Variabilidade morfológica craniana de duas espécies de mamíferos neotropicais de ampla ocorrência geográfica, Herpailurus yagouaroundi (carnivora: felidae) e Galictis cuja (carnivora: mustelidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Migliorini, Raissa Prior lattes
Orientador(a): Kasper , Carlos Benhur lattes
Banca de defesa: Tirelli, Flávia Pereira lattes, Cáceres, Nilton Carlos lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Acadêmico em Ciências Biológicas
Departamento: Campus São Gabriel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/7225
Resumo: O estudo da variação da forma dos organismos tem importante papel na compreensão de uma variedade de processos biológicos, sendo um dos mais antigos temas investigados na Biologia Evolutiva. A morfometria geométrica tem sido utilizada para análises de variação morfológica, se tornando uma ciência quantitativa. Para mamíferos, o crânio é uma das estruturas mais informativas para estudos. Análises morfométricas do crânio de mamíferos da ordem Carnivora com extensas áreas de distribuição têm demonstrado que tamanho e forma podem variar por uma ampla gama de fatores. Neste contexto, a ampla distribuição geográfica e a grande abrangência de habitats utilizados pelo gato mourisco, Herpailurus yagouaroundi, e pelo furão-pequeno, Galictis cuja, fazem delas espécies ideais para investigações de variação de forma. O objetivo deste trabalho foi testar duas hipóteses: (I) populações de diferentes ecorregiões apresentam fenótipos localizados como adaptação a cada ambiente; e (II) espécies com fenótipo mais generalista ao longo de suas distribuições geográficas, apresentando diferenças de acordo com o modelo previsto pelo isolamento por distância. Foram fotografados 59 crânios de gatos-mourisco e 52 de furões-pequenos, nas vistas ventral, dorsal e lateral, sendo todo material proveniente de indivíduos adultos com procedência conhecida, depositados em coleções de museus brasileiros. Este material foi analisado utilizando técnicas de morfometria geométrica. O Teste-t mostrou dimorfismo sexual significativo no tamanho para ambas as espécies, sendo o crânio dos machos maior que das fêmeas. Contudo, a análise multivariada de variância não detectou dimorfismo sexual quanto à forma. Os resultados mostraram que os indivíduos de gato-mourisco são significativamente maiores na região da Amazônia, enquanto os furões-pequenos da Savana Uruguaia são maiores do que da Mata Atlântica. Possivelmente esses padrões estejam relacionados a diferenças na disponibilidade e tamanho de recursos de cada ecorregião em relação aos demais. As duas espécies não apresentaram diferenças significativas para a forma entre as diferentes ecorregiões no Brasil amostradas, à exceção da vista lateral do gato-mourisco, que aparenta apresentar fenótipo localizado no Cerrado. As características distintas deste ambiente poderiam estar exercendo pressões seletivas suficientes para distinguir estes espécimes. Porém, devido à sua flexibilidade ecológica e capacidade de dispersão, e da alta consistência da forma do crânio inerente da família Felidae em suportar certa variabilidade morfológica sem perder a funcionalidade, esta poderia ser uma flutuação fenotípica fixada. A hipótese do isolamento por distância foi corroborada apenas para o furão-pequeno, devido à correlação significativa da distância geográfica e forma da vista dorsal. Porém, a existência de fenótipos localizados não pode ser totalmente excluída, devido à falta de amostragem de espécimes deste mustelídeo em outras regiões. Este foi o primeiro trabalho a investigar variações intraespecíficas na forma e tamanho do crânio do gato mourisco e do furão-pequeno. Dados básicos da ecologia de ambas as espécies ainda são necessários, de forma a melhorar nossa compreensão dos processos evolutivos envolvidos. Além disso, há uma carência de material museológico em grande parte de suas distribuições, sobretudo das ecorregiões Caatinga e Cerrado. Assim, amostragens que abranjam estes ambientes, bem como estudos ecológicos mais aprofundados são recomendados para elucidar com maior precisão a natureza e característica da variação morfológica, ecológica e evolutiva destas espécies.
