Efeitos in vitro do canabidiol na citotoxicidade induzida por metil-éster de anidroecgonina em astrócitos hipocampais: participação dos receptores cb1 e trpv1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Patrocínio, Talita Bárbara
Orientador(a): Leitão, Silvia Graciela Ruginsk
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Alfenas
Sede
Mestrado em Biociências Aplicadas à Saúde
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biociências Aplicada à Saúde
Departamento: Instituto de Ciências Biomédicas
País: Não Informado pela instituição
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3344
https://lattes.cnpq.br/3627746605441320
https://lattes.cnpq.br/6235349276060551
Resumo: O consumo de crack envolve a inalação da cocaína e de seu principal produto de pirólise, o metil-éster da anidroecgonina (AEME), um composto neurotóxico capaz de induzir estresse oxidativo e apoptose. No entanto, seus efeitos sobre células gliais permanecem pouco conhecidos. Considerando que os astrócitos são as células gliais mais abundantes do SNC e essenciais para a homeostase neuronal e o sistema antioxidante, este estudo avaliou os efeitos do AEME sobre a viabilidade, os níveis de cálcio intracelular, a reatividade e capacidade antioxidante de astrócitos hipocampais, bem como a possível modulação pelo canabidiol (CBD) e a participação dos receptores CB1 e TRPV1. Astrócitos hipocampais de ratos neonatos foram expostos, por 2 h 30 min, a CBD (10 μM), rimonabanto (RIMO, 1 μM), capsazepina (CAPS, 30 μM) e AEME (0,1 mM), isoladamente ou em combinações. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT, a reatividade pela expressão de GFAP, os níveis de cálcio por ensaio colorimétrico e a capacidade antioxidante pelos níveis de GSH. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da UNIFAL (protocolo 0024/2025). O AEME reduziu significativamente a viabilidade dos astrócitos em relação ao controle (8,06 ± 0,42% vs. 99,99 ± 2,52%; p < 0,001). O CBD (66,75 ± 4,43%; p < 0,001), RIMO (77,62 ± 4,94%; p < 0,001) e CAPS (89,02 ± 1,44%; p < 0,001) isoladamente também diminuíram a viabilidade. A co-incubação de CBD com AEME atenuou parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME (21,00 ± 1,05% vs. 8,06 ± 0,42%; p < 0,01). Tanto o AEME (p < 0,05) quanto o CBD (p < 0,01) aumentaram a expressão de GFAP, sem alterações significativas pela presença de antagonistas. O AEME aumentou significativamente os níveis de cálcio intracelular em comparação ao controle (114,58 ± 4,54 vs 395,22 ± 0,74; p<0,001). Esse aumento foi atenuado pela co-incubação com CBD + AEME (213,97 ± 3,50; p<0,01), RIMO + AEME (155,46 ± 8,70; p<0,001) e CAPS + AEME (151,49 ± 9,24; p<0,001). A presença dos antagonistas não aboliu o efeito redutor do CBD sobre os níveis de cálcio intracelular. Em relação ao GSH, a exposição ao AEME reduziu significativamente seus níveis em comparação ao grupo controle (3,32 ± 0,17 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05). De forma semelhante, o tratamento isolado com CBD também promoveu depleção do antioxidante (3,32 ± 0,17 vs. 1,49 ± 0,16; p < 0,05). Por outro lado, a co-incubação de AEME com os antagonistas resultou em níveis de GSH significativamente maiores do que aqueles observados no grupo tratado apenas com AEME, tanto para RIMO + AEME (3,46 ± 0,16 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05) quanto para CAPS + AEME (4,66 ± 0,01 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,01). Entretanto, a adição de CBD às combinações de AEME com os antagonistas resultou em uma redução significativa dos níveis de GSH em relação aos grupos tratados com AEME + CAPS (4,66 ± 0,01 vs. 1,28 ± 0,11; p < 0,01) e AEME + RIMO (3,46 ± 0,16 vs. 0,62 ± 0,12; p < 0,01). Portanto, os resultados indicam que o AEME reduz a viabilidade, aumenta os níveis intracelulares de cálcio, diminui os níveis de GSH e aumenta a expressão de GFAP nos astrócitos, enquanto o CBD isolado apresenta efeitos semelhantes. A combinação com CBD atenuou parcialmente a redução de viabilidade e o aumento de cálcio induzido pelo AEME, mas não preveniu alterações em GFAP ou GSH. A análise dos receptores CB1 e TRPV1 sugere que essas vias modulam principalmente os niveis de cálcio e a disponibilidade intracelular de GSH, sem impactar significativamente a viabilidade ou a reatividade astrocitária. Em síntese, nas condições empregadas, o CBD apresentou efeito dual, atenuando parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME, mas impactando negativamente os astrócitos em condições basais.
