Uso de fármacos com ação sedativa para o desenvolvimento de delirium e alteração do status funcional de pacientes internados em unidades de terapia intensiva
| Ano de defesa: | 2020 |
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Resumo: | Introdução:As unidades de terapia intensiva (UTI) possuem muitos estímulos e procedimentos que potencializam dor, estresse e disfunção cognitiva. O uso de sedativos de forma indiscriminada, como medida farmacológica a essas alterações sensoriais, culmina com o surgimento de doenças neurológicas a exemplo do delirium, causado pelo desequilíbrio do funcionamento cerebral, com sintomatologia flutuante e reversível. Objetivos: Avaliar a associação entre o uso de sedativos, o desenvolvimento de delirium e o prognóstico funcional de pacientes internados na unidade de terapia intensiva; caracterizar as variáveis associadas ao desencadeamento de delirium em pacientes internados em unidades de terapia intensiva sob uso de fármacos sedativos; elencar os medicamentos com efeito sedativo mais utilizados nas unidades intensivas e descrever a funcionalidade dos pacientes internados que desenvolveram delirium durante a estadia hospitalar. Material e Métodos: Estudo observacional, longitudinal, realizado em um hospital público da rede estadual, durante os meses de junho de 2019 a outubro (primeira quinzena) de 2020, com indivíduos acima de 18 anos, internados em unidades de terapia intensiva adulto e enfermarias, por meio da aplicação de escalas para avaliação de sedação, delirium e funcionalidade (Richmond Agitation Sedation Scale - RASS, Confusion Assessment Method for the Intensive Care Unit - CAM-ICU e Status Score for the Intensive Care Unit - FSS, respectivamente), sem disfunções neurológicas, renais e hepáticas prévias, com capacidade de verbalização e que não fossem admitidos via transferência externa. Resultados: Foram inclusos 104 pacientes com idade média de 59,7 ± 15,3 anos, sendo 53,2% do sexo masculino, com 49% sendo hipertensos e 79,8% negando tabagismo. Não houve significância estatística entre os fármacos sedativos com o desencadeamento de delirium (p>0,05). O Midazolam foi o fármaco mais utilizado, seguido pelo Citrato de fentanila, a doses 6,7 ± 4,6 ml/h, por 3,4 ± 3,6 dias de uso. Os pacientes com delírio tiveram escore na FSS-ICU condizentes a máxima dependência (54,8%), na UTI e 18,2% na enfermaria. Conclusões: Não há associação entre o uso de fármacos com ação sedativa para o desenvolvimento de delirium. O Midazolam foi o agente sedativo mais utilizado nas unidades de terapia intensiva e associado a maioria dos casos positivos para a encefalopatia aguda a baixas dosagens e aplicação por poucos dias. Houve alteração funcional nos pacientes delirantes na UTI, com os mesmos tornando-se dependentes moderados a máximos para transferências e/ou locomoção, durante o internamento. |
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Objetivos: Avaliar a associação entre o uso de sedativos, o desenvolvimento de delirium e o prognóstico funcional de pacientes internados na unidade de terapia intensiva; caracterizar as variáveis associadas ao desencadeamento de delirium em pacientes internados em unidades de terapia intensiva sob uso de fármacos sedativos; elencar os medicamentos com efeito sedativo mais utilizados nas unidades intensivas e descrever a funcionalidade dos pacientes internados que desenvolveram delirium durante a estadia hospitalar. Material e Métodos: Estudo observacional, longitudinal, realizado em um hospital público da rede estadual, durante os meses de junho de 2019 a outubro (primeira quinzena) de 2020, com indivíduos acima de 18 anos, internados em unidades de terapia intensiva adulto e enfermarias, por meio da aplicação de escalas para avaliação de sedação, delirium e funcionalidade (Richmond Agitation Sedation Scale - RASS, Confusion Assessment Method for the Intensive Care Unit - CAM-ICU e Status Score for the Intensive Care Unit - FSS, respectivamente), sem disfunções neurológicas, renais e hepáticas prévias, com capacidade de verbalização e que não fossem admitidos via transferência externa. Resultados: Foram inclusos 104 pacientes com idade média de 59,7 ± 15,3 anos, sendo 53,2% do sexo masculino, com 49% sendo hipertensos e 79,8% negando tabagismo. Não houve significância estatística entre os fármacos sedativos com o desencadeamento de