A fibromialgia e a dor crônica: o tratamento pelo exercício físico e a influência de componentes biopsicossociais no entendimento da dor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Franco, Katherinne Ferro Moura lattes
Orientador(a): Cabral, Cristina Maria Nunes lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Cidade de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em Fisioterapia
Departamento: Pós-Graduação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2767
Resumo: O objetivo principal deste estudo foi avaliar a efetividade e custo-efetividade de exercícios do método Pilates modificado em comparação com exercícios aeróbicos no tratamento de pacientes com fibromialgia. Para isso, neste estudo controlado aleatorizado, 98 pacientes que preencheram os critérios de classificação da fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia de 2010, com idade entre 20 e 75 anos, e com intensidade de dor ≥ 3 pontos na Escala Numérica de Dor, foram aleatoriamente divididos em Grupo Aeróbico (exercícios aeróbicos em esteiras e/ou bicicletas ergométricas) ou Grupo Pilates (exercícios modificados do método Pilates) e tratados duas vezes por semana, durante oito semanas no Centro de Excelência em Pesquisa Clínica em Fisioterapia da Universidade da Cidade de São Paulo. Os seguintes desfechos serão avaliados por um avaliador cego no início do estudo, oito semanas, seis meses e 12 meses após a aleatorização: impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), intensidade da dor (Escala Numérica de Dor), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), incapacidade específica (Escala Funcional Específica do Paciente), capacidade funcional (teste de caminhada de 6 minutos), qualidade do sono (Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh) e qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D e SF-6D). Como resultado foi encontrado que houve uma diferença estatisticamente significativa em favor do grupo Pilates para dor após 8 semanas (diferença média [MD]: 1,2 pontos, 95% intervalo de confiança [IC]: 0,0 a 2,3), qualidade do sono após 6 meses (MD: 1,9 pontos , IC 95%: 0,5 a 3,3) e qualidade de vida relacionada à saúde após 12 meses (MD: 0,07; IC95%: -0,1 a -0,00). A análise de custo-utilidade mostrou que o Pilates parece ser a opção preferida para o EQ-5D, mas não para o SF-6D. Os objetivos secundários desse estudo foram: sumarizar a evidência existente sobre a prescrição de exercícios para pacientes com dor crônica (fibromialgia, distúrbios associados à lesão de chicote crônica e dor cervical idiopática); comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia e definir variáveis que estão associadas com estes instrumentos; avaliar o quanto os sintomas psicológicos influenciam a intensidade da dor e o nível de incapacidade em pacientes com fibromialgia; e avaliar a presença de distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia. Para sumarizar a evidência sobre a prescrição de exercícios para fibromialgia, distúrbios associados a lesão de chicote crônica, foi realizada uma revisão sistemática. A busca foi realizada no Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE (Pubmed), EMBASE, CINAHL e PEDro. Dados relacionados ao tipo de exercício físico, características e parâmetros para o tratamento da dor foram extraídos para análise. Cinquenta ensaios controlados aleatorizados, com 3562 participantes foram incluídos na síntese qualitativa e 24 estudos foram incluídos na meta-análise. Para fibromialgia: há evidências de muito baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser melhor do que apenas os exercícios de alongamento. Parece não haver diferença entre a realização de exercícios aeróbicos terrestres ou em piscina. No entanto, há evidências de baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser semelhante aos exercícios de fortalecimento e o fortalecimento muscular parece ser melhor do que os exercícios de alongamento. Em relação à prescrição do exercício, sessões supervisionadas, com 50 a 60 minutos, 2 a 3 vezes por semana, por um período de tratamento de 13 semanas ou mais, podem ser utilizadas em pacientes com fibromialgia. Para distúrbios associados a lesão de chicote crônica: Apenas dois estudos foram incluídos e mostraram que os exercícios de consciência corporal são similares à combinação de exercícios aeróbicos + fortalecimento + coordenação. E não faz diferença acrescentar exercícios com sling à combinação de exercícios de força muscular + resistência muscular. Sessões supervisionadas, duas vezes por semana por até 90 minutos, por um período de tratamento de 10 a 16 semanas podem ser usadas nesses pacientes. Para dor cervical idiopática crônica: há evidências de baixa qualidade de que o exercício combinado parece ser melhor do que as terapias meditativas, e os exercícios de controle motor parecem ser similares ao fortalecimento