“Sertões em Correnteza”: O Imaginário das Águas na Produção Romanesca de Carlos Barbosa
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/665 |
Resumo: | Faz-se, neste estudo, uma análise da produção romanesca, do escritor baiano Carlos Barbosa, tomando como foco o imaginário das águas, revelado a partir das narrativas A dama do Velho Chico (2002) e Beira de rio, correnteza: ventura e danação de um salta-muros no tempo da ditadura (2010). Procede-se a uma abordagem que apresenta o Sertão das águas do São Francisco a partir da problematização dos conceitos de regionalismo e ideário sertanejo. Esse redimensionamento revela como aquelas águas tornam-se força simbólica e elemento de releitura do espaço que outrora sempre fora representado como seco e improdutivo. Propõe-se também uma discussão sobre os conceitos de imaginação formal e imaginação material, postulados por Gaston Bachelard (2013), noções a partir das quais se aborda a apropriação da água para além de elemento orgânico, percebendo-a como elemento simbólico. A questão norteadora gira em torno da captação das imagens e símbolos circunscritos à presença constante da água nas narrativas estudadas. Como metodologia, foi adotada uma análise de cunho bibliográfico, a qual se valeu da leitura das narrativas de Barbosa, bem como de textos teóricos que fundamentam as análises aqui construídas. O conceito de Sertão foi discutido e problematizado a partir de Durval Muniz de Albuquerque Júnior (2009), Cláudia Pereira Vasconcelos (2012) e Ligia Chiappini (1994. 1995); a inserção da produção de Barbosa na contemporaneidade foi discutida a partir das propostas de Juliana Santini (2011, 2014), que trabalha com a ressignificação do regionalismo em obras contemporâneas. Discutiu-se o conceito de imaginário, desenvolvido por Gilbert Durand (2012), Jean Chevalier e Alain Gheerbrant (2015), Zilá Bernd (2007) e P. Commelin (1967), para referendar a análise dos símbolos. O estudo constata como a água redimensiona o espaço sertanejo, tornando-o plurissignificativo e como a presença marcante do elemento aquoso rompe as fronteiras regionais e mostra a universalidade da produção romanesca de Carlos Barbosa, a qual se insere num novo sentido de regionalismo. |
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