Significados ambivalente : identidades luso-africanas e categorias de cor em Angola do século XVIII
| Ano de defesa: | 2024 |
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Resumo: | Orientador: Aldair Carlos Rodrigues |
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Significados ambivalente : identidades luso-africanas e categorias de cor em Angola do século XVIIIAmbivalent meanings : luso-african identities and color categories in eighteenth-century AngolaMulatos - Angola - Séc. XVIIIAngola - Relações raciaisAngola - História - Séc. XVIIIMulattoes - Angola - 18th centuryAngola - Race RelationsAngola - History - 18th centuryOrientador: Aldair Carlos RodriguesDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Filosofia e Ciências HumanasResumo: Este trabalho propõe-se investigar os significados sociais e políticos atribuídos aos termo mulato e pardo, durante o século XVIII, em Angola. Examina-se se ambos os qualificativos de cor eram reivindicados como identidades políticas, fenômeno observado no sudeste do Brasil colonial durante o mesmo período. A análise das construções sociais em torno de mulato e pardo será feita no contexto de interações entre costa (Luanda) e os sertões, onde encontravam-se unidades políticas e governamentais independentes ou alinhadas à administração colonial através de pactos de vassalagem com a Coroa portuguesa. Do interior também se originavam as vítimas do tráfico de escravizados. Nesse contexto, a constituição de identidades era fator importante no cotidiano por distinguir potenciais alvos de escravização dos comerciantes e captores de escravizados. A pesquisa considera a tensão entre a reivindicação de identidades e a atribuição de classificações por autoridades coloniais. Argumenta-se que a elaboração de sentido dos qualificativos pardo e mulato ocorreu ao longo do século, como parte da definição de fronteiras político-culturais entre o governo português em Angola e as lideranças interioranas. A definição de ambos os termos variava conforme as necessidades eminentes de diferenciar quem pertencia ao sertão "gentílico" e "bravo" ou ao modelo civilizatório proposto pelos colonizadores. Serão consultadas as seguintes tipologias documentais: correspondência oficial, legislação aplicada a Angola, relatos sobre o cotidiano de Luanda e dos sertões, narrativas de viagem, contagens e mapas populacionais. Dessas fontes, a investigação irá recuperar os usos das palavras mulato e pardo, e as variantes de ambas, inseridas nos contextos socioculturais em que foram produzidas. Comparando-se as definições de mulato e pardo poderemos discutir os qualificativos de cor como marcadores de fronteiras político-culturais, assim como analisar os significados encontrados em Angola em relação com as variações encontradas no restante do Atlântico SulAbstract: This work studies the social and political meanings of the words mulatto and pardo in eighteenth-century Angola. It investigates whether both color qualifications were claimed as group identities, a phenomenon observed in Southeast Brazil for the same period. The investigation will be conducted against the backdrop of the political and commercial relationships between the coast (the city of Luanda) and the hinterlands, the place of residence of political entities that could be independent or vassals to the Portuguese Crown through its liaison, the colonial state. The enslaved also originated from the hinterlands. Defining one’s identity was essential for protection against enslavement by traders and slavers. The dissertation considers the tension between the acts of self-identification and being identified by the colonial authorities. It argues that the century-long construction of meaning for mulatto and pardo happened in response to the redefinition of politico-cultural boundaries between the colonial state and the African polities. To identify an individual by any of the two aforementioned color qualifications hinged on whether one declared affiliation to the "heathen" and "barbaric" African states or the Portuguese "civilization." The work was based on analyzing letters by colonial officials, Portuguese policy for Angola, accounts of daily life in Luanda and the hinterlands, travel journals, headcounts, and demographics. From that array of sources, the investigation recovers the uses for mulatto and pardo as employed in their original sociocultural settings. By comparing the definitions for mulatto and pardo, one can discuss the setting of politico-cultural boundaries and also analyze the variation of definitions for both color qualifications in the South AtlanticAbertoMestradoHistória SocialMestre em HistóriaFAPESP2021/0899-9[s.n.]Rodrigues, Aldair Carlos, 1981-Reginaldo, LucileneAlfagali, Crislayne Gloss MarãoUniversidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em HistóriaUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINASSeghetto, Gabriel Antonio Bomfim, 1997-20242024-06-20T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf1 recurso online (161 p.) : il., digital, arquivo PDF.https://hdl.handle.net/20.500.12733/21738SEGHETTO, Gabriel Antonio Bomfim. Significados ambivalente: identidades luso-africanas e categorias de cor em Angola do século XVIII. 2024. 1 recurso online (161 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: 20.500.12733/21738. Acesso em: 29 set. 2025.https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1402233https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1402233Cover: https://repositorio.unicamp.br/capa/capa?codigo=1402233Requisitos do sistema: Software para leitura de arquivo em PDFporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instname:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)instacron:UNICAMPinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-09-02T16:33:02Zoai::1402233Biblioteca Digital de Teses e DissertaçõesPUBhttp://repositorio.unicamp.br/oai/tese/oai.aspsbubd@unicamp.bropendoar:2025-09-02T16:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)false |
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