muscular inespecífico. E sessões supervisionadas, com 30 a 60 minutos de duração, 2 a 3 vezes por semana, por um período de 7 a 12 semanas de tratamento podem ser usadas para esses pacientes. Para comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia, foi realizada uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Neste estudo foram avaliados 97 pacientes com fibromialgia. Os desfechos analisados foram o impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), e índices de utilidade (Short Form 6 Dimensions - SF-6D, EuroQol 5 Dimensions - EQ-5D, e EuroQol - Escala Visual Analógica - EQ-EVA), oito semanas, seis e 12 meses após a aleatorização de um ensaio controlado aleatorizado com avaliação econômica. Os índices de utilidade foram comparados em uma análise da validade convergente e responsividade. Modelos de regressão múltipla foram usados para verificar variáveis que poderiam estar associadas com os instrumentos de utilidade. Como resultado, a análise da validade convergente mostrou que houve correlação moderada entre os instrumentos EQ-5D e SF-6D com o impacto da fibromialgia (r=-0,410; r=-0,393 respectivamente), e uma correlação fraca para o EQ-EVA (r=-0,324). Há uma forte correlação entre EQ-5D e SF-6D (r=0,534), fraca entre SF-6D e EQ-EVA (r=2,97) e não houve correlação entre EQ-EVA e EQ-5D (r=0,191). Na análise de responsividade, foi observado que EQ-5D foi responsivo nas avaliações de oito semanas e seis meses, SF-6F foi responsivo somente em seis meses e EQ-EVA não foi responsivo. A análise de regressão múltipla mostrou que apenas o impacto da fibromialgia se relacionou com as pontuações do EQ-5D e do SF-6D, e a duração da dor e depressão com a pontuação do EQ-EVA. Para verificar a associação entre níveis elevados de dor e incapacidade e a presença de fatores psicológicos em pacientes com fibromialgia, foi realizado um estudo transversal, no qual os seguintes desfechos foram avaliados em 104 pacientes com fibromialgia: dor (Escala Numérica de Dor), incapacidade (Escala Funcional Específica do Paciente), depressão (Escala de Depressão de Beck), ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização da Dor), crenças e atitudes frente à dor (Inventário de Atitudes Frente à Dor) e a ocorrência de abuso em algum momento da vida. A análise estatística foi realizada utilizando modelos de regressão linear. Como resultado, foi observado que altos níveis de depressão foram associados a altos níveis de intensidade da dor (0,07; IC 95%: 0,02 a 0,11; p = 0,00), e altos níveis de cinesiofobia foram associados a altos níveis de incapacidade (-0,06; IC 95%: -0,09 a -0,02; p = 0,00). A depressão pode explicar 10% da intensidade da dor, enquanto a cinesiofobia pode explicar 9% da incapacidade. Para avaliar se existe distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia, e se há modificação da imagem corporal desses pacientes após o exercício, foi realizado um estudo transversal e uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Os seguintes desfechos foram avaliados em 24 pacientes com fibromialgia e 24 participantes assintomáticos: dor (Escala Numérica de Dor), imagem corporal (Desenho e Teste de Discriminação de Dois Pontos), e circunferência dos membros (cirtometria). Após a avaliação, os pacientes com fibromialgia foram alocados para os grupos: Exercícios Aeróbicos e Pilates. Nossos resultados mostraram que não houve diferença significante da imagem corporal da cervical (4,7 mm; IC 95%:-23,6 a 33,1), lombar (11 mm; IC 95%: -40,3 a 62,4), mãos (-3,6 mm; IC 95%: -3,6 a 62,4) e pés (-8,3 mm; IC 95%: -21,9 a 5,1) entre os participantes com fibromialgia e assintomáticos. Porém, os pacientes com fibromialgia tiveram a imagem corporal alterada pela comparação dos desenhos com a cirtometria. Após a intervenção, não houve diferença significante entre o exercício aeróbico e Pilates para dor (0,42 mm; IC 95%: -1,8 a 2,7) e para imagem corporal na cervical (11,3 mm; IC 95%: -16 a 38,6), lombar (3,1 mm; IC 95%: -12,4 a 18,6), mãos (-0,9 mm; IC 95%: -12,9 a 11,2) e pés (0,9 mm; IC 95%: -17,4a 19,2) nos pacientes com fibromialgia.
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spelling 2021-09-09T18:18:12Z2021-09-09T18:18:12Z2019-03-15FRANCO, Katherinne Ferro Moura. A fibromialgia e a dor crônica: o tratamento pelo exercício físico e a influência de componentes biopsicossociais no entendimento da dor. Orientadora Dra.: Cristina Maria Nunes Cabral. 2019. 239f. Tese (Doutorado em Fisioterapia) - Universidade Cidade de São Paulo. 