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spelling Patrocínio, Talita BárbaraGodoy, Lívea DornelaVentura, Renato RizoLeitão, Silvia Graciela Ruginsk2026-03-11T19:18:32Z2026-03-11T19:18:32Z2026-02-25https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3344https://lattes.cnpq.br/3627746605441320https://lattes.cnpq.br/62353492760605512024.1.204.003O consumo de crack envolve a inalação da cocaína e de seu principal produto de pirólise, o metil-éster da anidroecgonina (AEME), um composto neurotóxico capaz de induzir estresse oxidativo e apoptose. No entanto, seus efeitos sobre células gliais permanecem pouco conhecidos. Considerando que os astrócitos são as células gliais mais abundantes do SNC e essenciais para a homeostase neuronal e o sistema antioxidante, este estudo avaliou os efeitos do AEME sobre a viabilidade, os níveis de cálcio intracelular, a reatividade e capacidade antioxidante de astrócitos hipocampais, bem como a possível modulação pelo canabidiol (CBD) e a participação dos receptores CB1 e TRPV1. Astrócitos hipocampais de ratos neonatos foram expostos, por 2 h 30 min, a CBD (10 μM), rimonabanto (RIMO, 1 μM), capsazepina (CAPS, 30 μM) e AEME (0,1 mM), isoladamente ou em combinações. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT, a reatividade pela expressão de GFAP, os níveis de cálcio por ensaio colorimétrico e a capacidade antioxidante pelos níveis de GSH. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da UNIFAL (protocolo 0024/2025). O AEME reduziu significativamente a viabilidade dos astrócitos em relação ao controle (8,06 ± 0,42% vs. 99,99 ± 2,52%; p < 0,001). O CBD (66,75 ± 4,43%; p < 0,001), RIMO (77,62 ± 4,94%; p < 0,001) e CAPS (89,02 ± 1,44%; p < 0,001) isoladamente também diminuíram a viabilidade. A co-incubação de CBD com AEME atenuou parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME (21,00 ± 1,05% vs. 8,06 ± 0,42%; p < 0,01). Tanto o AEME (p < 0,05) quanto o CBD (p < 0,01) aumentaram a expressão de GFAP, sem alterações significativas pela presença de antagonistas. O AEME aumentou significativamente os níveis de cálcio intracelular em comparação ao controle (114,58 ± 4,54 vs 395,22 ± 0,74; p<0,001). Esse aumento foi atenuado pela co-incubação com CBD + AEME (213,97 ± 3,50; p<0,01), RIMO + AEME (155,46 ± 8,70; p<0,001) e CAPS + AEME (151,49 ± 9,24; p<0,001). A presença dos antagonistas não aboliu o efeito redutor do CBD sobre os níveis de cálcio intracelular. Em relação ao GSH, a exposição ao AEME reduziu significativamente seus níveis em comparação ao grupo controle (3,32 ± 0,17 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05). De forma semelhante, o tratamento isolado com CBD também promoveu depleção do antioxidante (3,32 ± 0,17 vs. 1,49 ± 0,16; p < 0,05). Por outro lado, a co-incubação de AEME com os antagonistas resultou em níveis de GSH significativamente maiores do que aqueles observados no grupo tratado apenas com AEME, tanto para RIMO + AEME (3,46 ± 0,16 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05) quanto para CAPS + AEME (4,66 ± 0,01 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,01). Entretanto, a adição de CBD às combinações de AEME com os antagonistas resultou em uma redução significativa dos níveis de GSH em relação aos grupos tratados com AEME + CAPS (4,66 ± 0,01 vs. 1,28 ± 0,11; p < 0,01) e AEME + RIMO (3,46 ± 0,16 vs. 0,62 ± 0,12; p < 0,01). Portanto, os resultados indicam que o AEME reduz a viabilidade, aumenta os níveis intracelulares de cálcio, diminui os níveis de GSH e aumenta a expressão de GFAP nos astrócitos, enquanto o CBD isolado apresenta efeitos semelhantes. A combinação com CBD atenuou parcialmente a redução de viabilidade e o aumento de cálcio induzido pelo AEME, mas não preveniu alterações em GFAP ou GSH. A análise dos receptores CB1 e TRPV1 sugere que essas vias modulam principalmente os niveis de cálcio e a disponibilidade intracelular de GSH, sem impactar significativamente a viabilidade ou a reatividade astrocitária. Em síntese, nas condições empregadas, o CBD apresentou efeito dual, atenuando parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME, mas impactando negativamente os astrócitos em condições basais.