As “páginas de terra” de Mia Couto: tradições e culturas moçambicanas em A confissão da leoa
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado da Bahia
Pós Graduação em Critica Cultural |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/5396 |
Resumo: | O processo de investigação da pesquisa de cunho bibliográfico parte da análise do romance A confissão da leoa (2012) de Mia Couto sob a perspectiva da crítica cultural, para mostrar como o autor retrata as tradições e as culturas moçambicanas em seu romance, aliando cultura oral e cultura escrita em prol da criação literária. Buscou-se esclarecer os caminhos traçados pelo autor para representar na escrita de origem europeia, tradições e costumes da cultura oral africana, compreendendo como ele ressignifica o cenário cultural moçambicano ao transpô-lo para o universo da escrita, ao passo em que também reinventa a estrutura clássica do romance com dicções típicas das narrativas de origem oral. Diante das rupturas culturais propostas pelo autor em seu trabalho literário, são fundamentais as considerações de críticos da cultura como Bhabha e Hall, já que estamos tratando de uma literatura produzida no contexto de uma sociedade pós-colonial marcada pela multiplicidade cultural, que é permeada por sujeitos em busca de uma afirmação identitária. As reflexões de Canclini, por sua vez, ajudam a esclarecer as relações de hibridismo utilizadas na escrita do moçambicano como mecanismo de reinvenção cultural e linguística. São fundamentais também as reflexões de Benjamin sobre o narrador e suas preocupações com o surgimento do romance que está diretamente atrelado à reprodução técnica da escrita. A análise empreendida revela que o ficcionista lança mão de dois narradores/escritores que vivem na fronteira entre as diversas culturas locais e o legado cultural europeu, no intuito de mostrar a multiplicidade discursiva e cultural que permeia a nação marcada pela interculturalidade. Para Mia Couto, a escrita é um espaço de reflexão e de construção de uma identidade moçambicana, capaz de agregar elementos culturais tanto de origem africana quanto ocidental. A partir dos dilemas locais de personagens simples e humildes, desconsiderados pela história oficial e pelo poder político, o autor tece em suas “páginas de terra” reflexões que são inerentes ao homem da contemporaneidade. |
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As “páginas de terra” de Mia Couto: tradições e culturas moçambicanas em A confissão da leoaMia Couto's 'pages of earth': Mozambican traditions and cultures in 'Confession of the Lioness'CulturasTradiçõesCrítica culturalEscritaO processo de investigação da pesquisa de cunho bibliográfico parte da análise do romance A confissão da leoa (2012) de Mia Couto sob a perspectiva da crítica cultural, para mostrar como o autor retrata as tradições e as culturas moçambicanas em seu romance, aliando cultura oral e cultura escrita em prol da criação literária. Buscou-se esclarecer os caminhos traçados pelo autor para representar na escrita de origem europeia, tradições e costumes da cultura oral africana, compreendendo como ele ressignifica o cenário cultural moçambicano ao transpô-lo para o universo da escrita, ao passo em que também reinventa a estrutura clássica do romance com dicções típicas das narrativas de origem oral. Diante das rupturas culturais propostas pelo autor em seu trabalho literário, são fundamentais as considerações de críticos da cultura como Bhabha e Hall, já que estamos tratando de uma literatura produzida no contexto de uma sociedade pós-colonial marcada pela multiplicidade cultural, que é permeada por sujeitos em busca de uma afirmação identitária. As reflexões de Canclini, por sua vez, ajudam a esclarecer as relações de hibridismo utilizadas na escrita do moçambicano como mecanismo de reinvenção cultural e linguística. São fundamentais também as reflexões de Benjamin sobre o narrador e suas preocupações com o surgimento do romance que está diretamente atrelado à reprodução técnica da escrita. A análise empreendida revela que o ficcionista lança mão de dois narradores/escritores que vivem na fronteira entre as diversas culturas locais e o legado cultural europeu, no intuito de mostrar a multiplicidade discursiva e cultural que permeia a nação marcada pela interculturalidade. Para Mia Couto, a escrita é um espaço de reflexão e de construção de uma identidade moçambicana, capaz de agregar elementos culturais tanto de origem africana quanto ocidental. A partir dos dilemas locais de personagens simples e humildes, desconsiderados pela história oficial e pelo poder político, o autor tece em suas “páginas de terra” reflexões que são inerentes ao homem da contemporaneidade.The process of investigation of this bibliographical research starts with the analysis of the novel Confession of the Lioness (A Confissão da Leoa, 2012), by Mia Couto, under the perspective of cultural criticism, so to expose how the author depicts the traditions and cultures from Mozambique in his novel, by linking oral and written culture in favor of literary creation. It was intended here to clarify the paths traced by the author to represent, in Europe originated writing, the traditions and customs of African oral culture, and to understand how he reframes Mozambican cultural scene by transposing it to the universe of writing, whereas he also reinvents the classic structure of novel with dictions typical from oral-based narratives. Due to the cultural ruptures proposed by the author in his literary work, the considerations by critics of culture such as Bhabha and Hall are essential, since we are dealing with a literature produced on the context of a post-colonial society that is marked by its cultural multiplicity, which is permeated by subjects in search of an identity affirmation. The reflections of Canclini, in turn, help to clarify the relations of hybridity used in the Mozambican’s writing, as a mechanism of linguistic and cultural reinvention. Also essential, are the reflections of Benjamin on the narrator and his worries with the rise of the novel that are directly related to the technical reproduction of writing. The performed analysis reveals that the fictionist betake two narrators/writers who live in the border between the many local cultures and the European cultural legacy, in order to show the discursive and cultural multiplicity that permeates a nation marked by interculturality. To Mia Couto, writing is a space of reflection and construction of Mozambican identity, capable of aggregate both African and Western cultural elements. From the local dilemmas of simple humble characters, disregarded by official history and by political power, the author weaves in his “pages of land”, reflections that are inherent to man in contemporaneity.Universidade do Estado da BahiaPós Graduação em Critica CulturalGarcía, Paulo César SouzaCosta, Edil SilvaSouza, Gabriella Bernardo de2024-05-10T15:18:32Z2024-05-10T15:18:32Zinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfapplication/pdfSOUZA, Gabriella Bernardo de. As “páginas de terra” de Mia Couto: tradições e culturas moçambicanas em A confissão da leoa. Orientador: Paulo César Souza García. 2015. 108f. 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