Etnomatemática e o Diálogo entre os Saberes dos Alunos de EJA do Território de Identidade do Sisal – BA
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/449 |
Resumo: | Esta pesquisa qualitativa investiga a relação entre os conhecimentos etnomatemáticos dos alunos de EJA, trabalhadores da região do Sisal na Bahia e as práticas pedagógicas curriculares desenvolvidas na escola. O conhecimento tácito dos alunos sisaleiros foi analisado sob a perspectiva teórica da Etnomatemática e da Dialogicidade. A trajetória metodológica percorrida, a partir da observação, entrevistas semiestruturadas e estruturadas em grupos focais com alunos e professores da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental II, sob perspectiva de pesquisa participante, com momentos etnográficos, identifica variáveis desconsideradas pelas práticas escolares no componente curricular Matemática. A proposta do Programa de Etnomatemática (D‘Ámbrósio, 1999, 2002) e a provisoriedade de conhecimentos que podem ser beneficiados pelo diálogo (Freire, 1979, 1996), fator promissor na EJA, podem atribuir sentido e significado à inovação na postura docente. Este é desconsiderado pelo ambiente escolar e se relaciona com um saber instrumental e técnico. As práticas profissionais dos alunos refletidas na produção de trabalhos com sisal revelam particularidades de organização e transmissão intelectual de saberes que incluem o raciocínio lógico-matemático e intensa produção cultural evidenciados na dinâmica da comunidade e das relações profissionais vivenciadas. A interação da perspectiva etnomatemática pode conferir aos alunos de EJA maiores oportunidades de construção e compreensão do registro notacional abstrato da Matemática. Os resultados da investigação indicam que há existência de inúmeros conhecimentos matemáticos refletidos na região de trabalho com sisal desconsiderados pela escola. As interações sociais existentes no meio denotam um fluxo de trocas permanentes de conhecimentos etnomatemáticos permitem maiores oportunidades de construção dos registros matemáticos. |
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