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIGCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESCrack consumption involves the inhalation of cocaine and its main pyrolysis product, anhydroecgonine methyl ester (AEME), a neurotoxic compound capable of inducing oxidative stress and apoptosis. However, its effects on glial cells remain poorly understood. Considering that astrocytes are the most abundant glial cells in the central nervous system and are essential for neuronal homeostasis and antioxidant defense, this study evaluated the effects of AEME on hippocampal astrocyte viability, intracellular calcium levels, reactivity, and antioxidant capacity, as well as the potential modulation by cannabidiol (CBD) and the involvement of CB1 and TRPV1 receptors. Hippocampal astrocytes from neonatal rats were exposed for 2 h 30 min to CBD (10 μM), rimonabant (RIMO, 1 μM), capsazepine (CAPS, 30 μM), and AEME (0.1 mM), alone or in combination. Cell viability was assessed by the MTT assay, reactivity by GFAP expression, calcium levels by a colorimetric assay, and antioxidant capacity by GSH levels. All procedures were approved by the UNIFAL Animal Research Ethics Committee (protocol 0024/2025). AEME significantly reduced astrocyte viability compared with control (8.06 ± 0.42% vs. 99.99 ± 2.52%; p < 0.001). CBD (66.75 ± 4.43%; p < 0.001), RIMO (77.62 ± 4.94%; p < 0.001), and CAPS (89.02 ± 1.44%; p < 0.001) alone also decreased viability. Co-incubation of CBD with AEME partially attenuated AEME-induced toxicity (21.00 ± 1.05% vs. 8.06 ± 0.42%; p < 0.01). Both AEME (p < 0.05) and CBD (p < 0.01) increased GFAP expression, with no significant changes in the presence of antagonists. AEME significantly increased intracellular calcium levels compared with control (114.58 ± 4.54 vs. 395.22 ± 0.74; p < 0.001). This increase was attenuated by co-incubation with CBD + AEME (213.97 ± 3.50; p < 0.01), RIMO + AEME (155.46 ± 8.70; p < 0.001), and CAPS + AEME (151.49 ± 9.24; p < 0.001). The presence of antagonists did not abolish the calcium-lowering effect of CBD. Regarding GSH, AEME exposure significantly reduced its levels compared with control (3.32 ± 0.17 vs. 1.47 ± 0.36; p < 0.05). Similarly, CBD alone also depleted this antioxidant (3.32 ± 0.17 vs. 1.49 ± 0.16; p < 0.05). In contrast, co-incubation of AEME with antagonists resulted in significantly higher GSH levels than AEME alone, for both RIMO + AEME (3.46 ± 0.16 vs. 1.47 ± 0.36; p < 0.05) and CAPS + AEME (4.66 ± 0.01 vs. 1.47 ± 0.36; p < 0.01). However, the addition of CBD to AEME + antagonist combinations significantly reduced GSH levels compared with AEME + CAPS (4.66 ± 0.01 vs. 1.28 ± 0.11; p < 0.01) and AEME + RIMO (3.46 ± 0.16 vs. 0.62 ± 0.12; p < 0.01). Overall, the results indicate that AEME reduces viability, increases intracellular calcium, decreases GSH levels, and increases GFAP expression in astrocytes, while CBD alone produces similar effects. CBD co-treatment partially attenuated AEME-induced loss of viability and calcium elevation but did not prevent GFAP or GSH alterations. CB1 and TRPV1 receptor analysis suggests that these pathways mainly modulate intracellular calcium levels and GSH availability, without significantly affecting astrocyte viability or reactivity. Under the present experimental conditions, CBD showed a dual effect, partially attenuating AEME-induced toxicity while negatively impacting astrocytes under basal conditions.56Termo de autorização SEI 1746871Universidade Federal de AlfenasSedeMestrado em Biociências Aplicadas à SaúdePrograma de Pós-Graduação em Biociências Aplicada à SaúdeUNIFAL-MGInstituto de Ciências Biomédicasinfo:eu-repo/semantics/openAccessCiências da SaúdeAstrócitosCanabidiolMetil-éster da anidroecgoninaAstrocytesCannabidiolAnhydroecgonine methyl esterEfeitos in vitro do canabidiol na citotoxicidade induzida por metil-éster de anidroecgonina em astrócitos hipocampais: participação dos receptores cb1 e trpv1In vitro effects of cannabidiol on methyl anhydroecgonine ester–induced