Escrevivências da infância negra : processos subjetivos de existência e re-existência na contemporaneidade
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2024. |
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Escrevivências da infância negra : processos subjetivos de existência e re-existência na contemporaneidadeCrianças negrasEscrevivênciaExistênciaReexistênciaSubjetividade - aprendizagemTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2024.A pesquisa Escrevivências da infância negra: processos subjetivos de existência e reexistência na contemporaneidade constitui-se como um importante subsídio para a discussão das relações raciais nos ambientes escolares, o direito das crianças de expressar e serem ouvidas, bem como a problematização acerca da efetivação da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), com foco no enfrentamento de práticas pedagógicas que se distanciam da homogeneidade e do racismo. O objetivo geral foi investigar a subjetividade da infância negra e seus processos de existência e re-existência na contemporaneidade. A partir das definições de especialistas como Ale Santos (2019), bell hooks (2021), Bianca Santana (2015, 2022), Maria Aparecida Silva Bento (2022), Clovis Moura (2020), Helio Santos (2022), Fabiane Albuquerque (2022, 2024), Nilma Lino Gomes (2023), Nego Bispo (2018), Sueli Carneiro (2023), tem-se uma proposta de interpretação dos conceitos de resistência e reexistência vistos como processos que podem ser tanto individuais quanto coletivos, manifestando-se de formas silenciosas ou audíveis com demandas e especificidades do seu próprio tempo e que, portanto, podem nos educar e reeducar. As contribuições para a compreensão do tema são o resultado de diálogos com teóricos e pesquisadoras(es), em sua maioria negras(os), dentre elas(es): Anete Abramowicz e Valter Roberto Silvério (2005), Maria Aparecida Silva Bento (2011, 2012a, 2012b, 2014, 2022), Eliane Cavalleiro (2001, 2013), Frantz Fanon (1983), Iray Carone e Maria Aparecida Silva Bento (2002, 1995), Kabengele Munanga (1999, 2004, 2005), Lelia Gonzalez (1984), Lia Vainer Schucman (2006, 2014a, 2014b, 2018, 2023), Maria Aparecida Silva Bento, Marly de Jesus Silveira e Simone Gibran Nogueira (2014), Renato Noguera (2020), Rita de Cássia Fazzi (2006), Fúlvia Rosemberg (1987) e Gislene Aparecida Santos (2009). Com a metáfora do conceito de “escrevivência”, proposta por Conceição Evaristo (2018, 2020a, 2020b), estabeleceu-se um diálogo a respeito da infância da pesquisadora e escrevivência, que, numa ousadia transgressora e insurgente, escreve a tese na primeira pessoa. O estudo adota uma abordagem qualitativa e bibliográfica, integrando a escrevivência como um referencial metodológico que vincula a trajetória acadêmica da pesquisadora às suas recordações da infância e da vida adulta, assim como às escrevivências das crianças numa escola quilombola, localizada na Região Metropolitana de Goiânia (RMG). Conclui-se com a importância de se promover uma pedagogia da implicância com as crianças, por meio da literatura infantil, enxergando-a como uma abordagem metodológica eficaz na efetivação da legislação ERER. Os achados revelam tanto os desafios enfrentados quanto as possibilidades que emergiram ao longo do processo. Além disso, o relato da escrevivência na elaboração desta tese se configura como um profundo processo de existência e re-existência em resposta ao racismo estrutural presente no espaço acadêmico.The study “Writings of black childhood: subjective processes of existence and re-existence today” marks an important subsidy of discussion of racial relations at school, the right of children to express themselves and be heard, as well as the problemization of education with respect to ethnic-racial relations (ERR), with focus on facing pedagogical practice that distances itself from homogenity and racism. The general objective is to investigate the subjectivity of black childhood and the processes of existence and re-existence today. Based on definitions of specialists like Ale Santos (2019), bell hook (2021), Bianca Santana and Cida Bento (2015 and 2022), Clovis Moura (2020), Helio Santos (2022), Fabiane Albuquerque (2022;2024), Nilma Lino Gomes (2023), Nego Bispo (2018) and Sueli Carneiro (2023), we have a proposal of interpretation of concepts of resistance and re-existence, seen as processes which may be individual or collective, showing themselves in silent forms or audible with demands and specifities of their own time, and, therefore, that may educate us and reeducate us. The contributions to the comprehension of the theme are result of dialogues with theoretitions and researchers, black in the majority, like: Anete Abramowicz and Valter Roberto Silverio (2005), Cida Bento (2011, 2012a, b, 2022), Eliane Cavalleiro (2001, 2013), Frantz Fanon (1983), Iray Carone and Cida Bento (2002, 1995), Kabengele Munanga (1999, 2004, 2005), Lélia Gonçalez (1984), Lia Vainer Schucman (2006, 2014a, b, 2018, 2023), Marly de Jesus Silveiro, Cida Bento and Simone Gibran Nogueira (2014), Renato Noguera (2020), Rita de Cassia Fazzi (2006), Flúvia Rosemberg (1987) e Gislene Aparecida Santos (2009). With the metaphore of the concept of “writing” proposed by Conceição Evarista (2020, b), a dialogue was established between the childhood of the researcher and “writing” so that one dares to write in the first person. The study adopts a qualitative and bibliographic line, integrating the “writing” as a methodological reference which, tieing the academic trajectory of the researcher to her memories of childhood and adult life, as well as to the “writings” of children from a quilombola school found in the Metropolitan Region of Goiânia (MRG). Finally conclusions are made of the importance of promoting an implicit pedagogy of children by means of literature for children, seen as a efficient methodology in the effectivation of ERR legislation. The findings reveal both the difficulties encountered and the possibility of emerging along the process. Beyond that, the telling of “writing” in the elaboration of this thesis shows itself a deep process of existence and re-existence in response to structural racism present in academia.Faculdade de Educação (FE)Programa de Pós-Graduação em EducaçãoRêses, Erlando da SilvaVieira, Cecília Maria2025-04-10T17:10:26Z2025-04-10T17:10:26Z2025-04-102024-12-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfVIEIRA, Cecília Maria. Escrevivências da infância negra: processos subjetivos de existência e re-existência na contemporaneidade. 2024. 262 f., il. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.http://repositorio.unb.br/handle/10482/52036porA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2025-04-10T17:10:27Zoai:repositorio.unb.br:10482/52036Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2025-04-10T17:10:27Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false |
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