2019.https://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/handle/123456789/2767O objetivo principal deste estudo foi avaliar a efetividade e custo-efetividade de exercícios do método Pilates modificado em comparação com exercícios aeróbicos no tratamento de pacientes com fibromialgia. Para isso, neste estudo controlado aleatorizado, 98 pacientes que preencheram os critérios de classificação da fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia de 2010, com idade entre 20 e 75 anos, e com intensidade de dor ≥ 3 pontos na Escala Numérica de Dor, foram aleatoriamente divididos em Grupo Aeróbico (exercícios aeróbicos em esteiras e/ou bicicletas ergométricas) ou Grupo Pilates (exercícios modificados do método Pilates) e tratados duas vezes por semana, durante oito semanas no Centro de Excelência em Pesquisa Clínica em Fisioterapia da Universidade da Cidade de São Paulo. Os seguintes desfechos serão avaliados por um avaliador cego no início do estudo, oito semanas, seis meses e 12 meses após a aleatorização: impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), intensidade da dor (Escala Numérica de Dor), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), incapacidade específica (Escala Funcional Específica do Paciente), capacidade funcional (teste de caminhada de 6 minutos), qualidade do sono (Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh) e qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D e SF-6D). Como resultado foi encontrado que houve uma diferença estatisticamente significativa em favor do grupo Pilates para dor após 8 semanas (diferença média [MD]: 1,2 pontos, 95% intervalo de confiança [IC]: 0,0 a 2,3), qualidade do sono após 6 meses (MD: 1,9 pontos , IC 95%: 0,5 a 3,3) e qualidade de vida relacionada à saúde após 12 meses (MD: 0,07; IC95%: -0,1 a -0,00). A análise de custo-utilidade mostrou que o Pilates parece ser a opção preferida para o EQ-5D, mas não para o SF-6D. Os objetivos secundários desse estudo foram: sumarizar a evidência existente sobre a prescrição de exercícios para pacientes com dor crônica (fibromialgia, distúrbios associados à lesão de chicote crônica e dor cervical idiopática); comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia e definir variáveis que estão associadas com estes instrumentos; avaliar o quanto os sintomas psicológicos influenciam a intensidade da dor e o nível de incapacidade em pacientes com fibromialgia; e avaliar a presença de distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia. Para sumarizar a evidência sobre a prescrição de exercícios para fibromialgia, distúrbios associados a lesão de chicote crônica, foi realizada uma revisão sistemática. A busca foi realizada no Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE (Pubmed), EMBASE, CINAHL e PEDro. Dados relacionados ao tipo de exercício físico, características e parâmetros para o tratamento da dor foram extraídos para análise. Cinquenta ensaios controlados aleatorizados, com 3562 participantes foram incluídos na síntese qualitativa e 24 estudos foram incluídos na meta-análise. Para fibromialgia: há evidências de muito baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser melhor do que apenas os exercícios de alongamento. Parece não haver diferença entre a realização de exercícios aeróbicos terrestres ou em piscina. No entanto, há evidências de baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser semelhante aos exercícios de fortalecimento e o fortalecimento muscular parece ser melhor do que os exercícios de alongamento. Em relação à prescrição do exercício, sessões supervisionadas, com 50 a 60 minutos, 2 a 3 vezes por semana, por um período de tratamento de 13 semanas ou mais, podem ser utilizadas em pacientes com fibromialgia. Para distúrbios associados a lesão de chicote crônica: Apenas dois estudos foram incluídos e mostraram que os exercícios de consciência corporal são similares à combinação de exercícios aeróbicos + fortalecimento + coordenação. E não faz diferença acrescentar exercícios com sling à combinação de exercícios de força muscular + resistência muscular. Sessões supervisionadas, duas vezes por semana por até 90 minutos, por um período de tratamento de 10 a 16 semanas podem ser usadas nesses pacientes. Para dor cervical idiopática crônica: há evidências de baixa qualidade de que o exercício combinado parece ser melhor do que as terapias meditativas, e os exercícios de controle motor parecem ser similares ao fortalecimento muscular inespecífico. E sessões supervisionadas, com 30 a 60 minutos de duração, 2 a 3 vezes por semana, por um período de 7 a 12 semanas de tratamento podem ser usadas para esses pacientes. Para comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia, foi realizada uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Neste estudo foram avaliados 97 pacientes com fibromialgia. Os desfechos analisados foram o impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), e índices de utilidade (Short Form 6 Dimensions - SF-6D, EuroQol 5 Dimensions - EQ-5D, e EuroQol - Escala Visual Analógica - EQ-EVA), oito semanas, seis e 12 meses após a aleatorização de um ensaio controlado aleatorizado com avaliação econômica. Os índices de utilidade foram comparados em uma