Desatando nós, desatando-nos : o fim de relações afetivo-sexuais violentas de mulheres com renda própria e ensino superior
| Ano de defesa: | 2023 |
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Resumo: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2023. |
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Desatando nós, desatando-nos : o fim de relações afetivo-sexuais violentas de mulheres com renda própria e ensino superiorLei Maria da PenhaViolência domésticaViolência contra as mulheresDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2023.Esta pesquisa dedicou-se a compreender, por meio das histórias de vida de seis mulheres cisgênero com renda própria e ensino superior, os processos de ruptura de suas findas relações afetivo-sexuais heterossexuais violentas. O enfoque deu-se nas formas de violências vivenciadas pelas interlocutoras, nas trajetórias percorridas para saírem desses contextos e em como lidaram com seus efeitos. Para melhor compreender suas realidades, foram realizadas entrevistas com mulheres entre 32 e 36 anos (faixa etária que teve como intenção abarcar o fato de terem passado a adolescência e o início da fase adulta em meio à disseminação da Lei Maria da Penha na sociedade), tendo duas delas se autodeclarado brancas, uma indígena, uma parda, uma preta e uma preta/indígena; três com filha/o e duas residentes em zonas rurais. A abordagem teórica feminista interseccional auxiliou na compreensão de que a violência ocorre em cenários complexos e múltiplos, que precisam ser analisados para além do senso comum, ou seja, das histórias únicas a respeito do tema, que tendem a culpabilizar as vítimas ou considerá-las ignorantes e passivas diante da violência. Qualquer mulher está sujeita a sofrer violência em seus relacionamentos afetivo-sexuais, inclusive aquelas que têm ensino superior e renda própria. A violência psicológica, a exploração do trabalho reprodutivo, assim como a exploração financeira/patrimonial e intelectual estiveram presentes no centro dos relatos das interlocutoras e, perifericamente, outras formas de violência. As narrativas das interlocutoras foram diversas mas, ao mesmo tempo, apresentaram em comum o ataque à autoestima delas e às suas possibilidades de autodeterminação, lhes prejudicando em suas vidas, nas relações consigo mesmas, nas suas carreiras profissionais e acadêmicas. Particularmente, as formas de exploração a que estavam submetidas tiveram um impacto muito negativo nas suas carreiras, na medida em que as fizeram trabalhar muito mais no espaço doméstico, com alto dispêndio de tempo, dinheiro e desgaste emocional. Suas estratégias de ruptura foram diversas, mas todas passaram por um processo que não foi simples e nem linear, de revisão intensa sobre o lugar dos relacionamentos íntimos em suas vidas, uma reestruturação de si, seus projetos e suas esferas afetivas. Processo este favorecido pela inserção delas em redes sociais e de apoio e, também, pelo início do entendimento de que a violência não é exercida apenas fisicamente, com mulheres dependentes financeiramente, sem estudos e sem condições de desenvolvimento profissional/intelectual, o que já é preconizado pela Lei Maria da Penha.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).This research aims to understand, through the life stories of six cisgender women with their own income and higher education, the rupture processes of their already finished violent heterossexual affective-sexual relationships. The focus was to highlight the forms of violence experienced by the interlocutors, their trajectories to leave these contexts and how they dealt with their effects. To better comprehend their realities, interviews were made with women aged from 32 to 36 years old (age group that intended to cover the fact that they spent their adolescence and early adult life in the midst of the dissemination of Maria da Penha Law in society). Two of them self-declared themselves as being white, one indigenous, one brown, one black and one black/indigenous; three of them had children and two were residents of rural areas. The intersectional feminist theoretical approach helped to understand that the violence takes place in complex and multiple scenarios that need to be comprehended beyond common sense that provides single stories about them, that tend to blame the victims or to consider them as passive and ignorant in the face of this reality. Any woman could potentially suffer from violence in their affective-sexual relationships, including those who have sources of income and university education. The psychological violence, the exploitation of the reproductive work, as well as the financial/patrimonial and intellectual exploration were present in the center of the interlocutors' reports and peripherally, other forms of violence. Their narratives were diverse but, at the same time, had in common the attack they suffered on their self esteem and on their possibilities of self determination, harming them in their lives, their relations to themselves, their professional and academic careers. Particularly, the forms of exploitation to which they were submitted had a very negative impact on their careers, insofar as they had to spend more time doing domestic work and with high expenditure of time, money and emotional distress. Their rupture strategies were diverse, but all went through a process that was not easy nor linear, of intense reviewing on the place of intimate relationships in their lives, as means of restructuring themselves, their projects and their affective sphere. This process was favored by their insertion in social and support networks and by the initial understanding that violence is not only exercised physically, with women who are financially dependent on their partners, without access to study and in no condition of professional/intellectual development, which is already advocated by the Maria da Penha Law.Instituto de Ciências Sociais (ICS)Departamento de Sociologia (ICS SOL)Programa de Pós-Graduação em SociologiaAlmeida, Tânia Mara Campos deSaraiva, Ana Lívia Rolim2024-07-18T19:02:52Z2024-07-18T19:02:52Z2024-07-182023-02-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSARAIVA, Ana Lívia Rolim. Desatando nós, desatando-nos: o fim de relações afetivo-sexuais violentas de mulheres com renda própria e ensino superior. 2023. 147 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023.http://repositorio.unb.br/handle/10482/49024porA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UnBinstname:Universidade de Brasília (UnB)instacron:UNB2025-03-19T16:53:32Zoai:repositorio.unb.br:10482/49024Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.unb.br/oai/requestrepositorio@unb.bropendoar:2025-03-19T16:53:32Repositório Institucional da UnB - Universidade de Brasília (UnB)false |
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