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A morfometria geométrica tem sido utilizada para análises de variação morfológica, se tornando uma ciência quantitativa. Para mamíferos, o crânio é uma das estruturas mais informativas para estudos. Análises morfométricas do crânio de mamíferos da ordem Carnivora com extensas áreas de distribuição têm demonstrado que tamanho e forma podem variar por uma ampla gama de fatores. Neste contexto, a ampla distribuição geográfica e a grande abrangência de habitats utilizados pelo gato mourisco, Herpailurus yagouaroundi, e pelo furão-pequeno, Galictis cuja, fazem delas espécies ideais para investigações de variação de forma. O objetivo deste trabalho foi testar duas hipóteses: (I) populações de diferentes ecorregiões apresentam fenótipos localizados como adaptação a cada ambiente; e (II) espécies com fenótipo mais generalista ao longo de suas distribuições geográficas, apresentando diferenças de acordo com o modelo previsto pelo isolamento por distância. Foram fotografados 59 crânios de gatos-mourisco e 52 de furões-pequenos, nas vistas ventral, dorsal e lateral, sendo todo material proveniente de indivíduos adultos com procedência conhecida, depositados em coleções de museus brasileiros. Este material foi analisado utilizando técnicas de morfometria geométrica. O Teste-t mostrou dimorfismo sexual significativo no tamanho para ambas as espécies, sendo o crânio dos machos maior que das fêmeas. Contudo, a análise multivariada de variância não detectou dimorfismo sexual quanto à forma. Os resultados mostraram que os indivíduos de gato-mourisco são significativamente maiores na região da Amazônia, enquanto os furões-pequenos da Savana Uruguaia são maiores do que da Mata Atlântica. Possivelmente esses padrões estejam relacionados a diferenças na disponibilidade e tamanho de recursos de cada ecorregião em relação aos demais. As duas espécies não apresentaram diferenças significativas para a forma entre as diferentes ecorregiões no Brasil amostradas, à exceção da vista lateral do gato-mourisco, que aparenta apresentar fenótipo localizado no Cerrado. As características distintas deste ambiente poderiam estar exercendo pressões seletivas suficientes para distinguir estes espécimes. Porém, devido à sua flexibilidade ecológica e capacidade de dispersão, e da alta consistência da forma do crânio inerente da família Felidae em suportar certa variabilidade morfológica sem perder a funcionalidade, esta poderia ser uma flutuação fenotípica fixada. A hipótese do isolamento por distância foi corroborada apenas para o furão-pequeno, devido à correlação significativa da distância geográfica e forma da vista dorsal. Porém, a existência de fenótipos localizados não pode ser totalmente excluída, devido à falta de amostragem de espécimes deste mustelídeo em outras regiões. Este foi o primeiro trabalho a investigar variações intraespecíficas na forma e tamanho do crânio do gato mourisco e do furão-pequeno. Dados básicos da ecologia de ambas as espécies ainda são necessários, de forma a melhorar nossa compreensão dos processos evolutivos envolvidos. Além disso, há uma carência de material museológico em grande parte de suas distribuições, sobretudo das ecorregiões Caatinga e Cerrado. Assim, amostragens que abranjam estes ambientes, bem como estudos ecológicos mais aprofundados são recomendados para elucidar com maior precisão a natureza e característica da variação morfológica, ecológica e evolutiva destas espécies.The study of shape variation of organisms plays an important role in understanding a variety of biological processes, being one of the oldest subjects investigated in Evolutionary Biology. The geometric morphometric have been used to analyze variation in morphology, becoming a more quantitative science. For mammals the skull is one of the most informative structures used for studies. Morphometric analyzes of the skull of mammals from the order Carnivora with extensive distribution areas have shown that size and shape can vary by a wide range of factors. In this context, the wide geographical distribution and the wide range of habitats used by the jaguarundi, Herpailurus yagouaroundi, and the lesser grison, Galictis cuja, make them ideal species for investigations of variation of form. The objective of this work was to test two hypotheses: (I) populations of different ecoregions present localized phenotypes as adaptation to each environment; and (II) species present a more general phenotype along their geographic distributions, presenting differences according to the isolation by distance model. A total of 59 skulls of jaguarundis and 52 of lesser grisons were photographed in the ventral, dorsal and lateral views, all from adult individuals of known origin deposited in Brazilian museums. This material was analyzed using geometric morphometric techniques. The Student’s t-test showed significant sexual dimorphism in size for both species, with the male’s skull being larger than female’s. However, the multivariate analysis of variance did not detect sexual dimorphism in shape. The results showed that the individuals of jaguarundi are significantly larger in the Amazon region, while the lesser grisons from Uruguayan savanna are larger than the ones from the Atlantic Forest. Possibly these patterns are related to differences in the availability and size of resources of each ecoregion in relation to the others. The two species did not show significant differences in skull shape between the different ecoregions in Brazil, except for the lateral view of jaguarundi, which appears to present a localized phenotype in Cerrado. The distinct characteristics of this environment could be exerting selective pressures sufficient to distinguish these specimens. However, due to its ecological flexibility and scatter ability, and the high consistency of the skull shape of Felidae family to withstand certain morphological variability without losing functionality, this could be a fixed phenotypic fluctuation. The isolation by distance hypothesis was corroborated only for the lesser grison, due to the significant correlation between geographic distance and shape of dorsal view. However, the existence of localized phenotypes cannot be totally excluded due to the lack of sampling of specimens of this mustelid from other regions. This was the first work to investigate intraspecific variations in the skull shape and size of jaguarundi and lesser grison. Basic data on the ecology of both species are still needed in order to improve our understanding of the evolutionary processes involved. In addition, there is a lack of museological material in most of its distributions, especially the Caatinga and Cerrado ecoregions. Thus, samples that cover these environments, as well as more ecological studies are recommended to elucidate more accurately the nature and characteristic of the morphological, ecological and evolutionary variation of these species.porUniversidade Federal do PampaMestrado Acadêmico em Ciências BiológicasUNIPAMPABrasilCampus São GabrielCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICASDimorfismo sexualIsolamento por distânciaMorfometria geométricaVariação intraespecíficaSeleção naturalGeometric morphometricIntraspecific variationIsolation by distanceSexual dimorphismNatural selectionVariabilidade morfológica craniana de duas espécies de mamíferos neotropicais de ampla ocorrência geográfica, Herpailurus yagouaroundi (carnivora: felidae) e Galictis cuja (carnivora: mustelidae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALVariabilidade morfológica craniana de duas espécies de mamíferos neotropicais de ampla ocorrência geográfica, Herpailurus yagouaroundi (carnivora felidae) e Galictis cuja (carnivora mustelidae).pdfVariabilidade morfológica craniana de duas espécies de mamíferos neotropicais de ampla ocorrência geográfica, Herpailurus yagouaroundi (carnivora felidae) e Galictis cuja (carnivora mustelidae).pdfapplication/pdf1344132https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/1ec1d078-56d4-4a46-ad00-17ccc310d87c/download20b18a1a21fd74c7bf5cc77ca799e629MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/402042d1-655c-47ad-9795-eb6c381016a4/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/72252022-05-12 21:36:15.255open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/7225https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2022-05-12T21:36:15Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
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