análise da validade convergente e responsividade. Modelos de regressão múltipla foram usados para verificar variáveis que poderiam estar associadas com os instrumentos de utilidade. Como resultado, a análise da validade convergente mostrou que houve correlação moderada entre os instrumentos EQ-5D e SF-6D com o impacto da fibromialgia (r=-0,410; r=-0,393 respectivamente), e uma correlação fraca para o EQ-EVA (r=-0,324). Há uma forte correlação entre EQ-5D e SF-6D (r=0,534), fraca entre SF-6D e EQ-EVA (r=2,97) e não houve correlação entre EQ-EVA e EQ-5D (r=0,191). Na análise de responsividade, foi observado que EQ-5D foi responsivo nas avaliações de oito semanas e seis meses, SF-6F foi responsivo somente em seis meses e EQ-EVA não foi responsivo. A análise de regressão múltipla mostrou que apenas o impacto da fibromialgia se relacionou com as pontuações do EQ-5D e do SF-6D, e a duração da dor e depressão com a pontuação do EQ-EVA. Para verificar a associação entre níveis elevados de dor e incapacidade e a presença de fatores psicológicos em pacientes com fibromialgia, foi realizado um estudo transversal, no qual os seguintes desfechos foram avaliados em 104 pacientes com fibromialgia: dor (Escala Numérica de Dor), incapacidade (Escala Funcional Específica do Paciente), depressão (Escala de Depressão de Beck), ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização da Dor), crenças e atitudes frente à dor (Inventário de Atitudes Frente à Dor) e a ocorrência de abuso em algum momento da vida. A análise estatística foi realizada utilizando modelos de regressão linear. Como resultado, foi observado que altos níveis de depressão foram associados a altos níveis de intensidade da dor (0,07; IC 95%: 0,02 a 0,11; p = 0,00), e altos níveis de cinesiofobia foram associados a altos níveis de incapacidade (-0,06; IC 95%: -0,09 a -0,02; p = 0,00). A depressão pode explicar 10% da intensidade da dor, enquanto a cinesiofobia pode explicar 9% da incapacidade. Para avaliar se existe distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia, e se há modificação da imagem corporal desses pacientes após o exercício, foi realizado um estudo transversal e uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Os seguintes desfechos foram avaliados em 24 pacientes com fibromialgia e 24 participantes assintomáticos: dor (Escala Numérica de Dor), imagem corporal (Desenho e Teste de Discriminação de Dois Pontos), e circunferência dos membros (cirtometria). Após a avaliação, os pacientes com fibromialgia foram alocados para os grupos: Exercícios Aeróbicos e Pilates. Nossos resultados mostraram que não houve diferença significante da imagem corporal da cervical (4,7 mm; IC 95%:-23,6 a 33,1), lombar (11 mm; IC 95%: -40,3 a 62,4), mãos (-3,6 mm; IC 95%: -3,6 a 62,4) e pés (-8,3 mm; IC 95%: -21,9 a 5,1) entre os participantes com fibromialgia e assintomáticos. Porém, os pacientes com fibromialgia tiveram a imagem corporal alterada pela comparação dos desenhos com a cirtometria. Após a intervenção, não houve diferença significante entre o exercício aeróbico e Pilates para dor (0,42 mm; IC 95%: -1,8 a 2,7) e para imagem corporal na cervical (11,3 mm; IC 95%: -16 a 38,6), lombar (3,1 mm; IC 95%: -12,4 a 18,6), mãos (-0,9 mm; IC 95%: -12,9 a 11,2) e pés (0,9 mm; IC 95%: -17,4a 19,2) nos pacientes com fibromialgia.The main objective of this study was to evaluate the effectiveness and cost-effectiveness of exercises in the modified Pilates method compared to aerobic exercises in the treatment of patients with fibromyalgia. For this, in this randomized controlled study, 98 patients who met the 2010 American College of Rheumatology classification criteria for fibromyalgia, aged between 20 and 75 years, and with pain intensity ≥ 3 points on the Numerical Pain Scale, were randomly assigned. divided into Aerobic Group (aerobic exercises on treadmills and/or stationary bicycles) or Pilates Group (modified Pilates exercises) and treated twice a week for eight weeks at the Center of Excellence in Clinical Research in Physiotherapy of the University of the City of São Paul. The following outcomes will be assessed by a blind evaluator at baseline, eight weeks, six months and 12 months after randomization: impact of fibromyalgia (Fibromyalgia Impact Questionnaire), pain intensity (Numerical Pain Scale), kinesiophobia (Scale Kinesiophobia Cap), specific disability (Patient Specific Functional Scale), functional capacity (6-minute walk test), sleep quality (Pittsburgh Sleep Quality Index) and health-related quality of life (EQ-5D and SF-6D). As a result it was found that there was a statistically significant difference in favor of the Pilates group for pain after 8 weeks (mean difference [MD]: 1.2 points, 95% confidence interval [CI]: 0.0 to 2.3), sleep quality after 6 months (MD: 1.9 points, 95% CI: 0.5 to 3.3) and health-related quality of life