Biocarvão supermicroporoso de biomassa residual agroflorestal: produção, caracterização e remoção de resorcinol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Carli, Ferdinando Cleber de
Orientador(a): Pavan, Flávio André
Banca de defesa: Pavan, Flávio André, Hirdes, Adriane Roedel, Dotta Filho, Augusto Cezar, Cardoso, Manuela Gomes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado em Ciência e Engenharia de Materiais
Departamento: Campus Bagé
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/9603
Resumo: A presente pesquisa visa o aproveitamento da casca de baru (Dypteryx alata Vogel), fruto do barueiro uma árvore do cerrado brasileiro, como uma matéria-prima para a produção de biocarvão (biocarvão). A casca do fruto baru representa a maior parte do volume da fruta, e sua reutilização é crucial para evitar problemas ambientais e custos adicionais de descarte. O processo de conversão da biomassa em biocarvão envolve a pirólise lenta em forno convencional, sob atmosfera parcial de oxigênio. O biocarvão produzido foi caracterizado por técnicas analíticas e usado como adsorvente para adsorção de resorcinol de meio aquosos. seguido por testes de caracterização e adsorção. Os resultados mostram que a casca de baru é uma matéria-prima adequada para a produção de biocarvão, destacando-se pela sua alta porosidade e área superficial do biocarvão produzido, fundamentais para a eficácia do material na adsorção de compostos orgânicos e inorgânicos. Os resultados mostram que o biocarvão produzido apresentou rendimento de 42% apresentando elevada área superficial (324,86 m2 .g-1) e com poros distribuídos por toda sua extensão superficial, sendo estes, predominantemente supermicroporos, com tamanhos variando entre 0,7 e 2,0 nm. O biocarvão tem superfície levemente ácida e com Ponto de carga zero de 6,5. A espectroscopia FT-IR e RAMAN mostram a presença de diversos grupos funcionais presentes no biocarvão, dentre eles, álcoois, fenóis, carbonila e ácidos carboxílicos. Os modelos cinéticos de Pseudo-primeira ordem e Pseudo-segunda ordem foram utilizados para estudar a cinética de adsorção e a condição de equilíbrio foi atingida após 30 minutos. Os modelos de equilíbrio não lineares de Langmuir, Freundlich e Sips foram utilizados para ajustar os dados experimentais e estudar a condição de equilíbrio. O modelo de Sips é o que melhor descreve a condição de adsorção entre adsorvente-adsorvato, A capacidade máxima de adsorção (Qmax mg.g–1) do biocarvão obtida pelo modelo de Sips foi de 39,4 mg.g-1.
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O processo de conversão da biomassa em biocarvão envolve a pirólise lenta em forno convencional, sob atmosfera parcial de oxigênio. O biocarvão produzido foi caracterizado por técnicas analíticas e usado como adsorvente para adsorção de resorcinol de meio aquosos. seguido por testes de caracterização e adsorção. Os resultados mostram que a casca de baru é uma matéria-prima adequada para a produção de biocarvão, destacando-se pela sua alta porosidade e área superficial do biocarvão produzido, fundamentais para a eficácia do material na adsorção de compostos orgânicos e inorgânicos. Os resultados mostram que o biocarvão produzido apresentou rendimento de 42% apresentando elevada área superficial (324,86 m2 .g-1) e com poros distribuídos por toda sua extensão superficial, sendo estes, predominantemente supermicroporos, com tamanhos variando entre 0,7 e 2,0 nm. O biocarvão tem superfície levemente ácida e com Ponto de carga zero de 6,5. 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Converting the biomass into biocarvão involves slow pyrolysis in a conventional oven under a partial oxygen atmosphere. The biocarvão produced was characterized using analytical techniques and used as an adsorbent for the adsorption of resorcinol from aqueous media, followed by characterization and adsorption tests. The results show that baru bark is a suitable raw material for producing biocarvão, standing out for its high porosity and surface area, which are fundamental for the material's effectiveness in adsorbing organic and inorganic compounds. The results show that the biocarvão produced had a yield of 42%. It has a high surface area (324.86 m2 g-1) and pores distributed throughout its surface, which are predominantly supermicropores, ranging in size from 0.7 to 2.0 nm. The biocarvão has a slightly acidic surface and a zero charge point of 6.5. FT-IR and RAMAN spectroscopy shows the presence of various functional groups in the biocarvão, including alcohols, phenols, carbonyls, and carboxylic acids. The Pseudo-first order and Pseudo-second order kinetic models were used to study the adsorption kinetics and the equilibrium condition was reached after 30 minutes. The Langmuir, Freundlich and Sips non-linear equilibrium models were used to adjust the experimental data and study the equilibrium condition. The maximum adsorption capacity (Qmax; mg.g-1) of the biocarvão obtained by the Sips model was 39.4 mg.g-1.porUniversidade Federal do PampaMestrado em Ciência e Engenharia de MateriaisUNIPAMPABrasilCampus BagéCNPQ::ENGENHARIASBiocarvãoPirólise lentaAdsorçãoBaruResorcinolBiocharSlow pyrolysisAdsorptionBiocarvão supermicroporoso de biomassa residual agroflorestal: produção, caracterização e remoção de resorcinolinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALDis Ferdinando Carli 2024.pdfDis Ferdinando Carli 2024.pdfapplication/pdf1573053https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/7233a160-0de6-450b-9729-29b12a395e0b/download68a9f0f36f9bc1b1aa19ff870c319f66MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/757ea093-1107-4222-a273-866163f6b729/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/96032024-09-04 20:12:16.796open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/9603https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2024-09-04T20:12:16Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
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