Espírito de contestação : a defesa do teísmo sob a hegemonia do naturalismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Bruno Lomas de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51671
Resumo: A tese avalia a defesa do teísmo tendo como pano de fundo a basilaridade da crença teísta e a hegemonia do naturalismo. Um dos pontos centrais estudados é a atribuição do ônus da prova, que no debate sobre a existência de Deus vem atrelada à objeção evidencialista à crença teísta. Visando a neutralizar a objeção evidencialista, Alvin Plantinga defende a possibilidade de a crença em Deus ser apropriadamente básica, desenvolvendo toda uma teoria, que é chamada de epistemologia reformada. Explico por que, apesar de uma crença básica, por definição, não precisar de argumentos para ser garantida, ainda assim é possível argumentar sobre ela. Defendo também a necessidade de contextualização quando se invoca a basilaridade da crença teísta, pois seu poder explanatório varia conforme o sistema religioso em questão enfatize a experiência ou a crença. Recorro à abordagem de Chaïm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca para argumentar que o debate sobre a existência de Deus, bem como qualquer debate filosófico, não comporta ônus da prova. Para investigar o motivo de ser atribuído um ônus da prova ao teísta, faço um resgate histórico e mostro que a hegemonia de crenças é o fator responsável pela impressão de que esse ônus existe. Uma vez que a hegemonia atual do naturalismo é ilegítima e que a basilaridade apropriada da crença em Deus é possível, defendo que a rejeição da objeção evidencialista equivale a uma inversão do ônus da prova (no sentido artificial em que ele é invocado). Por fim, apresento uma estratégia de defesa do teísmo baseada em três frentes.
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