Perfil dos usuários e Características do acesso ao núcleo de apoio à saúde da família (NASF)
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Universidade de Franca
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Doutorado em Promoção de Saúde
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| Departamento: |
pós-Graduação
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/1062 |
Resumo: | Com a criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em 2008, dentro da perspectiva de expandir as ações de promoção de saúde no âmbito da atenção básica, coloca-se a importância de descrever quem são os indivíduos que participam das atividades propostas e como estes chegam ao programa, considerando-se que não é previsto que o NASF seja porta de entrada ao sistema e sim apoio multiprofissional às equipes de saúde da família. Dado que o pouco tempo de existência do NASF ainda não permitiu um grande volume de estudos e análises que possam melhor situar o seu lugar na dinâmica da atenção básica, este trabalho tem como objetivos: descrever o perfil dos usuários do NASF e identificar como ocorre seu acesso ao programa em um município de porte médio do interior de Minas Gerais. Para tanto foi realizada pesquisa transversal por meio de aplicação de questionários a uma amostra de 300 usuários das três equipes de NASF em atuação no município selecionado visando identificar características sócio-demográficas, de saúde e do acesso ao NASF. Para a análise dos dados coletados foi realizada a exploração uni e bivariada das características dos usuários; para caracterizar o acesso foi realizada análise bivariada, considerando-se como variável dependente o encaminhamento ao NASF por algum agente do SUS. Os resultados mostram que o NASF acolhe um percentual maior de mulheres, autodefinidas como brancas, com baixa renda e escolaridade, com predominância de faixas etárias mais elevadas, algumas vezes sem queixas de saúde e que buscam o serviço por influência de conhecidos. Os homens, em menor número, são em média mais velhos e apresentam mais queixas de saúde. Para ambos os sexos, os encaminhamentos para as atividades ocorrem com maior frequência quando existem queixas ou problemas de saúde, e compreendem 29% dos usuários; os demais 71% chegaram ao NASF por demanda espontânea, em função de informação ou convites feitos por amigos ou conhecidos. Estes resultados mostram que no município considerado o NASF não tem funcionado de acordo com a sua normativa. Entretanto, ao possibilitar acesso a todos os que desejam ou necessitam de cuidados multiprofissionais visando a promoção ou recuperação da saúde, o NASF tem cumprido as diretrizes do SUS de universalidade e integralidade. Apesar disso, o pouco número de homens e de pessoas que se autodescrevem como brancas sugerem que são necessários esforços para melhor realizar a equidade proposta pelo SUS. Estes resultados sugerem a necessidade de um monitoramento cuidadoso do uso deste recurso de modo a garantir que não haja impedimento ao acesso daqueles que não têm uma queixa específica e que querem se beneficiar deste tipo de oferta, assegurando, ao mesmo tempo, que também não haja empecilhos ao acesso dos que necessitam frequentar as atividades de modo a preservar a sua saúde. Ou seja, deve-se evitar que a demanda espontânea impeça ou crie obstáculos para o acesso da demanda referenciada, sem, no entanto, fechar as portas do serviço. Palavras chave: Núcleo de apoio à saúde da família; atenção básica à saúde; promoção de saúde |
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2020-09-04T14:36:15Z2020-09-04T14:36:15Z2014-05-29SOUZA, Fernando Leonardo Diniz. Perfil dos usuários e características do acesso ao núcleo de apoio à saúde da família (NASF). Franca, 2014. 61 f. Tese (Doutorado) - Universidade de Franca. 2014.https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/1062Com a criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em 2008, dentro da perspectiva de expandir as ações de promoção de saúde no âmbito da atenção básica, coloca-se a importância de descrever quem são os indivíduos que participam das atividades propostas e como estes chegam ao programa, considerando-se que não é previsto que o NASF seja porta de entrada ao sistema e sim apoio multiprofissional às equipes de saúde da família. Dado que o pouco tempo de existência do NASF ainda não permitiu um grande volume de estudos e análises que possam melhor situar o seu lugar na dinâmica da atenção básica, este trabalho tem como objetivos: descrever o perfil dos usuários do NASF e identificar como ocorre seu acesso ao programa em um município de porte médio do interior de Minas Gerais. Para tanto foi realizada pesquisa transversal por meio de aplicação de questionários a uma amostra de 300 usuários das três equipes de NASF em atuação no município selecionado visando identificar características sócio-demográficas, de saúde e do acesso ao NASF. Para a análise dos dados