Toxicidade do cobre em larvas de Danio rerio: implicações alarmantes de concentrações permitidas no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Mariano, Maria Vitória Takemura lattes
Orientador(a): Franco, Jeferson Luis lattes
Banca de defesa: Dafré, Alcir Luiz lattes, Farina, Marcelo lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pampa
Programa de Pós-Graduação: Mestrado Acadêmico em Ciências Biológicas
Departamento: Campus São Gabriel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10182
Resumo: O cobre é um metal de ocorrência natural e desempenha um papel vital no metabolismo dos organismos. No entanto, atividades antrópicas intensificam a concentração deste metal no ambiente, elevando o risco de contaminação. No Brasil, o limite máximo permitido de cobre na água potável é de 2 mg/L, contudo, há lacunas quanto à segurança dos organismos aquáticos. O presente trabalho investigou a toxicidade do cobre em larvas de Danio rerio em concentrações ambientalmente relevantes. Larvas de D. rerio em 72 horas pós-fertilização foram expostas a concentrações nominais de cobre (0,16 a 48 mg/L) por 24 horas. A toxicidade do cobre foi avaliada utilizando concentrações subletais (0,16, 0,32 e 1,6 mg/L) com as larvas de D. rerio em 96 horas pós-fertilização. Como resultado, a CL50 foi estabelecida em 8,4 mg/L. Notavelmente, a concentração mais elevada de cobre (1,6 mg/L) resultou na redução do comprimento corporal (3,31 mm ± 0,10) e aumento na área do saco vitelínico (0,192 mm² ± 0,01) que, quando comparado com o grupo controle (3,62 mm ± 0,09, 0,136 mm² ±), sugerem possível associação com a interferência na nutrição desses organismos, resultando em prejuízos no desenvolvimento. Ao mesmo tempo que a diminuição da área da bexiga natatória (0,01 mm² ± 0,05) em comparação com o grupo controle (0,30 mm² ± 0,06), suscita implicações cruciais na flutuabilidade desses organismos, afetando também o desenvolvimento do nado ativo. A exposição ao cobre diminuiu a resposta de escape e capacidade natatória das larvas e, em um ambiente natural, essas alterações podem resultar em maior suscetibilidade à predação, especialmente durante as fases iniciais de desenvolvimento. Alterações em parâmetros oxidativos foram observados, evidenciado pelo aumento nos níveis de espécies reativas de oxigênio peroxidação lipídica, indicando potenciais danos celulares. Além disso, a redução dos níveis de tióis não proteicos e viabilidade celular sugere impactos, em parte, na capacidade antioxidante e, principalmente, na integridade celular, prejudicando a homeostase e comprometendo o desenvolvimento larval. Os resultados destacam que a exposição ao cobre, mesmo em concentrações próximas e inferiores às permitidas na legislação para água potável, provoca impactos adversos em parâmetros morfológicos, comportamentais e bioquímicos. Essas constatações sublinham a urgência de reavaliação dessas concentrações, as quais, apesar de não serem consideradas tóxicas para os humanos, podem comprometer a biota aquática.
