Presenças em transformação: a potência formativa da educomunicação popular e mestiça

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Araújo, Henrique Oliveira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/31471/00130000008h2
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/2257
Resumo: O presente trabalho parte do seguinte questionamento: poderia a comunicação popular, exercida como expressão cidadã se transmutar numa prática educomunicativa transformadora? Procuramos as respostas para essa questão não somente com uma revisão teórica, mas sim com a estruturação de uma possibilidade prática de uma educomunicação que se faça popular, colaborativa e mestiça. Dividido em cinco partes, essa dissertação, apresentado como conclusão do Mestrado Profissional em Educação e Diversidade da Universidade do Estado da Bahia, propõe, a partir de uma metodologia qualitativa (mesmo que lidando com quantidades) e fenomenológica, a construção de uma práxis estruturada. Nesse sentido, buscamos consolidar um caminho colaborativo (DESGANGNÈ, 2007) no sentido de uma prática educomunicativa que se concretize como possibilidade de aceitação da conjugação conflituosa do Eu (compreendido como ego) com o Tu (compreendido como alteridade). Com o estímulo da eclosão de EMIREC´s (KAPLUN, 1998) mestiços, percebemos a não possibilidade de um ciclo colaborativo controlável, mas sim vimos nascer uma educomunicação de modelos decompostos – estruturada como mosaico. É desse movimento que nasce o compromisso desse estudo com a promoção do acesso e participação educomunicativas. Para tanto, durante cinco meses, trabalhamos junto a um grupo colaborativo de comunicadores populares, estudantes e professores do Centro Territorial de Educação Profissional de Irecê – (CETEP). E, com eles, num exercício hermenêutico denso, como outro aporte metodológico, nos propusemos a defender a ideia de que, através da colaboração, se pode estruturar um ecossistema educomunicacional problematizador da realidade antropossocial. Chegamos assim ao confronto com essa espécie de mitologia fluida que é a educomunicação mestiça, concretizada enquanto compromisso político com o fazer comunicativo e educacional.
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