Mulheres camponesas em luta: resistência, libertação e empoderamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Conte, Isaura Isabel
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://bibliodigital.unijui.edu.br/items/104ff8d8-a7b4-4845-91ca-cd629951bb2d
Resumo: 156 f.
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O total de questionários foram 117 e contaram com questões abertas e fechadas, sendo noventa e cinco respondidos por mulheres da base do MMC de dez diferentes regiões do Estado e, vinte e dois, por mulheres que compõe a direção e coordenação do Movimento. As observações foram efetuadas em cinco reuniões da direção e três da coordenação estadual, com anotações em diários de campo e as entrevistas, num total de onze, contemplando base, coordenação e direção. A análise documental realizada deu-se a partir de elementos surgidos dos questionários, observações e entrevistas e, também, da sistematização de dados e falas coletadas, somados à estudos teóricos. Merece destaque os seguintes itens como de maior relevância no trabalho: as mulheres camponesas recebem visibilidade quando se colocam em luta, em Movimentos sociais, o que se dá a partir da década de 1980 no Brasil; em Movimento se tornam sujeitos políticos e incidem em políticas públicas; as lutas, tanto de caráter individual (esfera privada), quanto de caráter coletivo e públicas são importantes no processo de libertação, de fazer-se sujeitos, contudo, percebe-se a contradição com relação à sobrecarga e a politização do trabalho feito pelas mulheres do MMC; as experiências feitas pelas mulheres no coletivo em luta, as empodera e contribui no processo de libertação; a pesquisa mostra como relevante no Movimento, a compreensão que as mulheres engajadas passam a ter sobre a sociedade e sobre suas vidas, bem como o maior entendimento sobre a situação que vivem na sociedade capitalista e patriarcal. Citam a conquista de direitos, e o acesso aos documentos profissionais, como relevantes para sua condição de cidadã com profissão reconhecida e maior autonomia frente às pessoas, especialmente cônjuge, e à entidades. Ficou evidente também, que as mulheres inseridas no MMC ao forjar mudanças sociais, sofrem também profundas transformações e desenvolvem identidades coletivas. Empoderam-se na medida em que conseguem ter entendimento e compreensão para agirem e, por esse motivo reconhecem a importância da força do Movimento. Ainda assim, sentem e sofrem discriminação, mas afirmam que a luta de caráter público dá coragem para enfrentar desafios no âmbito das relações de gênero no grupo familiar. Sabem que a libertação é construída passo a passo, não sendo algo individualizado, tampouco acontece de forma espontânea, sendo necessária ser forjada no cotidiano, por causa da situação de desvantagem que se encontram enquanto sexo feminino no patriarcado.Mulheres camponesasOrganizaçãoLibertaçãoEmpoderamentoMulheres camponesas em luta: resistência, libertação e empoderamentoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis-1porreponame:Repositório Institucional da UNIJUIinstname:Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI)instacron:UNIJUIinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do SulWeschenfelder, Noeli ValentinaTHUMBNAILIsaura Conte.pdf.jpgIsaura Conte.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1211http://bibliodigitalnovo.unijui.edu.br:4000/bitstreams/0f6dffd1-8424-45ff-a18e-fd4dd14a2c15/downloada7ef728e1f4c72e42e5f47dec4432484MD54falseAnonymousREADORIGINALIsaura Conte.pdfIsaura Conte.pdfDissertaçãoapplication/pdf13427305http://bibliodigitalnovo.unijui.edu.br:4000/bitstreams/28d0174e-6347-4f59-be99-2bae4744c826/download53c548a69e8573d5fd9018600dea3ff0MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748http://bibliodigitalnovo.unijui.edu.br:4000/bitstreams/b56704c6-0f8f-4b73-9e74-c3d8d45a68a1/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXTIsaura Conte.pdf.txtIsaura Conte.pdf.txtExtracted texttext/plain389545http://bibliodigitalnovo.unijui.edu.br:4000/bitstreams/09fbfb94-8f7a-4ae6-b128-fef6dcc2bd36/download0800250a5860f5e87ebab03d4f299803MD53falseAnonymousREAD123456789/2882025-04-30T18:26:30.772Zopen.accessoai:bibliodigital.unijui.edu.br:123456789/288http://bibliodigitalnovo.unijui.edu.br:4000Repositório InstitucionalPUBhttps://bibliodigital.unijui.edu.br:8443/oai/requestbiblio@unijui.edu.bropendoar:2025-04-30T18:26:30Repositório Institucional da UNIJUI - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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