delirium (p>0,05). O Midazolam foi o fármaco mais utilizado, seguido pelo Citrato de fentanila, a doses 6,7 ± 4,6 ml/h, por 3,4 ± 3,6 dias de uso. Os pacientes com delírio tiveram escore na FSS-ICU condizentes a máxima dependência (54,8%), na UTI e 18,2% na enfermaria. Conclusões: Não há associação entre o uso de fármacos com ação sedativa para o desenvolvimento de delirium. O Midazolam foi o agente sedativo mais utilizado nas unidades de terapia intensiva e associado a maioria dos casos positivos para a encefalopatia aguda a baixas dosagens e aplicação por poucos dias. Houve alteração funcional nos pacientes delirantes na UTI, com os mesmos tornando-se dependentes moderados a máximos para transferências e/ou locomoção, durante o internamento.Introduction: Intensive care units (ICUs) have many stimuli and procedures that enhance pain, stress and cognitive dysfunction. The use of sedatives indiscriminately, as a pharmacological measure for these sensory changes, culminates in the emergence of neurological diseases such as delirium, caused by the imbalance of brain functioning, with fluctuating and reversible symptoms. Objectives: Evaluate the association between the use of sedatives, the development of delirium and the functional prognosis of patients admitted to the intensive care unit; characterize the variables associated with the onset of delirium in patients admitted to intensive care units under the use of sedative drugs; list the drugs with sedative effect most used in intensive care units and describe the functionality of inpatients who developed delirium during their hospital stay. Materials and Methods: Observational, longitudinal study, conducted in a public hospital in the state network, during the months of June 2019 to October (first half) of 2020, with individuals over 18 years old, admitted to adult intensive care units and wards, through the application scales for assessing sedation, delirium and functionality (Richmond Agitation Sedation Scale - RASS, Confusion Assessment Method for the Intensive Care Unit - CAM-ICU and Status Score for the Intensive Care Unit - FSS, respectively), without neurological, renal and previous liver disorders, with verbalization capacity and that were not admitted via external transfer. Results: 104 patients with a mean age of 59.7 ± 15.3 years were included, 53.2% being male, with 49% being hypertensive and 79.8% denying smoking. There was no statistical significance between sedative drugs with the onset of delirium (p> 0.05). Midazolam was the most used drug, followed by Fentanyl citrate, at doses 6.7 ± 4.6 ml / h, for 3.4 ± 3.6 days of use. Patients with delirium had a score on the FSS-ICU consistent with maximum dependence (54.8%), in the ICU and 18.2% in the ward. Conclusions: There is no association between the use of drugs with sedative action for the development of delirium. Midazolam was the most used sedative agent in intensive care units and associated with most positive cases for acute encephalopathy at low dosages and application for a few days. There was a functional change in delusional patients in the ICU, with them becoming moderate to maximum dependents for transfers and / or locomotion, during hospitalization.Camelier, Fernanda Warken RosaMaciel, Roberto Rodrigues Bandeira TostaNascimento, Oliver AugustoBatista, Anne Karine Menezes Santos2021-05-05T14:52:05Z2021-05-05T14:52:05Z2020-11-04info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfBATISTA, Anne Karine Menezes Santos. Uso de fármacos com ação sedativa para o desenvolvimento de delirium e alteração do status funcional de pacientes internados em unidades de terapia intensiva. 2020. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) - Departamento de Ciências da Vida – Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2020.https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/1705ark:/31471/0013000001k2tporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEBinstname:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)instacron:UNEB2023-09-29T03:00:36Zoai:saberaberto.uneb.br:20.500.11896/1705Repositório InstitucionalPUBhttps://saberaberto.uneb.br/server/oai/requestrepositorio@uneb.br || sisb@uneb.bropendoar:2023-09-29T03:00:36Saber Aberto – Repositório Institucional da UNEB - Universidade do Estado da Bahia (UNEB)false |
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