Alagoas vesiculovírus : validação da reação em cadeia da polimerase (RT-qPCR) e análise filogenética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Oliveira, Anapolino Macedo de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unb.br/handle/10482/51487
Resumo: A Estomatite Vesicular é uma enfermidade infecciosa de origem viral, que acomete animais domésticos ungulados e biungulados, principalmente bovinos, equinos, suínos, e classificada como uma zoonose. A enfermidade é caracterizada pelo desenvolvimento de lesões vesiculares na língua, boca, gengiva, lábios, região coronária dos cascos e tetas (Rodrigues et al. 2007). O vírus pertence à família Rhabdoviridae, ordem Mononegavirales, gênero Vesiculovirus. Quatro espécies do gênero Vesiculovirus são responsáveis pelos surtos de estomatite: New Jersey, Indiana, Cocal e Alagoas vesiculovirus. Estes vírus eram anteriormente classificados em dois sorotipos: New Jersey e Indiana, sendo que o Indiana incluía os subtipos 1, 2 (Cocal) e 3 (Alagoas). O objetivo do presente estudo foi desenvolver e realizar ensaios de validação de uma RT-qPCR(s) para a detecção do RNA do Alagoas vesiculovirus, considerando os parâmetros de sensibilidade e especificidade analítica, desempenho analítico (critérios de repetitividade, reprodutibilidade) e incerteza da medição. Os parâmetros da validação mostraram coeficientes de variação (CV) baixos e equivalentes aos encontrados em outros trabalhos de validação, indicando que os ensaios apresentaram excelente repetitividade para cada analista, e reprodutibilidade avaliada entre os analistas e equipamentos. Além disso, o estudo teve como objetivo realizar o sequenciamento de amostras de Alagoas vesiculovIrus, recebidas para diagnóstico e pertencente ao banco de cepas dos Laboratórios Nacionais Agropecuários. As árvores filogenéticas geradas mostraram que os vírus foram agrupados em três grupos: o grupo “A” formado pelo isolado do Alagoas vesiculovirus isolado por Andrade e colaboradores em 1964; o grupo “B” por isolados de estados da região nordeste e o grupo “C” por isolados do estado da Bahia, Goiás e Tocantins.
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