"Para que estudar, se no final todo mundo vai morrer?": experiências de enlutamento no cotidiano escolar de jovens Pretxs

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Oliveira, Moisés Batista Santos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/2265
Resumo: Esta tese buscou compreender o cotidiano escolar de jovens pretxs impactadxs pelo processo de luto decorrente da morte de pessoas amadas envolvidas com o tráfico de drogas. Visando a compreensão proposta acima, problematizei: como essxs educandxs pretxs elaboram emoções perpetradas pelas perdas de entes queridos? Quais são as estratégias utilizadas por elxs no processo de elaboração do luto na permanência escolar? Para tanto, adotei a abordagem qualitativa de cunho fenomenológico-interpretativo, situada em campo educacional, intercruzando-a com procedimentos etnometodológicos. Assim, utilizei técnicas como amostragem aleatória, questionário, entrevista individual, grupo focal, além da observação, da escuta e da percepção. Por conta do surgimento da Covid-19 e consequente fechamento da escola (entre 2019 e 2021), passei a fazer uso também da ferramenta WhatsApp pelo celular. Na primeira etapa da pesquisa (amostragem aleatória), contemplei 139 educandxs, na faixa etária de doze a vinte anos, a fim de reconhecer dados socioeconômicos e dar vazão à partilha de seus sonhos, perspectivas de futuro e existência ou não de familiares e/ou amigxs mortxs por envolvimento com o tráfico de drogas. Essa foi uma estratégia de seleção e convite para participação do grupo focal de sete educandxs com cotidianos escolares impactados pela vivência com o processo de luto. No início da segunda etapa da pesquisa, três pessoas saíram do grupo, seja por determinação dxs responsáveis e/ou por decisão própria, permanecendo como participantes quatro pessoas. A cada etapa concluída no processo da pesquisa, compreendia que nem sempre os sinais revelados eram de dor, de tristeza, de arrependimento, de raiva, de dúvida, de desesperança, mas também de alegria, de esperança, de sonho por um futuro melhor e o desejo em continuar vivendo era pulsante e mergulhado entre o triste e o alegre, a esperança e a desesperança, o estar bem e o estar mal, entre o choro e o sorriso.
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Por conta do surgimento da Covid-19 e consequente fechamento da escola (entre 2019 e 2021), passei a fazer uso também da ferramenta WhatsApp pelo celular. Na primeira etapa da pesquisa (amostragem aleatória), contemplei 139 educandxs, na faixa etária de doze a vinte anos, a fim de reconhecer dados socioeconômicos e dar vazão à partilha de seus sonhos, perspectivas de futuro e existência ou não de familiares e/ou amigxs mortxs por envolvimento com o tráfico de drogas. Essa foi uma estratégia de seleção e convite para participação do grupo focal de sete educandxs com cotidianos escolares impactados pela vivência com o processo de luto. No início da segunda etapa da pesquisa, três pessoas saíram do grupo, seja por determinação dxs responsáveis e/ou por decisão própria, permanecendo como participantes quatro pessoas. A cada etapa concluída no processo da pesquisa, compreendia que nem sempre os sinais revelados eram de dor, de tristeza, de arrependimento, de raiva, de dúvida, de desesperança, mas também de alegria, de esperança, de sonho por um futuro melhor e o desejo em continuar vivendo era pulsante e mergulhado entre o triste e o alegre, a esperança e a desesperança, o estar bem e o estar mal, entre o choro e o sorriso.This thesis aimed to comprehend the school routine of young black people affected by mourning process due to the death of beloved acquaintances involved in drug traffic. Looking for the comprehension proposed above, I questioned: how these students elaborate emotions perpetrated by the loss of beloved acquaintances? Which are the strategies used by them in the process of elaborating grief while they stay in school? In order to do so, I chose an interpretative-phenomenological qualitative approach, situated in educational field, crossing it with ethnomethodological procedures. Thus, this study uses techniques such as random sampling, questionnaire, individual interview, focal group, in addition to observation, listening and perception. Because of the occurrence of Covid-19 and the consequent closure of the school (between 2019 and 2021), I used as well the tool of WhatsApp through smartphones. On the first step of the research (random sampling), I contemplated 139 students, between twelve and twenty years old, in order to recognize socioeconomic data and stimulate the sharing of dreams, future perspectives, existence or not of deceased family members and/or friends due to involvement with drug traffic. This was a strategy to select and invite participants to a focal group of seven students who have their school routines affected by living in mourning process. In the beginning of the second step of the research, three people got out of the group, by their parents determination and/or by their own decision, remaining four students as participants. In each concluded step of the research, I got to comprehend that the signals weren't always of pain, sadness, regret, anger, doubt, despair, but also of joy, hope, dream for a better future and the desire to keep on living was vibrating and dived in between sadness and joy, hope and despair, wellness and illness, between crying and smiling.Souza, Sueli Ribeiro MotaCosta, Lívia Alessandra Fialho daSantos, José Eduardo FerreiraAlmeida, Vanessa Sievers deSantos, Luciano CostaOliveira, Moisés Batista Santos de2022-04-11T18:43:52Z2022-04-11T18:43:52Z2022-03-21info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfOLIVEIRA, Moisés Batista Santos de “Para que estudar, se no final todo mundo vai morrer?”: experiências de enlutamento no cotidiano escolar de jovens pretxs. Salvador, 2022. 219 f. Orientadora: Sueli Ribeiro Mota Souza. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduc). 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