Familiaturas recusadas pelo Tribunal do Santo Ofício na Vila de Cachoeira (Bahia, 1681-1750)
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/2308 |
Resumo: | Nesta dissertação buscamos investigar, dentre os moradores da Vila de Cachoeira (Recôncavo baiano), entre os anos de 1681 a 1750, os pleiteantes a título de familiar do Santo Ofício e outros cargos da Inquisição portuguesa, mas que foram recusados por não se enquadrarem às normas da instituição. Por meio dos processos de Habilitação de Gênere, verificamos as implicações deste insucesso nas dinâmicas de mobilidade social local, analisando a importância simbólica do que significava ser um agente inquisitorial na América portuguesa. Buscamos compreender a processualística da habilitação ao cargo inquisitorial, para apreender os procedimentos que levavam a Inquisição a desenvolver uma espécie de política de recusa às denominadas ―raças infectas. Este estudo, portanto, pretende lançar luz sobre os grupos oficialmente recusados pela Inquisição: cristãos-novos, mouros, negros, ameríndios e mulatos. Além de tratar dos grupos sociais sobre os quais recaía a política de ―limpeza de sangue‖, abordamos os indeferimentos relacionados a comportamentos indevidos, incapacidades, informações processuais insuficientes, possuir pouco cabedal para o exercício da função e, em alguns casos, a jovialidade do pleiteante também pesava na recusa. A investigação também objetiva perfilar socialmente os indivíduos recusados para a Vila de Cachoeira e os seus destinos, analisando como o indeferimento da familiatura refletia nesta sociedade colonial altamente hierarquizada e alicerçada no ―mito da pureza de sangue. |
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Nesta dissertação buscamos investigar, dentre os moradores da Vila de Cachoeira (Recôncavo baiano), entre os anos de 1681 a 1750, os pleiteantes a título de familiar do Santo Ofício e outros cargos da Inquisição portuguesa, mas que foram recusados por não se enquadrarem às normas da instituição. Por meio dos processos de Habilitação de Gênere, verificamos as implicações deste insucesso nas dinâmicas de mobilidade social local, analisando a importância simbólica do que significava ser um agente inquisitorial na América portuguesa. Buscamos compreender a processualística da habilitação ao cargo inquisitorial, para apreender os procedimentos que levavam a Inquisição a desenvolver uma espécie de política de recusa às denominadas ―raças infectas. Este estudo, portanto, pretende lançar luz sobre os grupos oficialmente recusados pela Inquisição: cristãos-novos, mouros, negros, ameríndios e mulatos. Além de tratar dos grupos sociais sobre os quais recaía a política de ―limpeza de sangue‖, abordamos os indeferimentos relacionados a comportamentos indevidos, incapacidades, informações processuais insuficientes, possuir pouco cabedal para o exercício da função e, em alguns casos, a jovialidade do pleiteante também pesava na recusa. A investigação também objetiva perfilar socialmente os indivíduos recusados para a Vila de Cachoeira e os seus destinos, analisando como o indeferimento da familiatura refletia nesta sociedade colonial altamente hierarquizada e alicerçada no ―mito da pureza de sangue. |
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