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Inclusão e docência: a percepção dos professores sobre o medo e o preconceito no cotidiano escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Mattos, Nicoleta Mendes de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/2662
Resumo: Nesta pesquisa buscamos identificar como as relações entre o medo e o preconceito são expressas no cotidiano escolar a partir da percepção das professoras que atuam em escolas regulares com alunos em situação de inclusão e de que maneira essas relações interferem na sua ação profissional, considerando a importância do professor na efetivação da atual proposta de inclusão educacional que orienta a política educacional brasileira. Realizamos uma pesquisa qualitativa sobre as bases do medo e do preconceito e os modos de atualização na sociedade contemporânea, bem como investigamos as contradições do projeto inclusivo. Utilizamos como referencial teórico a Teoria Crítica da Sociedade, particularmente os escritos de Max Horkheimer e Theodor W. Adorno para aprofundarmos os estudos sobre o medo e o preconceito, recorrendo também à Psicanálise, especificamente os escritos de S. Freud. Para a investigação sobre a inclusão educacional, buscamos subsídios principalmente nos estudos de Ligia Amaral, José León Crochík, José Geraldo Silveira Bueno, Rosalba Maria Cardoso Garcia, que nos permitissem estabelecer um diálogo com a Teoria Crítica da Sociedade. O estudo foi realizado na cidade de Valença – Bahia, através de levantamento documental e entrevistas com 07 (sete) professoras que atuam em 04 (quatro) escolas municipais regulares de ensino fundamental I. A partir da análise dos dados, verificamos que o medo está presente na prática docente na sala de aula, sendo experimentado como um sentimento associado à possibilidade de irrupção da agressividade, ligada às características do aluno em situação de inclusão, e que remete ao medo ancestral de aniquilamento, justificando as atitudes preconceituosas. Sobre o projeto de inclusão educacional, as professoras entendem que ele é necessário, e o defendem com ressalvas, afirmando o despreparo como condição intrínseca ao seu trabalho. O cotidiano dessas professoras encontra-se atravessado pelas emergências do dia-a-dia, não sendo a prática percebida como fonte de experiência, impedindo a reflexão e a responsabilização por suas ações. Foi identificada também a ausência de uma política municipal que contemple o projeto de inclusão educacional, fato que, juntamente com a forma de efetivação do projeto de inclusão, compromete o trabalho das professoras, mantendo-as numa posição de menoridade e justificando o seu despreparo, reforçando a permanência do medo e do preconceito no cotidiano docente.
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Adorno para aprofundarmos os estudos sobre o medo e o preconceito, recorrendo também à Psicanálise, especificamente os escritos de S. Freud. Para a investigação sobre a inclusão educacional, buscamos subsídios principalmente nos estudos de Ligia Amaral, José León Crochík, José Geraldo Silveira Bueno, Rosalba Maria Cardoso Garcia, que nos permitissem estabelecer um diálogo com a Teoria Crítica da Sociedade. O estudo foi realizado na cidade de Valença – Bahia, através de levantamento documental e entrevistas com 07 (sete) professoras que atuam em 04 (quatro) escolas municipais regulares de ensino fundamental I. A partir da análise dos dados, verificamos que o medo está presente na prática docente na sala de aula, sendo experimentado como um sentimento associado à possibilidade de irrupção da agressividade, ligada às características do aluno em situação de inclusão, e que remete ao medo ancestral de aniquilamento, justificando as atitudes preconceituosas. Sobre o projeto de inclusão educacional, as professoras entendem que ele é necessário, e o defendem com ressalvas, afirmando o despreparo como condição intrínseca ao seu trabalho. O cotidiano dessas professoras encontra-se atravessado pelas emergências do dia-a-dia, não sendo a prática percebida como fonte de experiência, impedindo a reflexão e a responsabilização por suas ações. Foi identificada também a ausência de uma política municipal que contemple o projeto de inclusão educacional, fato que, juntamente com a forma de efetivação do projeto de inclusão, compromete o trabalho das professoras, mantendo-as numa posição de menoridade e justificando o seu despreparo, reforçando a permanência do medo e do preconceito no cotidiano docente.In this study we sought to identify how the relations between the fear and prejudice are expressed in everyday school from the perception of the teachers who work in regular schools with students in a situation of inclusion and how these relations interfere in their professional action, considering the importance of the teacher in the realization of the current proposal for educational inclusion which directs and Brazilian education. We carried out an investigation on the basis of fear and prejudice and the update modes in contemporary society, as well as investigated the contradictions of inclusive design. We conducted a qualitative research on the basis of fear and prejudice and the update modes in contemporary society, as well as investigate the contradictions of inclusive design. We used as theoretical framework the Critical Theory of Society, particularly the writings of Max Horkheimer and Theodor W. Adorno to deepen the studies on fear and prejudice, also involving Psychoanalysis, specifically the writings of Freud. For research on the educational inclusion, we seek subsidies mainly in studies of Lígia Amaral, José Leon Crochík, José Geraldo Silveira Bueno, Rosalba Maria Cardoso Garcia, that would allow us to establish a dialog with the Critical Theory of Society. The study was conducted in the city of Valença - Bahia, through analysis of documents and interviews with 07 (seven) teachers working in 04 (four) municipal, regular elementary school. From the analysis of the data, we could verify that the fear is present in teaching practice in the classroom, being experienced as a feeling associated with the possibility of eruption of aggressiveness, linked to the characteristics of the student in a situation of inclusion, and that refers to ancestral fear of annihilation, justifying the prejudiced attitudes. On the design of educational inclusion, the teachers feel that it is necessary, and they defend it with reservations, affirming the unpreparedness as condition which is intrinsic to their work. The everyday lives of these teachers is crossed by emergencies of the day-to-day, and its pratice not being perceived as a source of expertise, preventing the reflection and accountability for their actions. It was also identified the absence of a municipal policy that contemplates the inclusion project education, a fact that, together with the form of realization of the project of inclusion, undermines the work of the teachers, keeping them in a position of subordination and justifying its unpreparedness, reinforcing the permanence of the fear and prejudice in everyday teachingSilva, Luciene Maria daFranciscatti, Kety Valéria SimõesPimentel, Susana CoutoNascimento, Antônio DiasSantos, Jaciete Barbosa dosCotidiano EscolarMattos, Nicoleta Mendes de2022-07-26T14:09:19Z2022-07-26T14:09:19Z2014-09-30info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfMATTOS, Nicoleta Mendes de. Inclusão e docência: a percepção dos professores sobre o medo e preconceito no cotidiano escolar. – Salvador, 2014. 280f. : il. 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