Educação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não conta
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pampa
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| Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado Acadêmico em Ensino
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| Departamento: |
Campus Bagé
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10103 |
Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo promover, a partir de atividades contextualizadas na perspectiva da educação das relações étnico-raciais e em consonância com a Etnomatemática, uma educação antirracista pautada pelo reconhecimento, enfrentamento e posicionamento crítico que proporcionem a desconstrução de discursos racistas. A discussão teórica foi dividida em três subseções. Na primeira, intitulada “Decolonialidade”, apresento a desconstrução de fatos considerados normais na colonialidade, com o objetivo de mostrar fatores de descentralização da cultura europeia. Na subseção denominada “Etnomatemática”, procuro relacionar a realidade da cultura ao ambiente social do indivíduo, para que ele possa construir o pensamento matemático em um processo em que haja encontro entre o símbolo e o significado do conteúdo estudado. Na terceira subseção, denominada “A importância do movimento negro na educação brasileira”, proponho a discussão das lutas e conquistas nessa longa caminhada para implementar ações afirmativas e o combate ao racismo dentro do contexto escolar. Como escolha metodológica, opto pela abordagem qualitativa, valendo-me da pesquisa-ação como estratégia da investigação; na análise de dados, busco uma compreensão aprofundada do fenômeno estudado. A pesquisa destaca a importância de integrar conhecimentos culturais e matemáticos, com foco na Etnomatemática, que valoriza as contribuições africanas e desconstrói narrativas coloniais. Ao explorar conceitos como simetria e práticas culturais, como as pinturas geométricas do grupo étnico Ndebele, a pesquisa desafia a visão eurocêntrica da matemática. Também enfatiza a necessidade de valorizar culturas e saberes não europeus, reconhecendo a contribuição do povo negro na formação da sociedade brasileira. A pesquisa propõe a criação de espaços acolhedores nas escolas para refletir sobre o racismo e combater atitudes discriminatórias. Além disso, aborda as dificuldades enfrentadas pela população negra no Brasil, como o racismo estrutural no mercado de trabalho, na educação, na representatividade política e na abordagem policial, evidenciando os obstáculos à igualdade de oportunidades. |
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Junqueira, Sonia Maria da SilvaJunqueira, Sonia Maria da SilvaSantos, Luane Bento dosJesus, Suzana Cavalheiro deFerreira , Vera Lúcia DuarteFontáns, Maria Cláudia Barcelos Ávila2025-04-17T19:27:37Z2025-04-172025-04-17T19:27:37Z2025-02-19FONTÁNS, Maria Cláudia Barcelos Ávila. Educação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não conta. 2025. 146f.: il. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Ensino ) – Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé, Bagé, 2025.https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10103Esta dissertação tem como objetivo promover, a partir de atividades contextualizadas na perspectiva da educação das relações étnico-raciais e em consonância com a Etnomatemática, uma educação antirracista pautada pelo reconhecimento, enfrentamento e posicionamento crítico que proporcionem a desconstrução de discursos racistas. A discussão teórica foi dividida em três subseções. Na primeira, intitulada “Decolonialidade”, apresento a desconstrução de fatos considerados normais na colonialidade, com o objetivo de mostrar fatores de descentralização da cultura europeia. Na subseção denominada “Etnomatemática”, procuro relacionar a realidade da cultura ao ambiente social do indivíduo, para que ele possa construir o pensamento matemático em um processo em que haja encontro entre o símbolo e o significado do conteúdo estudado. Na terceira subseção, denominada “A importância do movimento negro na educação brasileira”, proponho a discussão das lutas e conquistas nessa longa caminhada para implementar ações afirmativas e o combate ao racismo dentro do contexto escolar. Como escolha metodológica, opto pela abordagem qualitativa, valendo-me da pesquisa-ação como estratégia da investigação; na análise de dados, busco uma compreensão aprofundada do fenômeno estudado. A pesquisa destaca a importância de integrar conhecimentos culturais e matemáticos, com foco na Etnomatemática, que valoriza as contribuições africanas e desconstrói narrativas coloniais. Ao explorar conceitos como simetria e práticas culturais, como as pinturas geométricas do grupo étnico Ndebele, a pesquisa desafia a visão eurocêntrica da matemática. Também enfatiza a necessidade de valorizar culturas e saberes não europeus, reconhecendo a contribuição do povo negro na formação da sociedade brasileira. A pesquisa propõe a criação de espaços acolhedores nas escolas para refletir sobre o racismo e combater atitudes discriminatórias. Além disso, aborda as dificuldades