Do picadeiro para a sala de aula: reflexões sobre a educação escolar de circenses itinerantes do semiárido baiano.
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/827 |
Resumo: | O presente trabalho é resultado de pesquisa com influência no campo do Circo. O estudo, no entanto, refere-se à educação escolar formal dos circenses itinerantes, principalmente os das pequenas companhias em circulação no semiárido baiano. Para tanto, baseou-se na seguinte pergunta: como oferecer estrutura e condições de acesso e permanência do artista circense itinerante à educação escolar formal? A pesquisa nos ofereceu subsídio para problematizar a questão da formação docente e tanto os circenses, quanto os professores apontaram em seus discursos a carência formativa do educador para atender e atuar com alunos em situação itinerante. Assim, nos empenhamos a atender os seguintes objetivos gerais: 1 – conhecer as condições vigentes do atendimento escolar para os circenses itinerantes do semiárido baiano; 2 – Fomentar o debate para proposição de uma rede de apoio educacional para circenses itinerantes. E nessa perspectiva, afunilamos o estudo a fim de alcançar questões específicas como os seguintes objetivos 1 – compreender junto com os circenses itinerantes quais os principais desafios em relação à educação escolar; 2 – Mapear ideias e possibilidades de fortalecimento da educação escolar dos circenses itinerantes; 3 – Subsidiar o debate para implementação de uma rede de apoio educacional escolar formal para circenses itinerantes do semiárido baiano e 4 – Criar uma cartilha sobre a criança circense itinerante do semiárido baiano. No campo, realizamos uma pesquisa participante, viajando de carro até as cidades e povoados em que os circos estavam armados, visitando também as escolas no mesmo itinerário. Ao todo, visitamos dez circos e oito escolas, conversamos com mais de cinquenta pessoas e entrevistamos mais de três dezenas de coparticipantes entre circenses, professores e outros profissionais. Como instrumentos, utilizamos a observação, entrevista, um fórum de discussões e grupo focal para a construção dos dados. A partir desses, criamos um vídeo documentário e uma cartilha para contribuir com as discussões e reflexões dos professores da educação básica sobre a educação escolar formal de estudantes circenses itinerantes do semiárido baiano. Dessa forma, identificamos que as estruturas educacionais não possibilitam a inserção qualitativa de estudantes em situação itinerante e percebemos que as atividades exitosas, contribuem para o desenvolvimento de alguns alunos nessas condições, mas que, essas, são iniciativas pessoais de alguns professores e não, propostas institucionais de compromisso com esses estudantes. Não conseguimos efetivar uma rede de apoio educacional para estudantes circenses itinerantes, mas acreditamos que o material construído pode possibilitar essa construção no futuro. |
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O presente trabalho é resultado de pesquisa com influência no campo do Circo. O estudo, no entanto, refere-se à educação escolar formal dos circenses itinerantes, principalmente os das pequenas companhias em circulação no semiárido baiano. Para tanto, baseou-se na seguinte pergunta: como oferecer estrutura e condições de acesso e permanência do artista circense itinerante à educação escolar formal? A pesquisa nos ofereceu subsídio para problematizar a questão da formação docente e tanto os circenses, quanto os professores apontaram em seus discursos a carência formativa do educador para atender e atuar com alunos em situação itinerante. Assim, nos empenhamos a atender os seguintes objetivos gerais: 1 – conhecer as condições vigentes do atendimento escolar para os circenses itinerantes do semiárido baiano; 2 – Fomentar o debate para proposição de uma rede de apoio educacional para circenses itinerantes. E nessa perspectiva, afunilamos o estudo a fim de alcançar questões específicas como os seguintes objetivos 1 – compreender junto com os circenses itinerantes quais os principais desafios em relação à educação escolar; 2 – Mapear ideias e possibilidades de fortalecimento da educação escolar dos circenses itinerantes; 3 – Subsidiar o debate para implementação de uma rede de apoio educacional escolar formal para circenses itinerantes do semiárido baiano e 4 – Criar uma cartilha sobre a criança circense itinerante do semiárido baiano. No campo, realizamos uma pesquisa participante, viajando de carro até as cidades e povoados em que os circos estavam armados, visitando também as escolas no mesmo itinerário. Ao todo, visitamos dez circos e oito escolas, conversamos com mais de cinquenta pessoas e entrevistamos mais de três dezenas de coparticipantes entre circenses, professores e outros profissionais. Como instrumentos, utilizamos a observação, entrevista, um fórum de discussões e grupo focal para a construção dos dados. A partir desses, criamos um vídeo documentário e uma cartilha para contribuir com as discussões e reflexões dos professores da educação básica sobre a educação escolar formal de estudantes circenses itinerantes do semiárido baiano. Dessa forma, identificamos que as estruturas educacionais não possibilitam a inserção qualitativa de estudantes em situação itinerante e percebemos que as atividades exitosas, contribuem para o desenvolvimento de alguns alunos nessas condições, mas que, essas, são iniciativas pessoais de alguns professores e não, propostas institucionais de compromisso com esses estudantes. Não conseguimos efetivar uma rede de apoio educacional para estudantes circenses itinerantes, mas acreditamos que o material construído pode possibilitar essa construção no futuro. |
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