cytotoxicity in hippocampal astrocytes: involvement of CB1 and TRPV1 receptors.info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionporreponame:Repositório Institucional da Universidade Federal de Alfenas - RiUnifalinstname:Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)instacron:UNIFALLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81932https://repositorio.unifal-mg.edu.br/bitstreams/51a7b6c3-87ab-4a3a-82e3-a1f6e0c66765/download2d55f76c30219ed79a1f28867e1a074dMD52ORIGINALDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdfDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdfapplication/pdf5419072https://repositorio.unifal-mg.edu.br/bitstreams/229a4302-6ce7-41f8-a57d-94551bbcef9e/download1a9f69aacf64b7d91631a840dcce533aMD53TEXTDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdf.txtDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdf.txtExtracted texttext/plain103960https://repositorio.unifal-mg.edu.br/bitstreams/10679945-378c-4e74-b7cd-529d5e76e938/downloada0302abdd28c8b10b09155c7c3d69bc8MD54THUMBNAILDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdf.jpgDissertação de Talita Barbara Patrocinio.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2635https://repositorio.unifal-mg.edu.br/bitstreams/930417e0-97e4-45a3-a404-81da0ec7ef43/downloadd52db818a5a57d70eec0e27ff48b71c4MD55123456789/33442026-03-12 03:00:56.648open.accessoai:repositorio.unifal-mg.edu.br:123456789/3344https://repositorio.unifal-mg.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttps://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/oai/requestrepositorio@unifal-mg.edu.bropendoar:2026-03-12T06:00:56Repositório Institucional da Universidade Federal de Alfenas - RiUnifal - Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy0gRVhDTFVTSVZBCgpBbyBhc3NpbmFyIGUgZW52aWFyIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChhdXRvcihlcykgb3UgcHJvcHJpZXTDoXJpbyBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpIGNvbmNlZGUgw6AgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgQWxmZW5hcyAoVU5JRkFMLU1HKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgY29udmVydGVyIChjb25mb3JtZSBkZWZpbmlkbyBhYmFpeG8pLCBjb211bmljYXIgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlL3N1Ym1ldGlkbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBlbSB0b2RvIG8gbXVuZG8gZW0gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvLCBtYXMgbsOjbyBzZSBsaW1pdGFuZG8gYSDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JRkFMLU1HIHBvZGVyw6EsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCBjb252ZXJ0ZXIgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUvc3VibWV0aWRvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVTklGQUwtTUcgcG9kZXLDoSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlc3RlIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZS9zdWJtZXRpZG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2t1cCBlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZS9zdWJtZXRpZG8gw6kgc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHRlbSBvIGRpcmVpdG8gZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIFZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUvc3VibWV0aWRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50byBsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UgZW50aWRhZGUuCgpTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZS9zdWJtZXRpZG8gY29udGl2ZXIgbWF0ZXJpYWwgc29icmUgbyBxdWFsIHZvY8OqIG7Do28gZGV0w6ltIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcHJvcHJpZXTDoXJpbyBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciDDoCBVTklGQUwtTUcgb3MgZGlyZWl0b3MgZXhpZ2lkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZW52aW8uCgpTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZS9zdWJtZXRpZG8gw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVTklGQUwtTUcsIHZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGN1bXByaXUgcXVhaXNxdWVyIG9icmlnYcOnw7VlcyBleGlnaWRhcyBwZWxvIHJlc3BlY3Rpdm8gY29udHJhdG8gb3UgYWNvcmRvLgoKQSBVTklGQUwtTUcgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgc2V1IChzKSBub21lIChzKSBjb21vIG8gKHMpIGF1dG9yIChlcykgb3UgZGV0ZW50b3IgKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlL3N1Ym1ldGlkbywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRhcyBwZXJtaXRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgoK