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No Brasil, o limite máximo permitido de cobre na água potável é de 2 mg/L, contudo, há lacunas quanto à segurança dos organismos aquáticos. O presente trabalho investigou a toxicidade do cobre em larvas de Danio rerio em concentrações ambientalmente relevantes. Larvas de D. rerio em 72 horas pós-fertilização foram expostas a concentrações nominais de cobre (0,16 a 48 mg/L) por 24 horas. A toxicidade do cobre foi avaliada utilizando concentrações subletais (0,16, 0,32 e 1,6 mg/L) com as larvas de D. rerio em 96 horas pós-fertilização. Como resultado, a CL50 foi estabelecida em 8,4 mg/L. Notavelmente, a concentração mais elevada de cobre (1,6 mg/L) resultou na redução do comprimento corporal (3,31 mm ± 0,10) e aumento na área do saco vitelínico (0,192 mm² ± 0,01) que, quando comparado com o grupo controle (3,62 mm ± 0,09, 0,136 mm² ±), sugerem possível associação com a interferência na nutrição desses organismos, resultando em prejuízos no desenvolvimento. Ao mesmo tempo que a diminuição da área da bexiga natatória (0,01 mm² ± 0,05) em comparação com o grupo controle (0,30 mm² ± 0,06), suscita implicações cruciais na flutuabilidade desses organismos, afetando também o desenvolvimento do nado ativo. A exposição ao cobre diminuiu a resposta de escape e capacidade natatória das larvas e, em um ambiente natural, essas alterações podem resultar em maior suscetibilidade à predação, especialmente durante as fases iniciais de desenvolvimento. Alterações em parâmetros oxidativos foram observados, evidenciado pelo aumento nos níveis de espécies reativas de oxigênio peroxidação lipídica, indicando potenciais danos celulares. Além disso, a redução dos níveis de tióis não proteicos e viabilidade celular sugere impactos, em parte, na capacidade antioxidante e, principalmente, na integridade celular, prejudicando a homeostase e comprometendo o desenvolvimento larval. Os resultados destacam que a exposição ao cobre, mesmo em concentrações próximas e inferiores às permitidas na legislação para água potável, provoca impactos adversos em parâmetros morfológicos, comportamentais e bioquímicos. Essas constatações sublinham a urgência de reavaliação dessas concentrações, as quais, apesar de não serem consideradas tóxicas para os humanos, podem comprometer a biota aquática.Copper, a naturally occurring metal, plays a crucial role in organism metabolism. However, anthropogenic activities contribute to an increase in its concentration in the environment, heightening the potential for contamination. In Brazil, the maximum allowed limit for copper concentration in drinking water is 2 mg/L; nevertheless, safety for aquatic organisms still presents noteworthy limitations. This study investigated the toxicity of copper in Danio rerio larvae at environmentally relevant concentrations. D. rerio larvae at 72 hours post-fertilization were exposed to nominal copper concentrations (0.16 to 48 mg/L) for 24 hours. Copper toxicity was assessed using sublethal concentrations (0.16, 0.32, and 1.6 mg/L) with D. rerio larvae at 96 hours post-fertilization. As a result, the LC50 was established at 8.4 mg/L. Notably, the highest copper concentration (1.6 mg/L) resulted in a reduction in body length (3.31 mm ± 0.10) and an increase in yolk sac area (0.192 mm² ± 0.01), which, when compared to the control group (3.62 mm ± 0.09, 0.136 mm² ± 0.13), suggests a possible association with interference in the nutrition of these organisms, resulting in developmental impairments. Additionally, the decrease in the swim bladder area (0.01 mm² ± 0.05) compared to the control group (0.30 mm² ± 0.06) raises crucial implications for the buoyancy of these organisms, also affecting the development of active swimming. Copper exposure reduced the escape response and swimming capacity of the larvae, and in a natural environment, these changes may result in increased susceptibility to predation, especially during the early developmental stages. Changes in oxidative parameters were observed, evidenced by an increase in reactive oxygen species and lipid peroxidation, indicating potential cellular damage. Concurrently, the reduction in non-protein thiol levels and cellular viability suggests impacts, partly on antioxidant capacity and mainly on cellular integrity, disrupting homeostasis and compromising larval development. The results highlight that copper exposure, even at concentrations close to or below those allowed in drinking water legislation, induces adverse effects on morphological, behavioral, and biochemical parameters. These findings underscore the urgent need for a reassessment of these concentrations, which, despite not being considered toxic to humans, may compromise aquatic biota.porUniversidade Federal do PampaMestrado Acadêmico em Ciências BiológicasUNIPAMPABrasilCampus São GabrielCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICASPeixe-zebraEcotoxicologiaSulfato de cobreEstresse oxidativoZebrafishOxidative stressEcotoxicologyCopper sulphateToxicidade do cobre em larvas de Danio rerio: implicações alarmantes de concentrações permitidas no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALToxicidade do cobre em larvas de Danio rerio implicações alarmantes de concentrações permitidas no Brasil.pdfToxicidade do cobre em larvas de Danio rerio implicações alarmantes de concentrações permitidas no Brasil.pdfapplication/pdf10112644https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/758aa313-45e0-49bb-904f-931483b0b282/download36165198de86985f45c8a89fb39eb007MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/3d4c0e8a-4b0e-42e4-833c-487b45541654/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/101822025-06-24 14:57:51.845open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/10182https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2025-06-24T14:57:51Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K
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