after 12 months (MD: 0.07; 95%CI: -0.1 to -0.00). The cost-utility analysis showed that Pilates appears to be the preferred option for the EQ-5D, but not for the SF-6D. The secondary objectives of this study were: to summarize existing evidence on exercise prescription for patients with chronic pain (fibromyalgia, disorders associated with chronic whiplash injury and idiopathic neck pain); compare different health state utility instruments in Brazilian patients with fibromyalgia and define variables that are associated with these instruments; assess how much psychological symptoms influence pain intensity and level of disability in patients with fibromyalgia; and assess the presence of body image distortion in patients with fibromyalgia. To summarize the evidence on exercise prescription for fibromyalgia, disorders associated with chronic whiplash injury, a systematic review was performed. The search was conducted at the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE (Pubmed), EMBASE, CINAHL and PEDro. Data related to the type of physical exercise, characteristics and parameters for pain management were extracted for analysis. Fifty randomized controlled trials with 3562 participants were included in the qualitative synthesis and 24 studies were included in the meta-analysis. For Fibromyalgia: There is very poor quality evidence that aerobic exercise appears to be better than just stretching exercises. There seems to be no difference between performing aerobic exercises on land or in a swimming pool. However, there is poor quality evidence that aerobic exercise appears to be similar to strengthening exercises and muscle strengthening appears to be better than stretching exercises. Regarding exercise prescription, supervised sessions, with 50 to 60 minutes, 2 to 3 times a week, for a treatment period of 13 weeks or more, can be used in patients with fibromyalgia. For disorders associated with chronic whiplash injury: Only two studies were included and showed that body awareness exercises are similar to the combination of aerobic exercise + strengthening + coordination. And it makes no difference to add sling exercises to the combination of muscle strength + muscle endurance exercises. Supervised sessions twice a week for up to 90 minutes for a treatment period of 10 to 16 weeks can be used in these patients. For chronic idiopathic neck pain: there is poor-quality evidence that combined exercise appears to be better than meditative therapies, and motor control exercises appear to be similar to nonspecific muscle strengthening. And supervised sessions, 30 to 60 minutes in duration, 2 to 3 times a week, for a period of 7 to 12 weeks of treatment can be used for these patients. To compare different health status utility instruments in Brazilian patients with fibromyalgia, a secondary analysis of a randomized controlled trial was performed. In this study, 97 patients with fibromyalgia were evaluated. The outcomes analyzed were the impact of fibromyalgia (Fibromyalgia Impact Questionnaire), and utility indices (Short Form 6 Dimensions - SF-6D, EuroQol 5 Dimensions - EQ-5D, and EuroQol - Visual Analog Scale - EQ-EVA), eight weeks, six and 12 months after randomization in a randomized controlled trial with economic evaluation. Utility indices were compared in an analysis of convergent validity and responsiveness. Multiple regression models were used to verify variables that could be associated with the utility instruments. As a result, the analysis of convergent validity showed that there was a moderate correlation between the EQ-5D and SF-6D instruments with the impact of fibromyalgia (r=-0.410; r=-0.393 respectively), and a weak correlation for the EQ-EVA (r=-0.324). There is a strong correlation between EQ-5D and SF-6D (r=0.534), weak between SF-6D and EQ-EVA (r=2.97) and there was no correlation between EQ-EVA and EQ-5D (r=0.191 ). In the responsiveness analysis, it was observed that EQ-5D was responsive at the eight-week and six-month assessments, SF-6F was responsive only at six months, and EQ-EVA was not responsive. Multiple regression analysis showed that only the impact of fibromyalgia was related to the EQ-5D and SF-6D scores, and the duration of pain and depression was related to the EQ-EVA score. To verify the association between high levels of pain and disability and the presence of psychological factors in patients with fibromyalgia, a cross-sectional study was carried out, in which the following outcomes were evaluated in 104 patients with fibromyalgia: pain (Numerical Pain Scale), disability (Patient-Specific Functional Scale), depression (Beck Depression Scale), anxiety (State-Trait Anxiety Inventory), kinesiophobia (Capital Kinesiophobia Scale), pain catastrophizing (Pain Catastrophizing Scale), beliefs and attitudes towards pain (Inventory of Attitudes to Pain) and the occurrence of