Prevalência de discromatopsia nos quilombolas de Monte Alegre de Goiás (Kalungas)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Couto, Daniela Alessandri Monteiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/1487
Resumo: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2008.
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spelling Prevalência de discromatopsia nos quilombolas de Monte Alegre de Goiás (Kalungas)DiscromatopsiaDistúrbios da visãoQuilombosDissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2008.Os Kalungas são descendentes de quilombolas, remanescentes dos quilombos, redutos de ex-escravos de origem africana. Vivem em semi-isolamento, há quase 300 anos, nas regiões rurais das cidades de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás, no nordeste do Estado de Goiás. Vivem da agricultura de subsistência, da criação de pequenos rebanhos e de outras fontes de renda, como aposentadorias e auxílios do governo. Trata-se de comunidade negra que vive em meio rural. É nesta população, de características étno-sócio-culturais próprias, que se propõe avaliar a prevalência de discromatopsia. Perceber cores adequadamente representa uma vantagem ao indivíduo, pois as cores são usadas como códigos de comunicação visual. A deficiência visual para cores é dita discromatopsia que pode ser (i) parcial ou completa; (ii) congênita ou adquirida e (iii) acometer o eixo verde-vermelho ou o azul-amarelo. As discromatopsias congênitas são as mais comuns e os homens são mais acometidos, por se tratar de herança genética ligada ao cromossomo X. A prevalência de discromatopsia é muito variável nos diversos grupos raciais. Nas populações caucasianas, gira em torno de 8,0-9,0% nos homens e 0,4-0,5% nas mulheres. Já em populações negras, as taxas são menores para homens (3,0 - 4,0%) e iguais para as mulheres (menos de 1,0%). Neste trabalho, objetiva-se avaliar a prevalência de discromatopsia nos Kalungas de Monte Alegre de Goiás, utilizando-se os testes Ishihara e H.R.R. Foi realizado mutirão oftalmológico para atendimento dos Kalungas em abril de 2007 em unidade oftalmológica móvel. Foram avaliadas 143 pessoas. Aos que necessitaram, foram doados óculos e colírios. Realizaram os testes de visão cromática 112 Kalungas (12,43% da população total de 901 pessoas): 60 homens (13,07% dos 459 homens) e 52 mulheres (11,76% das 442 mulheres Kalungas), com faixa etária de 4 a 80 anos de idade. A prevalência de discromatopsia foi de 3,33% para os homens (2 dentre os 60 homens) e 0% para as mulheres. A discromatopsia encontrada nos dois indivíduos, que são primos, foi no eixo deutan, de moderada severidade. Esta baixa prevalência é compatível com aquela relatada em trabalhos semelhantes nas populações negras. Para dados ainda mais precisos, sugere-se pesquisa de discromatopsia em amostras com maior número de pessoas, se possível, com estudo genético. ________________________________________________________________________________________ ABSTRACTKalungas are descendants of the quilombolas, remainders of quilombos, refuge of ex-slaves of African origin. They have lived semi-isolated for almost 300 years in rural regions of Cavalcante, Teresina de Goiás and Monte Alegre de Goiás, northeastern Goiás State. Their main livelihood sources are subsistence farming and livestock raising. The other sources of income include retirement pensions and government aid. It is in this Afro-Brazilian rural community with a unique socialethnic- cultural setting that we seek to evaluate color blindness rate. The proper perception of colors is advantageous once they are used as codes for visual communication. Color vision deficiency is also known as color blindness or dyschromatopsy. It can be (i) partial or complete; (ii) congenital or acquired and (iii) affect the green-red axis or the blue-yellow one. Congenital color blindness is the most common type and is more prevalent among men than women because it is related to a genetic X-linked inheritance. Congenital color blindness rate varies in different racial groups. In caucasian groups this rate ranges from 8.0-9.0% in men and 0.4-0.5% in women. In non-caucasian groups of African descent the rate ranges from 3.0-4.0% in men – lower than in caucasian groups – and less than 1.0% in women. The main objective of this study is to evaluate color blindness rates in Kalungas of Monte Alegre de Goiás using the Ishihara and the H.R.R. color vision tests. Ophthalmological assistance on a voluntary basis was offered to the Kalungas in April 2007, in a mobile ophthalmological unit. 143 pacients underwent ophthalmological exams. Glasses and eye drops were donated for those in need. 112 Kalungas (12.43% of total population of 901 people) took the cromatic vision tests: 60 men (13.07% of 459 men) and 52 women (11.76% of 442 Kalunga women), ranging from 4 to 80 years old. The color blindness rate was 3.33% for men (2 out of the 60 men examined) and 0% for women. The color blindness found in those two subjects, who happen to be cousins, was in the deutan axis, with moderate intensity. This low rate is compatible with the rate in other non-caucasian groups of African descent. For more precise data in color blindness we suggest further research with a larger sampling, with genetical study, if possible.Pessoa, Valdir FilgueirasCouto, Daniela Alessandri Monteiro2009-05-07T12:50:06Z2009-05-07T12:50:06Z2008-11-212008-11-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCOUTO, Daniela Alessandri Monteiro. Prevalência de discromatopsia nos quilombolas de Monte Alegre de Goiás (Kalungas). 2008. 80 f. Dissertação (Mestrado em Ciências de Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.http://repositorio.unb.br/handle/10482/1487Freeinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2023-07-13T18:45:09Zoai:repositorio.unb.br:10482/1487Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2023-07-13T18:45:09Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false
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