Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Vergara, Jorge Israel Ortiz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/unirio/11947
Resumo: n/a
id UNIRIO_850e0cbae44ddde0e4d297c230e9913e
oai_identifier_str oai:localhost:unirio/11947
network_acronym_str UNIRIO
network_name_str Repositório Hórus
repository_id_str
spelling Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de AndradeEvery Freedom Song Comes from the Gaol: Homophobia, Misogyny and Racism in the Reception of Mário de Andrade’s Work80303005 MÚSICAMário de AndradePrejudiceHomophobiaRacismMusicologyMário de AndradePreconceitoHomofobiaRacismoMusicologian/an/a“Every Freedom Song Comes from the Gaol: Homophobia, Misogyny and Racism in the Reception of Mário de Andrade’s Work” resorts to queer theory, feminism, musicology, the history of medicine, Brazilian history and literary criticism in order to confront texts from magazines, newspapers, books, music and correspondence written by Mário de Andrade with those of his contemporaries. The first chapter explains how the newspaper Folha da Noite (1923), the magazine Revista de antropofagia (1929) and the newspaper Dom Casmurro (1939) moved racist, misogynist and homophobic campaigns against Mário de Andrade – the first of which hitherto unacknowledged by the literature. The second chapter stresses Mário de Andrade’s empathy with figures of homoeroticism and subalternity as presented in the 1922 poetry book Paulicea desvairada (Deranged São Paulo city) to argue that stylization testifies to how society has condemned some people and their practices to ignominy and silence. The third chapter interprets Mário de Andrade’s discourses on music insofar as they contest authoritarianisms and prejudices disseminated in the contemporary image-repertoire. While the popular “pretty boys” figures implies homosexuality, effeminacy, transvestism and male prostitution, such poems as“A caçada” (The hunt) and “Nocturno” (Nocturne), from Paulicea desvairada, and “Cabo Machado” (Corporal Machado), from the 1926 book Losango cáqui (Khaki lozenge), confront the reader with the mulatto in compositions that blend subalternity, music and nationality, in which the ideas of race, modernization, masculinity and nationalism betray an anti-authoritarian frame of mind. Mário de Andrade’s “art world” (Becker, 1982) depends on interaction with the mental and social universe of the time. Production and interaction do not take place without discourse, and such discourses not always tackle music, misogyny, anti-Semitism, homophobia and whitening in a direct way. The value of art works is lessened when they are analysed according to technical competence and elaboration only.n/aToda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade recorre à teoria queer, ao feminismo, à musicologia, à história da medicina, à história do Brasil e à crítica literária para confrontar textos provenientes de revistas, jornais, literatura médica, livros, músicas e correspondência assinados por Mário de Andrade com os de seus contemporâneos. O primeiro capítulo explica como o jornal Folha da Noite (1923), a Revista de antropofagia (1929) e o jornal Dom Casmurro (1939) moveram campanhas racistas, misóginas e homofóbicas para reprochar Mário de Andrade – a primeira delas até aqui desconhecida da literatura. O segundo capítulo ressalta traços da empatia de Mário de Andrade com figuras de homoerotismo e subalternidade em Paulicea desvairada (1922) para argumentar que a estilização é testemunho de como a sociedade condenou pessoas e suas práticas à ignomínia e ao silêncio. O terceiro capítulo interpreta discursos de Mário de Andrade sobre música no que contestam autoritarismos e preconceitos disseminados no imaginário da época. Se a figura contemporânea dos “moços bonitos” implica homossexualidade, efeminação, travestismo e prostituição masculina, os poemas “A caçada” e “Nocturno” de Paulicea desvairada e “Cabo Machado” de Losango cáqui (1926) confrontam o leitor com o mulato em composições que fundem subalternidade, música e nacionalidade, nas quais as ideias de raça, modernização, masculinidade e nacionalismo apresentam caráter anti-autoritário. O “mundo da arte” (Becker, 1982) de Mário de Andrade depende da interação com o universo mental e social da época. Essa produção e interação não acontecem sem discurso, e esses discursos nem sempre abordam música, misoginia, antissemitismo, homofobia e branqueamento de forma direta. O valor das obras de arte diminui quando as analisamos em função da competência e elaboração técnica apenas.Palombini, CarlosGubernikoff, CaroleUlhôa, Martha Tupinambá deLopes, Adriana CarvalhoFacina, AdrianaVergara, Jorge Israel Ortiz2018-07-12T20:42:46Z2019-01-012018-07-12T20:42:46Z2018-02info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisVERGARA, Jorge Israel. Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade. 2018. 225 fl. Tese (Doutorado em Música) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2003-), Rio de Janeiro, 2017http://hdl.handle.net/unirio/11947info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Hórusinstname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)instacron:UNIRIO2018-07-12T20:42:46Zoai:localhost:unirio/11947Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/oai/requestbiblioteca.sid@unirio.bropendoar:2024-12-06T17:58:06.511541Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)false
dc.title.none.fl_str_mv Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
Every Freedom Song Comes from the Gaol: Homophobia, Misogyny and Racism in the Reception of Mário de Andrade’s Work
title Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
spellingShingle Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
Vergara, Jorge Israel Ortiz
80303005 MÚSICA
Mário de Andrade
Prejudice
Homophobia
Racism
Musicology
Mário de Andrade
Preconceito
Homofobia
Racismo
Musicologia
title_short Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
title_full Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
title_fullStr Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
title_full_unstemmed Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
title_sort Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade
author Vergara, Jorge Israel Ortiz
author_facet Vergara, Jorge Israel Ortiz
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Palombini, Carlos
Gubernikoff, Carole
Ulhôa, Martha Tupinambá de
Lopes, Adriana Carvalho
Facina, Adriana
dc.contributor.author.fl_str_mv Vergara, Jorge Israel Ortiz
dc.subject.por.fl_str_mv 80303005 MÚSICA
Mário de Andrade
Prejudice
Homophobia
Racism
Musicology
Mário de Andrade
Preconceito
Homofobia
Racismo
Musicologia
topic 80303005 MÚSICA
Mário de Andrade
Prejudice
Homophobia
Racism
Musicology
Mário de Andrade
Preconceito
Homofobia
Racismo
Musicologia
description n/a
publishDate 2018
dc.date.none.fl_str_mv 2018-07-12T20:42:46Z
2018-07-12T20:42:46Z
2018-02
2019-01-01
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv VERGARA, Jorge Israel. Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade. 2018. 225 fl. Tese (Doutorado em Música) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2003-), Rio de Janeiro, 2017
http://hdl.handle.net/unirio/11947
identifier_str_mv VERGARA, Jorge Israel. Toda canção de liberdade vem do cárcere: homofobia, misoginia e racismo na recepção da obra de Mário de Andrade. 2018. 225 fl. Tese (Doutorado em Música) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2003-), Rio de Janeiro, 2017
url http://hdl.handle.net/unirio/11947
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Hórus
instname:Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
instacron:UNIRIO
instname_str Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
instacron_str UNIRIO
institution UNIRIO
reponame_str Repositório Hórus
collection Repositório Hórus
repository.name.fl_str_mv Repositório Hórus - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.sid@unirio.br
_version_ 1817726468289986560