizou uma análise sobre a aplicabilidade dos derivativos climáticos no agronegócio brasileiro. Para isso, foram escolhidos os cinco maiores estados produtores de cada região do Brasil, de cada uma das três principais culturas do país: soja, milho e cana-de-açúcar. Definiu-se a utilização de derivativos climáticos com indexadores de temperatura (heating degree day - HDD e cooling degree day - CDD) por serem os mais discutidos na academia. E para efeitos comparativos realizou-se uma simulação da receita de um produtor que não utiliza o contrato contra a receita de um produtor aplicando o contrato. O resultado demonstrou que há de fato um ganho com a utilização dos instrumentos derivativos a depender da região e da commodity. Conclui-se que as regiões norte e nordeste tiveram menores alterações climáticas em comparação com as regiões centro oeste, sudeste e sul, em especial as duas últimas que tiveram maiores HDD. Assim, o estudo define que para a aplicação dos contratos de derivativos climáticos torna-se mais eficiente em locais nos quais os índices HDD/CDD são maiores e a depender do volume produtivo e das características biológicas da cultura, como exemplo o intervalo ideal de temperatura da commodity.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)The weather is a variable that is difficult to predict and can result in significant operational losses in various sectors of the economy. Typically, climate risk is seen as hard to mitigate, with weather stations being the main tool for monitoring. However, in 1990s, a derivative instrument focusing on climate factors such as temperature, precipitation, wind, or vegetation emerged in the United States. Thus, climate derivatives emerged as a potential financial solution for these eventual losses. Unlike insurance, which is triggered in major catastrophic events that result in losses, climate derivatives triggers through milder climate change that may impact the production. For example, in the case of agriculture, a producer may not have a natural disaster to trigger insurance coverage, but their Harvest may be affected by prolonged periods of low temperatures, resulting in reduced productivity. Many discussions about this type of products occurs in the international academic community. However, in Brazil, academic research focused on climate derivatives is still in its early stages, despite the country’s main economic activities being highly vulnerable to climate variability. Thus, this study aimed to evaluate the possible applicability of climate derivatives in the Brazilian agriculture segment. Through a research, its conclusion was that no trading occurs in the country. This confirmation was based on a qualitative analysis of the explanatory notes of the main companies in the “Novo Mercado” on B3, in order to answer the following questions: (i) whether companies use derivatives for hedging and which instruments; (ii) whether they use climate derivatives; (iii) if they a perception about the impact of climate risks on their activities. It was concluded that companies use a great variaty of derivative instruments for protection but do not employ weather derivatives. However, some sectors, particularly agriculture and energy, acknowledged the significant impacts of climate risks. Therefore, the second part of the study aimed to analyze the potential applicability of climate derivatives in Brazillian agriculture. For this purpose, the five largest producers of each region of Brazil were selected for the country’s three main crops: soybean, corn and sugarcane. Climate derivatives with temperature índices were chosen, such as heating degree day – HDD and cooling degree day – DD, since they are the most discussed academically. For comparative purposes, a simulation was conducted comparing the revenue of a produccer who does not use the contract Against the revenue of a producer applying the contract. The results showed that there is indeed a gain from using derivative instruments depending on the region and commodity. It was concluded that the Northern and northeastern regions had fewer climate changes compared to the central west, southeast and Southern regions, with the last two of them experiencing higher HDD. Therefore, the study suggests that the application of climate derivative contracts is more eficient in locations with higher HDD/CDD índices and depending on the production volume and biological characteristics of the crop, such as the ideal temperature range for the commodity.Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE)Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais (FACE CCA)Programa de Pós-Graduação em Ciências ContábeisFernandes, Bruno Vinícius RamosPassos, Stéphanie Cristina Garcia Trapp2024-08-29T20:00:15Z2024-08-29T20:00:15Z2024-08-292023-09-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPASSOS, Stéphanie Cristina Garcia Trapp. A utilização de derivativos climáticos e sua aplicabilidade como ferramenta de gerenciamento de risco no agronegócio brasileiro. 2023. 60 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023.http://repositorio.unb.br/handle/10482/50228porA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2025-03-19T16:57:54Zoai:repositorio.unb.br:10482/50228Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2025-03-19T16:57:54Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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