abuse at some point in life. Statistical analysis was performed using linear regression models. As a result, it was observed that high levels of depression were associated with high levels of pain intensity (0.07; 95% CI: 0.02 to 0.11; p = 0.00), and high levels of kinesiophobia were associated to high levels of disability (-0.06; 95% CI: -0.09 to -0.02; p = 0.00). Depression can explain 10% of pain intensity, while kinesiophobia can explain 9% of disability. To assess whether there is body image distortion in patients with fibromyalgia, and whether there is body image modification in these patients after exercise, a cross-sectional study and a secondary analysis of a randomized controlled trial were performed. The following outcomes were evaluated in 24 fibromyalgia patients and 24 asymptomatic participants: pain (Numerical Pain Scale), body image (Drawing and Two-Point Discrimination Test), and limb circumference (cirtometry). After evaluation, patients with fibromyalgia were allocated to the following groups: Aerobic Exercise and Pilates. Our results showed that there was no significant difference in the body image of the cervical (4.7 mm; 95% CI: -23.6 to 33.1), lumbar (11 mm; 95% CI: -40.3 to 62.4 ), hands (-3.6 mm; 95% CI: -3.6 to 62.4) and feet (-8.3 mm; 95% CI: -21.9 to 5.1) among participants with fibromyalgia and asymptomatic. However, patients with fibromyalgia had their body image altered by comparing the drawings with cirtometry. After the intervention, there was no significant difference between aerobic exercise and Pilates for pain (0.42 mm; 95% CI: -1.8 to 2.7) and for cervical body image (11.3 mm; 95% CI : -16 to 38.6), lumbar (3.1 mm; 95% CI: -12.4 to 18.6), hands (-0.9 mm; 95% CI: -12.9 to 11.2 ) and feet (0.9 mm; 95% CI: -17.4 to 19.2) in patients with fibromyalgia.porUniversidade Cidade de São PauloPrograma de Pós-Graduação Mestrado e Doutorado em FisioterapiaUNICIDBrasilPós-GraduaçãoCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONALDor lombarTerapiaPilatesA fibromialgia e a dor crônica: o tratamento pelo exercício físico e a influência de componentes biopsicossociais no entendimento da dorinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCabral, Cristina Maria Nuneshttps://orcid.org/0000-0002-9445-3152http://lattes.cnpq.br/5960478723085693https://orcid.org/0000-0002-9269-5350http://lattes.cnpq.br/2387970714071903Franco, Katherinne Ferro Moura1. Franco KFM, Franco YRdS, Salvador EMES, do Nascimento BCB, Miyamoto GC, Cabral CMN. Effectiveness and cost-effectiveness of the modified Pilates method versus aerobic exercise in the treatment of patients with fibromyalgia: protocol for a randomized controlled trial. BMC Rheumatology. 2019;3(1):2. 2. Miyamoto GC, Franco KFM, van Dongen JM, Franco Y, de Oliveira NTB, Amaral DDV, et al. Different doses of Pilates-based exercise therapy for chronic low back pain: a randomised controlled trial with economic evaluation. Br J Sports Med. 2018. 3. Miyamoto GC, Moura KF, Dos Santos Franco YR, Bastos de Oliveira NT, Amaral DD, Branco AN, et al. Effectiveness and Cost-Effectiveness of Different Weekly Frequencies of Pilates for Chronic Low Back Pain: Randomized Controlled Trial. Phys Ther. 2015. 4. Franco KFM, Franco Y, Oliveira NTB, Padula RS, Cabral CMN. Predictive factors for progression through the difficulty levels of Pilates exercises in patients with low back pain: a secondary analysis of a randomized controlled trial. Braz J Phys Ther. 2018. 5. Franco YR, Franco KF, Silva LA, Silva MO, Rodrigues MN, Liebano RE, et al. Does the use of interferential current prior to pilates exercises accelerate improvement of chronic nonspecific low back pain? Pain management. 2018;8(6):465-74. 1. Franco KFM, Franco YRdS, Salvador EMES, do Nascimento BCB, Miyamoto GC, Cabral CMN. Effectiveness and cost-effectiveness of the modified Pilates method versus aerobic exercise in the treatment of patients with fibromyalgia: protocol for a randomized controlled trial. BMC Rheumatology. 2019;3(1):2. 2. Miyamoto GC, Franco KFM, van Dongen JM, Franco Y, de Oliveira NTB, Amaral DDV, et al. Different doses of Pilates-based exercise therapy for chronic low back pain: a randomised controlled trial with economic evaluation. Br J Sports Med. 2018. 3. Miyamoto GC, Moura KF, Dos Santos Franco YR, Bastos de Oliveira NT, Amaral DD, Branco AN, et al. Effectiveness and Cost-Effectiveness of Different Weekly Frequencies of Pilates for Chronic Low Back Pain: Randomized Controlled Trial. Phys Ther. 2015. 4. Franco KFM, Franco Y, Oliveira NTB, Padula RS, Cabral CMN. Predictive factors for progression through the difficulty levels of Pilates exercises in patients with low back pain: a secondary analysis of a randomized controlled trial. Braz J Phys Ther. 2018. 5. Franco YR, Franco KF, Silva LA, Silva MO, Rodrigues MN, Liebano RE, et al. Does the use of interferential current prior to pilates exercises accelerate improvement of chronic nonspecific low back pain? Pain management. 