coletados foi realizada a exploração uni e bivariada das características dos usuários; para caracterizar o acesso foi realizada análise bivariada, considerando-se como variável dependente o encaminhamento ao NASF por algum agente do SUS. Os resultados mostram que o NASF acolhe um percentual maior de mulheres, autodefinidas como brancas, com baixa renda e escolaridade, com predominância de faixas etárias mais elevadas, algumas vezes sem queixas de saúde e que buscam o serviço por influência de conhecidos. Os homens, em menor número, são em média mais velhos e apresentam mais queixas de saúde. Para ambos os sexos, os encaminhamentos para as atividades ocorrem com maior frequência quando existem queixas ou problemas de saúde, e compreendem 29% dos usuários; os demais 71% chegaram ao NASF por demanda espontânea, em função de informação ou convites feitos por amigos ou conhecidos. Estes resultados mostram que no município considerado o NASF não tem funcionado de acordo com a sua normativa. Entretanto, ao possibilitar acesso a todos os que desejam ou necessitam de cuidados multiprofissionais visando a promoção ou recuperação da saúde, o NASF tem cumprido as diretrizes do SUS de universalidade e integralidade. Apesar disso, o pouco número de homens e de pessoas que se autodescrevem como brancas sugerem que são necessários esforços para melhor realizar a equidade proposta pelo SUS. Estes resultados sugerem a necessidade de um monitoramento cuidadoso do uso deste recurso de modo a garantir que não haja impedimento ao acesso daqueles que não têm uma queixa específica e que querem se beneficiar deste tipo de oferta, assegurando, ao mesmo tempo, que também não haja empecilhos ao acesso dos que necessitam frequentar as atividades de modo a preservar a sua saúde. Ou seja, deve-se evitar que a demanda espontânea impeça ou crie obstáculos para o acesso da demanda referenciada, sem, no entanto, fechar as portas do serviço. Palavras chave: Núcleo de apoio à saúde da família; atenção básica à saúde; promoção de saúdeWith the creation of Family Health Support Centres (NASF) in 2008, as part of a health promotion initiative within primary health care, it has become important to identify the individuals who participate in the service and to determine how they have come to use the program. This is important considering that the NASF is not expected to be a gateway to the system, with multi-professional support for family health care teams. Given the short time that the NASF has existed to date, a large number of studies and analyses, which might better identify its place within the primary care dynamic, have not been possible. This study therefore has the following objectives: to describe NASF user profiles and to identify how users accessed the program from within a medium-sized municipality of Minas Gerais. For this purpose, transversal research was conducted with questionnaires administered to a sample of 300 users of three NASF teams active in the chosen municipality, to identify their sociodemographic, health and NASF access characteristics. Univariate and bivariate analyses were conducted on user characteristics; access characteristics were examined via bivariate analysis, with referral to the NASF by an SUS (Unified Health System) agent considered an dependent variable. The results show that the NASF receives a greater percentage of females, self-identified as white, of low-income, loweducation, with predominance in an older age group, sometimes without healthrelated complaints and who seek NASF services after hearing about it by word-ofmouth. Men, who are represented by a smaller number, are on average older and present with more health complaints. For both sexes, referrals occur more frequently when there are health problems or complaints, and account for 29% of users; the remaining 71% reach NASF by walk-ins, through information or suggestion by friends or acquaintances. These results show that in the municipality studied, the NASF has not functioned in accordance with its regulations. However, by allowing access to all those who want or need multi-professional care, with the idea of health promotion or recovery, the NASF has fulfilled the universal and integral guidelines of the SUS. Nevertheless, the low number of males and people who self-identify as white suggests that effort is necessary to improve the delivery of equality proposed by the SUS. These results suggest a need for the cautious monitoring of the use of this resource, to guarantee that access is not obstructed for those who lack a specific health complaint and who want to benefit from this service, but ensuring also that there are no obstacles for those who need the service to preserve their health. In other words, we must ensure that walk-ins do not prevent or hinder patient access by referral, without, however, closing the doors of this service. Key words: Family health support centres; primary health care; health