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Cannabidiol
Anhydroecgonine methyl ester
description O consumo de crack envolve a inalação da cocaína e de seu principal produto de pirólise, o metil-éster da anidroecgonina (AEME), um composto neurotóxico capaz de induzir estresse oxidativo e apoptose. No entanto, seus efeitos sobre células gliais permanecem pouco conhecidos. Considerando que os astrócitos são as células gliais mais abundantes do SNC e essenciais para a homeostase neuronal e o sistema antioxidante, este estudo avaliou os efeitos do AEME sobre a viabilidade, os níveis de cálcio intracelular, a reatividade e capacidade antioxidante de astrócitos hipocampais, bem como a possível modulação pelo canabidiol (CBD) e a participação dos receptores CB1 e TRPV1. Astrócitos hipocampais de ratos neonatos foram expostos, por 2 h 30 min, a CBD (10 μM), rimonabanto (RIMO, 1 μM), capsazepina (CAPS, 30 μM) e AEME (0,1 mM), isoladamente ou em combinações. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio de MTT, a reatividade pela expressão de GFAP, os níveis de cálcio por ensaio colorimétrico e a capacidade antioxidante pelos níveis de GSH. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da UNIFAL (protocolo 0024/2025). O AEME reduziu significativamente a viabilidade dos astrócitos em relação ao controle (8,06 ± 0,42% vs. 99,99 ± 2,52%; p < 0,001). O CBD (66,75 ± 4,43%; p < 0,001), RIMO (77,62 ± 4,94%; p < 0,001) e CAPS (89,02 ± 1,44%; p < 0,001) isoladamente também diminuíram a viabilidade. A co-incubação de CBD com AEME atenuou parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME (21,00 ± 1,05% vs. 8,06 ± 0,42%; p < 0,01). Tanto o AEME (p < 0,05) quanto o CBD (p < 0,01) aumentaram a expressão de GFAP, sem alterações significativas pela presença de antagonistas. O AEME aumentou significativamente os níveis de cálcio intracelular em comparação ao controle (114,58 ± 4,54 vs 395,22 ± 0,74; p<0,001). Esse aumento foi atenuado pela co-incubação com CBD + AEME (213,97 ± 3,50; p<0,01), RIMO + AEME (155,46 ± 8,70; p<0,001) e CAPS + AEME (151,49 ± 9,24; p<0,001). A presença dos antagonistas não aboliu o efeito redutor do CBD sobre os níveis de cálcio intracelular. Em relação ao GSH, a exposição ao AEME reduziu significativamente seus níveis em comparação ao grupo controle (3,32 ± 0,17 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05). De forma semelhante, o tratamento isolado com CBD também promoveu depleção do antioxidante (3,32 ± 0,17 vs. 1,49 ± 0,16; p < 0,05). Por outro lado, a co-incubação de AEME com os antagonistas resultou em níveis de GSH significativamente maiores do que aqueles observados no grupo tratado apenas com AEME, tanto para RIMO + AEME (3,46 ± 0,16 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,05) quanto para CAPS + AEME (4,66 ± 0,01 vs. 1,47 ± 0,36; p < 0,01). Entretanto, a adição de CBD às combinações de AEME com os antagonistas resultou em uma redução significativa dos níveis de GSH em relação aos grupos tratados com AEME + CAPS (4,66 ± 0,01 vs. 1,28 ± 0,11; p < 0,01) e AEME + RIMO (3,46 ± 0,16 vs. 0,62 ± 0,12; p < 0,01). Portanto, os resultados indicam que o AEME reduz a viabilidade, aumenta os níveis intracelulares de cálcio, diminui os níveis de GSH e aumenta a expressão de GFAP nos astrócitos, enquanto o CBD isolado apresenta efeitos semelhantes. A combinação com CBD atenuou parcialmente a redução de viabilidade e o aumento de cálcio induzido pelo AEME, mas não preveniu alterações em GFAP ou GSH. A análise dos receptores CB1 e TRPV1 sugere que essas vias modulam principalmente os niveis de cálcio e a disponibilidade intracelular de GSH, sem impactar significativamente a viabilidade ou a reatividade astrocitária. Em síntese, nas condições empregadas, o CBD apresentou efeito dual, atenuando parcialmente a toxicidade induzida pelo AEME, mas impactando negativamente os astrócitos em condições basais.
publishDate 2026
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