enfrentadas pela população negra no Brasil, como o racismo estrutural no mercado de trabalho, na educação, na representatividade política e na abordagem policial, evidenciando os obstáculos à igualdade de oportunidades.This dissertation aims to promote, based on activities contextualized from the perspective of the education of ethnic-racial relations and in line with Ethnomathematics, an anti-racist education guided by the recognition, confrontation and critical positioning that provide the deconstruction of racist discourses. The theoretical discussion was divided into three subsections. In the first, entitled “Decoloniality”, I presented the deconstruction of facts considered normal in coloniality, with the aim of showing factors of decentralization of European culture. In the subsection called “Ethnomathematics”, I seek to relate the reality of culture to the social environment of the individual, so that he or she can construct mathematical thinking in a process in which there is an encounter between the symbol and the meaning of the studied content. In the third, subsection called “The importance of the black movement in Brazilian education”, I propose the discussion of the struggles and achievements in this long journey to implement affirmative actions and the fight against racism within the school context. As a methodological choice, I opted for a qualitative approach, using action research as a research strategy, and used data analysis to gain an in depth understanding of the phenomenon studied. The research highlights the importance of integrating cultural and mathematical knowledge, with a focus on ethnomathematics, which values African contributions and deconstructs colonial narratives. By exploring concepts such as symmetry and cultural practices, such as the geometric paintings of the Ndebele tribe, the research challenges the Eurocentric view of mathematics. It also emphasizes the need to value non-European cultures and knowledge, recognizing the contribution of black people to the formation of Brazilian society. The research proposes the creation of welcoming spaces in schools to reflect on racism and combat discriminatory attitudes. In addition, it addresses the difficulties faced by the black population in Brazil, such as structural racism in the job market, education, political representation, and police intervention, highlighting the obstacles to equal opportunities.porUniversidade Federal do PampaMestrado Acadêmico em EnsinoUNIPAMPABrasilCampus BagéCNPQ::CIENCIAS HUMANASEducação matemática antirracistaEtnomatemáticaDecololinialidadeAntiracist mathematical educationEthnomathematicsDecololinialityEducação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não containfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIPAMPAinstname:Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)instacron:UNIPAMPAORIGINALDis MARIA FONTANS 2025.pdfDis MARIA FONTANS 2025.pdfapplication/pdf3490679https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/a3d5099f-51d1-4023-9d1a-373a97508374/download1e753757d0addd5078db0bcee1ccd07fMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81854https://repositorio.unipampa.edu.br/bitstreams/c7b4eb72-8258-4378-8a86-fc1d3214aafa/downloadc9ad5aff503ef7873c4004c5b07c0b27MD52falseAnonymousREADriu/101032025-04-17 19:27:37.647open.accessoai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/10103https://repositorio.unipampa.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttp://dspace.unipampa.edu.br:8080/oai/requestsisbi@unipampa.edu.bropendoar:2025-04-17T19:27:37Repositório Institucional da UNIPAMPA - Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)falseTElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvCkluc3RpdHVjaW9uYWwgbyBkaXJlaXRvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIGEKc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBwb3IgdG9kbyBvIG11bmRvIG5vIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28gZSBlbGV0csO0bmljbyBlIGVtIHF1YWxxdWVyIG1laW8sIGluY2x1aW5kbyBvcwpmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVU5JUEFNUEEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0bwpwYXJhIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIHRhbWLDqW0gY29uY29yZGEgcXVlICBhIFVOSVBBTVBBIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KVm9jw6ogdGFtYsOpbSBkZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRlcMOzc2l0byBkYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIG7Do28sIHF1ZSBzZWphIGRlIHNldSBjb25oZWNpbWVudG8sIGluZnJpbmdlIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVOSVBBTVBBIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcwpuZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBkZSBwcm9wcmllZGFkZSBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0bwpvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTwpPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUwpFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBVTklQQU1QQSBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lIChzKSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcwphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4K |
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