promotion.porUniversidade de FrancaPrograma de Doutorado em Promoção de SaúdeUNIFRANBrasilpós-GraduaçãoCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICANúcleo de apoio à saúde da famíliaAtenção básica à saúdePromoção de saúdePerfil dos usuários e Características do acesso ao núcleo de apoio à saúde da família (NASF)User Profile and Features access to the family health support center (NASF)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisVillela, Wilza Vieira1311802831007681http://lattes.cnpq.br/1311802831007681Paulin, Cristiane da SilvaLimongi, Jean Ezequiel9652541311039940http://lattes.cnpq.br/9652541311039940Zaia, José Eduardo0035437055660419http://lattes.cnpq.br/0035437055660419Figueiredo, Glória Lúcia Alves7708429530780932http://lattes.cnpq.br/77084295307809323433012513349649http://lattes.cnpq.br/3433012513349649Souza, Fernando Leonardo Dinizinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Cruzeiro do Sulinstname:Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)instacron:UNICSULORIGINALFernando Leonardo Diniz Souza.pdfFernando Leonardo Diniz Souza.pdfapplication/pdf837044http://dev.siteworks.com.br:8080/jspui/bitstream/123456789/1062/1/Fernando%20Leonardo%20Diniz%20Souza.pdf3bfa305ac2b1b0259bf8017650ac4fc1MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://dev.siteworks.com.br:8080/jspui/bitstream/123456789/1062/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52123456789/10622020-09-04 11:37:14.598oai:repositorio.cruzeirodosul.edu.br:123456789/1062Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/oai/requestmary.pela@unicid.edu.bropendoar:2020-09-04T14:37:14Repositório Institucional da Universidade Cruzeiro do Sul - Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)false |
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Com a criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em 2008, dentro da perspectiva de expandir as ações de promoção de saúde no âmbito da atenção básica, coloca-se a importância de descrever quem são os indivíduos que participam das atividades propostas e como estes chegam ao programa, considerando-se que não é previsto que o NASF seja porta de entrada ao sistema e sim apoio multiprofissional às equipes de saúde da família. Dado que o pouco tempo de existência do NASF ainda não permitiu um grande volume de estudos e análises que possam melhor situar o seu lugar na dinâmica da atenção básica, este trabalho tem como objetivos: descrever o perfil dos usuários do NASF e identificar como ocorre seu acesso ao programa em um município de porte médio do interior de Minas Gerais. Para tanto foi realizada pesquisa transversal por meio de aplicação de questionários a uma amostra de 300 usuários das três equipes de NASF em atuação no município selecionado visando identificar características sócio-demográficas, de saúde e do acesso ao NASF. Para a análise dos dados coletados foi realizada a exploração uni e bivariada das características dos usuários; para caracterizar o acesso foi realizada análise bivariada, considerando-se como variável dependente o encaminhamento ao NASF por algum agente do SUS. Os resultados mostram que o NASF acolhe um percentual maior de mulheres, autodefinidas como brancas, com baixa renda e escolaridade, com predominância de faixas etárias mais elevadas, algumas vezes sem queixas de saúde e que buscam o serviço por influência de conhecidos. Os homens, em menor número, são em média mais velhos e apresentam mais queixas de saúde. Para ambos os sexos, os encaminhamentos para as atividades ocorrem com maior frequência quando existem queixas ou problemas de saúde, e compreendem 29% dos usuários; os demais 71% chegaram ao NASF por demanda espontânea, em função de informação ou convites feitos por amigos ou conhecidos. Estes resultados mostram que no município considerado o NASF não tem funcionado de acordo com a sua normativa. Entretanto, ao possibilitar acesso a todos os que desejam ou necessitam de cuidados multiprofissionais visando a promoção ou recuperação da saúde, o NASF tem cumprido as diretrizes do SUS de universalidade e integralidade. Apesar disso, o pouco número de homens e de pessoas que se autodescrevem como brancas sugerem que são necessários esforços para melhor realizar a equidade proposta pelo SUS. Estes resultados sugerem a necessidade de um monitoramento cuidadoso do uso deste recurso de modo a garantir que não haja impedimento ao acesso daqueles que não têm uma queixa específica e que querem se beneficiar deste tipo de oferta, assegurando, ao mesmo tempo, que também não haja empecilhos ao acesso dos que necessitam frequentar as atividades de modo a preservar a sua saúde. Ou seja, deve-se evitar que a demanda espontânea impeça ou crie obstáculos para o acesso da demanda referenciada, sem, no entanto, fechar as portas do serviço. Palavras chave: Núcleo de apoio à saúde da família; atenção básica à saúde; promoção de saúde |
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