2018;8(6):465-74.info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da Universidade Cruzeiro do Sulinstname:Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)instacron:UNICSULORIGINALKatherinne Ferro.pdfKatherinne Ferro.pdfTeseapplication/pdf9601834http://dev.siteworks.com.br:8080/jspui/bitstream/123456789/2767/1/Katherinne%20Ferro.pdf52640c14e10608d655df8d9230a34e6bMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://dev.siteworks.com.br:8080/jspui/bitstream/123456789/2767/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52123456789/27672021-09-09 15:23:58.684oai:repositorio.cruzeirodosul.edu.br:123456789/2767Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.cruzeirodosul.edu.br/oai/requestmary.pela@unicid.edu.bropendoar:2021-09-09T18:23:58Repositório Institucional da Universidade Cruzeiro do Sul - Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)false
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description O objetivo principal deste estudo foi avaliar a efetividade e custo-efetividade de exercícios do método Pilates modificado em comparação com exercícios aeróbicos no tratamento de pacientes com fibromialgia. Para isso, neste estudo controlado aleatorizado, 98 pacientes que preencheram os critérios de classificação da fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia de 2010, com idade entre 20 e 75 anos, e com intensidade de dor ≥ 3 pontos na Escala Numérica de Dor, foram aleatoriamente divididos em Grupo Aeróbico (exercícios aeróbicos em esteiras e/ou bicicletas ergométricas) ou Grupo Pilates (exercícios modificados do método Pilates) e tratados duas vezes por semana, durante oito semanas no Centro de Excelência em Pesquisa Clínica em Fisioterapia da Universidade da Cidade de São Paulo. Os seguintes desfechos serão avaliados por um avaliador cego no início do estudo, oito semanas, seis meses e 12 meses após a aleatorização: impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), intensidade da dor (Escala Numérica de Dor), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), incapacidade específica (Escala Funcional Específica do Paciente), capacidade funcional (teste de caminhada de 6 minutos), qualidade do sono (Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh) e qualidade de vida relacionada à saúde (EQ-5D e SF-6D). Como resultado foi encontrado que houve uma diferença estatisticamente significativa em favor do grupo Pilates para dor após 8 semanas (diferença média [MD]: 1,2 pontos, 95% intervalo de confiança [IC]: 0,0 a 2,3), qualidade do sono após 6 meses (MD: 1,9 pontos , IC 95%: 0,5 a 3,3) e qualidade de vida relacionada à saúde após 12 meses (MD: 0,07; IC95%: -0,1 a -0,00). A análise de custo-utilidade mostrou que o Pilates parece ser a opção preferida para o EQ-5D, mas não para o SF-6D. Os objetivos secundários desse estudo foram: sumarizar a evidência existente sobre a prescrição de exercícios para pacientes com dor crônica (fibromialgia, distúrbios associados à lesão de chicote crônica e dor cervical idiopática); comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia e definir variáveis que estão associadas com estes instrumentos; avaliar o quanto os sintomas psicológicos influenciam a intensidade da dor e o nível de incapacidade em pacientes com fibromialgia; e avaliar a presença de distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia. Para sumarizar a evidência sobre a prescrição de exercícios para fibromialgia, distúrbios associados a lesão de chicote crônica, foi realizada uma revisão sistemática. A busca foi realizada no Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), MEDLINE (Pubmed), EMBASE, CINAHL e PEDro. Dados relacionados ao tipo de exercício físico, características e parâmetros para o tratamento da dor foram extraídos para análise. Cinquenta ensaios controlados aleatorizados, com 3562 participantes foram incluídos na síntese qualitativa e 24 estudos foram incluídos na meta-análise. Para fibromialgia: há evidências de muito baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser melhor do que apenas os exercícios de alongamento. Parece não haver diferença entre a realização de exercícios aeróbicos terrestres ou em piscina. No entanto, há evidências de baixa qualidade de que o exercício aeróbico parece ser semelhante aos exercícios de fortalecimento e o fortalecimento muscular parece ser melhor do que os exercícios de alongamento. Em relação à prescrição do exercício, sessões supervisionadas, com 50 a 60 minutos, 2 a 3 vezes por semana, por um período de tratamento de 13 semanas ou mais, podem ser utilizadas em pacientes com fibromialgia. Para distúrbios associados a lesão de chicote crônica: Apenas dois estudos foram incluídos e mostraram que os exercícios de consciência corporal são similares à combinação de exercícios aeróbicos + fortalecimento + coordenação. E não faz diferença acrescentar exercícios com sling à combinação de exercícios de força muscular + resistência muscular. Sessões supervisionadas, duas vezes por semana por até 90 minutos, por um período de tratamento de 10 a 16 semanas podem ser usadas nesses pacientes. Para dor cervical idiopática crônica: há evidências de baixa qualidade de que o exercício combinado parece ser melhor do que as terapias meditativas, e os exercícios de controle motor parecem ser similares ao fortalecimento muscular inespecífico. E sessões supervisionadas, com 30 a 60 minutos de duração, 2 a 3 vezes por semana, por um período de 7 a 12 semanas de tratamento podem ser usadas para esses pacientes. Para comparar diferentes instrumentos de utilidade de estado de saúde em pacientes brasileiros com fibromialgia, foi realizada uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Neste estudo foram avaliados 97 pacientes com fibromialgia. Os desfechos analisados foram o impacto da fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), e índices de utilidade (Short Form 6 Dimensions - SF-6D, EuroQol 5 Dimensions - EQ-5D, e EuroQol - Escala Visual Analógica - EQ-EVA), oito semanas, seis e 12 meses após a aleatorização de um ensaio controlado aleatorizado com avaliação econômica. Os índices de utilidade foram comparados em uma análise da validade convergente e responsividade. Modelos de regressão múltipla foram usados para verificar variáveis que poderiam estar associadas com os instrumentos de utilidade. Como resultado, a análise da validade convergente mostrou que houve correlação moderada entre os instrumentos EQ-5D e SF-6D com o impacto da fibromialgia (r=-0,410; r=-0,393 respectivamente), e uma correlação fraca para o EQ-EVA (r=-0,324). Há uma forte correlação entre EQ-5D e SF-6D (r=0,534), fraca entre SF-6D e EQ-EVA (r=2,97) e não houve correlação entre EQ-EVA e EQ-5D (r=0,191). Na análise de responsividade, foi observado que EQ-5D foi responsivo nas avaliações de oito semanas e seis meses, SF-6F foi responsivo somente em seis meses e EQ-EVA não foi responsivo. A análise de regressão múltipla mostrou que apenas o impacto da fibromialgia se relacionou com as pontuações do EQ-5D e do SF-6D, e a duração da dor e depressão com a pontuação do EQ-EVA. Para verificar a associação entre níveis elevados de dor e incapacidade e a presença de fatores psicológicos em pacientes com fibromialgia, foi realizado um estudo transversal, no qual os seguintes desfechos foram avaliados em 104 pacientes com fibromialgia: dor (Escala Numérica de Dor), incapacidade (Escala Funcional Específica do Paciente), depressão (Escala de Depressão de Beck), ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), cinesiofobia (Escala Tampa de Cinesiofobia), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização da Dor), crenças e atitudes frente à dor (Inventário de Atitudes Frente à Dor) e a ocorrência de abuso em algum momento da vida. A análise estatística foi realizada utilizando modelos de regressão linear. Como resultado, foi observado que altos níveis de depressão foram associados a altos níveis de intensidade da dor (0,07; IC 95%: 0,02 a 0,11; p = 0,00), e altos níveis de cinesiofobia foram associados a altos níveis de incapacidade (-0,06; IC 95%: -0,09 a -0,02; p = 0,00). A depressão pode explicar 10% da intensidade da dor, enquanto a cinesiofobia pode explicar 9% da incapacidade. Para avaliar se existe distorção da imagem corporal em pacientes com fibromialgia, e se há modificação da imagem corporal desses pacientes após o exercício, foi realizado um estudo transversal e uma análise secundária de um ensaio controlado aleatorizado. Os seguintes desfechos foram avaliados em 24 pacientes com fibromialgia e 24 participantes assintomáticos: dor (Escala Numérica de Dor), imagem corporal (Desenho e Teste de Discriminação de Dois Pontos), e circunferência dos membros (cirtometria). Após a avaliação, os pacientes com fibromialgia foram alocados para os grupos: Exercícios Aeróbicos e Pilates. Nossos resultados mostraram que não houve diferença significante da imagem corporal da cervical (4,7 mm; IC 95%:-23,6 a 33,1), lombar (11 mm; IC 95%: -40,3 a 62,4), mãos (-3,6 mm; IC 95%: -3,6 a 62,4) e pés (-8,3 mm; IC 95%: -21,9 a 5,1) entre os participantes com fibromialgia e assintomáticos. Porém, os pacientes com fibromialgia tiveram a imagem corporal alterada pela comparação dos desenhos com a cirtometria. Após a intervenção, não houve diferença significante entre o exercício aeróbico e Pilates para dor (0,42 mm; IC 95%: -1,8 a 2,7) e para imagem corporal na cervical (11,3 mm; IC 95%: -16 a 38,6), lombar (3,1 mm; IC 95%: -12,4 a 18,6), mãos (-0,9 mm; IC 95%: -12,9 a 11,2) e pés (0,9 mm; IC 95%: -17,4a 19,2) nos pacientes com fibromialgia.
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